(COMPLEMENTO DO PBDU AULA nº 16 )

PROGRAMA AVANÇADO DE DOUTRINA UMBANDISTA

P A D U - SESSÃO DE ESTUDO nº. 01

Abril - 2002

Julho – 2005

Março - 2007

AS DIVISÕES DA HUMANIDADE

No estado atual, a Humanidade está dividida em Duas Classes, sendo que ambas estão divididas em tantas classificações, de acordo com o Grau de Evolução alcançados pelas reencarnações.

Primeira Classe dos Seres Humanos = Seres Independentes:

Que é a Humanidade de Grau Superior, significando os Seres Humanos que já adquiriram o domínio e o uso normal e rotineiro das Virtudes, o que faz com que os valores da Espiritualidade se revelem acima dos desejos de posse das coisas materiais, destacando-se neles, o mais alto interesse de ajuda humanitária aos semelhantes.

Segunda Classe dos Seres Humanos = Seres Adoradores:

Nessa Segunda Classe, temos duas Humanidades.

Uma delas é a Humanidade de Grau Médio, significando os Seres Humanos que se encontram em faixa de transição intermediária, onde idéias prisioneiras e subalternas à um deus protetor e paternal ainda existem; mas, já se encontrando libertos de idéias primitivas, selvagens e fetichistas de deuses vingativos ou presenteadores, ou ainda de fanatismos primários e brutos; estando ainda, misturados em confusas interpretações onde entram atitudes genuflexas e contemplativas, de atitudes bajulatórias e subservientes.

Outra é a Humanidade de Grau Inferior, significando os Seres Humanos que ainda se encontram em uma das primeiras fases da evolução em forma humana, sendo os que se entregam às práticas esdrúxulas da adoração com acentuado domínio de cego fanatismo, sendo capazes dos mais altos graus de barbárie para fazer prevalecer pontos de vista, retratando uma insensibilidade exacerbada e falta de percepção em referência à males maiores que proporcionam com suas atitudes. Nesse Grau também se encontram os imoladores. 

O ESPÍRITO

Estando encarnado ou desencarnado, o Ser é sempre um Espírito, do qual é parte de um todo, ou partícula de Uno, ou Inteligência com Origem Divina.

Encarnado, está sujeito às Leis da Vida Terrena.

Desencarnado, está sujeito às Leis da Vida Espiritual.

E, quaisquer seja a Lei a qual está sujeito, muitas vezes isso lhe escapa inteiramente de sua vontade.

A CONVIVÊNCIA EM SOCIEDADE

Toda a Humanidade constitui única família a habitar, passageiramente, este mundo, para realizar o seu progresso espiritual.

Daí, é que vem a necessidade de ser encarado, e com fraternidade, todo e qualquer semelhante que se ache em condição desfavorável.

No geral, todos participam com o seu esforço, inteligência e trabalho, da evolução geral; e, direta e indiretamente, o Ser Humano (o considerado normal) trabalha para o conjunto e para si mesmo.

PLANETA TERRA – O MUNDO-ESCOLA

No Mundo-Escola chamado Terra, não se deve recriminar o aluno de primeiro ano, por não saber tanto quanto o aluno de quinto ano.

Todos os Seres Humanos, além do fato de serem também, todos estagiários, pertencem ainda, às mais variadas graduações espirituais.

Portanto, cada Ser Humano somente age idem ao estado correspondente ao seu grau de evolução, sendo muito raro os que vão um pouquinho mais além de suas reais possibilidades.

Aos que vivem impregnados, e de si jorrando idéias de sabedoria, perfeccionismo ou de santidade, é impossível que as suas atitudes sejam conciliadas com a melhor da classificação das diversas categorias de espíritos, quando não existe a conquista dos Graus de Espiritualidade que habilitam alcançar o Conhecimento da Realidade, e com a força da convicção resultante da evidência dos fatos.

ESPIRITUALIDADE E INTELECTUALIDADE

Duas faculdades tão distintas e tão controversas; mas, ambas se completam pelo aprimoramento, mesmo que sejam independentes uma da outra.

No curso das encarnações, o Ser Humano pode avançar mais em uma e menos em outra; mas, ambas são indispensáveis para a Evolução do Espírito, sendo alcançadas sempre por esforço e determinação.

Apesar da necessidade de ambas se completarem, as mesmas revelam curiosos aspectos paradoxais:

A Intelectualidade gerada pela Ciência Material repele a Espiritualidade, pois a primeira se faz por provas concretas, e a segunda é abstrata;

A Espiritualidade das Classes Humanas de Grau Inferior e parte das de Grau Médio repelem a Intelectualidade, pois esta se mostra ameaçadora aos seus dogmas que não se fundamentam em razão.

Para que no decorrer de uma vida possa haver desenvolvimento espiritual juntamente com o intelectual, o espírito terá que ter muitas encarnações em muitos lugares e em muitas atividades, adquirindo Vontade, Aptidões, Conhecimentos, Experiências, Exercícios e Soluções, para que, no alicerce de Força Interior, não sucumba mentalmente, devido os conflitos resultantes entre duas ciências direcionadas para o choque.

QUALIDADES e DEFEITOS

Nenhum espírito possui somente qualidades ou defeitos. Ambos os atributos fazem parte de sua Personalidade Moral. O Espírito, na sua jornada de evolução, deve sempre:

Reduzir os Defeitos e,

Aumentar as Qualidades,

e isso sempre e somente inicia, quando o espírito começa a Despertar para a Realidade da Vida.

Nenhum espírito pode justificar sua indolência, comodismo e intolerância às Leis de Progresso, culpando outrem que o tenha feito estacionar ou regredir, pois a evolução de um espírito sempre é o resultado de seus esforços, de sua vontade, e de suas aspirações de progredir.

Acrescente-se à isso, as Leis de Liberdade proporcionado pelo Livre-Arbítrio.

A IGNORÂNCIA

Sem sombra de dúvida, devido a ignorância sobre as coisas espirituais, existe uma deplorável falta de conhecimento popular no meio Umbandista, sendo as principais vítimas disso, não só os atuais, mas principalmente os novos integrantes que se aproximam da religião.

Não são poucos os espertalhões, falsos dirigentes, pais e mães de santo, que vem tirando proveito comercial e pessoal dessa falta de conhecimento.

O médium Umbandista precisa ser despertado para a LUz, para o Conhecimento em geral da Religião de Umbanda, a fim de poder desempenhar, secundado pela Verdade Espiritual, a sua tarefa dentro de um Templo e fora dele.

Muitos espíritos vem procurando fazer com que a Verdade seja procurada, secundados por muitas frases multi-seculares de Santos, Sábios e Mestres:

- “A ignorância da Verdade é um dos maiores males que afligem o mundo!” – Platão.

- “Conhecereis a Verdade e esta vos libertará!” – Jesus Cristo.

- “Distinguir o falso do verdadeiro é o único modo de ver claras as ações e de caminhar com segurança nesta vida!” – Descartes.

FORMAS INICIAIS E BASES PARA ELIMINAR A IGNORÂNCIA

Para a eliminação da ignorância, há em primeiro, a necessidade de se varrer do senso comum, o mundo de falsidades com que a Vida tem sido pintada.

Não se pode ministrar ensinamento inicial, sem que primeiro se transmita ao Ser Humano o Conhecimento de Si Mesmo.

Esse “Conhecimento de Si Mesmo”, deve iniciar com o estudo do pensamento de tantos Grandes Espíritos que aqui já estiveram e nos deixaram os seus Legados da Verdade Universal; e, como exemplos:

Três mil anos antes de Cristo, Krishna ensinava na Índia, a existência de Deus, a imortalidade da Alma e o seu progresso pelas reencarnações.

Milhares de anos antes de Cristo, já se ensinava no Egito:

a)De Hermés Trimegistos, temos:

- Deus é a única força criadora de tudo no Universo;

- Os atributos de Deus são a Imensidão, a Eternidade, a Independência, a Vontade toda poderosa e a Bondade sem limites.

- O espírito do homem tem duas fases: Cativo quando matéria, e Ascensão à Luz.

b) Do Faraó Amenophis IV, temos:

- É falso a multiplicidade de deuses, havendo apenas um só e eterno Deus.

Na Grécia, Platão, Sócrates e Pitágoras, fizeram interessantes ensaios a respeito de Deus, da imortalidade da Alma e reencarnações.

A CIÊNCIA

A Ciência é o Conhecimento das coisas, dos fatos e dos fenômenos em si mesmo, em sua natureza e nas suas relações entre si e com tudo que a cerca; o meio e o ambiente.

O Conhecimento só se obtém pelo estudo metódico, observação atenta e análise meticulosa.

A Ciência é fruto do emprego da inteligência e resultado de um trabalho, e sempre visando um fim e a satisfação de uma necessidade.

A Ciência é propriedade inerente do Espírito em Ascensão devido sua necessidade incessante de investigar em busca de Conhecimento; e nessa avidez, quer sempre mais Luz; já que o objeto de estudo é o Universo infinito, e a matéria de estudo é inesgotável.

A CIÊNCIA PSÍQUICA

A Ciência Psíquica tem por finalidade o estudo da Vida de Além Túmulo; e, os fatos que constituem o objeto da Ciência Psíquica não são sobrenaturais, sendo naturalmente naturais, como tudo quanto existe no Universo.

Mas, para se entender esses fatos, é preciso aprender a notá-los e a reconhecê-los, quando e onde se apresentem, sendo que um dos principais instrumentos por onde se processam, é o Médium.

AB INITIO AD AETERNUM (do início ao infinito):

Qualquer pessoa, no uso de seu raciocínio, estando naturalmente convicta de que não lhe é necessário mais provas da existência de Mundos Espirituais; nem provas da existência da Alma; e muito menos provas da Reencarnação; e, estando-lhe provado que o espírito assiste e preside a formação de seu novo corpo, transfundindo-se, consubstanciando-se nele pelos seus componentes Perispirituais durante a gestação até completar a evolução fetal, e dele tomando posse por inteiro, individual e absoluto até a natalidade; estando convicto da existência de uma Inteligência de Administração Espiritual, ligada ao Material no sentido da Evolução para um Propósito de Vida; pode, para proveito de si, se utilizar da Ciência Psíquica visando um fim, desde que estude uma ordem de fatos, empregue métodos, processos e instrumentos exclusivamente seus, crie teorias, estatua princípios, estabeleça leis, e preencha os requisitos exigidos pelos meios científicos.

O que estabelece a formação de um Cientista, não são seus diplomas, e sim, suas novas e revolucionárias teorias provadas.

ESPÍRITO, MATÉRIA e ENERGIA DIVINA

No Espírito e na Matéria (inclusive na que forma o Ser Humano) se define por extensão, toda a Verdade da Vida.

A Vida nada mais é, se não, a ação permanente do Espírito sobre a Matéria.

A Matéria não possui Virtudes. As Virtudes são exclusivas do Espírito; e como tal, se exteriorizam em todos os Reinos da Natureza.

Como exemplo: um Ser Humano belo e perfeito nada mais é do que o resultado de também belas e perfeitas encarnações anteriores; ao passo que um Ser Humano feio e deformado nada mais é do que o resultado de também feias e imperfeitas encarnações anteriores.

Espírito, Matéria e Energia Divina compõem todo o Universo.

A Energia Divina é o agente ativo, inteligente e transformador.

A Matéria é o elemento passivo e plasmável.

Ambos, estão presentes em todos os corpos, estendendo-se pelo espaço infinito, sendo que no Universo nada há de novo, nada se perde, e tudo nele já está criado, havendo somente transformações.

O Espírito sempre foi o beneficiário e usuário tanto da Energia Divina como da Matéria.

A Energia Espiritual (ou Prana, ou Força, ou Energia Divina, ou...), mantém os Universos Material e Espiritual, regidos por Leis Comuns, Naturais e Imutáveis.

- Leis Comuns: As que são inerentes a todos, sem exceção;

- Leis Naturais: As que são decorrentes de uma seqüência lógica no Processo da Evolução e;

- Leis Imutáveis: As que são Absolutas, e nesse sentido não há lugar para o imprevisto, para o acaso, para a dúvida, imperando só e sempre, a exatidão, a certeza, a perfeição.

RESPONSABILIDADES DO SER HUMANO PARA COM AS LEIS

O Ser Humano precisa compreender e se convencer, de que toda vez que infringir uma das Leis Naturais, retarda inapelavelmente a marcha de sua evolução.

Observação Importante:

É exatamente aqui nesse ponto, que acontecem os maiores desmandos do Ser Humano para consigo mesmo; pois, apesar da Verdade estar ao alcance da compreensão humana, nem todos realmente se interessam por estudos, pesquisas e análises, sendo mais fácil, dentro da Lei do Menor Esforço, ficar à margem, à sombra, na adulação masmorrenta do vício da indolência (preguiça), se deixando levar pelas ignorantes tradições orais, martelados compêndios sacerdotais, ou simplesmente abraçando os vícios das satisfações mundanas.

Assim, por não haver interesse no Conhecimento de si mesmo, a criatura indolente não se conduz na vida com o necessário aproveitamento, daí tendo que se submeter, em obediência restrita às Leis Naturais, a uma multiplicidade de reencarnações, que seriam de outro modo, se obedecidas as Leis, grandemente reduzidas.

OBEDECENDO AS LEIS NATURAIS

Em cada reencarnação neste planeta, o Ser Humano vive em um meio que é idêntico ao seu progresso já alcançado.

Em cada encarnação, adquire sempre melhores meios de subsistência em todos os sentidos e necessidades, mais inteligência, mais luz, mais experiência, mais Conhecimentos, mais clara concepção da Vida, maior capacidade ao raciocínio, e maior aproximação com espíritos superiores.

MEA CULPA, MEA CULPA

O Ser Humano é responsável por si mesmo, não podendo atribuir à outrem suas desgraças morais, financeiras, físicas e emocionais; em suma, são covardes os que se submetem à escravidão passiva.

A Lei do Livre Arbítrio faculta o Ser Humano de escolher seu caminho, e dele tirar o maior proveito possível para a sua evolução.

Não se pode compreender como evolução pessoal, quando nos atos se faz existir algum e qualquer prejuízo que reflete para pessoa, animal, coisa, instituição, idéia, ...

Na vida de um Ser Humano Consciente de suas responsabilidades para consigo, sua evolução e para com os objetivos do Criador, só há um caminho: Evoluir de Maneira Certa; sendo certo que qualquer deslize para o pecado, invalida qualquer outra virtude adquirida.

O básico são os pensamentos de:

“A consciência da Fé; a transmissão do Amor; o adquirir de Conhecimentos; a prática da Justiça; a obediência da Lei; o exercício da Evolução; e o culto à Vida!”

DEUSES E RELIGIÕES

Advertência de suma importância:

Somente os que estiverem dispostos a eliminar ignorância secular, poderão seguir adiante.

A discussão e a controvérsia não são os motivos principais desta Aula, embora nela haja bastante argumentação.

Os que seguirem, sem dúvidas, com confiança, e no acompanhamento para o perfeito entendimento, mostram que são capazes de ascender à regiões que poucos espíritos alcançaram.

Os que seguirem, com dúvidas, com desconfiança, medos, e alimentados pelo arcaísmo e misticismo, não serão condenados em opinião desfavorável, pois conforme já explicado, a Humanidade está dividida em Graus Inferior, Médio e Superior; sendo que, cada espírito revela sua posição pelo grau de entendimento e conduta que tenha.

Os fatos a seguir, poderão dar um colorido pessoal diferente ao quadro da espiritualidade como sistema religioso, filosófico e moral.

Na verdade, os fatos, da maneira como serão postos, ajudarão a compreender que a Instrução Primária, Original e Verdadeira dos Santos, Sábios, Mestres e Magos, infelizmente, não são assuntos destinados para o conhecimento de todos os Umbandistas.

Caberá sempre, aos que contestarem os fatos contidos nessa Aula, provarem os seus argumentos, pois o Autor somente apresenta os fatos da forma com a ele foram mostrados, e como a História prova.

INICIANDO

Conforme já visto em PBDU anterior, o selvícula, o aborígene, o ser primitivo, motivado pelo medo do desconhecido e por lhe faltarem bases de raciocínio, adorava o raio, o trovão, a chuva, os animais, os fantasmas, o fogo, o sol, a lua, as estrelas, ...

Pela Lei da Evolução, em primeiras encarnações, o Ser Humano sente, ainda que de maneira vaga e confusa, a existência de uma Inteligência Superior, mas que não é capaz de definir, nascendo daí, a sua condição de adorador, já que as condições de seu meio de ignorância em que vive, isso plenamente justificam.

É sempre no estado de ignorante, no estado primitivo, na condição de incivilizado, que o Ser Humano sente o primeiro impulso, o primeiro gesto, o primeiro movimento adorativo.

Adora-se e oferenda-se à deuses, coisas e espíritos, na finalidade da mendicância de favores e proteção, já que sempre existe a condição de inferioridade do adorador frente a um problema, coisas e fatos da vida (principalmente do selvagem na mata ao ser caçado por um animal que vai lhe devorar).

Portanto, o ato de adorar sempre vai acusar uma condição de inferioridade.

Mesmo com sucessivas encarnações, o Ser Humano conserva o sentimento adorativo, só que modificado na forma, ficando mais polido, mais requintado, e isso para satisfazer as novas condições sociais em que vive.

É fácil avaliar o grau de espiritualidade das pessoas, exatamente pela forma como se comportam em um Templo; sendo que as religiões sempre usaram aparatos para impressionar seus fiéis, e a maioria desses aparatos tem como única finalidade incentivar essa adoração.

Exemplos: A cruz; as imagens; o sudário; a procissão; os hinos;

DEUS = FIGURA DA CRIAÇÃO HUMANA

Grupos afins se reúnem para adorar, de um certo modo, um certo deus. Cada povo, cada raça, criou a imagem desse deus à sua própria semelhança. Um chinês jamais admitirá um deus com as feições de um brasileiro; assim como um brasileiro achará absurda e ridícula a idéia de um deus com as feições de um chinês.

Os deuses possuem, invariavelmente, os caracteres físicos e mentais dos seres que os conceberam.

Foi o Ser Humano quem imaginou, concebeu e criou os deuses, e, em forma humana, com as mesmas qualidades e defeitos que possui; pois o deus físico, corpóreo, figura em todas as religiões.

No “credo” – aparece com o filho sentado ao seu lado direito, compondo um quadro da vida em família comum; sendo que o conceito da divindade em todas as religiões, é sempre igual, onde distribui prêmios e castigos.

Na Bíblia, na estória de Moisés, existem referências a um deus de temperamento irado e vingativo, vergonhosos sentimentos que nada mais é do que o reflexo do sentimento do próprio povo que o tenha criado.

Devido a indigência de conhecimentos impor certas condições de dependência:

-Enquanto o Ser Humano não chegar a se compreender (conhecer a si mesmo);

-Enquanto não se convencer de que possui atributos morais para vencer racionalmente quaisquer condição de inferioridade;

-Enquanto, pelos estudos, não adquirir Consciência Espiritual, que o livre de sua condição inferior;

permanecerá nele, as idéias primitivas de um deus protetor.

As falsas religiões, escravizadoras de mentes, existirão enquanto puderem contar com adoradores para protegê-las e sustentá-las.

Não importa que os objetos da adoração sejam os astros, as manifestações da natureza, animais, ou imagens de barro, madeira ou de ouro.

Os adoradores pertencem todos a uma classe idêntica, embora de diferentes categorias.

Em comum, são todos candidatos à muitas reencarnações sucessivas, até que o amadurecimento espiritual aconteça.

Os que hoje rendem culto a um deus abstrato, no futuro, após sucessivas reencarnações, acharão tão tolo esse culto ao deus abstrato, da mesma forma que hoje acham desumano e cruel o sacrifício de animais que ignorantes oferendam à inexistentes deuses representantes da natureza.

Para a maioria, deus é uma entidade que se presta a promover castigos, a distribuir graças e milagres, sendo o responsável não só pelas calamidades como pela sorte, vida, saúde, doença e morte de pessoas.

Movidos por ideais reformadores, grandes espíritos já baixaram à Terra, para ver se conseguiam a desbrutalização da mente humana; mas, infelizmente, além de não serem compreendidos, acabaram sendo divinizados pela massa ignorante.

Foram os casos de Jesus, Buda, Confúcio, Maomé, ..., sendo criadas as religiões respectivas, que correspondem a várias formas de adoração, e cada uma tendo a sua história, sendo quase que uma cópia de outra em muitos eventos.

Criadas por Seres Humanos, trazem as religiões os defeitos também humanos, bem como as suas especulações; sendo que por trás das aparências de todas elas, esconde-se a ação subserviente e bajulatória, com a qual os adoradores esperam receber sempre as maiores recompensas e o perdão constante de suas faltas.

Essas atitudes constituem prática destrutiva e de enfraquecimento de caráter.

Os Seres Humanos podem adorar uma imagem de barro ou um pedaço de pau com feições humanas, porque o Livre Arbítrio dá a cada um o direito de fazer o que bem entender.

Só que, nenhum adorador dissocia a idéia de pedir, pois que a razão é óbvia: “Adorar e Pedir são muletas iguais para uma só invalidez mental!”

Um detalhe interessante e que ninguém se dá conta, é que para o deus à quem pedem, este é tão distraído e alheios aos problemas humanos, que a sua atenção somente é despertada pelos apelos que recebe.

É como se alguém estivesse dormindo, e de repente o despertador “toca”. Em analogia, o apelo que se faz, age como uma campainha e “acorda” esse deus.

Também, é preciso que a esse deus se peça:

Estranhas situações proporcionadas por um deus tão ausente, o que contraria a própria substância e essência da palavra.

Muitos dirigentes religiosos, também dentro de suas limitações e preocupados com esse comportamento do principal sustentador de seus poderes e influências, motivados pela necessidade da perpetuação, não podendo recorrer aos chavões:

- Ainda não é a hora certa e, 

- deus ainda não quer, 

abrem seus leques de pluralidade e inventam novos meios de satisfazer as necessidades das massas e dão ao seus deuses, os seus “auxiliares”, que são os santos e santas, ficando cada um “especializado” numa solução de problema.

Exemplos:

Jesus = Regente do Planeta Terra;

Santo Antonio = Casamenteiro;

São Jorge = Protetor dos Militares;

São Pedro = Porteiro do Céu;

São Cristóvão = Protetor dos Motoristas;

São Longuinho = Acha as coisas perdidas;

Santo Expedito = Resolve as causas urgentes

Santa Luzia = Cuida dos olhos; etc.

O pensamento comum, é que um só deus fica muito atarefado com muitos pedidos, e assim, com muitos santos e santas ajudando, fica um pouco mais folgado.

Quem sabe, a explicação para isso tudo, seja de que o Ser Humano, por ser, na maioria das vezes, criador por excelência, influenciado pela falsa idéia do “milagre” e da “ajuda divina”, se deteve, e inerte, ao invés de filosofar para chegar ao encontro da Verdade, preferiu persistir no fracasso de concepções dogmáticas e perpétuas, as quais atendem interesses, sustentam casta e dão autoridade e prestígio aos sacerdotes de religiões.

Quem sabe, também, é da idéia acima, que se justificam os atos bárbaros e fanáticos da Inquisição, a qual teve como principal arma o poder do medo, o qual, gerando a obliteração da razão e o impedimento do raciocínio, não permitiu, como não permite, o Conhecimento de que não há diferença nenhuma entre:

- os “milagres” feitos pelos deuses mitológicos da antigüidade;

- os “milagres” acontecidos na religião dominante; e,

- os “milagres” que acontecem em todas as demais e variadas religiões;

sendo que, todos os “milagres”, aos olhos do erudito pesquisador, nada mais são do que os resultados naturais conseqüentes dos Atos Próprios de Fé de qualquer fiel, o qual, pode ou não, gerar Leis da Física, Mental e Espirituais, que naturalmente desencadeiam os processos de atendimento.

O FANATISMO RELIGIOSO

Pela razão e lógica, todo fanatismo é condenável; e isso, pelo poder que tem de paralisar a razão e impedir o raciocínio lógico.

O fanatismo religioso é mais nocivo ainda, porque, gerando ódios e paixões, é capaz de levar as criaturas a cometerem os atos mais desalmados e os crimes mais abomináveis.

O interessante, é que todo fanático religioso, por mais que demonstre estar por essa “doença” dominado, assim não se considera, pois o indivíduo infectado tem a sua vontade enfraquecida, alienada e reduzida à impotência.

OS LIVROS SAGRADOS

Entende-se por “sagrado”, o que é puro, sem mácula, perfeito e intocável.

Todas as religiões possuem os seus livros sagrados.

Uma pessoa erudita, de bom senso e de bom julgamento, poderá encontrar dentro desses livros, os maiores absurdos, e as mais claras ofensas ao bom-senso, notando-se inclusive verdades transformadas em mentiras, o justo em injusto, o honrado em desonrado, e a lógica sofrer todas as agressões e violências, sendo que nenhuma crítica é admitida.

Um exemplo disso é a Bíblia, sendo que cada ramo religioso dela derivado, tem a sua, e diferente das demais, onde se percebe claramente que foram alterados diversos textos originais com o fim de favorecer aos  diversos e vantajosos sistemas usuários, e capazes de propiciar fundos suficientes para o sustento de legiões de sacerdotes, padres, pastores, ...

Para todas as religiões que vivem da Bíblia, sempre foi de seus interesses, que as massas devam viver na mais completa ignorância.

E isso porque, ricos e ignorantes sempre viveram às mil maravilhas com as seitas religiosas que habilmente introduziram na Bíblia esse malicioso e lucrativo versículo: “Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus!”

Estranha contradição com a Verdade, onde se incentiva a perpetuidade na ignorância, quando se sabe desde os primórdios no estudo da Espiritualidade, que o Objetivo da Vida é a Riqueza do Espírito, e pela Evolução constante em todos os níveis de Conhecimento.

Um pobre de espírito é um indigente em todos os sentidos.

Um rico de espírito não cai em tamanho logro de jogo de palavras.

Interessa mais um pobre de espírito que sustenta um sistema, que um rico de espírito que questiona o mesmo sistema.

OS ERROS GRAVES DAS RELIGIÕES COMERCIAIS

Dentre os mais graves erros das religiões, ocupa lugar de destaque, “o perdão para as faltas”, e até mesmo, para os crimes cometidos.

A absolvição dos pecados satisfaz ao rebanho, produzindo grande alívio na consciência, pois se pensa que a Alma fica livre da culpa.

Com essa impunidade que a absolvição assegura, não se hesita no cometimento de novas faltas, novos erros, novos crimes, dos quais se sabe que novamente haverá absolvição, ou na igreja, ou no confessionário, ou na hóstia, ou até na extrema-unção, onde se resgatam as dívidas morais com as confissões, como as mercantis com o dinheiro.

E o bom pagador tem sempre aberto o crédito para novas operações.

OS ERROS INDUZIDOS À DEUS

É rotineiro e comum, atribuir-se à deus, a responsabilidade de tudo o que acontece na vida de uma pessoa, cidade, pais, etc.

Dessa maneira:

- Se uma pessoa desencarna, foi deus quem a levou;

- Se acontece um desastre, foi deus quem assim quis;

- Se alguém escapa ileso (ou quase) de um desastre, foi deus quem a salvou;

Só por aí, já se vê o quanto as religiões são incapazes de transmitir aos seus adeptos a verdadeira noção das Leis que regem as existências humanas, explicadas principalmente que os fatos que marcam a individualidade nunca estão subordinados à vontade de deus; e sim, que os fatos acontecidos são Efeitos porque existem uma Causa; sendo que a Causa é sempre gerada pela individualidade, acionados pelos seus atos que são consentidos pela Lei do Livre Arbítrio.

A REENCARNAÇÃO

A maioria das religiões negam a reencarnação, porque essa idéia se choca com a idéia que pregam da “salvação”, sendo que no conceito da “salvação”, que está intimamente ligado aos “favores do perdão” que também professam, está também, a base em que se apoiam.

Se essas religiões revelarem a verdade da reencarnação, ou mesmo a admitirem, obrigatoriamente as fantasias do “perdão”, da “salvação eterna”, das “mansões celestes”, do “sentar à direita de deus”, do “inferno”, do “diabo”, do “purgatório”, da “hóstia”, e de tantas outras mentiras, não seriam mais dignas de crédito por parte de seus fiéis.

Também desapareceriam as fontes de renda das indústrias dos “santinhos”, das “águas-bentas”, dos “batismos”, dos “dízimos”, das “esmolas para os santos”, das “rezas e missas”, e de muitas outras práticas artificiosas e enganosas como o “desafio à deus”.

Quando o Ser Humano se convencer de que:

- Se praticar o mal, terá inapelavelmente que resgatá-lo, e sem possibilidade de perdão;

- Que numa encarnação se prepara para a encarnação seguinte;

- Que esta será mais ou menos penosa, julgado o uso que tenha feito do seu Livre Arbítrio na prática do bem e ou do mal;

- Que as ações boas revertem em seu benefício e as más em seu prejuízo;

- Que não pode contar com o auxílio de ninguém para libertá-lo das conseqüências das faltas que cometer, e que terá de resgatar com ações elevadas, qualquer seja o número de encarnações para isso necessárias,

Por certo, se souber avaliar o peso que a responsabilidade arrasta junto aos atos que comete, pensará mais detidamente antes de praticar um ato indigno.

A NECESSIDADE DAS RELIGIÕES – TAMBÉM INVENÇÃO DOS HOMENS

A Humanidade sempre necessitará das religiões – invenção dos homens, desde que estas façam com que o Ser Humano adquira a consciência dos valores de comportamento morais e religiosos.

Faltando no Ser Humano as condições morais que o impelem para a sua utilidade benfazeja, tanto para si, como para a família e sociedade que está ao seu redor, nesse papel entra as religiões, para que a consciência das penas e recompensas que o aguarda no mundo espiritual, lhe sirvam de leme condutor em suas atitudes.

O DILEMA DO SÁBIO FRENTE ÀS RELIGIÕES

O dilema do Sábio, é exatamente o de, pelo Conhecimento que tem de que a religião é necessidade para o Ser Humano, na condição de Líder e Erudito, entra em conflito consigo mesmo, pois a Verdade que é inerente em si, nunca será compreendida por quem se encontra em estágios da necessidade de ser amparado e sustentado em seus valores.

A condição de Erudito, faz com que trilhe outros caminhos que não o de indução ao seguimento de uma religião; e esse caminho é a transmissão de seus Conhecimentos, de forma a fazer com que os adeptos filosofem e adquiram seus próprios valores de sustentação.

Infelizmente, devido a condição inferior e subalternidade dos adeptos, para a transmissão de seus Conhecimentos, o Sábio adota formas indiretas de comunicação, por metáforas, parábolas ou analogias, para dessa forma tornar possível, a transmissão de valores espirituais.

Infelizmente, como a História prova, mesmo tomando posição em contrário, com o passar dos tempos, o Sábio tem a sua decisão derrubada por seus discípulos de grau inferior, e a religião é fundada; ou, dentro de sistema religioso já existente, passa a ser um Santo.

É por esse motivo, que tantos Sábios e Mestres do passado e presente, preferiram e preferem a vida na reclusão; pois a distância da compreensão se mede pelos parâmetros que identificam um Superior de um Inferior.

O DESPERTAR CONSCIENTE PARA A REALIDADE

O PADU não tem outro interesse que não seja o de fazer o Umbandista “despertar” para o que é Real na Vida. Esse “despertar”, deve ser compreendido como:

“O Ser Humano comum vive constantemente num estado de semi-sono, de semi-consciência.

Pior ainda no sono, porque é espiritualmente passivo.

No semi-sono (aquilo que é dito como “desperto”), o ser comum vive num mundo subjetivo que contém sensações de achar-que-gosta, e achar-que-não-gosta, vive pelo convencionalismo estabelecido, e agindo como uma máquina responde aos estímulos onde tudo lhe é determinado de fora, e com os pensamentos embotados, ele não controla seus pensamentos, sua imaginação, suas emoções, e age por instinto-prazer-impulsos, e pelo não reconhecimento do que é Real, isso gera conseqüências.

Despertar desse semi-sono é o grande e único problema de cada Ser que mereça ser chamado “Humano”.

O PADU propõe fazer com que o Umbandista não seja adorador, nem pedinte, nem lamurioso, e nem indigente mental; e sim, vencedores nos Caminhos da Vida, e usando dos próprios recursos morais de que dispõe.

Como o principal personagem de todas as religiões, é identificado como “deus”, e os seus adoradores lhe dão o mais mesquinho e desmoralizado sentido materialista e mercantilista, estamos expondo que:

“Não se pode expressar a grandeza infinita de um valor absoluto, com  palavras  de  sentido  relativo,  como  são  as  da  linguagem comum, para expressar o real e verdadeiro sentido do que seja “DEUS”.

Em verdade, se poderá:

- Descrever o que é um avião, uma árvore, uma pedra, porque você já os viu;

- Descrever o que é a água, fogo, ar, terra, pois já teve contato com esses elementos;

- Descrever tanta coisa que já tenha visto, sentido, tocado, etc.

Mas NUNCA, alguém descreveu ou poderá descrever DEUS com a precisão absoluto do que seja, pois com Ele ninguém teve qualquer contato frente à frente.

Teologicamente, três são as posições fundamentais para explicar Deus:

O Ateísmo,

O Panteísmo e,

O Teísmo.

- O Ateísmo nega-O, e com isso nega todo o Sentido da Vida e todos os seus Valores Morais, tornando o mundo incompreensivelmente absurdo.

- O Panteísmo apresenta Deus como sendo a própria Natureza de todas as coisas; só que isso faz com que Deus se torne um ser material, e portanto descartado pela Lógica.

- O Teísmo concebe Deus como Ser Pessoal e Transcendente, distinto do mundo por Ele criado, mas, Providencialmente por Ele assistido. 

As definições de Santos, Sábios, Mestres, Filósofos, e outros, para explicar Deus:

Aristóteles: É o motor não movido. O Ato Puro.

Cícero: Um Espírito Puro, Independente e Livre de todo o elemento material.

Descartes: É o mais certo de todos os teoremas de geometria.

Jesus: É o Pai que está nos Céus. Deus é Espírito, e importa adorá-lo em Espírito e em Verdade.

Hartmann: É a Eternidade Imutável.

Leibniz: É a Mônada Incriada.

Mazzini:  Deus existe porque existimos e nem devemos prová-lo já que intentá-Lo seria blasfêmia e negá-Lo, uma loucura.

Pascal: A impossibilidade de provar que Deus não existe, revela a Sua existência.

Platão: É a Idéia Suprema, ou a Idéia do Bem.

Spinoza: É a Substância Única.

Voltaire: É o Criador não providencial.

Francisco de Assis: Quando o Homem pensa em Deus com as medidas de sua animalidade, conspurca-O sempre, porque lhe empresta atributos que o humanizam.

Guerra Junqueira: Quando a ciência chega aqui, ou emudece ou blasfema.

Luciano dos Anjos: Qualquer forma objetiva de traduzi-Lo, há de mutilá-Lo automaticamente.

Monteiro Lobato: Repudio associar Deus com qualquer predicado humano, até mesmo a Bondade e a Misericórdia.

Teilhard de Chardin: É o centro máximo de convergência, fundamento de todo Ser e Pólo Superior da Evolução.

Na Bíblia, em Êxodos 3:14, temos: “E disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou. Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós”.

Emmanuel: (Em Fonte Viva:) “Não perguntes se Deus é um Foco Gerador de Mundos, ou se é uma Força Irradiando Vidas. Não possuímos ainda a inteligência ... (para entendê-Lo), mas trazemos um coração capaz de sentir-Lhe o amor ...”

Allan Kardec:   A Inteligência Suprema. Causa Primária de todas as coisas. O Criador do Universo Visível e Invisível; ... sendo que toda a Natureza Material e Espiritual está imersa no Fluído Divino emanado de DEUS.

Dos Espíritos: “Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Não ides além. Não vos percais num  labirinto donde não lograríeis sair. Estudai vossas imperfeições a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes penetrar no que é impenetrável”. ... “Há coisas que de tão profundas, só se sentem, não se descrevem”. ... “Deus deve ser sentido”. ... “Três métodos facultam ao Ser Humano sentir-se mais próximo de Deus: o Êxtase Místico; a Prece Fervorosa; e a Prática profundamente desinteressada do Bem e do Amor. 

DEUS – HOJE É EFEITO; MAS, TEVE UMA CAUSA

Qual a causa que nos levou a conceber “Deus” ?

Na Antiguidade, os povos rendiam culto à vários deuses, animais, coisas e aos mortos; e, em um dado momento da História Humana, acontece uma revolução espiritual, e como fenômeno único, primeiro e iniciador, altera-se o pensamento humano corrente, e dá-se um novo sentido à algo, servindo de base, e inclusive como meio de protesto, como veremos adiante.

Quem foi o primeiro Ser Humano a proclamar a existência de “Deus” – Criador das Naturezas, Único e Invisível, sem forma humana e situado acima de tudo e de todas as Formas, Bom e Compassivo, e único dispensador de Vida e Felicidade para todos os Seres? Quem foi esse Precursor do Monoteísmo?

FAÇA-SE LUZ SOBRE O PRIMEIRO SER HUMANO A DEFINIR “DEUS”

Estamos no Antigo Egito, mais precisamente na XVIII Dinastia, cerca de 3.500 anos atrás, e sob o reinado do Faraó Amenophis III, e sua rainha Teiyi, sendo que desse casamento, resultou o nascimento do filho príncipe Amenophis IV.

A língua diplomática falada e escrita é o Babilônio, apesar do uso das línguas síria, hitita, cipriota e mitaniana. A Época é a considerada “Amarneana”, onde os domínios egípcios abrangem toda a região da Mesopotânia ao Mediterrâneo.

( Observação sobre as Grandes Pirâmides e o Livro dos Mortos:

O Império Egípcio durou cerca de 4.000 anos.

Apesar da ciência oficial atribuir suas construções ao Faraó Khufu 500 anos antes do faraó Amenophis III, as mesmas foram construídas por outro povo anterior aos egípcios, e cerca de 14.000 anos atrás.

Em suas obras, Platão cita sacerdotes egípcios que não assumiam como suas a Esfinge e a Grande Pirâmide, insistindo que foram erguidas pelos “Antigos Sábios” de um lugar chamado “Atlântida”.

O Livro Egípcio dos Mortos, o Original, tem origem nesses “Antigos Sábios”, estando desaparecido, sendo que o que é dado a conhecer, é uma distorção do mesmo. )

O poder é exercido pelo Faraó, o qual é considerado pelos seus súditos, a encarnação do deus nacional cultuado, ou filho deste, sendo que a Casta Sacerdotal acompanha de perto todas as decisões do Faraó, bem como o influenciam.

No tempo de Amenophs III, o poderio do Egito estava em seu apogeu, a Capital Tebas era a mais maravilhosa cidade do Planeta, e fazia parte da tradição cultural, política e religiosa, a separação das Castas.

A Casta Sacerdotal, responsável pela religiosidade do povo, cultuava um deus principal, concebido como divindade antropomórfica, de nome Ammon – o deus Sol, sendo identificado pelos gregos como Zeus, pois ambos reinavam tal como chefes supremos sobre uma multidão de demais deuses.

Observação:

O besouro “escaravelho” era sagrado, devido fazer e rolar uma espécie de bola de barro do Rio Nilo, e depois de algum tempo, do interior da bola surgia um novo escaravelho. Para os egípcios, era um fenômeno de geração expontânea e divino, pois ignoravam que, antes, a bola tinha recebido um ovo fecundado pela fêmea. Por outro lado, de tanto ser rolada pelo escaravelho, a bola tomava a forma esférica do Sol, e como o Sol era o deus adorado, o escaravelho representava o deus cultuado.

A Casta Sacerdotal do deus Ammon, era importante e dominante, e a sua influência se estendia tanto para todo o povo egípcio, como para toda a corte; e, a Capital Tebas, também residência real, estava transformada no Grande Centro de Culto ao deus Ammon.

Como poderio do Estado, o Egito, contava então, como sendo de seus domínios:

- Os Reis da Palestina, e os Reis da Síria.

- Chipre, Creta e todas as Ilhas Gregas estavam sob seu domínio.

- Todos os Príncipes das Cidades Costeiras pagavam tributos.

- O Sinai, e mas Costas do Mar Vermelho até a Somalilância faziam parte das Colônias do Faraó.

- Todos os povos negros do Sudão eram escravos do Faraó.

Observações:

Nessa época, todas as possessões egípcias eram propriedade pessoal do Faraó.

Também, para ainda mais aumentar esse poderio, era comum familiares do Faraó egípcio fazerem alianças matrimoniais com príncipes estrangeiros.

E ainda, o Faraó podia ter tantas esposas quanto quisesse.

Em virtude dessas alianças, principalmente de casamento com povos estrangeiros, é por meio deles, que no seio do poder egípcio, vieram a ser introduzidas culturas diferentes, e no meio religioso vieram a acontecer outras orientações religiosas, sendo aí, o ponto de partida da revolução espiritual promovida pelo Faraó Amenóphis IV.

Note-se que o avô de Amenophis IV, de nome Tutmósis IV, havia desposado uma princesa asiática, de nome Gilluchippa, filha de Artathama, Rei de Mitanni, na Mesopotânia (que se torna a mãe de Amenophis III).

Também, as influências estrangeiras na corte de Tebas aumentou mais ainda, quando o próprio Faraó Amenophs III, tomou por esposa, também, mulheres asiáticas.

Destas, a primeira a se tornar rainha, foi Teiyi, futura mãe do Faraó Amenophis IV, sendo que ela era a filha de um Sacerdote Asiático.

O Faráo Amenophis III, também teve uma segunda esposa de nome Tashara, filha do Rei Asiático Tusschratta.

O Faraó Amenophis IV, nasceu quando o seu pai completava 37 anos de idade.

Como a saúde de seu pai não era nada boa, quem cuidava dos negócios do Estado, era a sua mãe Teiyi, cuja influência crescia cada vez mais no Império Faraônico Egípcio.

Por conta dessa influência, a rainha Teiyi, iniciou o retorno ao culto em honra de um antigo deus solar egípcio chamado “ATON”, procurando pouco-à-pouco eliminar os demais deuses cultuados pela Casta Sacerdotal.

E, é lógico que, com essa atitude, a rainha Teiyi se desentendeu com a Casta Sacerdotal, e atraiu ira sobre si.

O Faraó Amenophis III, contando 49 anos de idade, veio a falecer, assumindo em seu lugar, seu filho príncipe Amenophis IV, de apenas 12 anos de idade.

A influência materna foi sempre muito forte sobre Amenophis IV, principalmente pelo fato de sua saúde ter sido sempre delicada; e o que sempre mais impressionou o filho, foram os fortes pontos de vista religiosos de sua mãe, tão diferentes da casta sacerdotal egípcia.

Com apenas 12 anos de idade, Amenophis IV desposou Nefertite, que tinha apenas 10 anos.

Observação:

Casamentos entre crianças eram comuns na corte de Tebas, cujo objetivo era que a descendência desde cedo ficasse assegurada.

Como exemplo, o avô de Amenophis IV também havia se casado aos 12 anos.

De qualquer modo, Nefertite era filha do novo Rei de Mitanni, e essa aliança era boa para o Império Egípcio.

Abraçando a causa de sua mãe, o jovem Rei se auto-nomeou de “Akhenaton – Aquele que Encontra no deus Aton sua Alegria.

Só que, já não era mais aquele deus Aton original; e sim, um outro deus Aton – Elevado a um Plano Espiritual Infinitamente Superior.

No dia de sua entronização – Cerimônia Oficial para elevá-lo à condição de Faraó, Akhenaton – o Menino Rei, assumiu oficialmente os numerosos títulos usados por quem assume a condição de Faraó.

Também, assumiu ainda, o nome de “AMENOPTEH”, o que significa “Amado de Amon”. 

Mas, esta homenagem endereçada ao primeiro deus nacional do Egito, desapareceu diante do novo título inesperado que Amenophis IV determinou acrescentar à longa lista de suas distinções, que é o seguinte: “Grande Sacerdote de Rê-Horachte, que se rejubila no

horizonte, pelo seu nome de: “Calor que está em Aton!”

Essa tomada de posição contra os representantes da religião oficial egípcia provinha, com certeza, secundado na própria rainha-mãe Teiyi.

Nota: O antigo deus solar do Baixo Egito, chamava-se:

- Rá – ao meio dia;

- Atum ao anoitecer;

- Rê-Horachte – quando o Sol está no horizonte, quando se deita e quando se levanta.

Com esta nova situação determinada pelo Faraó Amenophis IV, a adoração a um deus não mais é dirigida para o Sol ou Disco Solar; mas, para uma Fonte de Vida menos visível e mais profunda em conceitos, ou seja: “Para Este Calor que Está em Aton”, do qual todos os seres depende para a sua existência.

Entendia Amenophis IV, que o calor existente no corpo de um Ser Humano, é o que dava Vida ao corpo, e este calor, esta Vida provinha de Deus. Que o calor, estando dentro de um corpo, então, todos, sem exceção, tinham Deus dentro de si; então, Deus poderia ser buscado na própria pessoa, já que uma ínfima parcela de Deus habitava os corpos; e por isso, cada pessoa era um Templo de Deus em si mesmo, não necessitando ser procurado em construções suntuosas ou em quem se dizia ser seu interlocutor. Sacerdotes deveriam sim, ser procurados para ensinarem como a pessoa deve fazer para encontrar o seu Deus. 

Essa tão grande evolução religiosa, onde uma divindade antropomórfica ascende até o Plano da Espiritualidade Pura, o Menino-Rei realizou lenta e gradativamente em 21 anos.

Independente dele se dar ou não ao alcance revolucionário que realizara, inclusive de atinar se aquilo nada mais era do que uma peça que a sua mãe rainha pregava nos sacerdotes com os quais ela havia se desentendido, nada disso importava.

O que importava é que uma Nova Orientação Religiosa se Iniciara; e, Amenophis IV encerrava em si, as possibilidades mais amplas sobre Deus.

Fica na História Humana, mesmo sendo essa história proibida para o Conhecimento Comum, e pelas castas dominantes e sensíveis, destinado a ser o primeiro homem do mundo a proclamar a existência de Deus, Único e Invisível, Oculto sob todas as Coisas Múltiplas e Visíveis; de um Deus sem Forma Humana, Situado acima de todas as Formas, Bom e Compassivo, e Único Dispensador de Vida e Felicidade de Todos os Seres.

Contando com 18 anos de idade, Amenophis IV ( ou Akhenaton), atingiu o apogeu de sua evolução e revolução religiosa.

Comparecia aos Templos e falava com o povo.

Sua eloquência e sabedoria eram profundas e cativantes, tornando-se um Grande Precursor e um Grande Mestre Religioso da Humanidade.

Uma das primeiras iniciativas do jovem Amenophis IV, foi o acabamento do Templo dedicado à Rê-Horachte-Aton, num setor da cidade de Tebas denominado de Carnac, cuja construção foi iniciada por ordem de sua mãe-rainha.

Nesse Templo se gravou pela primeira vez o símbolo da religião de Aton: um disco solar, cujos raios terminam em forma de mãos que envolvem o casal real.

Esse setor Carnac, passa a se chamar “Esplendor do Grande Aton” e, o nome da Cidade de Tebas foi mudado para “Cidade do Esplendor de Aton”.

Amenophis IV também conferiu a si, o título de:

- “Ank-en-Maat” – ou Aquele que Vive na Verdade;

e determinando que tudo daí em diante, fosse feito somente dentro da Verdade.

A primeira coisa tabu que foi mexida, foi a Reforma nas Artes, e isso porque as Artes, no Egito, possuía caráter religiosa, e quem tocasse nas regras tradicionais da arte, ao mesmo tempo se colocava contra a tradição religiosa.

Mas, tudo isso não bastava ao jovem Rei Reformador.

Enquanto o Culto a Aton se desenvolvia sob seu patrocínio, com 19 anos de idade, repudiou seu próprio nome, para poder descartar o título de “Amenopteh – O Amado de Amon”.

A partir dessa decisão, o Rei nunca mais se designou por outro nome senão “Akhenaton – Aquele que encontra em Aton Sua Alegria”.

Akhenaton vai ainda mais longe.

Proíbe todos os cultos ao deus antigo Ammon e mandou fechar todos os seus templos; bem como esse nome deveria ser apagado de toda e qualquer inscrição, consolidando com isso, a eliminação pura e simples de todos os deuses do Egito, e enaltecendo a figura do Deus Único – Aton.

Toda essa revolução não passava despercebida e sem retaliação por parte da Casta Sacerdotal, pois tudo no Egito era regulado por tradições rígidas e milenares, e esses fomentavam junto a vida pública os seus descontentamentos e os incentivavam.

Em novas reformas, o Faraó Akhenaton determinou que Tebas não mais seria a Capital Egípcia, e criou Três Novas Capitais Religiosas Dedicadas à Aton:

- uma Capital na Síria,

- outra Capital na Etiópia,

- e outra Capital no próprio Egito e logo abaixo da Cidade de Tebas, sendo que essa cidade deveria ser construída.

Essa cidade foi logo construída e recebeu o nome de Akhetaton – A Cidade do Horizonte de Aton,

( Como era a Cidade de Akhetaton:

Uma estrada, calçada, designada como “Via Real” ligava os quarteirões Norte e Sul da Capital.

Aos lados dessa Via, foram construídos os prédios públicos e residências.

Destas construções, o Templo do deus Aton era o mais amplo.

O Palácio Real dedicado como residência da Família Real, tinha jardins suspensos. Uma única peça central, formava todos os cômodos do Palácio, sendo que na parte central havia uma clarabóia mais alta que todos os cômodos, o que permitia boa ventilação e iluminação natural.

Outro Palácio dedicado para os Negócios do Estado, era simples e funcional.

Os nobres possuíam amplas casas com jardins; e os trabalhadores habitavam simples choupanas alinhadas uma ao lado da outra.

Nas colinas arborizadas ao Norte da Nova Cidade, se localizava o cemitério geral, onde inclusive nele, foi sepultada uma única filha de Akhenaton, enquanto este estava em vida. Essa princesa se chamava Mokataton.

A alvenaria das construções, era formada por tijolos, cuja concepção demandava o cozimento ao sol, sendo do mesmo elemento que a liga, às vezes acrescida de pó branco raspado de pedra.

Todas as paredes e tetos dos prédios das câmaras (não se usava os termos quarto, sala, cozinha, etc.), eram decorados com pinturas que retratavam a vida familiar do Faraó.

O Palácio Real e o Templo do deus Aton, eram ligados por uma ponte acima do nível da Via Real, e dessa ponte, o Faraó Akhenaton fazia suas aparições públicas e oratórias. )

Com essas medidas, o Jovem Faráo queria estender mais rapidamente o conhecimento do novo deus Aton a todo povo egípcio e os povos dominados; e, com essas Cidades dedicadas ao deus Aton, não mais seria necessário a procura por ele dentro de templos suntuosos e sob controle de casta sacerdotal ou clero.

Dessa forma, o povo tributaria um culto inteiramente espiritual em templos desprovidos de fausto, inclusive Aton não podia ser representado por uma imagem, sendo proibido lhe dar uma fisionomia.

O deus não poderia mais ser cultuado por imagens ou direcionamentos de sacerdotes; e sim, da seguinte forma: “Somente pelo pensamento é que a criatura poderia se aproximar de Deus Criador”.

No intuito de ainda mais acentuar o caráter inteiramente espiritual da religião, Akhenaton determina que todas as expressões ao deus Aton sejam designadas como:

“ O Senhor de Aton, é o Senhor da Vida”.

Essa expressão fazia o deus da religião implantada por Akhenaton, se afastar definitivamente de qualquer sentido materialista induzidor, ou que ainda tivesse sentido de lembrança de Forma com qualquer objeto, imagem, astro, ou figura de referência, ou ainda com a divinização do próprio Sol ou disco solar.

Resumindo, o Deus Aton estava presente em toda Vida, e tudo na Natureza se fazia representar por Ele.

Dessa forma, Akhenaton procura banir da vida egípcia o medo da religião antiga com as suas superstições, e na nova religião introduzira que Deus, a Verdade, e a Felicidade Espiritual estava ao alcance de todos.

Sua doutrina introduzida é de um modernismo extremo.

Akhenaton introduziu o Conhecimento do Amor Universal de Deus, proclamou a Fraternidade Universal, o Mundo Espiritual, as Reencarnações, as Leis Espirituais de Evolução do Espírito, e as Leis Materiais de Progresso Moral.

Suas determinações espirituais sobre a religião de Deus, vingaram até a sua idade de 33 anos.

Suas ações de espiritualidade sobre o povo político e social de seu tempo ainda eram sombriamente e traiçoeiramente repelidas pelos seus inimigos da Casta Sacerdotal, a qual tudo fazia para voltar ao seu antigo poder.

Sendo totalmente contrário à qualquer ação que viesse a lesar a doutrina de Deus, o Faraó Akhenaton procurava pela diplomacia conter os avanços de seus inimigos territoriais, os quais já avançavam sem encontrar obstáculos, pelas fronteiras do Império Egípcio.

As fronteiras do Norte já se encontravam invadidas; e os Príncipes Vassalos do Egito na Síria pediam reforços de tropas.

O Faraó não queria derramamento de sangue, acreditando no poder da diplomacia.

Enquanto a diplomacia não vingava, o Império Egípcio perdia para os invasores, as Cidades de Askelon, Tiro, Sidon, Simyra, Biblos, Ashdod, Jerusalém, Kadesh, os Vales do Jordão, os Vales do Oronte, e outros Territórios. 

Instigados pela vingativa e sedenta Casta Sacerdotal, o povo político e social egípcio foram convencidos de que a atitude diplomática de seu Faraó estava conduzindo o Império à ruína, e isso fez explodir revoltas, descontentamentos e influenciações.

Com essa nova situação criada, os Sacerdotes do destronado deus Ammon, que sempre foram hostis à nova religião de Deus, teve sua força revigorada pelo descontentamento que já era geral.

Essas dificuldades encontradas pelo Faraó Akhenaton, na total divulgação da doutrina de Deus, e para manter a integridade do Império, exerceram um efeito fatal sobre sua saúde.

Acrescente ao seu débil estado, que a sua mãe-rainha, seu apoio constante em todas as situações, havia falecido três anos antes.

Nessa situação, encontrando-se o Faraó Akhenaton debilitado por doença que o impedia até de tomar as decisões necessárias, na administração de remédios, teve a sua vida ceifada pela arte dissimulada do assassinato (veneno), ação esta sob o comando da Casta Sacerdotal.

O Faraó Akhenaton morre assassinado, aos 33 anos de idade.

Foi sepultado em tumba perto de sua Cidade Akhetaton; mas, privado das honras reais de sepultamento.

Posteriormente, por influência da Casta Sacerdotal, seu corpo foi retirado de sua tumba e foi sepultado junto ao corpo de sua rainha-mãe Teiyi.

Também, o corpo de sua filha, a princesa Mokataton foi trasladado para a sepultura do pai e mãe.

O nome Akhetaton, agora infamado pelos Sacerdotes, e chamado de “O Herege Maldito”, não acompanhou os emblemas de sua múmia.

Sua rainha Nefertite, mãe de 06 filhas com o Faraó Akhetaton, retorna para junto dos seus. 

A Cidade Akhetaton foi abandonada por todos; e a corte voltou para Tebas, voltando esta a ser a Capital.

Os agora triunfantes Sacerdotes fizeram retornar o antigo culto a Ammon, e fizeram o necessário para desaparecer qualquer vestígio da religião imposta por Akhetaton, para que a História disso não tivesse registro.

Nova Dinastia se inicia no Egito.

Vigora novamente o culto ao deus antropomórfico Ammon.

Qualquer tentativa de reviver o Deus Único é proibido pela Casta Sacerdotal, a qual, mais do que nunca, possui poderes e influenciação junto à nova dinastia.

Novamente, os deuses antropomórficos estão em moda, e continuando a fazer parte das tradições religiosas dos povos egípcios e dominados.

UM FINAL DE HISTÓRIA, QUE É PRÓLOGO PARA OUTRAS HISTÓRIAS E ESTÓRIAS

Uma das influência dos deuses egípcios antropomórficos:

Note-se que muitos povos africanos eram escravos dos egípcios, e as influências dos egípcios sobre os negros, deram as estes os seus cultos aos deuses da Natureza (raio, floresta, rios, mar, aves, animais, vento, ar, ferro, fogo, terra, etc.), os quais sabidamente persistiram até os tempos em que estes africanos trouxeram suas culturas para o Brasil Colonial, persistindo ainda até os tempos atuais, o que é visto nos chamados Cultos de Nações (candomblé).

O Deus Único do Faraó Akhenaton, influencia Abraão:

No estudo da Religião Judaica – Judaísmo, e isso pode ser visto na Bíblia, sabe-se que, também, aproximadamente 3.500 anos atrás, Abraão – Líder de seu povo, veio a fazer um “pacto com deus”, de que, tanto ele, como os seus descendentes, levariam ao mundo a mensagem do “deus único”.

Os fatos se passam em época idêntica.

O Império Egípcio, em exército e cultura, é a força mais poderosa do mundo conhecido.

O Povo Hebreu, liderados por Abraão, é apenas uma tribo sem recursos para a guerra.

Culturas já haviam caído sob o domínio dos egípcios.

Um povo a mais, escravizado ou não, não faria nenhuma diferença, se o Faraó não fosse Akhenaton, o qual prefere “um pacto”, onde a liberdade dos hebreus deveria ser paga com a propagação do Deus Único.

Observação: Na cultura egípcia, o Faraó era visto como a figura de deus encarnado, ou filho deste.

Depois, as distâncias e o breve reinado de Akhenaton, dificulta que os Hebreus possam absorver mais fundamentos sobre o deus único, e este, como tantos outros deuses criados pelos homens, no decorrer dos tempos, recebe diversas qualificações humanas.

O DEUS ÚNICO DE AKHENATON, PASSADO À ABRAÃO, É REVIVIDO POR MOISÉS

Em Sociologia, aprende-se que um conflito de idéias e interesses entre grupos sociais, faz fatalmente acontecer a discórdia.

Um povo submetido aos mais infeliz desígnio de escravo, impotente e sem direitos, no uso do mais relativo sentido comum de vingança, usa pelo menos da não aceitação de uma idéia ou ordem de cunho nacional, e simplesmente a substitui por outra de ordem contrária, pois isso atende a necessidade da satisfação do amor-próprio ferido.

Para um Povo Hebreu, escravizado dos Egípcios, e submetidos à mais infeliz das sortes, já que o deus imposto é Ammon, o que mais iria contrariar a Casta Sacerdotal Dominante que influencia sobremaneira o Faraó, seria exatamente fazer alguma coisa contrária ao atual determinado, e que tivesse sido motivo de muitos dissabores para os principais opressores, no caso os Sacerdotes.

Pensando nisto, foi que, aproximadamente 200 anos após a sorte de Akhenaton, Moisés – o Escravo e também Líder dos Escravos Hebreus no Egito, homem culto e contrário à sorte de seus compatriotas, também irá “revelar”, ou melhor, redescobrir os véus de mistérios da História Egípcia, e propagar entre os seus, o Culto ao Deus Único.

Infelizmente, a História retrata um deus de Moisés, pelo menos em sua origem, de forma antropomórfica e tão sujeito às paixões humanas, tais como a vingança, a cólera, e interessado apenas em um único povo.

Deus esse, que hoje sabemos, retrata apenas os desejos mais secretos e humanos de seus criadores.

O deus de Moisés – apenas e tão somente, igual a tantos outros deuses – Criado por Homens, e sempre para a satisfação de suas necessidades.

Felizmente, partindo de Moisés, ou do Velho Testamento, para esse deus atingir a Concepção Franciscana de um Deus de Amor, e assim revelado pelas criaturas humanas, mesmo tendo sido, depois, melhor definido por Jesus Cristo e tantos Santos, Sábios e Mestres, foram necessários aproximadamente 3.500 anos depois de Akhenaton, para que realmente houvesse uma evolução do pensamento religioso sobre Deus.

E, é exatamente na questão acima que reside o espanto, ao se descobrir que essa mesma evolução que nos é legada hoje, e que nos demorou aproximadamente 3.500 anos para a atual compreensão na maioria das pessoas que hoje habitam esse Planeta Terra, sobre o significado de “DEUS”,  que isso tenha acontecido de forma tão natural em uma criança, e que essa criança a tenha instituído à nível nacional em seu Império, e distribuído tantas influencias.

O fato é único na História da Humanidade, representa alguma coisa de extraordinário, e em suma, é inconcebível.

A Amenophis IV, ou Akhenaton, nossos respeitos e nosso reconhecimento; e o mínimo, é a divulgação para mentes claras e abertas para a LUz do Conhecimento.

Finalizando com uma pergunta direta: Deus existe?

Resposta: Todas as religiões, todos os Espíritos, e todos os Filósofos, Santos, Sábios e Mestres da Humanidade dizem que sim.

Albert Einstein disse: “ Para serem explicados todos os mistérios do Universo, se Deus não existisse, a Ciência O criaria ! ”

IV-MMII - VII-MMV - III-MMVII

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