PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU) SESSÃO DE ESTUDO Nº 10

Abril - 2001

Março – 2007

Revisão: Novembro - 2008

A MEDIUNIDADE:  - Conceito de Médium e Mediunidade:

Médium quer dizer medianeiro, intermediário. Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre os Seres Humanos e Espíritos; e o fenômeno da Mediunidade acontece pela manifestação de um Espírito através de um corpo.

A Mediunidade tem se manifestado em todos os tempos e, esses fenômenos sempre foram considerados como sobrenaturais pelo povo comum, exatamente por desconhecimento das Leis Espirituais.

A Mediunidade desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta com suas vibrações psíquicas e afetivas.

A Mediunidade é, pois, o sentido pelo qual entramos em relação com os Espíritos. Todos os Seres Humanos a possuem, embora em diferentes Graus.

Todo aquele que sente, num Grau qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, Médium. 

Todavia, como Médium só se classifica aquele em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva e complexa.

Por ser uma faculdade natural (não sendo privilégio de ninguém), permite que por meio da sintonia, aconteça a transmissão do pensamento e da vontade de um ser desencarnado sobre o encarnado.

A predisposição à condição mediúnica, independe de sexo, idade, temperamento, bem como da condição social, da raça e da cultura.

A Mediunidade existe, para que o Ser Humano não se perca pelo materialismo ou pela fantasia religiosa, pois os Espíritos, através da Mediunidade, vem testemunhar que o Espírito é imortal, sujeito a uma Evolução Permanente realizada através das Reencarnações que se repetem nos mundos habitados, e que tudo no Universo se acha regido pelas Imutáveis e Sábias Leis de Deus.

Inicialmente, os Médiuns podem se classificar em:

1) Médiuns Facultativos ou Voluntários: São responsáveis pela faculdade que possuem e, a controlam de modo que o fenômeno se manifeste quando acha conveniente.

2) Médiuns Naturais ou Involuntários: Não possuem domínio sobre a faculdade da Mediunidade; muitos até ignoram a Doutrina Espírita e, não possuem a consciência desse Dom e suas aplicações.

As principais Classificações dos Médiuns:

a)-     Médium de Efeito Físico: Produz efeitos sobre a matéria, como o movimento de objetos e a produção de ruídos.

b)-    Médium Sensitivo ou Impressivo: Pressente a presença de espírito, sua natureza, individualidade e índole.

c)-     Médium Audiente: Ouve o espírito, como se fosse uma voz interna na mente, ou de forma clara pelo ouvido.

d)-    Médium Falante: O espírito, somente fala através dele.

e)-     Médium Vidente: Vê os espíritos, ambientes e coisas do plano espiritual. Alguns vêem em condição normal acordados; e outros, somente em estado sonambúlico.

f)-     Médium Sonambúlico: O espírito fala através e somente quando estão em estado sonambúlico.

g)      Médium Curador: É o que possui o Dom de curar pelo simples toque, pelo olhar, ou mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação.

h)-    Médium Pneumatógrafo: É o que possui a aptidão para receber a escrita direta, sem contato com papel.

i)-     Médium Psicógrafo ou Escrevente: É o que escreve o comunicado dos espíritos; são de diversas classificações de acordo com a parte do corpo (mão, mente, ...), que fica sob o domínio dos espíritos. 

A Mediunidade e a Idade Biológica:

No Ser Humano, a Mediunidade geralmente (não sendo regra), apresenta desenvolvimento cíclico.

Primeiro Ciclo: Na Fase de 0 até os 7 anos, as crianças enxergam, brincam e conversam com espíritos, e não raros são de familiares desencarnados, e estes transmitem recados de maneira direta ou simbólica.

Segundo Ciclo: Na Fase de 7 aos 14 anos, geralmente a criança não tem mediunidade.

Terceiro Ciclo: Na Fase dos 14 aos 21 anos, as impressões espirituais são fáceis, mas é o momento do Conhecimento, devendo o Ser Humano ser doutrinada no sentido positivo da religião para a formação de sua personalidade.

Quarto Ciclo: Na fase dos 21 aos 28 anos, se a Mediunidade não se desenvolveu, o Ser Humano deve se manter em ligação com as atividades mediúnicas, sendo o tempo dos estudos sérios da Religião, do Espiristismo e da Mediunidade.

Quinto Ciclo: Na Fase dos 28 aos 35 anos, se a Mediunidade não se definiu, a pessoa não deve se preocupar.

Há Processos de Desenvolvimento que demoram até os 35 anos de idade, quando só então acontecer  a verdadeira eclosão da Mediunidade.

Sexto Ciclo: Na Fase dos 35 ao 42 anos, se a Mediunidade não apareceu de nenhuma forma, onde a pessoa não revelou nenhuma tendência mediúnica, deve se ocupar mais de atividades assistenciais  ou sociais do Templo.

Sétimo Ciclo: Na Fase após a Maturidade, ou da Velhice, a Mediunidade costuma aparecer pela vidência, intuição e percepção das coisas espirituais, sendo um prêmio para quem se dedica muito tempo às coisa do Espirito.

Pode-se dizer que a Velhice, pela sua proximidade com o Desencarne, faz os extremos se tocarem, devolvendo a Mediunidade ao Velho que vai nascer de Novo, em posição semelhante à das crianças.

A Potencialidade da Mediunidade:

A Potencialidade Mediúnica de um Médium nunca permanece parada ou letárgica, e não é sempre da mesma forma todos os dias.

Ela vive constantemente se atualizando pelos atos cometidos pelo Médium, pois além da vivência e intercâmbio entre dois mundos e uma relação permanente com Espíritos, o Médium é afetado principalmente pelas Leis Espirituais de Causa e Efeito, onde a cada momento, os seus atos Virtuosos vem a melhorar a sua condição mediúnica (ou seus atos falhos vem a fazer o inverso).

A Antiguidade da Mediunidade:

Num dos livros religiosos mais antigo do mundo, o “Vedas”, escrito há 4.000 anos atrás, já se tem noticia do intercâmbio entre vivos e “mortos”.  Nessa época, os Médiuns demoravam dezenas de anos para o seu desenvolvimento, sendo que depois,  se dedicavam somente à isso. Formavam círculos sacerdotais e se tornavam os responsáveis pela orientação religiosa dos seus  povos, e por isso eram consideradas pessoas especiais, privilegiadas, temidas e respeitadas por todos.

Na Índia, Pérsia, Egito, Grécia, Roma, ..., os Médiuns sempre foram utilizados como meio de dominação das massas e poder político, dando origem ao nascimento de fraternidades, cultos, seitas e religiões que exploravam longas e difíceis Iniciações, cujo objetivo era estabelecer critérios de Disciplina e Seleção.

No Antigo Egito, os Sacerdotes eram tão temidos, não só pelas suas repetições frequentes e abusivas de suas artes sobrenaturais, que no Deuteronônio - Velho Testamento da Bíblia, são relatados vários fatos que fizeram com que Moisés proibisse o uso das faculdades mediúnicas.

Dentre os vários Filósofos Gregos, destacam-se as figuras de Sócrates e seu discípulo Platão, os quais, em suas doutrinas, admitiam a existência e a imortalidade do Espírito, a reencarnação, a necessidade da prática do Bem, podendo ser classificados como os precursores da idéia Cristã e do Espiritismo.

Discípulos de Sócrates mencionam em suas obras que o Filósofo se entretinha longamente, pelo uso da Mediunidade, em conversas com o amigo Espírito que o acompanhava.

Em toda a vida de Jesus Cristo, se relatam espantosas práticas da Mediunidade Curativa, de Efeitos Físicos e Intelectuais. Seus Discípulos e Apóstolos, no Dia de Pentecostes (vide Atos, 2:1 –13), converteram-se em Médiuns, quando, ao formarem uma “corrente” (estando todos reunidos), os Espíritos, através deles, produziram fenômenos físicos em grande escala, como sinais luminosos, vozes diretas, psicofonia e xenoglossia, onde os ensinamentos de Cristo foram falados em várias línguas e simultaneamente. A partir de então (depois da “morte” de Cristo), os fenômenos da Mediunidade se tornaram comuns para os Apóstolos, e pelas práticas de:

Materializações; Incorporações; Magnetismo Curativo pela Palavra, Olhar e pela Imposição de Mãos e; Desobsessões: retiravam espíritos sofredores de pessoas obsedadas e;

Pela Clarividência: falavam com “Anjos (Espíritos)” e com Cristo.

O quase desaparecimento da Mediunidade:

a) A Mediunidade alicerçada em Cristo, quase vem a chegar ao desaparecimento, em razão das injustiças, perseguições, sarcasmos e as constantes sacrificações de mártires cristãos nas festas circenses romanas, e mais ainda depois, quando os ensinamentos de Jesus “passaram” a ser propriedade de igreja política interessada no domínio das massas e no poder temporal.

b) Na Idade Média, o Santo Ofício - Inquisição da Igreja Católica, iniciada em 1233 e encerrada em 1761, assassinou milhares de Médiuns, na alegação de que as suas práticas eram associadas às coisas do “demônio”.

c) Em todos os tempos, se tem notícias de pessoas que se sobressaíram como santos ou demônios no campo religioso ou da magia, pela interpretação errônea do fenômeno da Mediunidade.

O ressurgimento da Mediunidade:

- Nascido em 1182 e desencarnado em 1226, a Mediunidade reaparece em São Francisco de Assis, o qual dá exemplo de comportamento de vida integrada à Natureza, e de amor filial.

- Nascida em 1515, e desencarnada em 1582, a espanhola Tereza d’Ávila, a Mestra dos Místicos, narra as suas admiráveis experiências dos fenômenos místicos dos desdobramentos espirituais, em seus livros “O Caminho da Perfeição e, Pensamentos Sobre o Amor de Deus”.

- Em 1517, Martinho Lutero, transitando entre visões espirituais, tentando reconduzir a igreja ao seu princípio, fixa suas 95 Teses, e dá início a Reforma da Igreja, e o consequente Protestantismo.

- Em 1640, José de Copertino, no uso da Mediunidade, faz no Vaticano, ante o Papa Urbano VIII e estupefatos assistentes, a levitação de seu corpo.

- No século XVIII, como precursor ao Espiritismo de Kardec, na Suécia, a Mediunidade ressurge através de Swedenborg, um dos maiores sábios da época, e amigo de Kant. Mas, perdendo-se nas próprias vidências, acabou criando uma seita absurda.

- Nos Estados Unidos, Andrew Jackson Davies lançou uma série de livros, em que o fantástico espiritual mediúnico superava as possibilidades do real.

- Na França, na mesma época, Camille Flamarion, Charles Richet e Frederick Myers, abriam campos de conhecimento sobre os fenômenos da Mediunidade.

- E um homem, que não era Médium, e sim um Erudito, Filósofo e Professor nas áreas de Matemática, Física, Química, Astronomia e Fisiologia, de nome Léon Hippolyte Denizard Rivail, (nascido em 1804 e desencarnado em 1869), sob o pseudônimo de Allan Kardec, veio a estudar e pesquisar a Mediunidade.

E, fazendo a reunião dos princípios essenciais da Doutrina Espírita, revelou ao mundo, pelos Livros da  Codificação, a face oculta da Natureza e a realidade desconhecida do mundo espiritual; sendo que as bases da Doutrina Espírita foram estabelecidas através da análise e seleção das comunicações dos Espíritos, usando dos critérios da universalidade e concordância do ensino dos Espíritos, à Luz da Razão. 

A CLASSIFICAÇÃO DA MEDIUNIDADE SEGUNDO SEUS EFEITOS:

Primeira classificação: Fenômenos Físicos.

Segunda classificação:  Fenômenos Intelectuais.

Terceira classificação: Fenômenos da Incorporação.

O que se classifica como Fenômenos na Mediunidade de Efeitos Físicos:

1.-  Materialização (de Espíritos ou objetos).

2.- Transfiguração (é a modificação dos traços fisionômicos do Médium).

3.- Levitação (do Médium, pessoa ou objetos).

4.- Transporte (aparecimento ou desaparecimento de objeto).

5.- Bicorporeidade (aparecimento do Médium em outro local).

6.- Voz Direta (voz de espírito que soa no ambiente, sem ser por intermédio de Médium).

7.- Escrita Direta (palavras escritas sem ser por intermédio do Médium).

8.- Tiptologia (sinais formados por pancadas invisíveis).

9.- Sematologia (movimento e poder sobre pessoas e objetos sem contato físico).

O que se classifica como Fenômenos na Mediunidade de Efeitos Intelectuais:

1.- Intuição. ¦ Ocorre quando o Médium, estando ou não em transe,

2.- Vidência. ¦ fica em estado de lucidez espiritual, onde vem a receber

3.- Audiência. } as informações pelos seus sentidos espirituais, e/ou,

4.- Desdobramento. ¦ produzindo os efeitos.

5.- Psicometria. ¦ 

O que se classifica como Fenômenos de Incorporação na Mediunidade de Efeitos Intelectuais:

1.- Psicografia. ¦ Ocorrem por ação direta de um Espírito sobre o Médium,

2.- Psicofonia.  } ocupando parcial ou totalmente a sua organização psico-

¦ física para se comunicar.

Observação: Esses dois últimos tipos de Fenômenos Intelectuais, correspondem à Incorporação Mediúnica que se verifica no Médium, quando da realização dos trabalhos espirituais mediúnicos.

De que forma se processa a Incorporação Mediúnica:

Primeiro, deve-se eliminar o pensamento de que o Espírito Desencarnado “entra” dentro do corpo do Médium; ou que o “abrace” envolvendo-o por completo; ou que o Espírito “entra” no corpo do Médium por algum orifício.

O domínio do corpo do Médium, onde a sua vontade e seu corpo cede lugar à do Espírito que nele vai incorporar, acontece pela combinação de dois fatores:

Primeiro fator – Fluído C’ósmico Universal: É necessário acontecer a associação dos fluídos do Espírito com os fluídos do Médium, formando a Afinidade Fluídica, a qual é a consequência direta e dependente da constituição dos organismos espirituais do Espírito e do Médium e,

Segundo fator – Afinidade Moral: É necessário acontecer a associação da moral do Espírito com a moral do Médim, formando a Afinidade Moral, a qual é a consequência direta do Adiantamento Moral alcançado pelo Espírito e pelo Médium. Essas Leis de Afinidades Fluídica e Moral, são os resultantes das faixas vibratórias em que ambos (Espírito e Médium) se encontrem, e que pelas Leis da Sintonia e Assimilação, ambos se identificam como iguais, formando:     No espírito desencarnado  =          Um complexo transmissor.

No Médium = Um complexo receptor.

Dessa forma, para que aconteça a incorporação de um Espírito, é necessário que esse processo tenha como combinação conjunta, o atendimento das duas Leis citadas: Lei da Afinidade Fluídica e Lei da Afinidade Moral.

Portanto, pela necessidade da aplicação conjunta dessas duas Leis para que aconteça a incorporação, isso faz com que o Médium não venha a servir de instrumento à qualquer Espírito indistintamente, se este não estiver igual em  sua faixa vibratória.

O que é F.C.U. – Fluído Cósmico Universal ou Energia Mediúnica?

Os fluídos são as formas de energia existentes nos campos de força que estruturam o aparente vácuo dos espaços vazios. São os condutores do elemento “prana” (energia de vida que vem do Princípio Criador), para todos os processos em que a vida se faz presente. Podem ser identificados, à grosso modo, na forma de partículas infinitesimais, estando dotados de poderes incalculáveis e desconhecidos, sendo elementos constitutivos da Matéria, Tempo, Espaço, Pensamento e Soma das Energias em suas diversas finalidades e, estando presentes em todas os organismos material e espiritual.

O que é Afinidade Moral:

Afinidade quer dizer semelhança. A Lei de Afinidade Moral rege as relações sociais tanto para os encarnados como para os desencarnados e, é a seguinte: “Indivíduos de moral igual se atraem e de moral contrária se repelem”! A Lei de Afinidade Moral, não só seleciona nossos amigos encarnados, como também os Espíritos que habitualmente nos assistem.

Exemplos, para moral igual que se atraem:

As pessoas boas se reúnem a outras também boas, para espalharem o bem.

As pessoas perversas se agrupam a outras também perversas, para praticarem o mal.

As pessoas boas se reúnem, se afinizam e evitam os maus.

As pessoas perversas se reúnem, se afinizam e evitam os bons.

Um Bom Espírito se ajunta ao Bom Médium para a prática da Caridade em todas as suas formas.

Um Mau Espírito se ajunta ao Mau Médium para a prática da Maldade, Superstição e Ignorância.

Exemplos, para moral contrária que se repelem:

As pessoas boas não se afinizam com pessoas perversas, pois os pensamentos e atitudes são diferentes.

Uma pessoa estudiosa não tem como companheiro habitual, quem não gosta de estudar.

Uma pessoa viciada não tem como companheiro habitual, uma pessoa sóbria.

Um Bom Espírito não procura o concurso de um Médium que tenha orgulho.

Um Espírito Sábio nada tem a fazer ao lado de quem não gosta do estudo.

Um Espírito Superior afasta-se de um Médium que tenha vícios.

Um Espírito Iluminado nem chega perto de um Médium invejoso, rancoroso e vingativo.

Conclusão:

1. Para receber a assistência de um Bom Espírito, é preciso que o Médium também seja Bom.

2. Para que o Médium não seja vítima de Espírito Orgulhoso, deve eliminar de si, o próprio orgulho e o excessivo amor-próprio.

3. Para que o Médium não seja manejado por Espírito Perverso, não deve sequer pensar no Mal.

4. Para que o Médium não fique rodeado por Espírito Viciado, deve fugir de todos os vícios.

5. Para que o Médium estabeleça Afinidade Moral com Espíritos Virtuosos, é necessário que seja Compassivo, Fraterno, Tolerante, Benevolente e Caridoso, pois onde existe Virtude não há lugar para Vícios e; onde reina o desejo sincero da Prática do Bem, não cabe o Mal.

O Ato Mediúnico da Incorporação:

Respeitadas as condições iniciais que atendem as Leis de Afinidades Fluídicas e de Moral, o Ato da Efetiva Incorporação Mediúnica acontece  no momento em que o Espírito e o Médium se fundem em suas Unidades Psico-Motoro-Afetivas, prevalecendo a vontade do Espírito sobre a vontade do Médium.

Há no Ser Humano três coisas:

Primeiro: O corpo humano, ou Ser Material análogo aos animais e, animado pelo Princípio Vital;

Segundo: A Alma, ou Ser Imaterial, o mesmo que o Espírito encarnado em um corpo e;

Terceiro: O Perispírito, envoltório composto de material e do espiritual, o “laço” que prende a Alma ao Corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

Desse modo, o Ser Humano tem duas Naturezas:

A Primeira Natureza é Animal: Pelo Corpo, participa da Natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns, estando sujeito à morte física, a qual elimina o corpo e a parte mais grosseira (a material) do Perispírito.

A Segunda Natureza é Espiritual: Pela Alma, participa da Natureza dos Espíritos, sendo que a parte mais sutil do Perispírito (a espiritual) vem a se constituir em seu corpo espiritual, dando-lhe forma como concebemos.

À grosso modo, o Espírito aproxima-se do Médium e o envolve com suas vibrações espirituais. Essas vibrações espirituais, que se irradiam do Espírito, atingem o corpo espiritual (ou Perispírito) do Médium.

A esse toque vibratório, semelhante a um pequeno choque elétrico, que provoca espasmos musculares (tremores), de curta, intensa ou em intervalos, reage o Perispírito do Médium.

Nesse momento, realiza-se a fusão fluídica, acontecendo uma simultânea alteração no psiquismo do Médium (e do Espírito), onde cada um (Médium e Espírito) assimila um pouco do outro.

As irradiações perispirituais projetam por sobre o corpo e rosto do Médium, o envoltório transparente do corpo do Espírito.

Também prevalece dessa fusão, reguladas pela maior ou menor intensidade de vibrações espirituais originadas da combinação dos fluídos, um dos três tipos de classificação de Incorporação:

1º – Incorporação de modo Consciente,

2º – Incorporação de modo Semi-Consciente (ou Semi-Inconsciente) e,

3º - Incorporação de modo Inconsciente.

De qualquer forma, Espírito e Médium, estando ambos ligados por suas Unidades Psico-Motoras-Afetivas, ou Centros-Vitais de ambos, o Espírito se reintegra nas sensações da vida terrena e sem sentir o peso da carne.

O Médium, na condição de Consciente:

Experimenta a leveza do Espírito, sem perder a consciência de sua natureza carnal, e transmite os comunicados do Espírito, como um intérprete que não se dá ao trabalho da tradução.

O Médium, na condição de Semi-Consciente:

Experimenta o mesmo que o Médium Consciente, só que a consciência fica como que apagando à intervalos. Às vezes sabe estar em um local e de repente, se vê em outro; às vezes não se lembra de ter iniciado uma atividade e de repente se vê executando uma tarefa; às vezes se lembra de que o Espírito conversou com tal pessoa, mas não se lembra do assunto; outras vezes se lembra do assunto que o Espírito falou com tal pessoa, mas na realidade nada daquilo que lembra foi cogitado; e assim por diante, sendo um estado intermediário entre o Consciente e o Inconsciente.

Observação: Em qualquer condição de Consciente ou Semi-Consciente, em quaisquer assunto, o Médium não deve externar a sua opinião, devendo isso ser feito pelo Espírito Comunicante.

A Terceira Força:

O Espírito Comunicante é uma personalidade com conhecimentos próprios.

O Médium Consciente é uma personalidade com conhecimentos próprios.

Acontecendo a condição da Incorporação Mediúnica, o Médium Consciente e o Espírito Comunicante, juntos, formam uma Terceira Força, que nada mais é do que a Soma das Duas Inteligências.

O Médium Consciente reconhece quando essa Terceira Força se faz presente, quando as atitudes ou os comunicados que partem de si, incorporado, não fazem parte:

- De sua conduta normal;

- De seu conhecimento;

- De uma condição ou solução em que normalmente não teria pensado ou;

- Que por si só, a sua atitude seria menos do que o executado.

Essa soma das inteligências (do Espírito e do Médium), não deve nunca, em quaisquer comunicação, ser direcionada pelo Médium, e sim unicamente pelo Espírito Comunicante.

É comum, o Médium Consciente Inconsequente e Ignorante, receber uma informação mental enviada pelo Espírito, processar e julgar o teor e, à seu bel-prazer, a filtrar, modificar, acrescentar, ou simplesmente não a transmitir.

Os Espíritos sabem o que fazem e tem as suas razões que não temos como avaliar; portanto, fica implícito para que haja a boa continuidade da ligação entre o Espírito Comunicante e Médium Consciente, que este último nunca filtre, modifique ou retenha as informações que “lhe passam pela cabeça” quando atendem uma pessoa que vem buscar a ajuda do Guia Espiritual.

A palavra “Médium”, quer dizer “medianeiro ou intermediário”. Portanto, o Médium tem que fazer a sua parte, que é a de “intermediar” entre o Espírito e a pessoa que se consulta, independente se o seu julgamento da mensagem recebida vai fazer essa pessoa ficar ou não descontente.

O Médium, na condição de Inconsciente:

Processada a fusão entre Espírito e Médium, este último (normalmente) tem a sua Alma adormecida e, fica à critério dos Espíritos a vigilância ou a condução dela para outros Planos Espirituais.

Observação: É comum Médiuns reclamarem de sua condição mediúnica na qualidade de Consciente, achando preferível ser Inconsciente, pois assim não toma conhecimento dos assuntos tratados pelo seu Guia Incorporante.

É sempre necessário o Médium reclamante fazer uma profunda análise de sua insatisfação e, procurar saber se realmente concorda em ser submetido à uma incorporação de forma Inconsciente.

Todos os Médiuns, já tiveram, em algum momento, no exercício de suas Mediunidades, a oportunidade de serem “lançados de forma repentina, em mergulho ou em vórtices, para o escuro do adormecimento de seus corpos”, para fazer acontecer a Mediunidade Inconsciente.

Só que, esse processo, estando o Médium acordado e de repente, vendo o “apagar” de sua consciência desperta, devido a sua própria condição Cármica, Evolutiva e de Qualidade da Alma, faz acontecer mais precisamente na Mente, o acionamento do “Mecanismo Automático Instintivo de Defesa e Preservação do Corpo Físico”, fazendo de imediato, pelo Medo do Desconhecido (e as possíveis consequências do que pode acontecer) que se estabelece no Médium, o retorno imediato deste à consciência.

Acrescente ao acima, infelizmente, o principal, que tal mecanismo também é acionado pela Falta de Confiança na atividade.

Resumindo: Exatamente por atender o Livre-Arbítrio, onde a vontade de cada um prevalece, é que acontecem as diferenças nas formas de incorporação. Não basta dizer: “Eu quero tanto ser Inconsciente”, se na hora da Incorporação, o Medo e a Falta de Confiança rejeitam essa condição.

Os pontos positivos da Mediunidade Consciente:

Primeiro: A condição descrita da “Terceira Força de Inteligência, formada por Médium e Espírito”, cria a oportunidade do Médium se desenvolver em todos os conceitos de conhecimento junto com o seu Guia quando este está atuando, pois os assuntos tratados são diversos e, até aquilo que se julga impossível, mas que pelo tratamento proporcionado pelo Guia, trazendo os resultados positivos, alicerça no Médium a sempre crescente FÉ em sua capacidade de ajuda e sapiência.

Segundo: Nos momentos de ociosidade de seu Guia, a mente do Médium pode e deve ficar direcionada em pensamentos de: Preces; Pedidos de ajuda e de soluções, tanto para si como para demais pessoas; Perguntas sobre questões morais, intelectuais e de outros conhecimentos e; Agradecimentos.

OBRIGAÇÃO COMUM À TODOS OS MÉDIUNS:

Primeiro: GUARDAR O SEGREDO DA CONFISSÃO e,

Segundo: SE PRESERVAR NA ÉTICA DO COMPORTAMENTO ESPERADO DE UM BOM MÉDIUM.

A fim de continuar merecendo a assistência de seu Bom Espírito, bem como de continuar merecendo o gozo da confiança das pessoas, O BOM MÉDIUM NUNCA DEVE:

a)- Comentar com quem quer que seja, o que as pessoas falam consigo e/ou com o seu Guia, ou;

b)- Tirar proveito desse conhecimento.

Alerta: As penas à que os Médiuns se sujeitam, não guardando o “segredo da confissão”, são os seguintes:

a)- A suspensão da Mediunidade, pois os seus Bons Guias se afastam;

b)- Passa a ser vítima de espíritos obsessores;

c)- A quebra da confiança traz o desprezo das pessoas.  

COMO DESENVOLVER – DE FORMA CORRETA - A MEDIUNIDADE:

Desenvolver a Mediunidade, significa:

a)- O conhecimento dela e de tudo que a envolve;

b)- Aprender a usá-la e de forma correta.

A PRIMEIRA BOA CONDIÇÃO, É SOBRE O TEMPLO ESCOLHIDO, AS SESSÕES DE DESENVOLVIMENTO E, SOBRE A SEGURANÇA PROPORCIONADA AO MÉDIUM:

Primeiro: Deve-se procurar um Templo que mereça a confiança e aí, sob a orientação segura dos dirigentes materiais e espirituais, iniciar o desenvolvimento.

Segundo: Não se deve desenvolver Mediunidade em sessões familiares ou particulares em qualquer lugar, pois locais que não o Templo, sempre colocam obsessores no caminho de quem não tem a devida segurança e proteção que somente o Templo proporciona.

Terceiro: No Templo, todo Médium em Desenvolvimento tem proteção especial dos Guias Trabalhadores da Umbanda.

Quarto: Os Guias, na qualidade de responsáveis pelo Médium, “abrem os canais mediúnicos” do Iniciante, apenas quando estão na “gira de desenvolvimento”, vindo a fechar esses “canais” após o término dessa “gira”; e desse modo, evitam que o Médium, fora do Templo, venha a ser obsedado por espíritos inferiores se encontrarem esses “canais” abertos.

Quinto: Esses “canais” vem a abrir e fechar de forma natural e sob controle, somente após o desenvolvimento mediúnico pleno, o que dá ao Médium a devida proteção espiritual proporcionada pelos seus Guias Espirituais.

Sexto: Também, é conveniente esperar que aconteça o desenvolvimento pleno em um Templo, para só então ir para outro Templo, ressalvada a condição de que o Templo escolhido para desenvolvimento, esteja avaliado como em melhor condição para a finalidade.

A SEGUNDA BOA CONDIÇÃO, É O CONHECIMENTO DAS VIRTUDES SEGUINTES, AS QUAIS, DA OBSERVAÇÃO E PRÁTICA PELO MÉDIUM, SE CONSTITUEM EM ELEMENTOS PARA O BOM OU MAU ÊXITO EM QUALQUER DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO:

Virtude da Paciência: A Mediunidade não se desenvolve de um dia para outro, podendo demorar meses, anos ou nunca acontecer.

Virtude da Perseverança: O desenvolvimento da Mediunidade exige que a pessoa seja persistente no que quer e, que nunca falte aos trabalhos mediúnicos, pois muitos dos impedimentos, são testes espirituais, para aquilatar a qualidade do candidato à Médium.

Virtude da Boa Vontade: A Boa Vontade é demostrada pela alegria, satisfação, respeito e ânimo contagiante, quando do comparecimento aos trabalhos mediúnicos.

Virtude da Humildade: A Humildade é a Virtude pela qual reconhecemos que tudo vem de Deus; o que vem de nós, vem de nós mesmos; e que nada além do limite humano possível, podemos fazer. Principalmente, que o que vem pela Mediunidade, é obra e graça dos Espíritos; e que a nossa contribuição pelas Boas Qualidades que venhamos a ter, nada mais é do que “o mínimo que se espera de um Umbandista praticante da Umbanda”, por haver o entendimento de que esse  cumprimento é necessário para que façamos cumprir em nós, a  Lei de Evolução. E, como prática para a Humildade, devemos ser Bondosos para com tudo e com todos, porque a Bondade é a mais bela forma de Humildade.

Virtude da Sinceridade: A pessoa sincera é aquela que recebe e transmite fielmente o que os Espíritos ditam, mesmo que a comunicação seja contrária ao seu modo de pensar.

A TERCEIRA BOA CONDIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO (E AS BOAS SEQUÊNCIAS DA VIDA MEDIÚNICA), É A SEGURANÇA PROPORCIONADA PELO GUIA ESPIRITUAL PROTETOR DO MÉDIUM:

a)- Logo que inicia o desenvolvimento Mediúnico, ao Médium  é designado um Espírito Protetor, o qual será ou poderá ser um futuro Espírito Incorporante, ou com outra função;

b)- Esse Espírito, na função de Guia Protetor, protege o Médium das investidas dos espíritos prejudiciais;

c)- Pela intuição que dirige ao Médium, envia as orientações necessárias, e se captadas, o resultado é uma boa mediunidade desenvolvida;

d)- Esse Espírito é esclarecido e possuidor de experiências que a atividade de Protetor requer;

e)- Às vezes, é um parente ou amigo desencarnado, mas sempre alguém à quem estamos estreitamente ligados por laços cármicos de quaiquer ordem, de afetos ou simpatias, com origem em outras vidas e, desde épocas até muito remotas;

f)- O Grau de Adiantamento Moral, Espiritual, e em outros níveis, desse Espírito Protetor, é sempre igual em relação com o Grau de seu protegido, mesmo que este último não consiga externar todos os seus predicados nesta vida material, em virtude do “esquecimento forçado” que sempre uma nova reencarnação traz;

g)- Para ele se manifestar ao lado do Médium, basta a concentração mental pedindo a sua ajuda;

Bens materiais; Conselhos para negócios e; Não livrará o Médium de suas provas ou expiações, nem lhe satisfará caprichos, mesquinharias ou ambições e;

Observações:

As obrigações de um Protetor junto ao seu Médium, é puramente de ordem espiritual evolutiva.   

Esse Guia Protetor do Médium, também é conhecido como: “Anjo da Guarda”, “Guia de Cabeça”, “Guia de Frente”, “Mentor”, ...

Sua função, com o passar dos tempos no uso correto da mediunidade e méritos, dá ao Médium a oportunidade de conhecer e usufruir, em ligação estreita, de  maiores benefícios em todos os sentidos, que essa Entidade Espiritual pode proporcionar.

(O Autor deixa em aberto a classificação: “Ancestral Místico”.)

RECONHECENDO AS MANIFESTAÇÕES DA MEDIUNIDADE DESENVOLVIDAS DE FORMA OU POR PESSOAS ERRADAS; SEM CONTROLE; SEM RESPONSABILIDADES; SEM CONHECIMENTO; SEM A APLICAÇÃO DAS VIRTUDES; SEM FINALIDADE; E SEM A EXISTÊNCIA DE UM GUIA PROTETOR:

Os sinais mais comuns, que indicam o aparecimento ou a existência da Mediunidade sem o devido Desenvolvimento, Controle e Proteção, são os seguintes:

- Cérebro perturbado, havendo dificuldades nos discernimentos de certo e errado;

- Sensação constante de peso na cabeça e nos ombros;

- Nervosismo, palpitações, tiques nervosos, suores, dores de cabeça;

- Irritações por coisas sem importância, ofensas gratuitas, todos são inimigos;

- Atitudes de destruição e tresloucadas trazem satisfação, agir sem pensar;

- Desassossego e tendência para a solidão;

- Insônia, e quando se dorme os pesadelos e os sonhos confusos prevalecem;

- Arrepios indicando a passagem pelo corpo de algo desagradavelmente frio ou excessivamente quente;

- Sensação de cansaço geral e desânimo para qualquer trabalho ou atividade;

- Sensação de perseguição, com visão de vultos;

- Alternação de profundas tristezas ou excessivas alegrias, sem saber o porque;

- Alterações nos estados de humor e;

- Tendência para acréscimo, ou à vícios que não se tinha.

Esses sinais, que dia a dia se acentuam, são o resultado da aproximação maior entre o desavisado médium e os espíritos inferiores que o obsedam.

Esses espíritos inferiores são atraídos por uma espécie de irradiação fluídico nervosa, que se desprende do corpo do médium, sendo que essa irradiação possui um certo brilho, de maneira que o corpo fica recoberto por uma luz espiritual identificadora, luz essa que é somente vista ou percebida pelos espíritos, ou pelos videntes.

Os espíritos, principalmente os da classe dos sofredores, sentem um certo alívio em suas dores ao se envolverem por essa luz do médium, devido acontecer a transferência de seus males para o médium.

Uma vez que esses espíritos inferiores se agarram ao médium, se fortalecem nessa irradiação fluídico nervosa e, devido a enorme carga de fluídos impuros que o espírito atrasado descarrega no corpo do médium, neste faz acontecer todos os efeitos negativos, alterando a sua saúde em todos os níveis.

Essas alterações de saúde e comportamento, após o esgotamento dos recursos médicos terrenos, onde não se acha a causa visível material dos problemas, é que faz acontecer das pessoas procurarem a Religião dos Espíritos; e, após o correto tratamento e cura, as causas dos sofrimentos da pessoa desaparecem, a tranquilidade volta a reinar, e a saúde também.

Observações: Muitas pessoas, vítimas das perseguições por parte de espíritos inferiores, apesar de estarem realmente envolvidas num processo de obsessão ou vampirização espiritual, não são Médiuns em Desenvolvimento.

Precisam apenas de passes para se livrarem desses espíritos inferiores e, após isso acontecer, ficando totalmente livres dos espíritos que a afligiam, não mais revelam os sintomas mediúnicos decorrentes dessa obsessão; pois não são pessoas investidas da Mediunidade.

Essa obsessão ocasional e passageira, serviu para aproximar a pessoa da Religião dos Espíritos; ou para lhe despertar o sentimento religioso; ou para encaminhá-la para um Sentido mais elevado em seu jeito de viver. 

Em algumas outras pessoas, após o devido tratamento e a cura, pode vir a acontecer, e de forma até natural, o desenvolvimento Mediúnico.

MEDIUNIDADE NO KARDECISMO E NA UMBANDA:

A manifestação da Mediunidade no Kardecismo:

O Médium Kardecista, antes de propiciar as condições de Incorporação Mediúnica, se prepara através os estudos programados da Doutrina Espírita, e mais uma série de exercícios. Somente após muito tempo de intensa preparação, vem a “dar a passagem do Espírito” em seu corpo.

Essa condição faz parte da Doutrina Kardecista, não só para que aconteça perfeitamente a Combinação de Fluídos e Afinidades entre Espírito e Médium sem que o Espírito precise “baixar” a sua vibração, mas também, para que o Médium esteja na Qualidade de pessoa preparada de antemão.

Apesar da preparação antecipada proporcionado por uma Doutrina (que também é a mesma Base para a Umbanda), o Autor, por experiência própria, entende que o comportamento de muitos (não todos) Médiuns Kardecistas, em vista dessa anterior preparação para aquisição de conhecimentos espiritualistas, se comportam em relação ao Médium Umbandista, mostrando não possuírem entendimentos de que:

Primeiro: A extensão dos sentidos cultuados da “vaidade” e da “superioridade”, pois em seus íntimos consideram o Umbandista como um “irmão inferior em conhecimentos e prática da espiritualidade”;

Segundo: Essa “superioridade” manifesta dos Médiuns Kardecistas (em comparação aos conhecimentos dos Médiuns Umbandistas), mesmo na condição de “mediunizados”, é apenas, e quase sempre, o comportamento e o conhecimento adquirido nos estudos de preparação, e sendo esses conhecimentos em padrão comum à todos, seus “espíritos dirigidos” desenvolvem temas com outras palavras, mas sempre em mesmo sentido do que o Médium aprendeu.

Entende também o Autor que:

(1). Essa “preparação antecipada”, é apenas uma forma de dogmáticos dirigentes Kardecistas contrários à própria pregação de Kardec sobre o sentido “evolução”, transformar todos os ensinamentos de Kardec em Dogmas.

(2) E, que esse procedimento dogmático, de antemão aplicado sobre o Médium Iniciante, impede ate’que este venha a pensar em externar idéia nova ou de quaisquer reforma sobre algum ponto da Doutrina dos Espíritos.

(3).  Entendem esses “Dogmáticos da Religião Kardecista”, que, não se extrapolando os limites impostos por eles mesmos, que é o aceite integral dos escritos por Kardec, não vem a acontecer divisões dentro do Kardecismo, à exemplo do que já ocorreu e ocorre em outras religiões.

(4). Não entendem, ou não querem entender, que uma divisão já ocorreu dentro do Kardecismo, e isso, em 15 de Novembro de 1908; pois ao seguirem ao “pé da letra” os escritos de Kardec, e em nenhum lugar dos Livros da Codificação, acharem “ipsis litteres” (textualmente, pelas mesmas letras), uma descrição sobre os Espíritos de Índios e Negros, houve a rejeição e, de dentro de um Centro Espírita Kardecista, mais precisamente da Federação Espírita de Niterói, Rio de Janeiro, surgiu outra Religião Espiritualista, que é a Umbanda, ou seja: UM LADO, ou UMaBANDA do Kardecismo.  

A Manifestação da Mediunidade na Umbanda:

Primeiro: O Médium Umbandista, muitas vezes, sem nunca ter posto os pés dentro de um Templo, vem a “dar passagem à um Espírito ou vários” pelo seu corpo.

Segundo: Exemplo dessa condição foi o Caboclo das Sete Encruzilhadas, o qual incorporou pela primeira vez em 15 de Novembro de 1908, em seu Médium Zélio Fernandino de Morais, e este fundou a Religião de Umbanda.

Terceiro: Essas incorporações que os Espíritos fazem acontecer em seus Médiuns, sem que estes tenham  algum conhecimento e preparo sobre a religião, mediunidade, deveres, obrigações, e etc., não faz  significar que o Médium não tenha nenhuma Responsabilidade para com a Espiritualidade e com a Busca Própria em Adquirir Conhecimentos.

Quarto: Conforme visto em PBDU anterior, a Umbanda é Religião do tipo Pronto Socorro da Espiritualidade; ou seja, que socorre as pessoas à nível emergencial.

Quinto: Por isso, pode-se dizer também que, à nível emergencial, os Guias, Entidades e Espíritos Compromissados com a Umbanda, “baixam” suas vibrações e provocam as manifestações de incorporações em pessoas Médiuns que não possuem nenhum conhecimento sobre o significado do sentido da Prática da Religião de Umbanda, para que nelas aconteça o despertar do Sentido da Espiritualidade.

Sexto: Esse iniciar imediato na incorporação mediúnica, até que de forma avançada na Umbanda em relação ao Kardecismo, tem o objetivo de fazer acontecer no Umbandista, a necessidade de conhecer tudo sobre as manifestações que lhe ocorrem (e nisso está implícito conhecer tudo sobre a sua religião, bem como a prática dela), para que adquira o domínio do conhecimento, e consequentemente a aplicação, trazendo os benefícios do desenvolvimento pleno e espiritual em direção à Evolução.

OS MOTIVOS DA QUEDA DE UM MÉDIUM:

Primeiro: Parafraseando Jesus: “Muitos serão Chamados, mas Poucos serão os Escolhidos”.

Segundo: O Médium, inicialmente sem conhecimento algum, mas pela Mediunidade que lhe acontece, devendo esse fato lhe servir de Alerta Chamariz da Responsabilidade, pois a Mediunidade é um fato grave e devendo ser encarado com Grande Responsabilidade, deveria se esforçar para o Aprendizado Sequencial das coisas da Espiritualidade.

Terceiro: Mas, o Médium, ao mostrar que não possui interesse em aprender, que não possui vontade em adquirir o domínio da Mediunidade pela correta aplicação da Espiritualidade, deixa de merecer a Inicial Atenção dada pelos Espíritos compromissados com a Umbanda, sendo que estes se afastam.

Quarto: E, o Médium relapso, passa a transmitir, apenas o que vem de espíritos que lhe são iguais em pensamentos e atitudes, advindo daí os erros e as más interpretações sobre a Espiritualidade da Umbanda. 

AS 10 CAUSAS QUE LEVAM UM MÉDIUM AO FRACASSO:

Primeira: O Médium deixar, ou nem se preocupar, em fazer a devida Análise da Qualidade dos Espíritos que lhe incorporam, pois a falta de análise e critério sempre dá margem à entrada de Espíritos levianos e/ou elementos de mistificação.

Segunda: A Leviandade acompanha os Médiuns irresponsáveis.

Terceira: A Indiferença dos Médiuns para com a sua própria evolução e melhora de procedimento, não tirando proveito dos conselhos dos Protetores, faz os Bons Espíritos dele se afastarem.

Quarta:A Presunção acompanha Médiuns que se acreditam infalíveis.

Quinta: O Orgulho faz Médiuns pensarem que valem mais que seus companheiros e que nada mais precisam  aprender.

Sexta: Os Médiuns que possuem Excessivo Amor-Próprio se melindram, se ressentem, e se esquecem de praticar a tolerância.

Sétima: A Exploração da Mediunidade desvirtua sua nobre finalidade e condena o Médium ao fracasso em todos os níveis.

Oitava: Os Médiuns Egoístas são assistidos somente por espíritos ignorantes.

Nona: A Inveja é o defeito dos Médiuns que ficam despeitados quando outros produzem mais e melhor. O Médium que quiser ser alvo da atenção de Espíritos Elevados, que se esforce por merecê-lo pela prática do Bem, e por um comportamento exemplar.

Décima:O elogio desperta o amor-próprio e alimenta o orgulho. Espíritos Superiores raramente elogiam alguém; e quando o fazem, é com palavras de estímulo que revelam que ainda há muito por fazer.

Resumindo: As causas do fracasso da Mediunidade residem dentro do próprio Médium.

A SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE, DEVIDO A PARTE MATERIAL:

O motivo, ou os motivos que desobrigam uma pessoa Médium de cumprir suas obrigações, em caráter temporário ou definitivo, deverá ser muito sério e bem justificado.

As ausências devem ser justificadas ao Diretor Espiritual do Templo; mas, as ausências em definitivo ou temporária, devem ser justificadas junto ao Guia Espiritual do Templo.

Exemplos de motivos para ausência em caráter definitivo, do Templo onde frequenta:

1. Mudança de endereço para outra Cidade, Estado ou Pais.

2. Doença grave.

Exemplos de motivos para ausência em caráter temporário, do Templo onde frequenta:

1. Viagem à negócios, laser, etc...

2. Serviços profissionais em mesmo horário de culto.

3. Estudos profissionalizantes em mesmo horário de culto.

4. Gestação. No período da gestação, é aconselhável que as gestantes se abstenham de praticar a Mediunidade; porém, deverão frequentar o mais possível, o Templo.

5. O dever de Mãe. Principalmente para com filhos pequenos.

Desaparecendo a causa que originou a ausência, o Médium deve reiniciar imediatamente suas funções.    

Não havendo mais motivos para a ausência, e mesmo assim o Médium persistir em continuar afastado, lembro PBDU anterior, que explica sobre as perturbações, à que os Médiuns ficam sujeitos pela abertura dos canais mediúnicos, e por parte de espíritos inferiores e obsessores.

A SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE, DEVIDO A PARTE ESPIRITUAL:

Pode acontecer do Médium, vir a ter sua Mediunidade suspensa, em razão de Ordem Superior Espiritual, e normalmente, por duas razões:

Primeira: Necessidade do Médium passar por um período de repouso, para o reajustamento e fortalecimento de sua organização físico-espiritual, como forma de preparo futuro Mediúnico.

Segunda: Cancelamento Total da Mediunidade, por piedade, executado por Espíritos de Alta Envergadura, quando o Médium se desvia do reto caminho, entrega-se à atos contrários às Virtudes e comete erros absurdos, evitando dessa forma que não aconteça erros maiores.

Quando, independente de sua vontade, o Médium perceber que sua Mediunidade não mais existe, ou está “bem fraquinha”, deve fazer um rigoroso exame de consciência, pois as causas, certamente, estão na conduta. 

MISTIFICAÇÃO OU ANIMISMO:

No meio espiritualista, a palavra “animismo”, ficou popularizada como sendo “mistificação”. A mistificação ou animismo, é o abuso da mediunidade. Animismo não é intercâmbio espiritual. É a fala da própria Alma encarnada, que hipnotiza a si mesma, como sendo outra que usa as suas faculdades. É a própria pessoa, a qual, por motivos que só ela pode explicar, finge receber a incorporação de espíritos. Um dos principais motivos, que leva uma pessoa a mistificar, é o interesse pessoal; e nisso, está implícito: Satisfação de si mesmo, ao se colocar na condição de “médium”, pois acha que essa condição lhe dá “status” e  poder; Abusar dessa condição, para direcionar pessoas a fazerem sua vontade; Usar dessa condição para comercializar a religião visando ganho material;

Como reconhecer a Mistificação ou Animismo:

Primeiro: Conforme visto neste e demais PBDUs, os Guias Espirituais da Religião da Umbanda, somente se servem da faculdade mediúnica de seu Médium para a prática do Bem; portanto, qualquer atitude em contrário à essa prática, revela a Mistificação.

Segundo: O comportamento, a educação, o jeito de ser, as mensagens, a aura, a personalidade, e a produção de trabalhos positivos de um verdadeiro Guia é facilmente reconhecido, sendo distinto de seu Médium; portanto, é impossível para um Mistificador ser e executar o mesmo que um Espírito.

Terceiro: O Mistificador pode, dentro de um Templo, durante um certo tempo enganar algumas pessoas; mas, não poderá nunca por muito tempo enganar muitas pessoas.

Quarto: Num Templo, o Mistificador nunca, em nenhum momento, engana os verdadeiros Guias; só que estes, tolerantes e sapientes de que o tempo tudo conserta através de duras lições, permite que haja essa manifestação, mas sempre de forma controlada e vigiada.

Quinto: Num Templo, o Mistificador sempre se desvia do olhar de um Guia incorporado, teme o olhar de um Médium Vidente e comporta-se sempre de maneira retraída e desconfiada, principalmente ao se saber observada.

OS INSTRUMENTOS DE PROTEÇÃO AO MÉDIUM:

É comum se dizer que:  “Antes de se ir para um lugar que se desconhece, deve-se procurar ter todas as fontes de informação possível, bem como se aparelhar com os instrumentos que irão lhe ajudar em caso de necessidade”. No caso da Mediunidade, onde o Médium vai lidar com espíritos, e principalmente contra suas próprias e possíveis más tendências, deve precaver-se contra os possíveis perigos a que poderá se expor.  Os instrumentos para a proteção do Médium, são de suma importância desde que observados, e sem os quais, poderá sair prejudicado em sua tarefa.

Os instrumentos de que o Médium deve se munir, são:

(1). Instrumentos Intelectuais,

     

(2). Instrumentos Morais,

(3). Instrumentos Espirituais e,

(4). Instrumentos Materiais.

(1)- Os instrumentos Intelectuais:

Resumem-se num só: O Estudo das obras racionais do Espiritismo. O estudo desenvolve no Médium o Discernimento, isto é, a Capacidade de Julgar.

(2)- Os instrumentos Morais:

Resumem-se num só: Na Conduta Moral do Médium. Uma conduta moralizadora protege o Médium contra os espíritos ignorantes e maldosos, que porventura procurem embaraçá-lo no desempenho de sua Mediunidade, e faz o Médium contar sempre com o auxílio dos Bons Espíritos. Onde quer que esteja, o Médium deve ser um exemplo de moralidade, porém sem afetação. É importante que se livre de vícios, por menores que sejam. É essencial que o Médium não tenha uma vida social agitada e intensa, pois isso pode interferir em seus deveres espirituais.

(3)-  O instrumento Espiritual:

Resume-se num só: A FÉ. Não a Fé cega, fanática, que a nada conduz, nada ilumina, nada constrói; mas a Fé raciocinada; a Fé que não duvida, e não duvida porque sabe, e sabe porque estuda.

(4)- O instrumento Material:

Resume-se num só: O Trabalho Honesto. Ao Médium, materialmente falando, não é proibido trabalhar e lutar para ter mais e melhor. Deve ganhar honestamente o seu pão de cada dia, de acordo com a sua profissão escolhida, evitando ambição excessiva e desejos sem moderação. Entretanto, se conseguir pouco, com isso deve se contentar. Se conseguir muito, lembrar-se que a vida é transitória e o mérito por ter mais, está na virtude do bom aproveitamento de suas qualidades para o trabalho.

CLASSIFICAÇÃO DOS MÉDIUNS NA RELIGIÃO DE UMBANDA:

(1)-  Médiuns de Carmas Probatórios;

(2)-  Médiuns Voluntariosos;

(3)-  Médiuns de Carma Evolutivo e;

(4)-  Médiuns Missionários.

(1)-    Médiuns de Carmas Probatórios:

São os Médiuns em maior quantidade dentro de um Templo. Em vidas passadas, usaram de atitudes que os comprometeram ao pagamento futuro de dívidas contraídas num passado, ou seja, cometeram ações que violentaram o Livre Arbítrio de demais pessoas; e portanto, nessa ou nas demais vidas futuras, obrigatoriamente deverão resgatar os seus débitos contraídos e saldarem as suas dívidas.

Esses Médiuns estão hoje, nessa qualidade, devido as suas próprias solicitações no mundo da espiritualidade, para que, pelo uso e exercício da Mediunidade, tenham a condição de resgatar mais rapidamente os seus débitos junto à outros Espíritos, Almas, Seres Humanos e entre si (Espírito [desencarnado] e Médium [encarnado]).

Os Espíritos que incorporam nesses Médiuns, normalmente, possuem ligações cármicas com o passado desse mesmo Médium, podendo ser por laços afetivos, pesados carmas, ou ambas as coisas.

E, esses Espíritos, pela classificação de Cármicos Probatórios, dentro da Hierarquia Espiritual da Umbanda, possuem ação limitada, sendo supervisionados pelos Espíritos com Ordens e Direitos de Trabalho na Umbanda.

Podem, esses Espíritos, dentro de seus limites de conhecimento, executam passes, descargas, limpezas, e aconselhamento.

Resumindo, dentro de um Templo, esses Espíritos são os principais auxiliares de um Guia Trabalhador da Umbanda, sujeitos ao comando destes; e principalmente, de fazerem acontecer em si em em seu Médium Cármico Probatório por Excelência, as transformações morais necessárias.

Esses Espíritos, como Auxiliares diretos do Guia Trabalhador à que se subordinam, normalmente adotam o nome desse Chefe.

(2)-    Médiuns Voluntariosos:

Dentro de um Templo, constituem a segunda maioria. As causas que os levam para um Templo, normalmente, é o fato de em algum momento de suas vidas terem precisado de ajuda espiritual e resolvido seus problemas.

Em gratidão, passam a gostar da Umbanda, a frequentar continuadamente e, a ajudar o Templo de alguma forma.

São pessoas que, inicialmente, não possuem a Mediunidade de Incorporação; mas, que possuem o entendimento de que:

- Acham sublime e maravilhoso o fato de ser Médium; e portanto, também o querem ser;

- Possuem o desejo sincero de ajudar as pessoas, e entendem que pela Incorporação, isso podem fazer;

- Entendem que as suas forças conjuntas à de um Espírito, podem contribuir para ajudar as demais pessoas;

Pelo desejo sincero e pela abnegação dessas pessoas, devido “semelhante atrair semelhante”, em dado momento, após o desenvolvimento da condição mediúnica propícia, essas pessoas realmente vem a receber a Incorporação de um Espírito, e na mesma qualidade do desejo sincero de ajudar o Templo e as pessoas.

O Espírito Incorporante dessas pessoas, são idem ao seus Médiuns, e portanto, ficam sujeitos e subordinados aos Guias Trabalhadores, que os protegem e os orientam nas lides diárias dos trabalhos da Umbanda, sendo eles, ótimos Auxiliares.

(3)-    Médiuns de Carma Evolutivo:

Nessa Categoria, se enquadram todos os Médiuns que, em sua última vida no mundo espiritual, pediram ou receberam de Espíritos de Alta Envergadura, a missão de na Terra, executarem uma missão dentro da Umbanda, que o próprio nome diz: “Conduzir para a Evolução”.

Esses Médiuns, possuem a proteção de um Espírito Compromissado (ou Espíritos), na condição de Guia Trabalhador da Umbanda, sendo verdadeiramente um Caboclo, um Preto-Velho, ou uma Entidade Espiritual na qualidade de Mentor, Protetor, ... Esses Médiuns são em pequeno número e suas missões são idênticas, ou seja: No exercício da Mediunidade, além da prática da Caridade Pura em Todas as Suas Formas, a executam através de sequências de efeitos físicos, fenômenos, ações úteis, ações produtivas e ações esclarecedores, no sentido de que, outros, através a visão do uso das forças mediúnicas, adquiram a segurança e a convicção necessária aos “Thomés” que existem em todas as religiões.

Esses Médiuns:

- Cumprindo com dignidade a Mediunidade em todas as etapas que lhe foram confiadas;

- Se mantendo em boa conduta moral;

- Não abusando de seus Guias, de seu Conhecimento, e de suas Proteções;

- Não explorando para fins escusos os seus Poderes;

- Não se deixando fascinar pelo prestígio e adulação;

- Não enveredando pelo caminho do sexo;

Acabam se elevando naturalmente e adquirem o Conhecimento Pleno da Natureza Material e Espiritual.

(4)-    Médiuns de Carmas Missionários:

São Médiuns que, em sua última vida no mundo espiritual como desencarnados, recebem dos Espíritos de Alta Envergadura, a Missão de executarem, quando na condição de novamente encarnados, algo pré-estabelecido, e sempre no sentido de:

a) Avivar ou reavivar princípios filosóficos doutrinários ou religiosos.

b) Estabelecer ligações, tanto de cunho espiritual, ou material, com demais filosofias ou organizações, no sentidos do crescimento espiritual, notando-se o objetivo da harmonia religiosa e moral.

O BOM MÉDIUM TRABALHADOR UMBANDISTA:

O Templo de Umbanda oferece um imenso campo de trabalhos, realizações e progresso, pois a cada um foi confiada uma tarefa e, sendo bem empregada, por mais humilde que seja o ambiente, os trabalhos com e para a Mediunidade eliminam os pecados do Passado, enriquece o Futuro com  méritos, e esclarece o Presente em menor espaço de tempo.

O Bom Médium sabe que a Mediunidade não lhe foi concedida para passatempo, ou para atender um seu capricho, pois sabe que a Mediunidade é coisa sagrada e com ela deve suavizar os sofrimentos alheios e, que esta é a maneira mais simples de se praticar a Caridade Espiritual.

O Bom Médium Trabalhador dá de graça o que de graça recebe, pois onde há o interesse, por mínimo que seja, não há a verdadeira Caridade.

Sabe que a para a Classificação de Bom, deve fazer reunir nele, as Virtudes seguintes: Seriedade, Modéstia, Devotamento, Abnegação e Desinteresse.

Sabe que não deve forçar ninguém a aceitar as idéias, ensinando apenas os que assim o desejam.

A Filosofia Umbandista não estipula condições para quem quer que seja.

Não força obediência, mas revela as Leis da Verdade da Natureza, e dá a cada um o conhecimento de que as Ações devem ser Responsáveis.

Revela as todos as Verdades do Espiritismo; a Imortalidade da Alma; a Reencarnação; a Fraternidade e; a Paternidade comum que temos com Deus, nosso Pai.    

O Bom Médium faz de seu modo de ser e viver, uma Luz a iluminar os irmãos atrasados, vivendo exemplarmente e de acordo com o Verdadeiro Evangelho de nosso Pai Oxalá, Jesus Cristo.

- Concilia a coragem com o discernimento;

- A palavra com a disciplina;

- A inteligência com a educação;

- A caridade com o equilíbrio;

- A análise com a brandura e;

- O amor sem exagero.

O Bom Médium socorre esforçadamente os que lhe pedem ajuda, nunca deixando de dar de graça o que de graça recebe.

Desempenha devotadamente seus deveres humanos, e se comporta na mais alta moralidade, educação e respeito e, cuida da sua mediunidade e obrigações com amor e carinho.

Estuda e Evangeliza-se constantemente, cuidando de seu conhecimento e aplicação da Doutrina, não só para com os outros, mas também para consigo, pois sabe que é um espírito em doutrinação aqui na Terra e, a experiência lembra, que de vez em quando, todos podem ser atingidos pela melancolia e, por vezes, o medo pode invadir os pensamentos e a natureza humana pode pender para a brutalidade.

Sabe que nunca deve perder o ânimo para a melhora de si em todos os sentidos, pois as linhas que o ligam aos seus ancestrais estão perdidas na poeira do tempo. No entanto, a Razão o leva para mais longe ainda, fazendo-o ver que já foi muito pior do que é hoje. E, essa análise o leva, pela uso da inteligência raciocinada, a aceitar a Evolução e a entender:

- Para que ferir o irmão de jornada?

- Porque não Perdoar os que ofendem, já que ignoram as consequências de seus atos?

- Porque o ódio, se o resultado final para todos, não importa o tempo, será o Amor?

- Porque a usura e o egoísmo, se a Caridade já provou que é instrumento de salvação?

- Porque fazer apenas algumas coisas boas, se o ideal é perseverar nelas até o final da jornada?

O Bom Médium nada ambiciona excessivamente, nem as despreza levianamente e, sabe dar a cada coisa o seu justo valor.

Confia em Deus, nos Anjos, e nos Guias Espirituais, pois sabe que sendo digno trabalhador de seu salário, sempre lhes darão o necessário.

Sabe que a Mediunidade não vai lhe dar honras na Terra, apesar de exigir a máxima abnegação e o máximo devotamento para ser produtivo a si e aos seus semelhantes; e também sabe que a recompensa não está nesse mundo.

Sabe que nada afeta as Obras da Criação e as Leis que Regem o Universo e a Natureza. Por isso, não tem medo dos incrédulos, nem dos que estão contra ele, não perdendo tempo com os detratores e inimigos gratuitos, pois um dia a morte os colherá e, então, verão com os próprios olhos aquilo que negam.

O Bom Médium entende que a Umbanda, ao fazer a sua parte no contexto espiritual, contribui para a Paz e a União.

Compreende que dentre tantas finalidades da Umbanda, ela deve chamar a atenção para os Ensinamentos de Jesus e para a Codificação Espírita, no sentido do esclarecimento das pessoas, para a eliminação dos preconceitos de raças, de religiões, de classes sociais e os vícios; desmascarar a ignorância, a superstição e a hipocrisia, fazendo acontecer o Conhecimento da Verdade, pois somente esta Liberta; chamando cada um ao cumprimento de seus deveres e à responsabilidade de seus atos.

O Bom Médium Trabalhador Umbandista, se lembra constantemente, de que, por mais pequenina que seja a sua Mediunidade, se com ela, aplicando e espalhando a FÉ, a ESPERANÇA, a CARIDADE, e conseguir enxugar uma única lágrima, sabe que a finalidade de sua Mediunidade estará cumprida, advindo daí a sua recompensa espiritual.

O Bom Médium confessa firme e abertamente a crença em ser Umbandista, não a renegando, escondendo, omitindo, e sendo fiel à sua Religião até o fim.

 A LUz sobre a Mediunidade sempre é necessária!

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