PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU)SESSÃO DE ESTUDO Nº 09

Março - 2001

Novembro – 2006

Março - 2007

OBRIGAÇÕES E DEVERES BÁSICOS DO UMBANDISTA, DE ACORDO COM SUA POSIÇÃO NA HIERARQUIA DA RELIGIÃO, E COMENTÁRIOS.

Sacerdote e/ou Sacerdotiza:

a) É o Chefe Espiritual e Presidente do Templo.

b) Encarna em si, a figura do representante máximo da religião que professa.

c) É o elemento de ligação entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual.

d) Deve possuir como Guia Espiritual, um Espírito na qualidade de Mentor, para que este, na qualidade de Conselheiro e Protetor, forneça as orientações para a maioria das necessidades que se apresentarem e; na qualidade de Instrutor, conduza o Sacerdote pelo caminho do Saber.

e) Deve possuir como Guia Chefe Espiritual do Templo, um Espirito imbuído das Ordens e os Direitos de Trabalhado de Umbanda (podendo ser ou não, o Mentor), para que este forneça, coordene e mantenha as diretrizes espirituais traçadas para o Templo.

(Diretriz: 1. Conjunto de instruções; 2. Norma de procedimento.)

f) Deve possuir Guias Espirituais nas Qualidades, Forças, Conhecimentos, Ordens e Direitos, que atendam  (os afunilamentos das) as Sete Virtudes Positivas e as Sete Virtudes Negativas preconizadas pela Umbanda, em seu Sentido Direito Positivo e Esquerdo Negativo. 

g) Deve possuir os conhecimentos necessários sobre a Religião que professa (História, Dogmas, Preceitos, Ciência, Religião, Filosofia, Rituais e procedimentos Gerais), para que esta tenha na pessoa do Sacerdote, um legítimo representante dela.  

h) Deve possuir conhecimento de Teologia (estudo e conhecimento das religiões), para que crie e enraíze em si, a convicção de que a Religião que representa, não só se baseia numa escolha pessoal em virtude das convicções próprias adquiridas pela Mediunidade, Estudos e Experiências, mas principalmente, pelas respostas positivas e verdadeiras que a Religião de Umbanda trás.

i) Deve possuir conhecimento em todas as áreas de atividades, e manter-se atualizado, pois é elemento de referência para todas as pessoas que o procuram.

j) Deve, como elemento de referência, procurar pautar sua vida nos mais sadios princípios.

k) Deve, reunidas, e na aplicação de todas as condições acima, exercer a função de Sacerdote, fazendo cumprir o Sentido da palavra “Religião”, que é o de fazer as pessoas se voltarem para Deus e, como consequência, se tornarem melhores em todos os sentidos (evoluindo), tanto para si, como para a sociedade. Nesse exercício Sacerdotal, está implícito:

k1) Zelar, Organizar, Administrar o Templo e delegar responsabilidades.

k2) Desenvolver a espiritualidade dos adeptos através de ensinamentos e estudos doutrinários,  visando acontecer neles, uma natural aplicação das Virtudes e, conscientizadas pela Fé Racional.

k3) Desenvolver Médiuns para a prática da Caridade Pura.

k4) Desenvolver Médiuns, em condição de se tornarem Sacerdotes e Sacerdotisas, para que possam dar continuidade ao crescimento da Religião de Umbanda, fundando outros Templos, bem como lhes dar suporte e manter intercâmbio.

k5) Deve reservar parte de seu tempo, para que adeptos possam ter um contato mais direto com a pessoa do Sacerdote, para que estas possam lhe dirigir diretamente a palavra.

k6) Ministrar Cursos sobre os assuntos da Religião e outros de desenvolvimento intelectual.

k7) Ministrar Rituais de Batismo, Casamento, Bodas, Funeral, e outros relacionados ao desenvolvimento mediúnico e à Umbanda.

k8) Celebrar Rituais Abertos e Fechados ao público, Padê, Sessão espiritual pública ou secreta da Direita e Esquerda, Defumação, Amaci, Confirmação, Coroamento, Cruzamento, Descarrego, Rodas de Fogo, Assistência, etc.

k9) Executar, ter Conhecimentos e Domínio sobre as Artes: Consagração, Demanda; Feitiços; Fixação; Firmação; Transporte; Zimba; Magia Branca, Negra e Vermelha; Conhecimento e Leitura de Sortilégios; Confecção, Imantação de Patuás, Direcionamentos, Alienação, Deslocamentos Astrais, Transmudação, Transmutação, Mancias, ...

Pai Pequeno e Mãe Pequena:

a) Como pessoa, deve possuir o instinto da liderança; ter carisma; inspirar confiança, e possuir conhecimento acima da média.  

b) Como pessoa física, social e mental, deve ser saudável, de corpo cuidado, paciente, agradável, educada, responsável, inteligente, discreta e controlada.

c) Como Umbandista praticante, deve conhecer e ser fiel à religião que professa.

d) Como Médium Desenvolvido, seus Guias, além de possuírem as Ordens e Direitos de Trabalho Espiritual Umbandista, também devem ser possuidores do sentido da liderança.

e) Imbuído da função determinada como Pai Pequeno/Mãe Pequena e, em sendo determinado pelo mundo espiritual, deve adquirir e possuir os conhecimentos e as condições necessárias para ser Sacerdote/Sacerdotisa.

f) Deve seguir a mesma linha de afinidade, atitude e pensamento religioso do Sacerdote, auxiliando-o nas questões filosóficas, de trabalhos, e de decisões.

g) Deve possuir conhecimento de todas as pessoas assíduas ao Templo, seus problemas e, as soluções tomadas pelos Guias em geral.

h) Deve, dentro das regras gerais, fixas e imutáveis de um Templo, solucionar as pendência e problemas, evitando sobrecarga desnecessária ao Sacerdote.

i)Deve estar sempre pronto a atender as pessoas, nas diversas soluções de seus problemas e, em caso de dúvidas, deve recorrer ao seu igual em cargo e, em última instância, havendo necessidade, ao Sacerdote, para a deliberação final de qualquer caso.

j) Deve intervir de imediato e, tomar decisão conjunta com o seu igual em cargo e o Sacerdote, sempre que alguma coisa estiver fora das regras e normas do Templo.

k) Deve procurar solucionar as dúvidas dos Médiuns Desenvolvidos, em Desenvolvimento, Auxiliares e pessoas em geral que o procuram.

l) Deve substituir o Sacerdote, não só em sua ausência, mas também, quando assim for determinado ou necessário.

m) Deve, pela consequência natural e evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação às obrigações e deveres do Sacerdote.

Médium Desenvolvido (homem e mulher):

a) É necessário que cuide de sua saúde física, mantendo o corpo bem cuidado, com bom asseio, com boa apresentação, sem doenças, ou que as tenha sob cuidados e controle.

b) É necessário que cuide de sua saúde social, evitando problemas de quaisquer ordem, principalmente os de origem emocional, ou que os tenha sob cuidados e controle.

c) É necessário que cuide de sua saúde mental, procurando ser alegre, demonstre amor e paciência.

d) É necessário o aprendizado constante, se preparando para encargos futuros, cumprindo a Lei de Evolução em todos os sentidos; pois, desenvolver e adquirir conhecimentos, de forma continuada, não só para efeito de formação intelectual, como também, para atender a finalidade básica da vida encarnada, que é o processo da melhoria contínua em todos os sentidos.

e) É necessário possuir ou buscar possuir as qualidades que o projetam como pessoa religiosa e de ponto de referência, sendo honesto, trabalhador, inteligente, bem humorado, educado, manter a pontualidade nos compromissos assumidos, ter assiduidade, possuir espírito de renúncia, ser discreto, ter fidelidade aos princípios abraçados da causa religiosa professada, e contribuir para o progresso de sua religião.

f)É necessário possuir e praticar as responsabilidades exigidas pela religião, tais como:

- Respeito por todos os assuntos da Religião que pratica;

- Respeito pelos trabalhos desenvolvidos pelos seus irmãos e irmãs:

- Respeito, carinho e atenção para com a dor e problemas das pessoas que o procuram;

- Comportar-se sempre de forma equilibrada, sem vícios e exageros, pois sua pessoa é ponto de referência para as demais que a procuram e nela se miram em exemplos.

- Entender que a prática da caridade não consiste apenas em boas palavras que nunca devem ser negadas, porque um simples gesto de carinho e atenção tem grande validade espiritual, mas também, entender que a Caridade está no sacrifício, na humanidade, na humildade, e nos serviços prestados aos nossos semelhantes.

- Entender que o Médium Caridoso se submete ao sacrifício do seu egoísmo, dá bons conselhos, auxilia os que necessitam, e ensinam aos que não possuem Conhecimento, a Verdade da Realidade Espiritual.

- Entender que o Médium não pode praticar a Falsa Caridade, ou seja, beneficiar alguém, para depois cobrar em favores pessoais.

- Entender que o Médium deve procurar ser constantemente intuitivo com todas as coisas, sendo que essa intuição  deve ter origem em seus Espíritos Protetores.

- Entender que o Médium deve ser franco e adepto fervoroso da Verdade.

- Entender que os Espíritos não estão à seu serviço particular e sim, para a prática da Caridade e, no Templo.

Observação sobre a expressão ‘irmão/irmã”:

É comum, que pessoas adeptas de mesma religião, mesmo não havendo parentesco, se refiram aos  seus iguais de “irmão/ã”. Tal designativo indica a existência da “união fraterna”, o que significa a convivência das pessoas que assim se chamam, na mais absoluta união, paz, harmonia, concórdia, fraternidade, intimidade, respeito e amor.

Em suma, tal conceito de “irmandade” vem a envolver enorme sentimento de um para com os outros. Portanto, para se chamar outrem de “irmão/a”, é necessário ter o conceito no coração.      

g) Obrigações gerais para todos os dias:

g1)Ao iniciar o dia, logo ao acordar, mentalizar os seus Guias Espirituais e transmitir à eles os seus pedidos para o dia.

g2) No transcorrer do dia, procurar se manter em conduta moral  e psicológica dentro dos padrões que se espera de um verdadeiro Umbandista.

g3) Nunca, em nenhuma hipótese, adquirir, alimentar, persistir, disseminar, autorizar e encorajar  qualquer vício (solitário, fumo, álcool, drogas, etc...), que além de prejudicarem a saúde, encurta a vida na carne, e coloca o viciado na condição de “suicida quando em espírito”.

Máximas para exemplo:

“Se um Semelhante atrai outro Semelhante”, então, quando o Médium é ruim, o Espirito também o é. Nas condições de vício e degradação moral, consequentemente a qualidade mediúnica não pode ser das melhores.

g4) Alimentar-se moderadamente, evitando carnes, pratos de difícil digestão e bebidas estimulantes.

g5) Orai e Vigiai!

Acautelar-se constantemente com o Orgulho e a Vaidade.

Lembrar-se sempre que os trabalhos espirituais que fazem acontecer os agradecimentos das pessoas beneficiadas, foram executados pelos Guias, e portanto, são deles o mérito e não seu.

O médium tem a sua parte, e esta, é o “empréstimo” do corpo físico, que nada mais é do que uma obrigação, para se fazer cumprir um compromisso assumido no mundo espiritual, bem como o resgate de Carmas.

Ter sempre em mente que não há Guias “fracos” e Guias “fortes”. O que existe e faz a diferença entre os trabalhos espirituais onde se verificam que um Espírito é mais produtivo (“forte”) que outro (“fraco”), é exatamente a Qualidade Moral do Médium desse Guia “mais forte”, que é melhor.  

h) Obrigações para os dias de sessão no Templo:

h1)Tanto o homem como a mulher, nesse dia, devem se abster de relações sexuais; pois, conforme já explicado pelos Guias, na execução de uma atividade, o Espírito junta a sua força espiritual com a força material do Médium e; conforme publicações científicas, o que pode ser comprovado pela experiência, a atividade sexual representa desgaste físico.

Portanto, o Médium estando organicamente debilitado, a atividade de trabalho espiritual do Guia fica prejudicada e, à prejuízo da pessoa a ser beneficiada.

Observação:

Recomenda-se que a mulher, se estiver em seu ciclo menstrual, deverá “cambonear” e não incorporar. Nesse ciclo, organicamente, a mulher fica alterada em seus hormônios, o que também lhe traz alteração de humor e, por esse motivo, muitos dirigentes Umbandistas acham que a mulher não deve ser Sacerdotisa, já que a função requer estar sempre à postos sem nenhuma alteração de ordem espiritual e psíquica.

h2) Praticar a boa higiene corporal, através banho, barbear, escovação, penteamento, etc..., para que a apresentação física seja limpa e agradável, o que inspira bem estar nas pessoas que procuram o Médium.

h3) Cada Médium, sendo possível e, de acordo com a particularidade de orientação de seus Guias ou de espírito consultado, deve preparar e tomar o seu “banho de defesa” antes de vir para o Templo, sendo que a água preparada deve banhar do pescoço para baixo, devendo secar no corpo, sem o uso de toalha.

h4) Cada Médium deve se vestir com a roupa branca própria, estando lavada, bem passada, mostrando asseio.

h5) Cada Médium deve trazer para o Templo, todos os objetos (fumo, cachimbo, bebidas, etc.), bem como todos os paramentos (toalha, colares, etc.), que o seu Guia eventualmente venha a usar.

h6) Cada Médium, deve cumprir com regularidade a obrigação de estar à postos no Templo, no dia de trabalho, não se permitindo atraso ou faltas por motivos fúteis ou injustificados, exatamente pelos fatos de:

h6a) Cada sessão traz um novo aprendizado e vibração;

h6b) O Médium pode pensar em si como individualidade; mas, o mundo espiritual pensa no Médium sempre de forma coletiva (eles, os Espíritos, em participação com o Médium), e na ausência, o mundo espiritual não pode proporcionar ao Médium o que lhe foi preparado.

h6c) Com as ausências, os Espíritos percebem que o Médium não é confiável, e portanto, não desenvolvem nele as atividades programadas ou outras sequências, inclusive com outras Entidades Espirituais.

h6d) Com as ausências, os Espíritos, devido não terem continuidade, a exemplo do que o próprio Médium é, também os Espíritos se tornam faltosos e, com o tempo, o Médium fica entregue à sua própria sorte devido a sua irresponsabilidade.

i) O Médium não deve abandonar o exercício da mediunidade à qualquer tempo, pois isso traz prejuízos diversos, tanto de ordem material, familiar, física e mental. Somente pode abandonar um Templo com a devida autorização do Sacerdote, pois, em sendo Médium, suas “portas mediúnicas” estão abertas, mas não protegidas, e isso, somente vai acontecer após ter a devida proteção espiritual em todas as “Porteiras e Sete Linhas dos dois lados”, situação essa que é proporcionada apenas após o Desenvolvimento Mediúnico Pleno.

Portanto, é por estas “portas mediúnicas abertas”, sem proteção e sem o amparo do Templo, que na vida mundana e sem espiritualidade, o Médium fugitivo passa a ser presa fácil de espírito de qualquer classe (zombeteiro, perturbador, obssessor, doente, vampiro, kiumba, mistificador, etc.)

Observação:

Entenda-se Médium em Desenvolvimento, todo aquele que não são possuidores das as Ordens e Direitos de Trabalho nas Linhas de atuação dos Guias.

j) O Médium Desenvolvido deve, pela consequência natural e evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação às Obrigações e Deveres do Pai/Mãe Pequeno/a. 

Médium em Desenvolvimento (homem e mulher):

a) As mesmas descritas para o Médium Desenvolvido, acrescentada de:

a1) Durante a fase de desenvolvimento mediúnico, não deve permitir que pessoas estranhas ou aquelas pelas quais não tem simpatia, venha a lhe tocar desnecessariamente, principalmente a parte de sua cabeça (chamada de “coroa”), e nem os seus colares, ou roupas.

a2) No Templo, quando fica defronte o Altar em concentração recebendo as vibrações para o seu desenvolvimento mediúnico, e consequente aproximação de Espírito para a incorporação, não deve permitir que sua “coroa” (cabeça) seja tocada, para que não sofra influência de vibração que não é análoga à que sente.

Os Guias explicam que: “Se o Guia do Médium incorporado é (exemplo) um Caboclo da Linha dos Flecheiros e, o Guia do Médium em Desenvolvimento não o é, havendo a imposição de mãos na cabeça ou em algumas outras partes do corpo (principalmente nos pontos onde se localizam os “Chacras”(*), o Médium em Desenvolvimento vem a perder a originalidade da vibração, ficando suas “vibrações  cruzadas”(**) que estava sentindo até antes de haver o contato, pois as vibrações são diferentes”. 

Observação: (*) e (**), serão estudados em futuro PBDU),

a3) O Médium em Desenvolvimento deve constantemente saber “Separar o Joio do Trigo”; e isso porque, na fase de noviciado, fica muito sujeito à impressões que nem sempre retratam a realidade espiritual e de comportamento, pois em sua ânsia de conquista de novos conhecimentos e práticas, absorve com facilidade informações errôneas, supersticiosas, de imitação, anímicas, e as que carecem de quaisquer base de Razão; devendo como remédio para isso, absorver somente o que se explica pela Razão, Lógica, Coerência, que tenha Progressividade Benéfica, e que Desenvolva o Intelecto. 

a4) O Médium em desenvolvimento deve, pela consequência natural e evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação às Obrigações e Deveres do Médium Desenvolvido.

Cambono (homem e mulher):

a) As Obrigações e os Deveres para o “Cambono Nato” (aquela pessoa que não incorpora), para efeito de aplicação e conhecimento, são as mesmas do Médium em Desenvolvimento e sua progressividade.

b) A atuação de um “Cambono” dentro de um Templo, é muito importante, haja vista a comodidade que apresentam ao Guias pelos seus atendimentos, o que vem a facilitar e adiantar as atividades dos Espíritos incorporados.

c) Define-se “Cambono”, toda pessoa que de forma direta ou indireta auxilia o Guia que está incorporado.

d)Também são “Cambonos”, todas as pessoas do Corpo Mediúnico do Templo, desde que não estejam executando outra função, ou esteja incorporado.

Portanto, Se o Sacerdote não está incorporado, ele assume a função de “Cambono”.

Se o Pai Pequeno não está incorporado, ele assume a função de “Cambono”.

Se a Mãe Pequena não está incorporada, ela assume a função de “Cambono”.

Se o Médium Desenvolvido não está incorporado, ele assume a função de “Cambono”.

Se a Médium Desenvolvida não está incorporada, ela assume a função de “Cambono”.

e) A mulher “camboneia” mulher e, homem “camboneia” homem, para evitar que pessoas de sexo diferente venham a ter qualquer contato físico, mesmo sendo no intuito de ajuda, para evitar qualquer má interpretação.

f) O “Cambono” deve atender as necessidades dos Guias incorporados, para que eles possam bem executar suas atividades junto à quem o consulta, sendo comum os Guias somente iniciarem seus trabalhos após suas coisas pedidas estarem como eles querem.

g) No atendimento dessas necessidades, está implícito que os materiais fornecidos aos Guias, sejam aqueles que o próprio Médium trouxe, não devendo ser usado material de um para outro Guia, sem a devida autorização.

h) O “Cambono’ deve atender à todos os Guias indistintamente, sem a preferência por um ou por outro, notadamente na falta de mais “Cambonos”.

i) O “Cambono” deve servir de intérprete para Consulente que não entende o linguajar do Guia. Mas, o que foi ouvido e transmitido deve ser apagado de sua mente, nem ser objeto de comentários com outras pessoas. O “Cambono” é pessoa de confiança do Guia e, falar à outrem o que o Guia transmite, é faltar contra essa confiança.

j) O “Cambono” ao atender o Guia, não deve obstruir o livre acesso, a circulação local, ou atrapalhar a pessoa que está sendo atendida, e nem monopolizar a atenção e tempo do Guia, em detrimento de Consulente.

k) O “Cambono” deve, ao ajudar pessoa que venha a ter manifestação incontrolável, utilizar a toalha branca segura nas extremidades pelas duas mãos, evitando contato físico, para evitar quedas, acidentes, situações desagradáveis, evitando principalmente danos físicos.

l) O “Cambono” tem proteção especial do Guia que ele atende, portanto, não deve se preocupar em “fazer consulta”, pois o Guia sabe das necessidades não só do “Cambono”, como também do Médium em que está incorporado.

m) O “Cambono” deve sempre transmitir com fidelidade os recados deixados pelos Guias aos seus Médiuns.

Observação:

Hoje, “Cambono” designa tanto o homem como a mulher. Antigamente, a mulher era chamada de “Samba”.

n) O “Cambono Nato” (o que não incorpora) deve, pela consequência natural evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação ao estudo da Religião e todos os assuntos que a envolvem, para adquirir a consciência própria do Conhecimento das Causas e Efeitos.

o)Pelo conhecimento adquirido, conseguirá, em virtude da experiência, aquilatar as Entidades Espirituais de seu contato, bem como tomar as atitudes condizentes e sem temor algum, pois se baseará no julgamento do tratamento que lhe é dispensado.

Fiscal – ou Assessor de Relações Públicas:

a) É um dos Auxiliares direto do Sacerdote.

b) É pessoa, a qual, delegada pelo Sacerdote, com conhecimento prévio da finalidade, fiscaliza o desenrolar das atividades gerais do Templo, especialmente as que envolvam pessoal e suas relações, principalmente nos dias de sessão de trabalho público, fiscalizando para que se evite condutas ou atos que possam acontecer, que venha a prejudicar a imagem do Templo e das pessoas envolvidas na atividade.

c) É fiscalizado e cobrado diretamente pelo Sacerdote, Pai Pequeno e Mãe Pequena e, o Fiscal possui proteção especial de todos os Guias, sendo reconhecida a importância de sua atividade, a qual previne possíveis dissabores.

d) É pessoa, a qual pode sofrer certa animosidade por parte de pessoas; mas, somente por parte de pessoas mal intencionadas, pois pessoas sensatas só tender a apoiar seu trabalho.

e) Mas, na busca da execução perfeita de suas tarefas, haja vista que possui contato direto com Espíritos, Médiuns e Assistência, deve, se não for Médium de incorporação:

e1) Pela consequência evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação aos estudo da Religião e todos os assuntos que a envolvem, para adquirir a Consciência Própria do Conhecimento das Causas e Efeitos; e ainda, deve seguir todas as obrigações e Deveres relacionados, tanto para “Cambonos”, como para Médiuns em Desenvolvimento e Médiuns Desenvolvidos.

f) Dada a natureza ímpar e melindrosa de sua atividade, que é a de ter contato direto com pessoas, deve ter o pleno conhecimento das diretrizes traçadas para o Templo e comportamento de bom senso com as pessoas; e, ao se deparar com situação conflitante entre regras e atitudes não condizentes, deve exigir e fazer cumprir os regulamentos, ordens superiores e, tomar as atitudes cabíveis.

g) Dada a condição de manter contato direto com o Sacerdote, Pai Pequeno e Mãe Pequena, deve observar, sugerir, questionar e, influir sobre as pessoas relacionadas.

Porteira:

a) É um dos Auxiliares direto do Sacerdote e do Guia Chefe Espiritual do Templo.

b) Em decorrência da atividade importantíssima que desempenha, sendo o responsável direto por:

b1) Por distribuir bem os Guias incorporados dentro do Salão Cerimonial do Templo;

b2) Por organizar as filas para as consultas com os Guias incorporados;

b3) Por administrar e dar encaminhamento das pessoas aos Guias disponíveis;

b4) Por evitar abusos no tempo com as consultas com os Guias;

b5) Por zelar pela boa ordem interna;

sendo fiscalizado diretamente pelo Sacerdote, Pai Pequeno, Mãe Pequena, o Porteira possui proteção especial de todos os Guias, sendo reconhecida a importância de sua atividade, a qual evita tumultos, confusões e possíveis animosidades entre as pessoas.

c) Mas, na busca da execução perfeita de suas tarefas, haja vista que possui contato direto com Espíritos, Médiuns e Assistência, deve, se não é Médium de Incorporação,:

c1) Pela consequência evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação ao estudo da Religião e todos os assuntos que a envolvem, para adquirir a Consciência Própria do Conhecimento das Causas e Efeitos; e ainda, deve seguir todas as Obrigações e Deveres relacionados, tanto para “Cambonos”, como para Médiuns em Desenvolvimento.

d) Dada a natureza de sua atividade, que é a de contato maior com a Assistência, com conhecimento das necessidades, e participação direta nos problemas que se fazem presentes numa sessão de trabalho, deve observar, sugerir, questionar, e influir sobre o Sacerdote.

e) Deve, durante uma sessão de trabalho, em perfeita sintonia com as diretrizes de comportamento do Templo, exigir, fazer cumprir os regulamentos, ordens superiores e, tomar atitudes.,

Ogã de Canto e de Atabaque:

a)Para entendimento da função do Ogã de Canto e Atabaque, é necessário o entendimento do porque da existência dos Cantos (cujo nome genérico é “Ponto”), e dos Tambores (cujo nome genérico é “Atabaque”), itens ativos como Instrumentos de Ritmo dentro de um Templo.

Observação sobre os Tambores e Cantos:

a) Nem todos os Templos adotam o uso de tambores. 

b) Em nosso Templo, o Guia Chefe Espiritual, seguido das demais Entidades incorporantes, optaram por usar materiais que eram de seus usos e costumes de quando vivos, e nessa, ficou o uso dos tambores; os quais pertencem à cultura Africana, Indígena brasileiro, Indígenas de outros países, Oriente, e Regionais do país como a Bahia, ...

c) Universalmente adotado e conhecido, o Canto, ou “som musical produzido pela voz do ser humano ou animal”, é adotado por todas as religiões do mundo.

d) Os “Pontos Cantados”, são verdadeiras preces invocatórias que trazem ao nosso mundo a energia espiritual, formam “campos de força”, induzem as Linhas de Trabalho, identificam os Sentidos de Trabalho, sendo que os Guias Espirituais, também por meio dos “Pontos”, formam, fixam e direcionam suas vibrações no interior do Templo.

e) Portanto, na Umbanda, tanto o Tambor quanto o Canto, não são apenas simples formas para produzir ritmos. São os “instrumentos da correspondência”, isto é, que servem de comunicação entre o Humano e o Espiritual, pois cada ritmo e canto correspondendo à uma determinada vibração, permite com mais facilidade a ligação mediúnica entre Espírito e Médium.

f) Portanto, na execução de uma atividade, o som e ritmo entoado, propicia à Entidade buscar a vibratória espiritual desejada.

g) Os pontos e os toques de Atabaque, também, contagiam vibratoriamente as pessoas presentes em uma sessão, preenchendo seus psiquismos, transportando-as para uma abertura de consciência, alterando seus estados, e propiciando a aproximação de espíritos, quer seja pela sensibilidade e meios já existentes ou a serem desenvolvidos.

Observação:

Estudiosos da mente humana, informam que o uso de Tambores e Palmas em rituais religiosos, à exemplo do entusiasmo que acontece na mente quando se ouvem marchas militares, as pessoas ditas como Médiuns, tem os seus “centros anímicos excitados pela mente instintiva”, o que gera descontrole, criando uma espécie de auto-sugestão, que depois se torna animismo; e com isso acontece a indução ao fetichismo primitivo.

Notas: (Sobre isso,cada médium pode descrever sua(s) experiência(s).

h) Na Umbanda, dada as origens dos Tambores, estes vieram a ser batizados por vários nomes, em decorrência de seus tamanhos e formatos:

Nomes originais dos Tambores na África:

ABATÃ: Usado para toque de Babaçuê, nas Nações Iorubá e Jeje.

CONGUÊ, ou ZAMBÊ, ou BAMBELÔ, ou CHAMA: É o pequeno tambor com a função de chamar para o batuque.

INGONO, ou INGOMBA, ou ANGONA: É um pequeno tambor, idem ao Conguê, só que um pouquinho maior.

MANGONGUÊ: É o Atabaque em forma cilíndrica.

ILU: É o Atabaque que é geralmente um barril, com as extremidades recobertas com couro de bode.

ILU-CHEFE: É o Atabaque grande, o maior de todos.

OMELE-AGO: É o Atabaque médio.

OMELE: É o Atabaque menor.

BATA-TRACOTÓ: Enorme Tambor de guerra que produz som infernal.

Nomes dados ao trio de Tambores na Bahia:

RUM: É o Atabaque grande, com 2 metros de comprimento.

RUMPI: É o Atabaque médio, com 1,20 metros de comprimento.

LÊ: É o Atabaque menor, em torno de 40 centímetros de comprimento. 

Observação:

Variações e junções dos nomes formam designativos para Tambores intermediários em formas e tamanhos.

CONTRA-RUM: É o Atabaque intermediário, em torno de 1 metro de comprimento.

Nome dado a um tipo de Atabaque no Rio de Janeiro: SURDO.

Formas de se tocar os Atabaques e Ritmos:

a) Com o uso de varinhas de madeira, chamadas de “Aguidaví”; sendo que no uso destas, o ritmo é extremamente rápido, sincopado e hipnotizante, sendo identificados como: Adarrum, Alujá e Bravum,

b) Com o uso de batidas dos dedos das mãos e dos punhos, sendo identificados como:

Abatá, Aderé, Aguerrê,

Bamba-Guerê, Barra-Vento,

Cabula, Congo,

Egó, Egô, 

Gêge,

Opojnijé,

Samba de Caboclo, Opanijé,

Observação sobre os toques ritmados:

Na África e no Candomblé, cada toque é direcionado a um orixá africano.

Observações sobre o Ogã Atabaqueiro, Ogã de Canto e o Conjunto:

a) Ogã de Atabaque:   designa o tocador de Atabaque.

b) Ogã de Canto:                     designa o cantor ou “puxador de ponto”.

c) Curimbeiro:             designa o ajudante do(s) Ogã(s).

d) Curimba:                             designa o conjunto: Atabaques e Puxadores de Ponto.

Divisão dos Cantos Ritmados:

1.Canto de Saudação à Exus e Pombas Gira, para proteção do Templo.

2.Cantos de Chamada de Exus e Pomba Gira, para incorporação.

4.Cantos de Saudação peculiares à todos os Orixás.

5.Cantos para Defumação.

6.Cantos de Chamada do Guia Chefe Espiritual do Templo.

7.Cantos de Chamada Geral dos Guias.

8.Cantos de Chamada Exclusivo à uma determinada Entidade.

9.Cantos de Saudação às Entidades, uma a uma.

10.Cantos de Súplicas.

11.Cantos de Defesa.

12.Cantos de Descarga.

13.Cantos de Salvação.

14.Cantos de Proteção.

15.Cantos em Geral para todas as Linhas.

16.Cantos de Demanda.

17.Cantos de Identificação de Entidade.

18.Cantos de Desincorporação.

19.Cantos de Agradecimento.

20.Cantos de Encerramento.

Obrigações e Deveres dos Ogãs e Curimbeiros:

Em decorrência da atividade importantíssima que desempenham, os quais são responsável direto por uma das belezas dos Rituais da Umbanda, que são os Cânticos e os Toques de Tambor, sendo fiscalizados diretamente pelo Sacerdote, os Ogãs e Curimbeiros possuem proteção especial de todos os Guias, formando com o Guia Chefe, uma simbiose no sentido dos sons e vibrações necessárias serem produzidas normalmente; mas, na busca da execução perfeita de suas tarefas, devem cumprir o seguinte:

a) Devem, sendo Ogãs e Curimbeiros (que incorporam ou não), pela consequência evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolverem em relação ao estudo da Religião e todos os assuntos que a envolvem, para adquirirem a Consciência Própria do Conhecimento das Causas e Efeitos; e ainda, devem seguir todos as Obrigações e Deveres relacionados, tanto para “Cambonos”, como para Médiuns em Desenvolvimento, Médiuns Desenvolvidos e, de Pai Pequeno/Mãe Pequena.

b) Dada a natureza de suas atividades, que é a de contato constante com o Guia Chefe, como os demais Guias, Médiuns, Assistência, e as necessidades espirituais do Templo, devem observar, informar, sugerir, questionar e influir sobre o Sacerdote. 

c) Devem, durante uma sessão de trabalho, em perfeita sintonia e simbiose com os Guias e concentração com a vibração espiritual ambiente, executarem (a maioria dos) os “Pontos Cantados e Ritmados” determinados pela própria sensibilidade mediúnica, sem haver a necessidade de comando por parte do Guia Chefe.

d) Devem, procurar conhecer e praticar com profundidade, todos os toques relacionados aos seus fundamentos, bem como harmonizarem o Templo, quando das sessões, pelos “Pontos Cantados” de afinidade com os Guias domésticos e, cujas letras transmitam mensagens que pregam as Sete Virtudes e, façam alusão ao Espíritos incorporados.

e) Devem, no desenvolvimento da prática dos sons com os Tambores, criar um elo de ligação com essas peças de instrumento, conhecendo-os em milímetros, procurando conservá-los, afiná-los e deles extrair o melhor som harmonioso possível.

f) Devem formar substitutos, ensinar letras dos “pontos” e, formar uma “Curimba”.

Obrigações dos Guias (Entidades ou Espíritos) incorporados em seus Médiuns:

a) Os Guias, no intuito da melhor organização interna numa sessão, se posicionam de forma a não obstruirem o corredor interno, deixando livre a entrada e a saída do Salão Cerimonial, o que permite fácil locomoção das pessoas.

b) Os Guias respeitam a ordem de preferência das pessoas para as consultas de aconselhamento, não interferindo nas consultas que se processam, nem obrigam pessoas a executarem trabalhos, deixando todas as pessoas à vontade, escolhendo com quem querem falar, pois isso atende uma das máximas da Umbanda  como Religião, que é a expressão da Liberdade Responsável em todas as suas formas.

c) Os Guias atendem todas pessoas e sendo sempre da mesma forma, o que caracteriza o Espírito verdadeiramente compromissado com a Umbanda Sagrada, sendo esse tratamento sempre com o máximo respeito, carinho e atenção, fazendo cumprir a Caridade em todas as suas formas.

d) Os Guias tratam a todos os seus irmãos espíritos incorporados em outros Médiuns, como se todos estivessem no mundo espiritual, ajudando-se uns aos outros sempre que solicitados, e atendem sempre a hierarquia constituída no Templo, sendo pela ordem crescente: Fiscal, Ogã Chefe, Mãe Pequena/Guia, Pai Pequeno/Guia e, Sacerdote/Guia Chefe Espiritual do Templo.

e) Os Guias, pelo discernimento que possuem, sabem que o processo mediúnico da incorporação é cansativo para os Médiuns e portanto, quando não tem mais finalidade a sua presença no Templo, desincorporam para que seus Médiuns recuperem suas energias ou ainda, para que seus Médiuns possam conversar com algum outro Guia, desde que não haja mais Assistente para consulta.

f) Os Guias, pelo discernimento que possuem, sabem que, ao serem entoados os cânticos para a desincorporação dos Guias, estes acontecem por ordem do Guia Chefe Espiritual do Templo, e portanto, devem retornar ao mundo espiritual, nada havendo que justifique ficarem  enrolando o tempo, o que só vem a causar cansaço nos Ogãs de Canto e Atabaques, e críticas por parte das demais pessoas do Templo que reprovam tal comportamento.   

Obrigação geral de TODOS OS ADEPTOS da Religião de Umbanda:

a) Praticar a leitura de todos os livros que fornecem a base de sustentação da Religião dos Espíritos e conhecimento da Espiritualidade em todos os seus níveis.

Os principais livros são as obras de Allan Kardec, e na ordem:

1 - O que é o Espiritismo,                    

2 - O Livros dos Espíritos,

3 - O Livro dos Médiuns,                     

4 - O Evangelho Segundo o Espiritismo,

5 - O Céu e o Inferno,                        

6 - A Gênese e,

7 - Obras Póstumas.

a1) No sentido da busca do conhecimento sadio, devem ser lidos todos os livros, cujos conteúdos, filosóficos ou não, objetivem aprimorar conhecimentos, dar nova, melhor visão e postura de comportamento, pois o Conhecimento é um dos principais meios de Evolução, desde que as mensagens lidas, sejam entendidas e praticadas.

Dentre esses livros, deve-se dar preferência para os que são recomendados pelos Dirigentes do Templo.

Observação: A não ser no sentido da pesquisa crítica ou cautelosa, deve sempre ser evitado a leitura de livros, cujos conteúdos apresentem expressões como:

- Deus, ou Jesus, ou Buda, ou Moisés, ou Maomé, ou um Anjo, ou tal entidade que é super importante falou comigo e me disse que tal coisa é assim, que o que me disse somente eu tenho condição de ser o oráculo, que essa é a única verdade, e todos os Umbandistas que não comungam com as minhas idéias estão errados, e tem de ser do meu jeito, à ferro e à fogo, pois essas colocações além de contrariar a Lei Espiritual de “semelhante atrair semelhante”, mostram intolerância, e portanto, a mensagem não possui origem Virtuosa; e não sendo mensagens que tem origem em Entidades, Guias ou Espíritos compromissados com qualquer religião que se diz Evolutiva, deve-se descartar esses escritores mercantilistas da religião, que nada mais são do que “cegos guiando outros tantos cegos”.  

E ainda, deve-se descartar o conteúdo dos livros que,:

a1c) - Atentem contra a Espiritualidade, a Lei, a Razão, a Lógica, o Bom-Senso, o Amor, a Inteligência e a Caridade em todas as suas formas.

a1d) – Sejam confusos, deturpados, incultos, supersticiosos, retratando apenas o Ego pernicioso e interesseiro do escritor.

a1e) – Sejam indução ao erro.

a1f) – Sejam mentirosos, principalmente trocando a verdade por uma mentira que atende o interesse do escritor, ou de grupo à que pertence.

Um exemplo disso é sobre a Fundação da Umbanda e seu Legítimo Fundador, que é o Caboclo das Sete Encruzilhadas através o seu Médium Zélio Fernandino de Morais.

Infelizmente, existem pessoas representantes de seus interesses, que refutam a fundação da Umbanda para o Waldemar, para o Wilson, para o Matias, para o Silva, para o Antônio, e outros que nem tocam no assunto, pois comparando o que escrevem e praticam, em relação aos Ensinamentos do Caboclo e Médium Fundadores da Religião de Umbanda, a distância é enorme.

Na absorção de ensinamentos, a cautela sempre é necessária:

a2) Por tudo isso, é necessário que haja, motivado pelo interesse do conhecimento, os consequentes debates entre os Adeptos, sobre as questões relevantes da Religião, pois um tema abordado sob vários ângulos, propicia, pelo raciocínio individual ou do conjunto, que os esclarecimentos aconteçam de maneira natural e sem o fácil esquecimento com o passar do tempo.

a3) O Conhecimento traz a Sabedoria, e a Sabedoria faz o comportamento ser pautado pela Justiça, sendo que a Justiça deve ser meta em todas as atividades do Ser Humano e Espírito, pois todos são Julgados de acordo com suas obras e, não há Julgamento quando o Espírito é ignorante, e sim apenas a aplicação da Lei de Ação e Reação, o que sujeita o Espírito à  novas reencarnações e em vidas em suplícios, e isso, até que o Ser Humano e Espírito conquiste a lógica da Pretensão Divina que é a Evolução Pura em Todos os Sentidos, o que se consegue pelo Conhecimento e sua aplicação.  

a4) O Conhecimento elimina a fé cega, traz a Fé Inteligente e a Razão Fecunda, onde se conquista a Verdade e, desvenda-se os Mistérios.

b) O Adepto deve comparecer a todas as reuniões do Templo e estar à postos de forma regular, fazendo desse dia e hora compromissado, uma obrigação inadiável e sagrada, pois esse compromisso envolve a própria  pessoa e sua evolução, finalidade do Templo, Karma, Espíritos e Pessoas; sendo portanto, um compromisso em que, para a ausência, é necessário que haja o perfeito consentimento das demais pessoas e espíritos envolvidos.

c) O Adepto deve contribuir constantemente para que as atividades do Templo fluam naturalmente no bom sentido de sua finalidade, procurando colaborar alem do convencional natural e normal, para que aconteça a sempre boa convivência harmônica entre as pessoas.

d) O Adepto deve contribuir constantemente para com as necessidades materiais e financeiras do Templo, tanto aquelas que são informadas como extraordinárias, como aquelas que são regulares (Contribuição Mensal), pois tais proventos propicia o pagamento das diversas despesas financeiras que são necessárias para o funcionamento físico do Templo.

e) Praticar a Caridade em todas as suas formas e, pela prática de todas as Virtudes, ser um exemplo de pessoa para com todos que tenha contato, e sendo visto como um digno representante da Religião de Umbanda exatamente pela sua boa conduta, atrair mais seguidores, propiciando o crescimento da Umbanda.

f) Fazer acontecer a finalidade da Religião de Umbanda em si mesmo e, calcado no entendimento que o Sentido da Vida Material é a Busca da Perfeição em Conduta Moral e, nesse Melhor em Todos os Sentidos, fazer acontecer naturalmente a Elevação do Seu Espírito, e como consequência, a Conquista da Sua Individualidade Espiritual mais próxima de Deus.

Obrigações Gerais Materiais de TODOS os Adeptos, para com o Templo que frequenta:

a) É obrigação geral de TODOS que frequentam as atividades do Templo, que TODOS cumpram religiosamente com as obrigações financeiras estipuladas, e isso independente da posição e cargo que ocupam, pois o Templo é um organismo vivo e independente, e como tal, necessita de recursos para a sua sobrevivência.

E, para a sua sobrevivência, o Templo necessita de recurso financeiros, para prover as partes de: 

(1) Estética: manutenção geral da alvenaria, pintura, móveis, lâmpadas, limpeza, cortinas, tapetes, imagens, ...

(2) Diária: água, luz, sanitários, limpeza, ...

(3) Rituais e Apresentação: imagens, velas, instrumentos gerais, materiais diversos,

(4) Benefícios: informativos, panfletos, cursos,

b) O Templo, por ser Entidade Jurídica, tem obrigações financeiras para poder continuar sendo legalmente reconhecido.

c) O Templo, por ser filiado à Órgão Central Coordenador (APU - Associação Paulista de Umbanda), tem com esta, obrigações de pagamento mensal, para continuar sendo filiado e poder dispor dos benefícios fornecidos.

d) O Templo, por ser filiado ao Vale dos Orixás, coordenado pela APU – Associação Paulista de Umbanda), tem com este obrigação de pagamento mensal, para poder dispor dos recursos por ele fornecido.

Portanto, para que a Administração do Templo possa cumprir com todas as suas obrigações financeiras, tem que gerar internamente TODOS os recursos financeiros necessários, não só para a sua própria subsistência interna, mas também para poder efetuar os devidos pagamentos externos.

Resumindo:

TODOS que frequentam o Templo, independente da posição que tem, cargo que ocupam, atividades que já praticam, e também independente da contribuição mínima ou máxima que fornecem, TODOS devem contribuir com o valor da mensalidade estipulada; bem como TODOS devem se colocar à disposição e praticar seus Recursos de Serviços, no objetivo de que o Templo, além de subsistir interna e externamente de maneira responsável e organizada, tenha uma apresentação impecável com melhoria contínua, e evoluindo (crescendo) em todas as direções das atividades à que o Templo se propõe.

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