( Complemento do PBDU Aula nº 18 )

Programa Avançado de Doutrina Umbandista

P A D U - Sessão de Estudo nº 03

Outubro - 2005

Março – 2007

PREÂMBULO:

A leitura deste Adiantado Ensaio sobre a gravidade das obsessões, tem a necessária finalidade de trazer ao conhecimento do Doutrinando, uma realidade da vida, que é por demais séria, pois a obsessão, não sendo tratada de forma adequada, pode complicar e muito a vida das pessoas envolvidas.

Também, como conseqüência positiva, após lido e entendido, objetiva um melhor conhecimento para os Médiuns que participam da Sagrada Corrente Mediúnica de Trabalho Espiritual da Religião de Umbanda, pois todos os Médiuns, além de "conhecerem o chão onde pisa", devem criar suas próprias fortalezas para não sucumbirem às batalhas que se desencadeiam entre os dois mundos (Luz e Trevas), pois independente do Médium saber que é o seu Espírito Guia e Protetor quem vai realizar a maior parte das ações de combate aos espíritos obsessores, cabe a ele manter-se física, psíquica e espiritualmente equilibrado.

Cabe também o alerta, ao mesmo tempo consagrador e preocupante, que, quanto maior for o valor da tarefa que um Médium desempenhe, maior será a perseguição que as Hostes Invisíveis das Trevas lhe moverão, da mesma forma que maior, também, será a proteção que os Guardiães lhe promoverão.

Em nenhum momento, nenhum Médium estará o tempo todo isento da influência da obsessão, principalmente se este Médium estiver fazendo diferença na batalha da Luz contra as Trevas.

Enquanto as armas da Luz é o Amor e a Caridade desinteressada, as Trevas se armam, principalmente, de estudar os pontos fracos negativos de cada um, alimentá-los, torná-los aparentes, e conseqüentemente por esses “caminhos de ruínas”, fazer o médium cair em desgraças moral e espiritual.

Também, para que o médium não se perca em devaneios de importância quando recebe a sua carga de obsessão, desde já fique registrado que o objetivo dos obsessores não é atingir propriamente a pessoa do médium, mas sim pelo que ele representa principalmente se for um Líder, e escarnecer a Religião que ele professa, cuja imagem tentam prejudicar a qualquer custo.   

Como a Aula é um retrato de uma das Realidades que acontecem no cotidiano dos trabalhos espirituais que acontecem no nosso Templo, sendo também um retrato da Verdade de outros Templos, o expositivo escrito pode e deve servir aos irmãos desses outros locais, sendo que para o presente trabalho não resguardamos nenhum direito autoral, e sim que seja aproveitado da melhor forma possível por todos os nossos irmãos espiritualistas que dele queiram tirar proveito.

A OBSESSÃO

A obsessão é um dos males que mais faz sofrer a humanidade.

A obsessão é o ato pelo qual um espírito persegue uma pessoa.

 Um espírito obsessor é sempre um espírito malévolo.

Os espíritos bons não obsedam ninguém.

O maior perigo da obsessão está no fato de que a pessoa obsedada não vem a percebê-la e, quando isso lhe é revelado, não acredita; inclusive passa a acreditar que todos estão contra si, que estão loucos, errados, ou que a querem prejudicar.

Há quatro causas que dão origem à obsessão.

1ª) Deficiências Morais:

Pela Lei de Afinidade Moral, cada um de nós participa de um grupo de espíritos cujos gostos e inclinações são iguais aos nossos. Assim sendo, cada uma das imperfeições de nosso caráter atrai para junto de nós um (ou mais) espírito(s) dotado(s) da mesma imperfeição.

2ª) Vingança de Inimigos Desencarnados:

Todos nós já tivemos muitas vidas.

Nessas vidas passadas, já tivemos a oportunidade de, usando da ignorância, praticarmos ações criminosas, fazendo acontecer muitos prejuízos à muitos de nossos semelhantes.

Hoje, estamos vivos na carne.

Muitos daqueles que fizemos inimigos estão no mundo espiritual. Se esses nossos inimigos de vidas passadas não aprenderam a transformar seus ódios em amor, e nós nada viemos a fazer para merecer os seus perdões, esses espíritos, na qualidade de obsessores, exercem sobre nós a sua vingança.

Muitas vezes a pessoa obsedada é apenas um instrumento do obsessor somente para prejudicar uma pessoa próxima; e isso, porque a pessoa que recebe a obsessão é portadora de mediunidade.

3ª) Mediunidade Não Desenvolvida:

O não desenvolvimento de maneira correta produz obsessões, porque os caminhos mediúnicos devem ser trilhados com a devida preparação.

4ª) Mediunidade Mal Empregada:

O médium que não sabe cumprir seus deveres ou os cumpre movido pelo interesse pessoal, é abandonado pelos bons espíritos e se torna presa fácil dos obsessores, os quais, para enganar o médium, fingem ser espíritos de luz.

As obsessões podem se apresentar das seguintes formas:

-          sutil,

-          amena,

-          periódica,

-          permanente,

-          branda ou,

-          violenta.

As formas sutis e amenas da obsessão, manifestam-se por manias, pavores, esquisitices, fobias, cacoetes, excentricidades, exotismos, extravagâncias, paixões, fanatismos, covardia, indolência, por tudo que é considerado excessos ou apatias, e algumas outras formas a serem analisadas.

Em grande parte, a culpa da obsessão cabe às próprias vitimas, e isso por haverem, quando em situação normal, alimentado pensamentos negativos que serviram de atração para os diversos espíritos obsessores.

Os pensamentos que atraem espíritos obsessores são todos os danosos à si e outras pessoas, como os de  perversidade, vingança, ódio, ciúmes, mau-humor, destruição, suicídio, e muitos outros.

As baixas camadas do Astral Inferior (Inferno) estão infestadas por espíritos mau-humorados, vingativos, perversos, invejosos, irritados, desonestos, e ainda por aqueles que alimentam fraquezas e vícios.

Toda vez que emitimos vibrações de pensamentos negativos, estabelecemos de imediato contato, atração e ligação, com essas diversas qualidades negativas de espíritos obsessores, e isso porque nas formas de comunicação no mundo espiritual, prevalece a do pensamento. Há espíritos que dizem, que o nosso pensamento, por mais íntimo e escondido que seja, para eles é como um grito.

As pessoas obsedadas (ainda que não aparentem ser, e outras que procuram se conter), sempre se revelam pelo péssimo clima ambiental que criam à seu redor, que é profundamente danoso a si mesmas, aos grupos de amigos (enquanto ainda possuem), aos familiares, e as pessoas com quem convivem; sendo que a  continuidade do obsedado em ambiente com outras pessoas sãs, fatalmente resultará em obsessão também às demais pessoas.

Sempre que a afinidade for intensa, os obsessores não se apartam da vitima, pelo prazer que sentem em permanecerem onde se sentem bem.

Quando a obsessão é exercida por espírito que foi inimigo do obsedado, sua ação é de violência, sendo comum conduzir a vitima para crises de destruição cega e furiosa, podendo culminar com o suicídio.

Como os obsessores preocupam-se única e exclusivamente em agir perversamente contra os encarnados, e como sua intuição e vontade é constante para o mal e os obsedados são pessoas de vontade fraca, são comuns as induções para as práticas de  traições, homicídios, suicídios e tantas outras desgraças.

Os espíritos obsessores agem isoladamente ou em grupos bem organizados, e sem esclarecimentos, não há quem possa fugir à influência obsessora, nem impedir que essa forças interfiram em sua vida material e espiritual.

Só os esclarecidos, os que têm consciência do valor de duas poderosas forças que se traduzem como Força de Vontade e Pensamento Positivo e Produtivo, são capazes de manter à distância os espíritos obsessores.

OS CAMINHOS QUE CONDUZEM À OBSESSÃO

1. Doença psíquica causada pelo mau uso do Livre Arbítrio.

Ao fazer mau uso do livre arbítrio, contraria o ser humano as leis naturais que estabelecem normas de vida corretas, seguras e apropriadas.

A Lei do Livre Arbítrio assegura a cada pessoa o direito de conduzir-se por si mesma, com liberdade e independência, como convém aos seres dotados de raciocínio, mas torna-o responsável por todos os atos que pratica.

Com o raciocínio bem exercitado na solução dos problemas que se apresentam, sendo presente o aspecto honrado da questão, todos podem manter-se dentro das regras da boa conduta.

Os que se afastam desse caminho, fazem-no porque querem, ou porque se deixam enfraquecer; e, o enfraquecimento enseja a atração dos espíritos do Astral Inferior que, em maior ou menor espaço de tempo, acabam por produzir a obsessão.

2. A vontade mal educada.

A vontade mal educada provém da indolência (preguiça), da indiferença e da negligência para com as coisas sérias da vida.

O indolente (apático) está sempre à espera de que os outros façam o que ele deve fazer.

Não gosta de horários e tem horror à disciplina. É inimigo do trabalho, de sua continuidade, e da ordem.

O indolente está situado no plano dos parasitas. Enquanto todas as atividades exigem dinamismo e ação, o indolente observa o que se passa. Sabe de suas obrigações. Sabe que possui encargos; mas, não tem vontade de participar; inclusive não faz suas obrigações, não pede para outro fazer, e não se interessa que seja ou não feita.

Ninguém pode eximir-se do dever de trabalhar e de procurar no trabalho a verdadeira satisfação de vida.

O universo é oficina de trabalho permanente, e todos precisam ser operários ativos e diligentes.

Os que assim não procedem ficam colocados num plano inferior de vida, não passando de marginais, idem aos espíritos do Astral Inferior, com os quais se associam.

3. A incontinência e desregamentos sexuais.

Na pessoa de comportamento imoderado em sensualidade e de modos a denotar abuso, excesso, devassidão e libertinagem sexual, estão os germes do materialismo obsedante, cujos pilares são a luxúria e outros vícios.

Subjugado a esse estado, dá o ser humano expansão aos seus instintos animalizados, proporcionando franco acolhimento aos espíritos do Astral Inferior e seus afins.

4. O descontrole nos atos cotidianos.

Todos os atos cotidianos precisam ser executados com o maior critério e honestidade.

A organização social obedece a um esquema, cujos traços principais definem a posição que os seres devem adotar no intercâmbio das relações humanas, sem perder o respeito próprio e o devido ao semelhante.

5. O nervosismo irrefreado.

Os espíritos do Astral Inferior gostam de aproveitar-se de pessoas descontroladas, irritadiças e irrefletidas, que não pensam antes de agir e falar, para gozarem com os efeitos de sua atuação para as neuroses.

O nervosismo desenfreado traz os males da intolerância, da irritação, da irreflexão e da imprudência.

Esses males devem ser combatidos por todos os meios, pois são portas abertas que permitem com facilidade, a entrada de espíritos obsessores.

6. Os desejos insuperáveis.

Desejos insuperáveis são aspirações inatingíveis. Há pessoas de desmedida ambição que nunca se contentam com o que possuem. Sempre queixosos, acham que merecem mais e por isso, vivem em permanente estado de insatisfação.

Se perguntado, nem sabem dizer o que querem. Só sabem dizer que querem mais, mesmo tendo mais do que o suficiente.

É perfeitamente racional e até elogiável, que as pessoas procurem sempre melhores condições de vida, e não se poupem de esforços para isso se alcançar; isso porem, não se consegue com lamúrias e insatisfação.

7. A ambição desmedida.

A ambição sem limites, associada à revolta intima, produz mau humor; e disso se aproveitam os espíritos do Astral Inferior para atuar sobre os revoltados, incutindo-lhes na mente os mais sombrios pensamentos, capazes de os levarem à obsessão e por via dela, à outros males.

A Lei da Atração não falha, e todos estão sujeitos à essa Lei. O ser humano precisa compenetrar-se da transitoriedade das coisas que pertencem a Terra. A escravização aos valores materiais, tão facilmente perecíveis, além de atrasar a evolução espiritual, tem causado muitos sofrimentos.

A ambição comedida é natural; mas, a ambição desenfreada é uma fobia, em que o egoísmo e a egolatria influem decisivamente.

Os ambiciosos não olham os meios para obter os fins, lesam, usurpam, açambarcam, estorquem, escoarcham e arquitetam golpes, e pouco se importam em que venham a ferir os preceitos da moral e da honradez. A Terra está cheia desses tipos, que são em grande parte, causas de desequilíbrios econômicos, pois especulam e agem com desembaraço e astúcia, e sempre em causa própria.

Outros grupos do Astral Inferior, igualmente ativos e astuciosos, compostos de desencarnados, que, quando vivos na carne procediam idem aos seus parceiros hoje encarnados, pelos atos iguais, ficam intimamente associados, e gozam das mesmas volúpias que alimentam a obsessão de um e de outro.

8. O temperamento voluntarioso.

A pessoa que age de forma que os seus atos sejam superior à razão divina ou humana, reflete a personalidade egocêntrica de  entender que a razão está exclusivamente de seu lado, e querem, ou impõem aos outros as próprias idéias.

Essas pessoas estão freqüentemente em choque com as demais; e mesmo que tais choques não aconteçam, por não haver disposição de demais pessoas, o obsedado sempre permanece com o pensamento de que todas as pessoas são e estão erradas, e que ele é a única pessoa certa, sendo sempre a dona da verdade, e ainda,  que todos devem se aconselhar com ela para fazerem o certo.

Os espíritos do Astral Inferior se divertem muito quando assistem aos choques humanos, quer sejam os produzidos em grupos, ou em apenas uma pessoa obsedada.

A pessoa voluntariosa fica constantemente assanhada pelos obsessores e, a cada momento propicio, lobrigam o ensejo de armarem um atrito.

Os espíritos obsessores divertem-se muito ao obsedarem pessoas de temperamento voluntarioso, pois o voluntarioso irrita-se facilmente e com qualquer coisa.

Como essa obsessão objetiva sempre a armação de conflitos, os obsessores direcionam e conduzem a pessoa obsedada a terem sempre opinião contrária das demais, e mesmo que em tempo de sanidade perfeita, essa pessoa tivesse tido opinião idem à que ouve, a obsessão a faz entender sempre sob um ponto de vista diferente, mas para si verdadeiro, e que, portanto, as opiniões dos outros devem ser combatidas.

Essa obsessão é uma das mais difíceis de ser reconhecido pela vitima, e por mais que pessoas bem intencionadas isso tentem lhe alertar, isso é rechaçado como loucura dos outros, pois essa forma de obsessão, lenta e progressiva, vai penetrando no subconsciente da vitima, até dela tomar conta totalmente.

A vitima, não se percebendo desse envolvimento, não reage, não se opõe, não dá importância ao mal que, por força do hábito, acaba por se lhe tornar agradável, facilitando o domínio dos obsessores que passam a ser mais atuantes, mais violentos e mais difíceis de serem afastados.

As pessoas em convívio com essa vítima de obsessão, passam a perceber suas mudanças de comportamento, que não é mais normal. Observam que durante um mesmo dia, com facilidade, a pessoa ri, chora, fica abatida, se alegra, se entristece, fica carinhosa, fica violenta, discute exageradamente, quer impor à ferro e fogo suas opiniões, faz juramentos constantes, fala palavrões, fica cansada ao extremo, de repente fica animada, ora se arruma bem e depois relaxa, deixa de comer e depois come muito, ora trabalha muito e depois não quer mais fazer nada, se atira aos vícios; enfim, tem sempre atitudes contraditórias que não se espera de uma pessoa normal.

Em suma, a pessoa voluntariosa e obsedada, passa pelos estágios:

Primeiro acredita piamente que deve ser o foco central de todas as atenções, pois se julga melhor que todos.

Com os atritos, deixa de acreditar nas pessoas e julga-as idiotizadas, sempre sem razão e não interessantes à ponto de enxergar nas pessoas, um pouco ou  alguma qualidade.

Só enxerga defeitos nas pessoas e, como se fossem inimigas.

Depois, deixa de acreditar em tudo que as outras pessoas fazem, pois imagina que só o fazem de modo errado, e se vierem a fazer da forma que imagina, todas teriam sucesso.

Esse procedimento se aplica inclusive na Religião que professe.

O que passa a valer é o que pensa. Passa então, a ser hipocondríaca, procurando se tratar de males que a Medicina desconhece.

Não sabe e não quer aceitar que está obsedada, mesmo sendo de seu conhecimento que espíritos obsessores, quando ficam ao lado de uma pessoa, transmitem à ela, todas as doenças que esses espíritos tinham quando vivos.

Passa a encontrar culpados ao seu redor, e pela gravidade de seus  problemas, acha que estão lhe fazendo feitiços; mas, é exatamente isso que os obsessores querem que pense.

Vem a acontecer demais problemas, e entre eles a fadiga constante. Após, vem as dores em geral que médico nenhum também acha causa.

Depois, vem as falta de ar, os problemas cardíacos e respiratórios; e, com a ingestão de remédios e mais remédios, as seqüelas provocadas pelos mesmos vem a trazer reais problemas no funcionamento de diversos órgãos e sistemas do corpo humano.

Esses problemas em acúmulos, provocam a falência de funções, e  depois vem o pior para a pessoa obsedada, que é o desencarne.

Com o desencarne, esse espírito passa a fazer parte da mesma quadrilha de espíritos que a infernizou em vida e, por ser induzida a entender que houve culpados que ainda estão encarnadas, passa a obsediar essas pessoas.

Todo o cuidado é pouco, e só o conhecimento de como se processa a evolução, dá ao indivíduo as condições, os recursos e os meios de defender-se da obsessão.

As atrações apaixonantes são as mais perigosas, pelo prazer e o impulso convidativo com que impelem as vítimas para as suas cariciosas redes, e até os esclarecidos rolam, às vezes, por esse despenhadeiro.

OBSESSÃO FAMILIAR.

Grande parte da humanidade é vítima da obsessão familiar exatamente por desconhecer os recursos, os elementos e os meios que tem ao seu alcance para evitá-la ou mesmo dominá-la.

O domínio de qualquer situação deve sempre se apoiar no conhecimento da vida real e da verdade.

Grande parte das obsessões acontecem quando do simples desencarne de um ente querido; e, essa coisa tão natural da vida, conduz, muitas vezes ao inconformismo, à aflição e ao desespero.

Com isso, o espírito desencarnado, mas não esclarecido, sentindo esse sofrimento, aflige-se e sofre junto do familiar que ficou.

Procura então, intuir a pessoa para acalmá-la e como não consegue, acaba por agarrar-se a essa pessoa, e não vem a perceber que a sua atitude a torna um espírito obsessor, e que essa perturbação que gera estando próximo à pessoa da família, vai prejudicá-la, podendo levá-la à loucura.

O melhor procedimento dos que ficam, para como os que partem, é elevar o pensamento com firmeza e convicção, envolvendo o falecido com ternura e irradiação de pensamento amigo, com o pedido aos Espíritos de Luz, Guias, Protetores e Mentores, para ajudar esse espírito desencarnado a deixar a camada atmosférica terrestre, e que seja conduzido para o mundo de seu destino, de acordo com o seu mérito pelas obras praticadas.

OBSESSÃO POR ESPÍRITOS LEVIANOS.

A pessoa, sem que esteja obsediada, pode ser molestada por espíritos adversários do ideal que abraça, ou por espíritos ociosos, que dela se aproximam, e às vezes, sem causa definida.

Existem espíritos carentes, que mesmo sendo desconhecidos das pessoas que obsedam, se apegam à elas, pelo fato de se sentirem atraídos pelas atividades que são desenvolvidas por essas pessoas, ou por seus carismas, inteligências, ou dotes físicos, dos quais, os obsessores são admiradores.

Exemplos:

O espírito de uma fã, ao lado de seu artista (vivo).

O espírito de um admirador de filme pornô, ao lado da atriz pornô.

Espíritos que julgam ter sidos figuras da História e assim se apresentam junto aos seus médiuns prepotentes. ...

SINTOMAS DA OBSESSÃO.

Os sintomas iniciais da existência de obsessão são:

1. Tendência para dar risadas sem motivo ou de coisas fúteis,

2. Manifestação de cacoetes,

3. Vontade de chorar, sem razão plausível,

4. Comer exageradamente,

5. Estar sempre com sono,

6. Sentir prazer na ociosidade,

7. Exteriorização de manias,

8. Idéias fixas,

9. Fazer gracinhas tolas,

10. Amofinar persistentemente o próximo,

11. Repetir mecanicamente o mesmo dito,

12. Deixar-se dominar por paixões,

13. Prevenções descabidas,

14. Casmurrices (teimosia),

15. Práticas viciosas,

16. Atos de ostentação,

17. Explosões temperamentais,

18. Mistificação,

19. Hábito de mentir,

20. Expressar-se licenciosamente,

21. Revelar covardia,

22. Usar palavrões,

23. Demonstrar fanatismo,

24. Gesticular e falar sozinho,

25. Ser sistematicamente inoportuno,

26. Ouvir e ver coisas fantásticas,

27. Gastar acima do que pode e deve,

28. Alimentar manias de doenças (hipocondrismo),

29. Descuidar-se das obrigações no lar e no trabalho,

30. Abandonar deveres caseiros, ausentando-se do seio da família,

31. Viver num mundo de fantasia, fora da realidade,

32. Provocar discussões e,

33. Alternação de alegria e tristeza sem motivo.

Qualquer das atitudes descritas, ainda mesmo quando não constitua um adiantado estado de anormalidade mental, predispõe à obsessão.

Não é demais insistir nesse ponto:

“A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS É O PENSAMENTO",

pois pelo pensamento, os espíritos identificam os sentimentos das pessoas, suas intenções e tendências; e, os espíritos obsessores disso se prevalecem para estimularem pela intuição da vitima, os vícios e principalmente as fraquezas humanas.

CUIDADOS QUE O MÉDIUM DEVE TOMAR, PARA NÃO SER TENTADO POR OBSESSORES.

Primeira e única Regra:

O Médium deve pautar todos os atos da sua vida em um regime educacional estruturado em princípios de elevada MORAL.

Por MORAL é entendida a conduta subordinada a normas que representem a mais alta expressão da espiritualidade ambiente, capaz de servir de padrão e exemplo no meio em que vivem.

Nesse cumprimento de seu dever para com a vida material, deve fazer a parte que lhe compete, com a atenção, os olhos e a alma, voltados para o fim principal da encarnação, que é o Aprimoramento e a Evolução Espiritual, sem querer saber se os outros também o estão cumprindo ou não.

Deve fazer prevalecer em si, o lema comum de Humanização, Cooperação, Colaboração e Confraternização, pois representam os elementos capazes de destruir a animosidade entre os seres humanos, e que conduzem a todos igualmente, para um mesmo objetivo comum.

O PRINCÍPIO DA MORAL.

René Descartes, 1596/1650, Filósofo e Matemático, dava a seguinte lição: "Distinguir o falso do verdadeiro, é o único meio de ver claras as ações e de caminhar com segurança nessa vida.

Um perfeito conhecimento de todas as coisas que o homem pode ter, é tão necessário para regular os nossos costumes, como o uso dos olhos para guiar-nos os passos. Trabalhar para o bem pensar, eis o principio da MORAL".

O principio da MORAL, a que se referira Descartes, está resumido nestas belas e judiciosas palavras de Marco Túlio Cícero, Século I, Orador e Escritor Latino:

"Observar pontualmente todas as regras que podem constituir o homem honrado, é o mesmo que satisfazer todas as obrigações e cumprir todos os documentos que respeitam a todas as partes e a todas as ações da vida, somente podendo ser o homem honrado, à proporção que às observa."

Portanto, tudo o que pode se chamar de honrado, reduz-se a quatro princípios:

PONDERAÇÃO, JUSTIÇA, VALOR, e MODERAÇÃO.

Ponderação:

Consiste na perspicácia do espírito, que nos obriga a buscar e a descobrir a verdade.

Justiça:

É aquele que se encaminha a guardar as leis da sociedade humana. É a fé dos contratos, dando a cada um o que é seu.

Valor:

Sintetiza-se na grandeza de ânimo que, não nos deixando abater, faz-nos capazes das maiores empresas e nos assegura a firmeza contra os mais terríveis acidentes.

Moderação:

Resume-se na ordem e nas medidas justas e exatas que devemos guardar em todas as nossas ações e palavras".

Horácio (Poeta Latino, 68 a.C.), resumiu assim:

"Homem honrado é o que se vence a si mesmo, aquele a quem a morte, a pobreza e os trabalhos não atemorizam e que, sabendo reprimir os seus desejos intemperados, despreza as honrarias."

Complemento:

Hoje, como no passado, todos os que se propõem a estudar os problemas e conflitos humanos e espirituais, sabem que somente pela educação espiritualizadora poderá fazer-se em cada criatura encarnada e desencarnada, um ser pacífico, verdadeiramente honrado e conhecedor das verdades da matéria e do espírito

COMO TRATAR A OBSESSÃO.

Lições para a Vitima Obsedada:

1. Participar das sessões de trabalhos mediúnicos como assistente,

2. Receber o passe dado pelo Guia Espiritual,

3. Cumprir as orientações dadas pelos Guias,

4. Cuidar da mente, praticando leitura espírita e saudável,

5. Desenvolver atividade diversificada,

6. Ocupar o tempo com o trabalho produtivo,

7. Procurar se auto-policiar/controlar,

8. Orar, pedindo que os obsessores recebam Luz Espiritual,

9. Se alimentar moderadamente, com alimentos leves,

10. Eliminar todos os seus vícios,

11. Cuidar do corpo praticando esportes,

12. Conviver com mais pessoas e de boa índole,

13. Descobrir o Universo que há em cada pessoa e tirar lições,

14. Ver sempre o lado bom das situações,

15. Procurar minimizar efeitos negativos com compreensão,

16. Respeitar o ponto de vista de outrem,

17. Pensar de maneira positiva,

18. Se acercar de coisas boas e belas,

19. Cuidar com carinho de plantas, flores, ...

20. Cuidar com carinho de animais, ...

CUIDADOS DO MÉDIUM COM PESSOA OBSIDIADA.

1. Após a análise e a confirmação pelos Guias, de que realmente a pessoa está com obsessão, o tratamento deve ser ministrado por Guia compromissado e competente, e o Médium deve ser eficaz auxiliar, reforçando no obsediado os aspectos positivos de seguir as orientações dos Guias.

2. O Médium deve procurar de forma positiva, usando até de psicologia, fazer o obsediado crer que o seu problema tem tratamento, não sendo difícil a cura. Isso é necessário, exatamente para que a própria pessoa já comece a criar em volta de si, uma barreira de auto-confiança, esperança, certeza e otimismo, pois isso já é um grande passo inicial para a volta dessa pessoa à normalidade.

3. Nunca, em hipótese alguma, informar à essa pessoa, os tristes destinos de quem não se livra de espíritos obsessores, e só transmitir otimismo e confiança.

4. Procurar intuir nessa pessoa, da necessidade de atender as recomendações que são dadas pelos Guias; e também, de não interromper as sessões de tratamento.

5. Ensinar a essa pessoa, principalmente da necessidade da ponderação, de vigiar seus próprios atos e da reflexão, para não criar mais as condições de ser novamente obsediada, pois é importante que o obsedado reforme radicalmente seu caráter.

Se é dado aos vícios tem que deixá-los.

Se é mau e vingativo tem que passar a ser bondoso.

Se é orgulhoso tem que cultivar a humildade e tratar a todos fraternalmente.

Em resumo, é preciso refrear as paixões até extingui-las e transformar as más qualidades em boas.

6. Fazer essa pessoa entender, que a partir do momento em que o Guia passa a cuidar dela, ela está livre apenas momentaneamente da obsessão; mas, que ela não está livre dela mesma vir a criar novamente os elementos necessários para que os obsessores voltem.

7. Deixar bem claro que não basta a pessoa achar que o Guia está cuidando dela e que ela pode se descuidar no comportamento, pois no caso dos obsessores voltarem uma segunda vez após terem sido expulsos, esses obsessores voltam mais revoltados, mais maldosos e mais vingativos, e isso, além de ser mais prejudicial à pessoa, torna mais difícil o retorno ao tratamento espiritual da desobsessão.

8. Também, fazê-la entender que o tratamento espiritual continuado após a sessão de afastamento dos obsessores, é para a eliminação das seqüelas produzidas pelo tempo em que ficou obsediada.

9. E, que após a eliminação dos sintomas, ao passar a cuidar de sua própria vida, o deverá fazer com a atenção redobrada nos aspectos espirituais.

10. No caso da pessoa obsedada ser médium, orientá-la para que venha a estudar para, primeiro, conhecer a religião, e segundo, começar a desenvolver de maneira correta e segura, a sua mediunidade.

Observação:

Desenvolver a mediunidade não é “receber espíritos”. É aprender e praticar a Doutrina que rege o intercâmbio carne/espírito, com conhecimento pleno, para que não se entre em terreno desconhecido.

Desenvolvimento mediúnico não é apenas conhecimento teórico. Simplesmente pode ser resumido como a prática do Verdadeiro Evangelho de Jesus no cotidiano.

SITUAÇÃO DA OBSESSÃO NÃO TRATADA.

Quando o espírito obsessor tem com sua vitima uma afinidade fluídica quase perfeita, a obsessão vem a apresentar um aspecto muito mais grave, porque se transforma em possessão.

As irradiações fluídicas do possesso, combinando perfeitamente com as do espírito obsessor, fazem com que os perispíritos dos dois se unam, o que faz com que o espírito obsessor paralise a vontade da pessoa e daí por diante, subjuga-o inteiramente a ponto de se notar no possesso duas personalidades: a dele e a do obsessor.

Dupla personalidade quando a obsessão se faz apenas por um espírito.

Várias personalidades, quando a obsessão se faz por dois ou mais espíritos.

As características de uma pessoa possessa (possuída por um espírito raivoso), são às de um louco furioso:

fica com o rosto transformado, urra, respira pesada e descontroladamente;

trinca os dentes, baba, solta grunhidos projetando saliva;

fica vermelho; crispa as mãos, pés e todos os nervos do corpo;

faz os olhos saltarem; puxa seus próprios cabelos;

violenta o próprio corpo ferindo-se através de cabeçadas em paredes;

quer destruir tudo, quebra o que vê pela frente;

quer matar, ferir, agredir; fala coisas desconexas,

gargalha nervosamente, corre pelas ruas, arroja-se ao chão;

quer praticar o suicídio; atira-se contra as pessoas; etc...

Outras vezes fala sozinho durante horas; faz discursos, mantém conversas absurdas, repete sempre a mesma coisa, e etc.

COMO TRATAR UM POSSESSO.

1- Tem que ser organizada sessão especial para essa situação.

2- Nessas sessões não devem ser admitidos pessoas estranhas, nem mesmo os familiares do doente.

3- Escolhem-se médiuns bem desenvolvidos.

4- Participam o dirigente, o possesso e médiuns escolhidos.

5- O Guia Chefe Espiritual desencadeia a forma de tratamento.

CONSIDERAÇÕES GERAIS.

A obsessão não é propriamente um mal. É sim, uma advertência muito séria.

Significa que a pessoa obsedada não está seguindo o reto caminho que conduz ao Pai e, a isso impõe-se uma retificação.

Visto que a causa principal que produz a obsessão é a falta de Moralidade.

A pessoa Moralizada não pode ser obsedada porque não oferece oportunidade para os obsessores atuarem.

A Moralidade, pois, está contida nas Verdades Espirituais:

- Amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

- Façamos ao nosso semelhante, o que queremos que ele nos faça.

Assim, devemos ser afáveis, corteses, bondosos, respeitadores dos direitos alheios, dos bens, do modo de pensar dos outros; pacientes, humildes, mansos e pacificas; obedientes às leis divinas e às humanas; indulgentes para com as faltas dos outros e rigorosos para com as nossas; por fim, tratar a todos como queremos ser tratados.

Corrigidas que sejam as imperfeições de nosso caráter, os espíritos obsessores se afastarão de nós; ou porque se regenerarão tocados pelo nosso exemplo, ou porque não encontrarão campo para agir.

Não nos esquecermos nunca:

1- “Os obsessores de ontem são os benfeitores de hoje; e os obsessores de agora serão os benfeitores de amanhã – Isso é Lei e Justiça Espiritual”.

2- “A tênue linha que separa obsedado e obsessor rompe-se facilmente, e a prejuízo de ambos os lados, podem ser invertidos os papéis – Isso é Lei do Livre-Arbítrio em curso negativo”.

3- “Obsessão é sinônimo da Ignorância, ao passo que o Conhecimento é idem à Libertação –

O Conhecimento é necessariamente Lei para condição evolutiva”.

Advertência e reflexão:

As causas que permitem espíritos obsessores se localizarem junto às pessoas que obsedam, podem estar embasadas em que o obsediado pode ter muito o que transmitir ao obsessor, inclusive lições de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução, Vida, Paciência, Perdão, Esperança, ..., - Isso é Lei Divina em curso fazendo cumprir a Lei Espiritual das Afinidades.

Também a Lei Espiritual de Umbanda que diz: quem sabe mais ensina ao que sabe menos.

E ainda a Lei dos Opostos: quem está na Luz atrai quem está nas Trevas.

E possivelmente o caminhar juntos de opostos existindo entre ambos uma trilha de Amor gerado num passado de Causas e Efeitos.”

Portanto, em vista do item acima, devemos ver com cautela cada caso antes de um posicionamento de tratamento, pois muitas vezes o que parece correto, não o é, e na intempestividade de comportamento, podemos vir a fazer parte do velho ditado:

       “De pessoas bem intencionadas, o Inferno está cheio”.

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