( COMPLEMENTO DO PBDU AULA nº. 17 )

Programa Avançado de Doutrina Umbandista

P A D U - Sessão de Estudos nº 02

Setembro – 2005

Março - 2007

Preâmbulo:

O objetivo da presente aula é fornecer ao doutrinando, bases, mesmo que resumidas, e com os seus necessários debates e aprofundamentos, para que ele tenha a possibilidade de poder fazer melhor análise e juízo, não só de si, mas principalmente das pessoas com quem mantém contato, haja vista que as suas atividades como membro de instituição religiosa, exigem, antecipadamente, que ele saiba sempre, ou tenha bases iniciais, de discernir as pessoas com quem lida.

Com relação à si, as análises e juízos possibilitam uma melhor compreensão de quem é, bem como propicia um melhor domínio no campo das atitudes, pois em se conhecendo, pode usar mais das qualidades, e menos dos defeitos.

Com relação às outras pessoas, tais análises e juízos propiciam uma melhor compreensão, e também possibilita a melhor abordagem e seguimento, no sentido de fazer cumprir a primeira finalidade da missão religiosa, que é o bom atendimento à quem o procura para a solução de seus problemas. 

Também, o doutrinando vai saber que estará havendo real aproveitamento da aula, se no decorrer desta vier a se identificar em uma ou várias facetas do que será apresentado; e, longe de ser (essa identificação) fator negativo ou depreciador, ou positivo ou enaltecedor, entenda-se que a personalidade humana pode ser identificada dessa ou daquela forma, e de modo relativo quando se apreciam seu comportamento, (e de modo universal quando se reúnem todos os elementos que compuseram e compõem as vidas material e espiritual), de quem se analisa no presente momento.

A aula a seguir, vai tratar especificamente da complexidade da Mente, já que esta é a ordenadora das atitudes.

Quer sejam as atitudes conscientes ou inconscientes, é o retrato de cada um, e espelha a sua identificação como personalidade material e espiritual, seu lugar nas sociedades familiar, religiosa, trabalhos e política, à qual pertence.

Nas instituições religiosas sérias, o objetivo primordial é cuidar das coisas da Alma (Ética); e somente cuida dos aspectos Matéria (corpo físico), quando a Medicina esgota seus recursos; mas, com relação à Mente, ela é um vasto campo de exploração, sendo considerada por muitos, um binômio, pois tanto é Matéria como Espírito, e nesse campo específico, muitos defendem a tese de que a Mente é o mesmo que a Alma (só que esquecida das anteriores vidas em tempos passados).

Portanto, as complexidades da Mente, face aos problemas da matéria, tanto ela é um retrato de ações em vista da bagagem adquirida desta vida, como ela é um depósito de conhecimentos de vidas passadas (só que não acessível em situação normal); e as diferenças entre pessoas existem em vista dos fatos acumuladores, de umas para mais, e outras para menos experiências.

Interessa à nós, no presente momento, a complexidade de cada um pela sua bagagem nesta vida, a qual dá os caracteres de comportamento individual, para que, entendidos, possamos, pela adaptação, nos dispormos adequadamente.

A presente aula, visa, objetivamente, ao mostrar as diferenças, fazer entender à quem comanda a ação, que não se deve nunca permanecer estático em uma postura única de comportamento, onde quem o procura deve se amoldar e se sujeitar à sua personalidade, ou jeito de ser, de entender, e de se comportar, pois somos diferentes um do outro, não somos iguais, e é um erro crasso alguém pensar que os outros deveriam “rezar na mesma cartilha que a nossa”. Pessoas que carregam o juízo de que os outros são iguais à si, são aquelas que se espantam ao tomar conhecimento das atitudes bizarras ou extraordinárias dos outros. 

Portanto, entendermos primeiro quem nos procura, e estabelecer comportamento, principalmente de compreensão analítica, facilita a comunicação, e torna mais proveitoso a finalidade da busca das respostas positivas.

CONHECENDO PERSONALIDADES.

Cada ser humano tem a sua própria maneira de interpretar as situações que enfrenta. As reações que apresenta frente às diversas situações, resultam das inúmeras facetas de sua personalidade, que são as existentes tendências e as predisposições inatas, mais as atitudes que se adquirem através de experiências anteriores.

Sócrates dizia: “Conheça-te a ti mesmo”.

A Psicologia diz que o entendimento da personalidade faz parte da ciência da experiência e do comportamento.

Francisco Gomes da Silva, vulgo “o Chalaça”, diz: “Conheça Sócrates e a Psicologia, e entenderá não só a ti, como também a teus semelhantes”.

O significado da expressão “conhecimento”.

Conhecimento é a capacidade de saber, de compreender a coisa que se sabe ou sobre a qual se possui informação.

É o conjunto de informações que um indivíduo possui e compreende sobre os fatos.

Os conhecimentos, na medida em que mais os possuímos, permitem que a Razão formulem conceitos, e haja diminuição dos erros.

As formas clássicas do Conhecimento, são:

Ciência:       Disciplina que estuda os fenômenos em seus princípios e suas causas.

Filosofia:      Disciplina que estabelece as relações entre o Ser, o Conhecimento, e o Objeto.

Religião:       Disciplina que se ocupa de religar o Ser ao seu Eu Superior ou Divindade.

Arte:          Disciplina que estuda o valor do símbolo (visual, sonoro, plástico, etc.).

Obs.: Ciência e Filosofia se originam de raiz mental.

Religião se origina em raiz emocional, e nela prevalece a Ética, que por sua vez exige Imitação. Arte também se origina em raiz emocional, e nela prevalece a Estética, que por sua vez exige a Originalidade.

Qualquer tentativa isolada de se entender um

-                      fato ativo (físico – de corpo), 

-                      intelectual (da mente) ou,

-                      sensível (da alma),

nunca corresponderá a uma realidade, pois em cada atitude do ser humano, se inter-relacionam três aspectos da vida psíquica (formada pela consciência e subconsciência):

1- Do corpo -                            Funções motoras (hábitos complexos e atos involuntários);

2- Da mente -                           Funções intelectivas (imaginação criadora, memorização lógica, atenção voluntária, pensamento, vontade,);

3- Da alma -                             Funções afetivas (sentimentos, paixões,).

Obs.: Formando a personalidade do ser humano, existem dois organismos concêntricos, diferentemente desenvolvidos e moldados. Ou seja, são duas consciências.

A primeira, a consciência, é exterior, e é a que todos adotamos em estado de vigília, no cotidiano e nas relações normais e, à grosso modo, ela é o resultado do uso dos cinco sentidos do corpo humano na presente vida. Resumindo, consciência é o conhecimento íntimo do Bem que devemos fazer, e do Mal que devemos evitar.

A segunda, a subconsciência, é outro modo de ser e de sentir. É uma projeção que vem do “interior”, onde se encontra uma realidade mais completa e verdadeira. É como uma espécie de consciência de sonho, incerta e evanescente, mas muito próxima do próprio mistério da vida. Resumindo, subconsciência é toda a experiência armazenada e não esquecida de inumeráveis vidas do passado.

Portanto, cada fato psicológico é sempre uma reação global de um organismo complexo à uma situação estimuladora.

Os estímulos podem provir do meio ambiente, podendo ser estímulos internos e externos.

Os estímulos internos são os que vem da própria pessoa, e como exemplo, uma lembrança que nos traz sentimentos de alegria ou tristeza.

Os estímulos externos provem de fora, e como exemplo, um grito ou ruído provocado que nos assusta.

O mesmo estímulo pode ser interpretado de maneira diferente de uma para outra pessoa, para a mesma pessoa, e de um para outro momento, pois as características inatas (hereditárias e congênitas), bem como as experiências anteriores, possibilitam o surgimento de respostas diferentes.

Portanto, a complexidade da vida psíquica contra-indica juízo apressado quanto às causas de um comportamento.

A Psicologia.

Definida como a ciência que estuda os fenômenos psíquicos e do comportamento, pode ser definida também, como a ciência do estudo da Alma.

O conhecimento da Alma.

O conhecimento da Alma, no sentido metafísico da expressão, só pode ser alcançado através da Psicologia, mesmo que esta, hoje, venha a conceber para si, um cunho materialista (e portanto desprovida de Alma).

A Psicologia não vem a saber o que é a Alma em sua essência; nem por isso a nega, da mesma forma que não nega a Deus.

Vulgarmente, a Alma é a entidade sensível, consciente e voluntária, que preside todos os atos inteligentes do ser humano.

Espiritualistas a definem como substância espiritual e imortal que constitui a essência do ser humano.

Teve, e ainda tem, muitas definições, formando uma verdadeira Torre de Babel, não havendo consenso comum para a sua definição.

Numa linguagem simplista, a Alma é sinônimo de Espírito. Diz o Espiritismo, que a Alma, quando está separada do corpo, denomina-se Espírito.

Assim sendo, podemos racionalizar, e concluir que:

a) Alma é o Espírito encarnado e,

b) Espírito é a Alma desencarnada.

Divisão da Psicologia.

1- Psicologia Empírica: Os conhecimentos que se adquirem pelas experiências práticas, e não pela forma científica.

2- Psicologia Experimental.

2A- Psicologia Animal ou Comparativa: Estuda o comportamento animal, visando sempre compará-lo ao comportamento humano, para melhor esclarecê-lo.

2B Psicologia Evolutiva: Estuda o comportamento humano, desde o nascimento até a idade adulta. Divide-se em Psicologia da Criança e do Adolescente.

2C- Psicologia Social:

Estuda todos os setores em que a conduta humana é influenciada pelo comportamento de outras pessoas ou grupos sociais.

2D- Psicologia Diferencial e Personalística:

Estuda as diferenças entre as pessoas (diferenças individuais) e culmina com o estudo da personalidade.

2E- Psicopatologia (ou Psicologia Patológica):

Estuda os comportamentos anormais (doentes mentais, neuróticos, psicóticos, etc...).

Os estudos psicológicos podem ser:

a)    do Tipo Filosófico (psicologia racional);

b)    do Tipo Científico (psicologia experimental) e;

c)    do Tipo Aplicado (psicologia aplicada).

A contribuição dos Gregos.

As tentativas para explicar o comportamento social do ser humano, são anteriores a Platão e Aristóteles.

-          Segundo Platão, o meio social determina a conduta do ser humano. Por isso, atribuía valor excepcional à educação, julgando que o futuro da sociedade dependeria do tipo de orientação recebida pelos jovens.

-          Segundo Aristóteles, todos os seres humanos tem tendências inatas, contra as quais a educação pouco ou nada pode fazer, devido haverem certos caracteres psicológicos comuns à todos os seres humanos, havendo portanto, uma natureza humana rígida.

 

A contribuição dos Romanos.

Teoria Hedonista: O ser humano tenderia sempre a procurar o prazer e a evitar a dor. Por isso, atribuíam muita importância às Leis e à Justiça, que castiga o crime e recompensa as virtudes. Nessa situação, as relações humanas tendem a melhorar, pois o amor ao bem estar, e o medo ao castigo, são as molas propulsoras da boa conduta.

A contribuição do Cristianismo e Espiritualismo.

Doutrina do Livre-Arbítrio: entre o caminho do Bem, apontado por Deus, e o caminho do Mal, sugerido pelo Demônio, o ser humano tem a liberdade de escolha.

Outras contribuições.

-          Maquiavel sustentava que o ser humano tem uma natureza má;

-          Montesquieu entendia que o clima mudava o comportamento das pessoas;

-          Gobineau impunha a raça ariana como solução;

-          Augusto Comte e Spencer acreditavam na evolução natural;

-          Gabriel Tarde defendeu a teoria da Imitação;

Hoje, as idéias retornam a Platão e a Aristóteles, e em conjunto.

O comportamento humano.

O comportamento humano, em sua acepção mais ampla, abrange todas as reações do indivíduo, quer estas se exteriorizem por gestos, palavras ou atos; quer ocorram apenas no interior do próprio ser, constituindo suas tendências, desejos, interesses, emoções, sentimentos, paixões, idéias, ...

Para viver bem e em comum (junto à demais, família, sociedade, grupos,), o ser humano precisa aprender a reagir desta ou daquela forma, e de acordo com as circunstâncias; só que, por outro lado, também necessita aprender a inibir certas reações.

A aprendizagem para esse bem viver em comum, inicia-se nos primeiros dias de vida e estende-se através de toda a nossa existência, e isso constitui o “processo de socialização”.

Tal processo torna o indivíduo, que nasceu simples animal, em um ser humano.

Pode ser entendida a socialização, como um processo contínuo e recíproco do ato de dar e de receber.

Durante a existência, cada pessoa sofre influência de tudo e de todos que a cercam; e de sua parte, também exerce influência sobre aqueles com quem entra em contato.

Esse processo de socialização é facilitado ou dificultado pelo meio social em que se desenvolve o ser humano.

Se as pessoas que participam de um grupo, nos recebem com simpatia e boa vontade, as probabilidades de nos ajustarmos à esse grupo são maiores do que na hipótese contrária.

As atitudes positivas ou negativas dos membros de um grupo para com o recém-chegado, constituem a antecipação social dessas pessoas em relação ao novo componente. Exemplificando: se uma criança tiver sido desejada, se tiver sido esperada com carinho, entusiasmo, as antecipações positivas dos familiares tendem a facilitar a sua socialização.

Tais antecipações não existem apenas na família em face do neonato. Existem em qualquer grupo que se prepare para receber um novo membro; quando vamos tomar posse de um novo cargo; quando ingressamos em uma nova empresa, grupo político, religioso, recreativo, etc...

Com o passar do tempo, a posição inicial permanece ou altera-se, dependendo das reações e qualidades pessoais do indivíduo e dos característicos do grupo. Essa “posição inicial”, gradativamente, vai sendo substituída pela “posição adquirida”.

Motivação do comportamento humano.

Toda conduta ou reação pressupõe um estímulo. E esse estímulo, para ser eficaz, necessita de um ou vários motivos.

Os pontos de vista de alguns Mestres da Psicologia.

Willian Mc Dougall (inglês) – Catedrático em Filosofia e Psicologia da Universidade de Duke, Durhan, Carolina do Norte e, professor na Universidade de Harvard, USA, disse que o ser humano seria impulsionado por instintos e relacionados com certas emoções (reações afetivas de agrado ou desagrado, muito intensas e pouco duráveis).

A.W.Small, apresenta como principais motivos do comportamento, os interesses e os objetivos.

Thomas, explica a conduta individual fundamentada em quatro desejos:

1-     Aventura ou novas experiências;

2-    Segurança;

3-    Reconhecimento e;

4-    Afeto.

Sigmund Freud (*1856 - +1939) – Doutor em Medicina, Psiquiatra, Neurólogo e Escritor.

Estudou com Charcot em Paris, e com Breuer em Viena, o tratamento da histeria por meio da hipnose.

Docente de Neuropatologia na Universidade de Viena (1883), expôs suas idéias à partir de 1898, sendo recebido com grande hostilidade.

Depois de 1906 teve o apoio de discípulos e colegas, tais como Adler, Jung, Brill e outros.

Sua obra começou a ser difundida no Congresso Bienal Internacional de Psicanálise (1908).

Devido a anexação nazista da Áustria, refugiou-se na Inglaterra em 1938.

Freud foi um dos maiores investigadores do subconsciente.

Criou a técnica conhecida como Psicanálise para cura de doenças mentais. Segundo sua teoria, as neuroses nascem de complexos reprimidos, nos quais a energias da libido insatisfeita, emerge do subconsciente de forma mascarada e transformando a vida psíquica. O tratamento consiste em tornar consciente (conhecido) o complexo, para poder superá-lo.

O método do Psicanalista é o interrogatório lento para se chegar a conhecer as imagens do paciente, as quais tem valores de símbolos.

A Psicanálise deu ao subconsciente uma hierarquia que não podia ser admitida em uma época em que se fazia depender a essência dos fenômenos psíquicos unicamente do predomínio da consciência. Afirmou ainda, que no subconsciente acontecem os conflitos, atuais ou do passado, que inexoravelmente vão deixando suas marcas na personalidade humana.

Outros aspectos de suas teorias se relacionam com as interpretações dos sonhos, à mitologia, à religião e às artes..

Carl Gustav Jung (*1875 - +1961) – Psiquiatra, Professor e Escritor.

Professor na Escola Superior Técnica de Zurique.

Inicialmente, foi discípulo de Freud. Posteriormente divergiu de diversas teorias de seu mestre, vindo a fundar uma nova escola psicológica, e introduzindo o conceito de inconsciente coletivo, onde se localizam os arquétipos herdados, e nos quais se reflete a evolução espiritual e social da humanidade.

Como experimentador, organizou em 1900, centenas de sessões mediúnicas, cujas conclusões serviram de base para o seu doutorado.

Em 1919, procurou dar explicação, do ponto de vista psicológico, para os espíritos e os fenômenos espirituais.

Em 1920, realizou várias experiências de telequinésia e ectoplasmia, com os médiusn R. Schneider e º Schel.

Em 1950, Jung manifesta sua crença real e verdadeira sobre os espíritos, e não acredita que uma simples explicação psicológica seja capaz de explicar os fenômenos espirituais.

As concepções da Escola Psicanalítica de FREUD, nos dá a concepção do Superego.

De acordo com Freud, todas as reações humanas explicam-se como manifestações da “libido”, princípio dinâmico da vida psíquica, e ligado ao impulso sexual.

Freud concebeu ainda, 02 (dois) impulsos ou instintos básicos: 1- Eros (vida) e, 2- Tanatos (morte).

Instintos (de Eros, ou) Eróticos e instintos Tânicos apareceriam conjugados no caso do sadismo e do masoquismo.

No masoquismo, Eros e Tanatos voltam-se para o Eu, explicando o prazer provocado pelo próprio sofrimento.

No sadismo, os dois impulsos dirigem-se para outras pessoas, explicando o prazer pelo sofrimento alheio.

Quando Eros se fixa no Eu, temos o “narcisismo” = enamoramento de si mesmo.

Caso tenha por objeto algo ou alguém fora do Eu, aparece o Amor.

Se os impulsos tânicos se dirigem para o Eu, há a auto-agressividade.

Se os impulsos tânicos se voltam para o exterior, surge a hétero-agressividade.

A Personalidade apresenta 03 (três) planos:

Primeiro Plano: Id, que abrangeria o inconsciente e o pré-consciente (ou sub-consciente).

Segundo Plano: Ego, (Eu consciente).

Terceiro Plano:            Seperego, (espécie de consciência moral).

A Personalidade em evolução.

Quando a criança vence a inicial fase narcisística, sua libido orienta-se para as pessoas ao redor.

Projeta-se primeiramente no genitor de sexo contrário ao da criança.

O menino estabelece relação com a mãe, e por isso tem atitude ambivalente de amor e ódio para com o pai (Complexo de Édipo).

A menina estabelece relação com o pai, e por isso tem atitude ambivalente de amor e ódio para com a mãe (Complexo de Electra).

Vencida no fim da infância a situação Edipiana ou Electriana, a libido passa a fixar-se em outras pessoas que não os pais. Primeiro as amizades pré-adolescentes de mesmo sexo (fase homo-erótica), e depois o amor por pessoas do sexo oposto.

Essas fases caracterizam a evolução normal. Os desajustamentos e as neuroses explicam-se por paradas ou retrocessos da libido.

Os desejos recalcados apresentam-se em alguns sonhos, de forma disfarçada e simbólica.

Os “lapsos verbais” (troca involuntária de palavras ou sílabas) e os “atos falhos” (faz-se uma coisa quando se quer fazer outra), são manifestações sintomáticas de problemas ou complexos.

Segundo Adler (discípulo de Freud), as reações humanas resultam da luta entre o “sentimento de comunidade”, que nos liga ao grupo, e o “sentimento de inferioridade individual”, gerado pela compreensão de nossa relativa menos valia em relação ao cosmo e à sociedade. Esse “sentimento de inferioridade” ocasiona a necessidade da auto-afirmação e superação das deficiências, num processo de supercompensação.

Em certas pessoas, havendo causas profundas e inconscientes, o “sentimento de inferioridade” transforma-se em “complexo”, e as manifestações são múltiplas e variadas: agressividade, irritabilidade, mitomania, ...

O sentir-se, consciente ou inconscientemente, inferior aos outros em alguns aspectos, leva por supercompensação, a considerar-se em outros campos, superior aos demais. Daí, o complexo de superioridade, que nada mais é do que a necessidade de auto-afirmação.

O passado de uma pessoa é muito importante para a compreensão de sua conduta. Suas atuais aspirações, seus desejos, seus planos para o futuro, ..., são elementos decisivos para propiciar o entendimento e a previsão para as suas reações individuais na atualidade; sendo certo, também, que no convívio humano, outros comportamentos necessitam ser interpretados: gestos, palavras, mímicas, ...

No convívio social, predominam os comportamentos simbólicos, que são os gestos e as palavras, sendo que em determinadas situações temos que agir de maneira direta, realizando atos.

Aprendemos a realizar alguns atos ao acaso, sem para isso termos tido lições especiais e sem termos como exemplo o observado em outras pessoas.

A maioria do que aprendemos é pela observação de um modelo, e como modelo estão nossos pais biológicos e os pais sociológicos, sendo que os modelos mais importantes são os que refutamos como Mestres (professores).

Além dos modelos reais, existem os modelos simbólicos: lendas, mitos, fantasias, literaturas, referências, ..., só que, todos os modelos deveriam ser selecionados mais por suas qualidades morais, já que existem modelos, tanto positivos, como negativos.

O comportamento interno.

O conhecimento real do que se passa no interior do indivíduo não é acessível sequer a si próprio.

Palavras, gestos e atos apenas nos sugerem o substrato interior que lhe deu origem.

Toda vida intelectiva e afetiva é interior.

O que emerge e se projeta em palavras, gestos ou atos, constitui pequena parcela do muito que há dentro de nós.

Nossa conduta exterior reflete o que pensamos, sentimos, o que somos, embora às vezes dissimulamos a verdadeira natureza de nossas idéias e sentimentos.

Definindo atitudes.

Atitude vulgar: é um conjunto de expressões, gestos e palavras, que correspondem a um determinado estado de espírito.

A atitude em face da Psicologia:

É a disposição interna para interpretar, sentir e reagir, face à determinados objetos, situações e pessoas.

Para a Psicologia, interessa sobremodo o problema da origem das atitudes, pois ela se pergunta: “São predisposições inatas geradas pelas experiências de vidas em comum?”.

Em toda atitude encontram-se entrelaçados 02 (dois) aspectos.

1-Intelectivo: compreender, interpretar, julgar.

2-Emocional:  sentir.

Quando o emocional obscurece o intelectivo, há a geração do preconceito (disposição para aceitar idéias sem fundamento lógico e, para agir de forma emotiva e não racional),

Classificação das atitudes.

        1-Negativas ou Positivas:    de agrado ou de desagrado.

            2-Comuns ou Individuais:     de uma pessoa de um grupo.

Allport informa 04 (quatro) atitudes formadas:

            1-Acumulação,

            2-Integração,

            3-Traumatização e,

            4-Imitação.

As atitudes das pessoas que admiramos, tendem as nos influenciar, sendo de fundamental importância conhecer até que ponto as opiniões expressas refletem com fidelidade as verdadeiras atitudes.

Estereótipos: A idéia que fazemos de alguém.

Conceito de Personalidade.

Definição:

“Organização dinâmica dos sistemas psicofisiológicos individuais, que determinam a maneira única pela qual cada pessoa se ajusta ao ambiente”.

Em outras palavras, a personalidade é um conjunto de reações e de modo de ser, característico de cada indivíduo, decorrente da herança biológica e da ação ambiental.

Fazem parte da personalidade.

1-Constituição(estrutura orgânica),

2-Temperamento(tendências básicas),

3-Caráter(reações adquiridas),

4-Inteligência, e suas 03 (três) funções essenciais, que são:

a) Compreensão (compreender a situação é o ponto de partida).

b) Invenção (inventar uma ou várias soluções).

c) Crítica (selecionar a melhor solução).

5-Cultura (conjunto de técnicas, habilidades e conhecimentos).

A maior ou menor aptidão mental, contribui para diferenciar a personalidade.

Personalidade ajustada:

É aquela que não sofre e nem faz sofrer sem justa causa.

Os mecanismos de defesa da Personalidade Ajustada:

Não cria ambiente de desagrado, de irritação e de desarmonia; e isso no fito de vencer conflitos íntimos, superar frustrações, resistir à sofrimentos físicos e morais, no intuito de vencer barreiras, da vivência em paz, com felicidade e bom êxito na vida.

Personalidade desajustada.

É aquela que sofre e faz sofrer sem justa causa.

A infelicidade de uma Personalidade Desajustada pode ter várias origens.

Acontece quando da incompatibilidade de nossas próprias tendências (quando desejamos coisas contraditórias), ou da falta de adequação entre nossas tendências e aquilo que temos de fazer.

Mais ainda, os sentimentos de frustração podem ser gerados por falta de correspondência entre:

a) aquilo que desejamos e os meios de que dispomos.

b) o esforço realizado e o êxito conseguido.

c) o êxito alcançado e o prazer dele retirado.

Para resistir aos embates da vida e aos sofrimentos gerados, a personalidade necessita “reprimir as tendências ou desejos que não podem ser satisfeitos, e as lembranças que causam sofrimento”.

Identificação ou Introjecção.

Definição:

É quando o indivíduo procura vencer o temor ou o desgosto provocado por um dado objeto, pessoa ou fato, vindo a identificar-se com estes; bem como pode incorporar estes à sua personalidade.

Exemplo: o filho quer parecer-se com o pai e o imita.

No caso do pai ter personalidade ajustada, isso facilita o ajustamento do filho ao convívio social.

No caso do pai ter personalidade desajustada, o ajustamento do filho será prejudicado, e vindo a apresentar conflitos.

Racionalização ou Autojustificação.

Definição:

O indivíduo procura justificar-se a si mesmo, suas falhas e seus insucessos, à base de argumentação aparentemente lógica coerente e até brilhante.

Também poderá usar dessa mesma capacidade de auto-argumentação para realizar atos condenáveis sem ter o sentimento de culpa. Um exemplo disso, é a raposa da fábula de LaFontaine: “Ora, as uvas estão verdes”. Já que não as conseguia apanhar, justificou-se.

 

Inversão ou Supercompensação.

Definição:

É quando o indivíduo apresenta uma reação oposta ao ato desejado, mas que logra satisfazer o Eu individual.

Um bom exemplo de Supercompensação: como o irmão mais novo não vence o irmão mais velho em um esporte, vem a se tornar então, um ótimo estudante, e superando o outro.

No mais das vezes, os exemplos são de Inversão, onde as reações opostas são de execução de atividades perniciosas.

Sublimação, Derivação, Substituição ou Transferência.

Quando o sentimento ou a ação desloca-se para outro objeto, ou quando há um obstáculo entre o desejo e a possibilidade de realizá-lo.

Projeção.

Quando o indivíduo atribui a outrem suas inclinações.

Exemplos: O criminoso julga-se vítima. O agressor jura que foi agredido. O culpado acredita-se piamente inocente. O devedor julga nada dever, ou ser credor.

Pessoas assim possuem mania de perseguição. Sempre se apresentam aliviadas e em paz com suas consciências, pois se julgam isentas de culpa; e sempre, quando acusadas, se definem como “bodes expiatórios”.

Autopunição.

Nessa condição, o indivíduo procura inconscientemente a dor, visando atenuar sentimento de culpa.

Realização imaginária.

O indivíduo “sonha acordado”. A imaginação supera a realidade, concretizando no mundo das fantasias, o que não consegue fazer no mundo real.

Oligofrenia.

Definição:

Atraso no desenvolvimento mental, imbecilidade, idiotia, demências ou retrocessos no desenvolvimento psíquico, neuroses e psicoses (alterações mais ou menos profundas e duradouras, acompanhadas às vezes de delírios, alucinações, falsas percepções, ...).

As pessoas desajustadas se caracterizam em regra, por apresentarem:

a)falta de integração com os diferentes aspectos mentais.

b)instabilidade afetiva, alterando-se o tipo e o sentido de suas reações sem causas reais e aparentes.

c)consciência de si própria e do mundo; mas, falseada pelo excesso de subjetivismo.

Obs.: Sempre foi difícil traçar um limite seguro entre o neurótico e o psicopata.

Personalidade astênica (fraca).

Os astênicos possuem energia psíquica reduzida. Preferem situações em que sempre seja necessário um mínimo de esforço, sendo incapazes de completar tarefa que exigia assiduidade e continuidade. Às vezes, impulsionadas e/ou exigidas, vencem a apatia por algum tempo, mas logo retornam ao antigo estado depressivo, e até mais acentuado.

Personalidade compulsiva.

A tensão psíquica acumulada se descarrega como se fora um jato intermitente, em forma de compulsões intermitentes. As paradas entre uma e outra descarga, são explicadas como fases de luta do Id com o Superego.

Deixam tudo o que tem a fazer para a última hora, e aí, se lançam freneticamente ao trabalho, sendo perseverantes, ordeiros, sistemáticos e muito precisos ao realizarem tarefa.

Esse medo, essa indecisão, e essa compulsividade levam-no a amar a tradição, os rituais, e os métodos, que não podem ser alterados; sendo que, qualquer quebra nesse sentido equivale à violação de um tabu, tornando-o irritado e agressivo. Além de se impor aos métodos, rituais e tradição, também quer impô-los aos que se encontram sob seu domínio.

Personalidade explosiva.

Indivíduos violentos, de reações bruscas, irritáveis, tendendo a se expressarem pelas vias motoras. Os pretextos mais banais dão origem a um intenso acesso de raiva, no qual destroem tudo que se encontra à mão, e nessa onda de expressão, é comum lesarem a si mesmos até sem se aperceberem. Essas reações, portanto, se voltam contra o próprio indivíduo e dependendo do grau explosivo, pode acontecer até suicídio.

Personalidade instável.

São pessoas inquietas que não se fixam em coisa alguma, e vem acompanhada de um infantilismo orgânico.

Erros de educação, excesso de mimos e vontades, favorecem a instabilidade.

A oscilação nos interesses levam os instáveis a mudarem constantemente de atividade, residência, amizades, distrações, ...

Personalidade histérica.

a)         quando de qualquer choque ou problema emocional, apresentam perturbações orgânicas (verdadeira linguagem visceral).

b)         são altamente sugestionáveis.

c)         apresentam casos de dupla personalidade.

d)         falam sozinhas.

e)         a maioria, se compõe de indivíduos afeminados.

Obs.: Os casos de “milagres”, de “recuperação da saúde de “doenças diversas” e de “paralíticos que voltam a andar”, acontecem junto à essas personalidades histéricas e  pseudoentes, que nada mais é do que a “cura provocada por sugestão ou auto-sugestão de reações histéricas”, sendo que as “doenças” nada mais eram do que o fruto de suas mentes.

Personalidade ciclóide.

a)O hipomaníaco:

São altamente sociáveis. Oscilam em seus estados de alegria e tristeza. Entregam-se facilmente aos vícios sexuais, ao alcoolismos, ao tabagismo, e às drogas.

B)O pessimista angustiado:

Vive cheio de maus pressentimentos. É fatalista ou cético. Critica à tudo e à todos. Não vislumbra solução positiva para os problemas. Vive longos períodos de apatia. Por tal disposição de espírito, pode ser levado ao suicídio.

Personalidade paranóide.

São dos que mais perturbam a vida em comum. Apresentam acentuada hipertrofia do Eu. Possuem amor-próprio excessivo. São muito suscetíveis à qualquer crítica ou restrição, e sempre se imaginam sendo o alvo delas. Mesmo em situações que lhe são totalmente adversas, sem fundamento real, se auto-valorizam. Apresentam grande insegurança, e são muito desconfiados. Necessitam serem lembrados à todo momento, da importância que dão à si mesmos, e querem ser admirados.

São sujeitos à delírios de grandeza. Sofrem de manias de perseguição e de medos imaginários. Conversam muito sobre nada, são repetitivos, e exageradamente prolongados em seus discursos.

Projetam sua problemática e racionalizam exageradamente.

Discutem por qualquer coisa, e iniciam ações sem motivos justificáveis.

São volúveis em seus embates, não sustentando opiniões, e desconsideram o dito anterior já no momento seguinte.

Personalidade perversa.

São desprovidos de senso de moral, e incapazes de distinguir o Bem do Mal. Não sentem simpatia ou compaixão pelo semelhante. Se aliados à uma boa inteligência, esta é usada para elaborar requintes de perversidade, e para disfarçar ou ocultar o mau praticado.

A perversidade costuma aparecer cedo: crianças que maltratam seres considerados inferiores, ou que podem ser dominados pelo uso da força: mau trato com os animais, ou com crianças de menor estatura.

Personalidade esquizóide.

É incompreensível. Dele, toda reação estranha pode ser esperada. Vive em um mundo próprio, à margem do mundo real. Ora está taciturno, fechando-se em mutismo que o isola dos demais; ora reagem com violência, como o impulsivo; ora se transforma em um fanático e desejoso de reformas sociais, ou sociais, ou religiosas, ou políticas, ou morais, ou do comportamento dos outros; e, ora está esquizotímico, ou seja: normal.

Personalidade hipocondríaca.

Preocupação exagerada com a saúde, procuram com freqüência e desnecessariamente, não só a médicos, como a qualquer forma de cura (simpatias, curandeirismos, ervas, centros espíritas, medicinas alternativas, remédios milagrosos, etc.).

Vivem cercados de medicamentos diversos. Sentem constantemente dores imaginárias. Só se sentem felizes quando estão sendo tratadas. Gastam horas e mais horas falando de suas doenças. Somente estão felizes quando estão doentes, ou dizendo que estão.

O Auto-conhecimento.

Para nos auto-avaliarmos, precisamos de algumas bases de conhecimentos gerais, e da área de Psicologia.

A fundamentação da Teoria deve ser acompanhada de uma constante auto-análise, para que possamos aprofundar, pelas experiências de nossos dia-a-dia, das noções que devemos ter de:

a) nossas possibilidades e nossas limitações,

b) nossas aspirações e nossas aversões,

d) nossos êxitos e nossos insucessos,

pois somente através das provas de inteligência, de aptidões e de personalidade, podemos obter um conhecimento objetivo de nossa própria personalidade.

Todos nós possuímos 03 (três) personalidades:

1- a que nós nos atribuímos,

2- a que os outros julgam que nós possuímos e,

3- a que realmente nos caracteriza.

Desse auto-conhecimento, deve resultar nosso melhor ajustamento, e a conquista da maturidade emocional.

A atitude ajustada.

É a que se situa em um justo meio-termo.

Não é pessimista, e nem otimista, e sim, realista e empreendedora.

A pessoa ajustada não considera essa vida um vale-de-lágrimas, nem um mar-de-rosas.

Sabe que terá alegrias e tristezas; bons e maus momentos; recompensas e desilusões; mas aceita tais eventos se não os pode evitar.

A atitude realista e empreendedora está bem expressa na famosa frase do General Grant: “Meu Deus, dai-me forças para alterar o que pode e deve ser alterado; dai-me paciência para aceitar o que não pode ou não deve ser modificado; e dai-me o discernimento para saber distinguir uma situação da outra”.

A conquista da maturidade.

É um longo caminho a percorrer, e os sintomas mais expressivos de que estamos na trilha certa, é quando conseguimos:

1-melhorar nossa capacidade de entender os outros, e também, de nos fazermos entender pelos outros.

2-nos julgamos e julgamos os outros o mais objetivamente possível.

3-nos aceitamos e aceitamos os outros, admitindo que ninguém é isento de falhas, mas, que encontraremos qualidades em nós, bem como em qualquer outro ser humano, se realmente desejarmos encontrá-las.

4-administrar a nossa ansiedade (o excesso de ansiedade caracteriza as personalidades psicopáticas; e a carência de ansiedade torna a pessoa anti-social, egoísta e irresponsável).

O hetero-conhecimento.

Conhecer os outros implica, inicialmente, ter um vasto conhecimento da natureza humana e das motivações mais comuns e freqüentes que impulsionam o ser humano a agir.

Devemos a Aristóteles o conceito da natureza humana e, apesar de haverem as diferenças raciais, étnicas, intelectuais, físicas, etc., o ser humano tem muito em comum com os de sua espécie.

As diferenças individuais abrangem:

a) os diferentes tipos e graus de inteligência.

b) as diversidades de temperamento e de reações caracterológicas.

c) o grau de cultura.

d) os interesses dominantes, e até os aspectos constitucionais que podem influir na conduta de cada ser humano.

Meios que podem influir na conduta do ser humano:

A comunicação: rádio, televisão, cinema, livro, jornal, internet, aula, palestra, conversas, as linguagens de expressão: o olhar, o sorriso, gesto,  etc.

Os processos de influenciação – ou Manipulação:

Influímos uns sobre os outros, conseguimos que façam o que nós desejamos, ou por coação - intimidação, ou por sugestão, ou ainda por persuasão – (Os métodos sempre serão os deTentação, Intimidação, Sedução ou Provocação).

Se impomos nossa vontade por ameaças, estamos usando a coação - intimidação.

Caso procuremos, pela afetividade, ou pelos apelos do coração, obter uma determinada reação, estamos utilizando a simpatia - Sedução.

Na hipótese de tentarmos convencer através de argumentos lógicos, ou de razões bem fundamentadas, estamos utilizando a persuasão.

Notas finais.

A Ciência Psicológica ainda não autoriza aconselhar, com base científica, esta ou aquela atitude, este ou aquele comportamento, exatamente em face das diferentes situações que a vida apresenta.

A modificação das tendências, ou das atitudes, não pode decorrer apenas do fato de vir a se conhecer um pouco ou muito de Psicologia.

Esse conhecer (muito ou pouco) sobre Psicologia, apenas permite:

1- Compreender um pouco melhor a própria problemática da vida, possibilitando estruturar condutas adequadas, que indiretamente poderão proporcionar o ajustamento desejado à si mesmo.

2- Compreender melhor a problemática de um seu semelhante, possibilitando a tomada de conduta adequada, e cuidados a serem tomados, que direta e indiretamente, poderão proporcionar o ajustamento desejado à esse semelhante.

Pensamento:

“Apesar de ser, ninguém é o que quer ser. No presente, é produto do passado, e no futuro, será o resultado do que fizer no presente”.

Sansara – Rodas das Encarnações:

Nos grilhões da vida, todas as Almas se entrelaçam,

Muitas são arrastadas pelas circunstâncias,

E quando o ponto de apoio se revela pernicioso,

Serão Almas sofredoras.

As que queimam suas Vontades na chama do Amor,

Se aproximam de outros corações e serão felizes.

Mas, nenhuma poderá dizer que a isso foi arrastada,

E atendendo vontade superior,

Pois em cada Alma existe o Livre-Arbítrio,

O que lhe dá o direito de escolher como viver sua existência,

E assumindo a responsabilidade de seus atos.

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