PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU)SESSÃO DE ESTUDO Nº 14

Agosto -2001

Março – 2007

Setembro - 2009

CONSIDERAÇÕES PREPARATÓRIAS:

A Verdade está acima de todas as opiniões e de todos os partidos. A Verdade é como o Sol, e cego é quem não o vê.

O Ser Humano, durante sua jornada em Vida na Carne, deve caminhar no objetivo de conquistar uma Sabedoria Pura, cujos Conhecimentos devem ser retirados das Fontes da Verdade, para que,  possuindo uma Inteligência que discirna o Certo do Errado, adquira a Consciência das Virtudes, para que a prática delas, de maneira natural, reflita Atitudes Corretas para todas as ocasiões.

Conhecer é saber. A Sabedoria leva à Justiça. E a Justiça deve ser praticada em todas as obras do Ser Humano, pois todos serão julgados conforme suas próprias obras.

O tempo da FÉ CEGA, INCONSEQUENTE e IRRESPONSÁVEL tem que acabar. Estamos em época de FÉ INTELIGENTE e de RAZÃO LÓGICA. O Conhecimento é importante, para que não haja mais uma separação insuperável entre os Sonhos do Céu e a Realidade da Terra.

Campeia, dentro dos Templos da Religião (que se dizem) de Umbanda, uma deplorável ignorância a respeito das coisas espirituais, sendo fora de dúvida que os freqüentadores e principalmente os Médiuns tem sido, consciente e inconscientemente, as grandes vítimas dessa ignorância. O Médium precisa ser despertado para a LUz, a fim de poder desempenhar com mais eficiência, a sua tarefa mediúnica.

Tudo aquilo que é Oculto, ou seja: que esteja fora do conhecimento do Ser Humano comum, faz com que este, ao buscar informação em quem não sabe, ou dando asas à sua imaginação no sentido de esclarecimento, faz com que o assunto, além de ganhar fantasias criando um conceito errôneo, também seja superestimado, e ganhem importâncias exageradas, sobrenatural, mística e temerária.

O Conhecimento de todas as coisas ligadas à Vida Real, deve ser um processo contínuo de estudo, e jamais será compreendido por aqueles que apenas se limitam a repetir sem raciocinar, os conceitos ligados aos dogmatismos religiosos, ou as tolas concepções que carecem de Fundamento Lógico.

Pelo presente PBDU, como também pelos demais, entramos no Conhecimento dos Mistérios e nos Fundamentos da Verdade ensinados por Espíritos compromissados com a Religião de Umbanda, os quais abrem uma nova visão do que antes era considerado como Misterioso, Maravilhoso, Sobrenatural, Oculto, Superstição, Ignorância, Magias, e etc..., bem como dá ao Doutrinando a possibilidade de discernir as fantasias e as verdades das informações que são lidas ou transmitidas por qualquer meio e por qualquer pessoa ou espírito do meio religiosos ou não.

Platão disse: “A ignorância da Verdade é um dos maiores males que afligem o mundo”!

Jesus disse:  “Conheça a Verdade e esta Vos libertará”!

Descartes disse: “Distinguir o falso do verdadeiro, é o único meio de ver claras as ações, e de caminhar com segurança nessa vida”!

O SIGNIFICADO DOS MATERIAIS USADOS PELOS GUIAS – ESPÍRITOS:

As Velas e suas Cores:

Também conhecida como “Círio”, a vela é uma peça cilíndrica e feita de substância combustível (gordura, cera, parafina, resina, ...) com um pavio no centro a todo o cumprimento e que, acesa, serve para alumiar.

As Pembas e as suas Cores:

Também conhecido como “Giz”, só que em formato maior do que o convencional e, cilíndrico.

Os Espíritos – Guias Trabalhadores da Umbanda, invariavelmente, dentro de suas atividades quando incorporados em seus Médiuns, fazem uso das Pembas (giz de várias cores), para desenharem sua “escrita mágica”, também chamadas de:

-  “pontos riscados”, ou de “magia de Pemba”, ou de “magia de Lei”, ou de ”magia Divina”, ou “a magia dos Sagrados Orixás”, ou “a escrita mágica dos Guias de Umbanda”;

e também, de Velas acesas e, em várias cores.

Para entendermos um pouco sobre:

-  os Pontos Riscados ou, “A Escrita Mágica dos Guias de Umbanda”, e sobre as “Velas”,

é necessário recordarmos PBDUs anteriores, nos seus aspectos e analogias, bem como absorvermos outros Fundamentos, ou os – Passos de Conhecimento:

PRIMEIRO PASSO DE CONHECIMENTO – DESVENDANDO O OCULTISMO:

O Ocultismo é uma ciência, cujos fenômenos não podem ser explicados, quando não existe na pessoa que a tenta explicar, o conhecimento das Leis Naturais (ou Leis da Natureza).

O Ocultismo acompanha, em todos os tempos, todos os cultos, seitas e religiões de cunhos espiritualistas, gerando nas pessoas comuns, o Misticismo, que por sua vez, é um grande enigma para os seres humanos.

O Ocultismo, ao formar o Misticismo (a crença pura no que é sobrenatural), e este não sendo compreendido, gera o Medo do Desconhecido. E, exatamente esse Medo do Desconhecido sempre fez com que a sociedade comum e formada por pessoas do povo, ficassem distantes, precavidas e temerosas de pessoas (sacerdotes) e coisas (religiões) que tenham ligações com o Ocultismo.

O Ocultismo, aos olhos do ignorante, é a “Ciência Oculta”, que produz por meios de pessoas que tenham parte com o “diabo”, no uso de certas palavras Cabalísticas (conjuros e cantos) e Atos Mágicos (utilização de rituais e objetos próprios da finalidade), a interferência de forças desconhecidas (ou demoníacas), para fazer acontecer efeitos e fenômenos inexplicáveis, tais como o Encanto e a Magia.

O OCULTISMO DO ENCANTO (Sedução, Fascinação, Atração,):

Desvendando os Mistérios do Oculto, o Encanto entra no campo das propriedades e características do Magnetismo, que é a condição de se exercer influência sobre objetos ou sobre Seres Humanos e, pela ação de uma Vontade Direcionada, ou ainda pela superioridade de um sobre outrem, conforme já visto a propriedade da Aura em PBDU anterior, aula de número 13.

O OCULTISMO DA MAGIA – Branca, Negra e Vermelha:

Desvendando mais Mistérios, a Magia entra no campo dos Conhecimentos da Filosofia Oculta, sendo esta a chave para sairmos da Escuridão e nos inundarmos de Vida e LUz.

A Magia Branca é uma ciência benéfica. Estuda os poderes, a Natureza Divina dos Seres Humanos, a Vida Espiritual, trata dos Espíritos e dos meios de por o Ser Humano em comunicação com eles; sendo que esse conhecimento do significado interno das Hierarquias dos Espíritos, a aproximação com os Espíritos, as invocações para as intervenções nos atos da vida, as aplicações de suas finalidades em vista de um propósito, facultam aos Magos Brancos a aquisição de poderes, onde as Forças da Natureza, pela Mediunidade, ficam ao seu arbítrio.

A Magia Negra é uma ciência maléfica, pois trata sempre de fazer valer pela violência, com que as  liberdades sejam suprimidas; em suma: com a magia negra alguém sempre perde.

A Magia Vermelha é uma ciência em que, somente pela análise do resultado em todos os seus aspectos, se possa julgar benéfica ou maléfica, sendo todas as interferências executadas no sentido onde a vaidade do operador traz resultados somente para si.

 

Jamblico (*) batizou a Magia Branca de “Theurgia” – (do grego Theós = Deus e, Ergón = Obra).

São Jerônimo (**) batizou a Magia Negra de “Goécia”, que é a arte de invocar espíritos infernais.

A Theurgia, ou Magia Branca, tem sua origem em Platão - filósofo grego.

A Doutrina Platônica informa a existência de um Deus Criador e das Hierarquias Angelicais, seres invisíveis e dotados de Poder e Inteligência, sendo intermediários entre Deus e os Seres Humanos; e, que através de certos rituais mágicos, os Anjos atendem as rogativas.

Resumindo: O fundamento primordial para a utilização da Magia Branca, é haver o Perfeito Conhecimento dos Anjos, suas Classes, e Conjuros.

Observação: Jesus Cristo aprendeu a Doutrina de Platão na Escola dos Essênios, sendo esta, referencia em sua vida de pregador, sendo que a história de sua vida possui muitas passagens com o envolvimento de Anjos: Um Anjo anunciou a Maria que seria mãe; Dois Anjos guardavam o túmulo de Jesus; ...

O OCULTISMO DAS MUITAS DEFINIÇÕES DE “ANJO”:

A palavra “Anjo”, em grego significa “Aggelos”, que por sua vez significa “enviado” ou “mensageiro”.

Na Pérsia:                    “Peris”.             Para os Hebreus:          “Malachim”.

Para os Mazdeistas:     “Faroeres”.       Para os Gregos:            “Daimonoi”.

Na Sagradas Escrituras da Cabala Hebraica, ao Anjos estão definidos como: “Elohim” (plural) e, “Eloah” (singular) e, estão classificados em:

- Primeiro Coro:.......Querubins;

- Segundo Coro:.......Beni-Elohim;

- Terceiro Coro:.......Elohim;

- Quarto Coro:.......Melachim;

- Quinto Coro:.......Serafim;

- Sexto Coro:.......Hashmalim;

- Sétimo Coro:.......Aralim;

- Oitavo Coro:.......Ofanim e;

- Nono Coro:.......Hay-Yoth  ha Quadosh.

Nas Sagradas Escrituras do Cristianismo, os Anjos estão classificados em:

- Primeira Hierarquia: Serafins, Querubins e Tronos;

- Segunda Hierarquia:  Dominações, Virtudes e Potestades;

- Terceira Hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos.

Os Cristãos representam o Anjo sob a figura de homem; não porque pertençam à este sexo, já que se sabe que espíritos puros/perfeitos/de luz/que não mais encarnam/... não possuem sexo; mas, para expressar sua força varonil. Também são jovens, cheios de graça e beleza, com juventude perpétua e inalterável, para lembrar a alegria de um adolescente perfeito. Suas asas, vestes leves e pés nus, representam suas velocidades de deslocamentos. As harpas e outros instrumentos representam as melodias que entoam ao Criador. As trombetas representam a memória do último som que será ouvido no “Dia do Juízo”. O incensório e sua fumaça significa as orações que são oferecidas à Deus. As vestes brancas e cinturões de ouro indicam a pureza imaculada da sua natureza espiritual. A cabeça descoberta, as mãos estendidas para o céu, as asas juntas e dobradas, são para simbolizar a adoração que rendem ao Senhor do Alto.

As representações com instrumentos simbolizam a pretensão: Com a cruz veneram a Cristo. Com a espada combatem o Maligno. Com a palma simbolizam a Paz. Com o cálice dão de beber à quem tem sede. ...  

Em algumas Escolas Esotéricas, ensina-se que os Anjos também possuem a função de serem “Regentes Planetários ou Regentes de Sistemas Solares”, sendo atribuído à:

- Arcanjo Miguel: Sol Símbolo de autoridade, poder e dignidade;

- Arcanjo Gabriel: Lua: Símbolo do nascimento e dos processos de geração;

- Arcanjo Rafael: Mercúrio: Representa o poder da cura e da proteção;

- Arcanjo Anael: Vênus: Representa o Amor, Bondade, Arte e Virtudes;

- Arcanjo Samael: Marte: Símbolo da Energia de Deus, força construtiva e entusiasmo;

- Arcanjo Zacariel: Júpiter: Símbolo do altruísmo e generosidade;

- Arcanjo Cassiel: Saturno: Símbolo da Justiça, Direito e a Suprema Ordem Divina;

- Arcanjo Ituriel: Urano: Símbolo da fraternidade humana e;

- Jesus Cristo: Terra: Símbolo da FÉ RELIGIOSA e do AMOR FILIAL.

O OCULTISMO SOBRE OS DEVAS - (A ORIGEM DOS ELEMENTAIS):

Para os Induístas: “Dhyan-Choans” ou “Devas”, os Devas são Ordens de Anjos situados entre os seres divinos superiores e os seres humanos e, se dividem em Duas Ordens: Os Devas Maiores e os Devas Individualizados.

Sete Espíritos da Natureza comandam os Devas Maiores.

Os quatro Devas Maiores são:

Agni: Senhor do Fogo;

Pavuna ou Vayu: Senhor do Ar;

Varuna: Senhor da Água e;

Kchiti: Senhor da Terra.

Esses 04 (quatro) Devas Maiores comandam os trabalhos dos Devas Individualizados. Os Devas Individualizados comandam os Espíritos Elementais, identificados como:

Do Ar  - Silfos ou Silvestres;

Da Terra -  Gnomos ou Pigmeus;

Do Fogo - Ígneos, Vulcanos ou Salamandras e;

Das Águas - Ninfos ou Ondinos.

Observações sobre os Espíritos Elementais:

Da crença Hinduísta sobre os Devas, disseminou-se que seres viventes e invisíveis povoariam os Quatro Elementos: Ar. Terra, Fogo e Água, sendo identificados como “Elementais”, e podendo ser evocados por Feiticeiros. A classificação dos Elementais, nas Obras da Criação, seriam de “intermediários” entre os animais e os Seres Humanos; ou seja: seriam superiores aos animais pois teriam inteligência e com semelhança quase idêntica ao Ser Humano; mas, seriam inferiores aos Seres Humanos, pois não teriam Alma. A crença nos Elementais trouxeram belíssimas fantasias, tais como: As Fadas (Sininho); A lenda do Arco-Íris sendo que onde ele termina há um pote de ouro de um Duende; Os tesouros nas cavernas; ... 

RESUMINDO SOBRE A THEURGIA – OU SOBRE A MAGIA DOS ANJOS:

A Theurgia – ou Magia, funda-se no princípio de que a Criação é regida por uma Hierarquia de Forças Divinas e uma plêiade de Seres Espirituais, hierarquizados em uma série ascendente, na qual os Seres Superiores mandam, e os Seres Inferiores obedecem.

Santo Thomás de Aquino definiu os Anjos, chamando-os de “Inteligências Criadas”, para expressar em abstrato, a Mais Exata Forma de Vida.

(*) Observação sobre Jamblico:

Filósofo, da Escola de Platão, nasceu na Síria, sob o reinado de Constantino o Grande. Jamblico fundou a Primeira Escola de Theurgia Prática, logo no inicio do Período Cristão, junto à principal Escola de Formação de Sacerdotes Alexandrinos, formando muitos Sacerdotes Egípcios, Babilônios e Gregos, sendo que se batizavam de “Sacerdotes Theúrgos Neoplatônicos”. Sua doutrina se fundamentava na existência de Espíritos, Demônios e Anjos, os quais seriam mediadores entre os Seres Humanos e Deus.  Em seus cultos, praticavam a Magia Cerimonial e evocavam a presença visível de Espíritos de Heróis, Deuses e Daimonia (Anjos), para serem consultados por todos os circunstantes, através o processo da Theopcea (processo hoje somente conhecido pelos Magos, Tânkritas e Brâhmanes iniciados na Índia), sendo similar, mas não sendo o mesmo processo da geração de Ectoplasmía Mediúnica. O sucessor de Constantino foi Valério, o qual determinou exterminar todos os Magos. Para evitar o suplício, Jamblico envenenou-se, à exemplo de tantos outros Sábios, Mestres e Filósofos perseguidos.

(**) Observação sobre São Jerônimo: São Jerônimo é cultuado como Xangô na Umbanda, e muitas publicações existem sobre a sua vida erudita.

Observação para o Doutrinando: Para enriquecer mais o assunto do conhecimento, o Doutrinando deve Pesquisar sobre Platão, Jesus, Santo Thomás de Aquino, São Jerônimo, Jamblico, Ammonio Saccas, Plotino, Porfírio, Eliphas Levi, e sobre os Brâhmanes, Tânkritas, ...

O OCULTISMO DA ASTROLOGIA:

A Astrologia tem origem nos Caldeus, se estendendo depois para a Grécia e Egito, sendo: “O Estudo Físico, Fisiológico e Psíquico dos Astros”, sendo que cada Ser Humano (ou Instituição), após nascer, fica durante toda sua vida, sob a influência de um astro. A Astrologia é a precursora da Astronomia.

São Sete os Astros; e Doze os Signos do Zodíaco que regem a vida do Ser Humano:

- Lua, Júpiter, Vênus, Marte, Sol, Mercúrio e Saturno.

- Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário e Capricórnio, Aquário e Peixes.

O Zodíaco se divide em 12 partes, ou 12 Signos, e assim identificados:

            Primeira Casa               Ângulo Oriental                       Áries               Longevidade

            Segunda Casa              Entrada Interior                     Touro               Fortuna

            Terceira Casa              Morada dos Irmãos                 Gêmeos            Posse

            Quarta Casa                Habitação dos Parentes           Câncer             Facilidade

            Quinta Casa                 Morada das Crianças               Leão                 Hierarquia

            Sexta Casa                  Paixão de Marte                      Virgem             Indefinições

            Sétima Casa                 Jogo da Vida                           Libra                Consciência

            Oitava Casa                 Entrada Superior                     Escorpião         Consistência

            Nona Casa                    Amor do Astro do Dia              Sagitário         Realização Interior

            Décima Casa                Centro do Firmamento             Capricórnio      Realização Pessoal

            Décima Primeira Casa   Amor de Júpiter                      Aquário            Carisma

            Décima Segunda Casa  Amor de Saturno                     Peixes              Transformação                       

Assim, de acordo com a Astrologia, cada Ser Humano, segundo a Constelação que domina o dia de seu nascimento, terá: Caráter e Sorte individual diferenciado dos demais e; Meses, dias e horas favoráveis ou não para as empreitadas da Vida.

O OCULTISMO DA ALQUIMIA:

Entre as Ciências Ocultas, ocupa um lugar de honra a Alquimia, que é a precursora da Química Orgânica. O objetivo da Alquimia sempre foi o da descoberta da “Pedra Filosofal” – substância que convertesse  em ouro todos os demais metais. A Alquimia esteve em voga na Idade Média e são muitos os Tratados feitos: Raymundo Lulio, Basílio Valentim, Alberto o Grande, Sir Francis Bacon, Santo Thomás de Aquino, Velleneuve, Paracelso, Ripley, Nicolau Flamel, ... A Alquimia caiu no esquecimento.

O OCULTISMO DAS CABALAS – ou TRADIÇÃO:

A Cabala, em seus primórdios e origem, é a Ciência que estuda a Religião pela disciplina da Filosofia. Ela se resume, através da Simbologia por Números, Letras, Sinais e Caracteres, a guardar e transmitir aos seus iniciados, os sentidos secretos das Forças da Natureza. Todas as Religiões conservam a lembrança de um Livro Primitivo e Original, e escrito em figuras pelos idealizadores dessas religiões. Essas figuras ou símbolos, simplificados, vulgarizados e até modificados mais tarde, serviram de Letras Referenciais para as atuais Escrituras Sagradas das diversas religiões, bem como que seus Signos, Pentáculos (ou Formas Visuais), serviram para formar suas Filosofias Ocultas.

Esse Livro Primitivo e Original,

- considerado pelos Hebreus ter sido idealizado por Enoque;

- os Egípcios o atribuíam à Hermes Trimegisto;

- os Gregos o atribuíam à Cadmo – Fundador da principal Cidade Santa e Estado,

era o resumo referencial em livro, de uma tradição primitiva, o que veio a se chamar “Cabala”, já que esta palavra em Hebraico é o mesmo que “tradição” e; desse Livro Primitivo e Original, tivemos as Cabalas: Grega, Essênica, Egípcia, etc...

Portanto, da Cabala nasceram as principais doutrinas fundamentadas em Ocultismo. E isso porque, baseados em princípios únicos e verdadeiros, todos os fenômenos da Natureza, mesmo na sua diversidade, formam uma unidade em fundamentos; sendo que as mesmas Leis Secretas expressas em palavras que aproximam a Verdade do fato, são as mesmas entendidas por todos que estudam os mesmos fenômenos, já que não existem duas Verdades diferentes em conteúdo.

Lógico que a cultura de um primeiro povo adaptou seus signos e sinais, de forma diferente de outro segundo povo, acontecendo as diversidades na Forma Visual, o que veio gerar confusão na interpretação de um terceiro povo, principalmente se as Formas Visuais já tinham passado por outros que já tinham reunido as interpretações do que juntaram do primeiro e segundo e depois fizeram a sua própria; e ainda, se estas interpretações passaram por mais processos de adaptações.

  

Resumindo: O Livro Primitivo, que era Original em figuras, tornou-se Cabala, e esta significa Tradição. Cada povo o adaptou ao seu meio e cultura, advindo daí as diversas interpretações. Com isso, vieram a existir diversas Cabalas (ou Tradições).

Como um exemplo do que pode ser encontrado em algumas Cabalas, podem ser citados os Livros Fundamentais (Iniciais), que contém a Tradição Esotérica dos Hebreus, os quais foram deixados por Moisés, denominado “Septher Mosheh – o Pentateuco”. Nesse, existem regras fixas denominadas “Massorah”.

Os comentários posteriores dos Sacerdotes Hebraicos sobre as Obras Originais de Moisés, formando a Literatura Escolástica, se denominam “Thalmud”.

A Cabala Teórica Hebraica trata da Obra da Criação – “Maasseh Bereshit”, a qual está descrita no “Septher Jetsirah” ou Livro da Formação, que explica a ciência de todas as coisas, entes e seres, além de tratar dos 32 Caminhos da Sabedoria – os 32 Zephiroths; e das 50 portas da Inteligência.

A Essência Divina e seus Modos de Manifestação – “Merkabah”, está descrita no “Septher-ha-Zoar” ou Livro do Esplendor, e trata dos atributos das divindades – os 10 Zephiroth.

Observação: O alfabeto hebraico é formado por 22 letras em forma de hieróglifos que se escrevem de trás para a frente, e lógico, os 10 números formados de 0 à 9, o que somados, dá 32. As letras e números hebraicos possuem dois sentidos: um simbólico para as comunicações e outro espiritual. Cada número e cada letra, faz o Cabalista Hebraico ler e/ou lembrar um dos 32 Zephiroths.

O OCULTISMO DOS SONS VOCAIS – FORMAS FONÉTICAS – OS MANTRAS:

A Cabala ensina que os Sons – articulados em forma de “Mantras”, podem ser empregados nos rituais mágicos, com a finalidade de se alcançar maior eficácia no mundo das Energias e Espiritual.

Conforme visto em PBDUs anteriores:

- O Pensamento é formado na Mente;

- A Mente Viva é a expressão da Vida Existente na Alma e;

- A Alma anima um Corpo Humano,

Portanto, como o SOM articulado pelas nossas cordas vocais humanas, é a legítima expressão manifestada pelo Pensamento, conclui-se  que o SOM possui existência  e ligações tanto com o Mundo Material, como o Mundo Espiritual.

A Magia Cerimonial e o emprego dos Sons Vocais:

De acordo com os Magos, o emprego de fórmulas orais, palavras, orações e conjuros, formam os Sacramentos Magísticos, ou Magia Cerimonial; ou seja: qualquer expressão oral do Mago numa finalidade mágica; sendo que nos Sacramentos existem Matéria e Forma.

- A Matéria são as coisas sobre as quais cai a Forma.

- A Forma são palavras que determinam a Matéria.

- Dessa maneira, uma e outra são Formas Materiais e Essenciais.

Exemplo: A Matéria é a Vela. A Forma são as Orações (SONS – vocais ou de pensamento) direcionadas pelo ato. A Vela canaliza o Pensamento para os dois mundos. As Orações aproximam o Espírito para a pessoa que pede. As Energias se transformam em Matéria não visível, mas modificadoras, fazendo acontecer uma reação.

Na Magia Cerimonial, não se permite que se varie uma só letra (ou som fonético) na tradicional estrutura das orações cabalísticas, conservando com respeito suas palavras obscuras. Às vezes são sons antigramaticais e mesmo incompreensíveis que não pertencem à nenhum idioma conhecido, como o Latim monstruoso e seus Hebraísmos extravagantes.  

Resumindo: Os “Mantrams” ou “Mantras” originais, são versos tirados das Obras Védicas (Induísmo) e usados como Feitiços. Encantos, Salmos, Conjuros, Rezas, etc...

Entende-se que, das combinações de palavras ritmicamente postas, delas se originam certas vibrações que produzem determinados efeitos ocultos. E isso, exatamente por haver a correspondência no Mundo Espiritual, de Espíritos com mentes e conhecimentos afins do que se pretende, e dentro da Lei do Semelhante atrair o seu Semelhante. Cada SOM no Mundo Material, desperta um SOM (e a vibração correspondente) no Mundo Espiritual. A Ciência Secreta dos Mantras, portanto, ensina que certos SONS articulados, certas palavras, determinam efeito no plano espiritual, tanto por sua condição vibratória, como por sua Força Inteligente que lhe dão os Pensamento de onde provêm.

Exemplos práticos:

1.     A palavra francesa “charme” ou a inglesa “charm”, vem do Latim: “carmen”, que significa uma fórmula mântrica para produzir encanto.

2.     Homero (Ilíadas Gregas) ensinava que a pronúncia de: “Conscio turbata est, subter quoque terra sonabat”, curava a gota.

3.     “Dharani” (palavra sânscrita), designam alguns adeptos do Budismo e outros do Hinduísmo, e significa “mantrams, ou versos sagrados do Rig-Veda”. Atualmente, somente a Escola Yogacharya (na Índia) ensina a arte Dharani.

4.     De acordo com Platão, as evocações dos Anjos somente devem ser recitadas em conjunto com o Espírito do Fogo (informado ser a utilização do processo da Kundalini).

5.     O Sacerdote católico pronuncia o Mantra “Kirie eleison”, o mesmo que: - ”Senhor, tende piedade de nós!”, que tem o objetivo único de atrair a benevolência de Deus.

6.     Os “trugg-loos indianos” – encantadores de serpentes, adormecem e encantam todos as cobras com o seu monótono canto: “Ossy Ossa Ossy”.

7.     Adormecemos uma criança e a tranqüilizamos com uma monótona cantiga de ninar.

8.     Os Xamãs e Pajés utilizam em seus rituais de cura, cantos repetitivos e ritmados.

Observação: Popularizado hoje, os Mantras Referenciais são apenas a repetição monótona das vogais das palavras que correspondem à uma Divindade, eliminando-se as consoantes; e, enquanto se cantam as vogais, o pensamento se projeta na Divindade.                    

Exemplos:        “Deus” se pronuncia apenas “E” + “U”.  (*)

                                               “Oxalá” se pronuncia apenas “O” + “A” + “A”.

                                               “Jesus” se pronuncia apenas “E” + “U”.

(*) - As pronúncias: E + U, é no sentido da pessoa, figurada como Deus. Deus se faz representar sempre pela primeira e última letra de qualquer idioma. Exemplos: nas vogais = A + U; nas consoantes = A + Z; ou em Alpha e Omega = A + O.

O OCULTISMO SOBRE A QUIROMANCIA:

A Quiromancia é a Ciência de ler o destino das pessoas nas linhas das mãos. De mais antigo em sua origem, sabe-se que tal arte era praticada pelos Caldeus e Gregos, havendo referências na Bíblia em seu Velho Testamento (coisa de 2.500 anos AC). Basicamente, a arte é a seguinte:

a)- Cada um dos dedos da mão (esquerda) leva o nome de um Astro:

Polegar ou Ego = Vênus;           Indicador = Júpiter;    Médio = Saturno;

Anelar  = Sol ou Apolo e;          Mínimo = Mercúrio.

b)- Em cada mão (esquerda) há três linhas horizontais:

            A primeira começa no Indicador e termina no Mínimo, é a Linha do Coração ou de Júpiter.

            A segunda linha, que cerca o Polegar, é a Linha da Vida, ou de Vênus.

            A terceira linha, entre as duas citadas, é a Linha de Marte.

c)- Em cada mão (esquerda) há três linhas verticais, que vão terminar cada uma em um dedo diferente.

            A que termina no dedo Médio, é a Linha da Fatalidade ou de Saturno.

            A que termina no dedo Anular, é a Linha da Fortuna ou de Apolo.

d)- Em volta do pulso (esquerdo) há varias Linhas horizontais e cada uma indica vinte anos de vida.

e)- Próximo ao dedo Indicador, havendo uma cruz, é sinal de espiritualidade.

O OCULTISMO SOBRE AS SOCIEDADES SECRETAS:

A maioria das Sociedades Secretas que sobrevivem até os nossos tempos, tem origem nos fundamentos do Cristianismo.

- Os Gnósticos:

A principal Sociedade Secreta dissidente (que se separou) do Cristianismo, é a Gnose. Gnose, em grego quer dizer “Conhecimento”. Teve, desde o início, a intenção de se apresentar como a Ciência Divina, e de penetrar em todos os Mistérios e de revelá-los aos seus adeptos; sendo que, para tanto, resumiu as mais antigas Tradições (Cabalas) existentes na Humanidade, e delas se coloca na posição de ser o resumo; e, de possuir os segredos do Universo, da Evolução, e ainda, os segredos de todas as Antigas Iniciações.

A Sociedade Secreta dos Gnósticos foi fundada por Simão – o Mago, Menandro e Dositéia.

As seitas gnósticas iniciais foram inúmeras, sendo algumas:

- A dos Ofitas tem a serpente como símbolo principal, a ponto de fazer crer que a adoravam, sendo confundidos como adoradores do diabo.

- Na Síria, as seitas eram controversas entre si, devido seus iniciadores: Satúrnio de Antióquia junto com Taciano, e Bardesano de Edessa, terem opiniões pessoais e divergentes. Bardesano queria a partilha de bens, e outros não. Os Adamistas de Satúrnio e Taciano afirmavam que se o Verbo se tinha feito carne (Jesus nascido homem), a carne se tornava santa e ordenavam a nudez. 

Os gnósticos foram perseguidos ferrenhamente pela Inquisição durante a Idade Média, chegando ao quase desaparecimento. Sobreviveu em meio aos Albigenses – hereges da Cidade de Albi - Sul da França, os quais professavam Doutrina Dualista Maniquéia, ou seja: a Doutrina do persa Mani, século III, na crença de Deus = o Bem Absoluto e, no Diabo = o Mal Absoluto, sendo predominante a preferência por este último, e enveredando-se para os caminhos da Magia Negra. Nos tempos atuais, a Gnose se encontra revivida por grupos diversos de intelectuais com iluminação pessoal, gerando diversas seitas uma diferente da outra.

- Os Templários:

A Sociedade Secreta dos Templários foi fundada pelos nobres franceses: Hugues de Paynes e Godefroy de Saint-Omer, em 1127 e, somente após o Papa Honório II aprovar a nova Ordem. Esse Papa presenteou os fundadores com uma roupagem (uniforme) de cor branca, com uma cruz em vermelho. A origem foi a necessidade dos peregrinos Palestinos se protegerem contra os assassinos e piratas muçulmanos. A primeira sede foi construída do lado ocidental do palácio do Rei Balduíno II – Rei de Jerusalém e, nas proximidades das ruínas do Templo do Rei Salomão. Daí, veio o nome de “Cavaleiros do Templo” e depois, “Templários”.

O Concílio de Troies redigiu os Estatutos, imitando as cláusulas da Ordem de São Benedito; só que, os Cavaleiros Templários tinham origem militar e não religiosa, transgredindo de imediato os votos que eram bem difíceis de serem guardados, primeiramente o de pobreza, depois o de castidade. Como a maioria era composta de moços ricos da sociedade, a Ordem dos Templários se corrompeu pela riqueza, cobiça, avidez, luxúria e etc..., inclusive com a formação de haréns. Como o Papa foi indulgente para com eles (política), deixou a Ordem dos Templários livre da jurisdição eclesiástica.

Os Templários se disseminaram para toda parte, começando pelos Países Baixos, sendo que em 1131, Afonso de Aragão, da Espanha, também a estabeleceu em seus Estados de domínio. Os Templários se envolveram em guerras e assaltos contra Lisboa – Portugal; e, em 1146 lutaram ao lado dos Espanhóis contra os Mouros. Em 1191, os Templários compraram a Ilha de Chipre (antes, abrigava o palácio do soberano romano).

A queda dos Templários:

Em 1307, o Rei Felipe – o Belo, da França, prendeu seu Grão-Mestre Jacques de Molay, confiscou seus bens e o manteve preso por sete anos. Esse Rei, no afã de confiscar todos os bens da Ordem, lhes imputou culpa de adorarem Satã. O Grão-Mestre Jacques de Molay sofreu os mais atrozes suplícios nas mãos do Rei Felipe, sendo o Papa Clemente V conivente. Antes de morrer, o Grão-Mestre amaldiçoou todos os seus algozes a morrerem em prazo de um ano, e todos que o supliciaram (rei, papa, algozes, ...), morreram dentro desse prazo.

Observação: Jacques de Molay foi uma das vidas passadas do fundador da Umbanda.

- Os Rosa-Cruzes - “Fraternitas Rosae-Crucis”:

A Sociedade Secreta dos Rosa-Cruzes foi fundada pelo alemão Rosenkreutz, no começo do século XV, logo após ter viajado à Palestina, para as cidades de Damasco e Damcar, onde lá se iniciou no Ocultismo e na Magia; e mais tarde à Marrocos, onde aprendeu dos Rabinos os segredos da Cabala.

Em 1613, o teólogo Valentin Andrea, de Wurtemberg, publicou o manifesto dos Rosa-Cruzes.

O alquimista Robert Fludd propagou na Grã-Bretanha a Doutrina Rosacruciana: O Universo continha quatro mundos: o Arquétipo, o Angélico, o Astral, e o Sublunar (ou Psíquico); que o Homem (ou microcosmo) era a síntese do Universo (ou macrocosmo).

No século XVII, seu grande propagador foi Comenius, um dos precursores da pedagogia moderna.

No século XVIII, a Doutrina Rosacruciana introduziu-se na Franco-Maçonaria.

Na Alemanha, no reinado de Frederico II, os Rosacrucianos tinham total influência, graças ao seu Grão-Mestre Valner – Ministro dos Cultos.

Na França, seu principal propagador foi Pascalis e seus discípulos Claude de Saint-Martin e, Willermoz, os quais fundaram diversas lojas.

Um de seus Grãos-Mestres mais famoso foi Stanislas de Guaita.

A Sociedade Martinista de Papus se funde aos Rosa-Cruzes.

- Os Carbonários – ou “Primos de Sangue”:

Essa Sociedade Secreta, fundada na Itália, era ao mesmo tempo, tanto política como religiosa, pois possuíam dois objetivos: A independência da Itália e a Reforma da Igreja. Foi introduzida na França pelo rei Francisco I, da Itália. A Carbonaria italiana era vingativa e violenta; ao passo que a Carbonaria francesa era branda e filosófica. Em nossa época, praticamente está desaparecida.

- Os Iluminados:

Foi fundada no século XVIII, em Paris – França, pelo sapateiro Jacob Boehm. Foi fundada inspirada no Místico e Filósofo Swedenborg, o qual sempre afirmava conversar regularmente com Anjos, Espíritos e o próprio Jesus, e isso durante 28 anos; sendo que em 1745 afirmou ter tido uma entrevista com Deus, onde lhe foi explicado que tinha sido escolhido para explicar aos homens o sentido das Sagradas Escrituras Cristãs. Desempenhou a missão de evangelizar, até a sua morte.

Observação 1: Em PBDU anterior, foi visto que Swedenborg foi um dos inspiradores de Allan Kardec, para a sua missão da Codificação Espírita.

Observação 2: Mais sobre “Iluminados”, ver Dan Brown – Anjos e Demônios.

- A Franco-Maçonaria:

Não se conhece a verdadeira origem e a data de sua fundação. Sabe-se que remonta à mais alta Antigüidade, sendo a mais antiga Sociedade Secreta, a mais respeitada, e que sempre se conservou em atividade.

Como indício de Antigüidade, está escrito que: “Sob a direção dos Reis, os Rituais Místicos da Maçonaria eram praticados sob a sombra das Pirâmides de Menfis, e isso, já há milhares de anos; mas, naquele tempo, o Egito e a América eram um só Continente”.

 

Fatos Históricos:

Em 1275, o Imperador Rodolfo I, autorizou o funcionamento da Ordem dos Maçons.

Em 1278, o Papa Nicolau III concedeu Carta de Indulgência a “Fraternidade de Maçons de Strasburgo”, sendo renovada por todos os seus sucessores até o Papa Benedito XII, em 1340.

Em 1397, apareceu a mais antiga Ordem de Maçons Saxons.

Em 1412, 1430 e 1435, apareceram os chamados “Testemunhas de Viena”.

Em 1459, apareceu a Ordem de Lojas de Strasburgo; em 1462, apareceu a Ordem das Lojas de Torgan; e mais dezesseis Lojas até 1500.

Nos séculos seguintes, as Lojas de Spires, Regensburgo, Alterburgo, Saxonio, Viena e Tirol.

Na Idade Média, o objetivo principal da Franco-Maçonaria foi o restabelecimento do culto misterioso  e emblemático dos Antigos Magos.

Em 1717, a Franco-Maçonaria sofreu uma reforma, onde, sob a direção de Cabalistas e Alquimistas, a Sociedade Secreta visava aumentar o poderio externo com o fim de poder exercer ação sobre os movimentos políticos das nações; e, para tanto, quatro Lojas de Mestres-Maçons se reuniram e formaram uma só Loja, que denominaram “A Grande Loja de Londres”.

Todavia, na continuidade de suas obras de cunho espiritual, conservaram os atributos, Graus e linguagem da Antiga Arte.

No século XVIII, na França, a Maçonaria foi propagada por Ramsay e Radcliff.

Os primeiros Estatutos datam de 1717, sendo somente completados em 1821, pelo Presbítero Anderson e, pelo Huguenote francês Desaguiliers. Neles, é rigorosamente prescrito:

- o respeito à Divindade e à Ordem estabelecida;

- a igualdade de todos os irmãos indistintamente, que se traduz pelo princípio de voto por cabeça;

- a obediência absoluta às decisões tomadas em comum, e o segredo que se lhes deve guardar;

- o auxílio obrigatório ao irmão em dificuldades, mesmo que esse é rebelde ao Estado;

 (A idéia da Trindade Maçônica: “A Igualdade engendrando a Liberdade na Fraternidade”.)

- A Teosofia:

No ano de 1875, foi fundada em Nova York-USA, a Sociedade Teosófica, pela Senhora Blacastsky e pelo Coronel Olcott. O objetivo principal desta Instituição é o de fomentar o estudo das Religiões, Literatura e Ciência dos Arios, de outros povos orientais, investigar as Leis da Natureza, e os poderes psíquicos latentes no Ser Humano. O Centro Geral da Sociedade é na Índia, com filiais em quase todos os países do mundo. Pelo lado do Oculto, esta Sociedade atribui a seus Mestres a faculdade de se comunicarem entre si em forma astral. Maiores esclarecimentos no livro: Teosofia – Doutrinas e Ensinamentos, Autora: Helena P. Blavastky, Edições e Publicações Brasil Editora AS. SP.

O OCULTISMO SOBRE O GLOSSÁRIO MÁGICO:

Glossário: Vocabulário que explicam as palavras que possuem um significado obscuro. Como o Ocultismo sempre esteve em moda, cada idéia mágica nova precisa de um termo que a exprima de modo inconfundível; daí, pois, nasceu a tecnologia ocultista para expor com clareza o valor do termo em que se apoia para definir um fenômeno observado. Como exemplo, segue uma pequena parcela dessa terminologia ocultista:

ABRACADABRA: Expressão mágica com origem em Scremus Sammonicus, médico do século II, a qual recomendava ser escrita em pergaminho virgem e trazê-lo ao pescoço, contra moléstias.

ADONAY: Palavra da Cabala Hebráica que significa Senhor e Mestre Soberano.

CHRESTOS: o Ungido ou Messias. Termo grego dados pelos Gnósticos à Jesus. Ésquilo menciona esse nome 500 anos antes de Jesus nas “Manteumata Pythocresta”, ou “Oráculos Transmitidos pelo Deus Pythio”, por intermédio da pitonisa Pythocrestos.

“Ghrestério” significa “oferenda para o oráculo”, como também “testemunho do oráculo”.

“Chrestes” é o que significa o oráculo, profeta ou adivinho.

“Chrestérios” é o que serve a um oráculo ou a um deus.

Os termos “Cristo” e “Cristão”, que eram escritos originalmente “Chrest” e “Chrestians” foram tirados do vocábulo pagão. Na simbologia mística, “Christos” ou “Cristos”, significava que o neófito havia percorrido o cominho e chegado à meta, após um penoso trabalho para unir a Personalidade com a Individualidade. Os profanos sabiam que “Chrestos” identificavam o Sacerdote e o Profeta.

Lactâncio e São Justino, mártires, insistiam em que fossem chamados de “Chrestianos”, em vez de “Cristão”.

São Paulo, em Efésios III e 17, se exprime assim: “Todo Ser Humano de Bom Princípio, seja judeu, muçulmano, indú ou cristão, pode achar o Cristo em seu “homem interno”.

CLÁVICULA: No Latim significa “pequena chave”. “Coletânea de preces”, e também “de Rituais concernentes à Magia Cerimonial”.

CONJUROS: No Latim, significa “cum” = com e; “jus” = direito, que dá idéia de um compromisso. Na Magia Cerimonial obriga uma entidade espiritual a manifestar-se.

CRUZ: Do Latim “crux”. Símbolo antiqüíssimo da união dos dois princípios da criação: positivo e negativo.  São 12 as cruzes principais: A Egípcia, a Grega, a Latina, a em “T”, a de Santo André, a de Lorena, a de Malta, a Trifoliada, a de Âncora, a Papal, a Suástica e a Anseada (com asas, que representa a imortalidade).

EMMANUEL: Palavra grega que significa “Legislador”.

JEHOVAH: Na Cabala Hebraica significa “Deus”.

PENTAGRAMA: No grego “penta” = cinco e, “grama” = letra. Estrela de cinco pontas, símbolo do microcosmo (homem).

SEGUNDO PASSO DE CONHECIMENTO – AS REFERÊNCIAS:

Da mesma forma que, conforme visto em PBDU anterior, as Imagens são elementos referenciais, onde pelo simples ato de se enxergar uma, em nossa mente se forma a idéia do significado do objeto de referência em todos os seus valores, plenitude e finalidade, criando-se em nosso mental a idéia em sua total integridade de acordo com o conhecimento que dela se tem.

Também, ao ser desenhado um “ponto riscado” ou uma Vela ser acesa por uma Entidade Espiritual, tanto o “Desenho” como a “Vela”, são “Formas Visuais”, ou referências para um significado em todos os seus valores, plenitude e finalidade.

Portanto, o “Ponto Riscado” ou a “Vela Acesa” possuem:

(1): uma Identificação de Origem e,

(2): uma Finalidade de Propósito,

os quais, somente e tão somente ajudam a direcionar o Pensamento Mediúnico (Médium e/ou Espírito), para uma Finalidade de Propósito.

Como um grosseiro exemplo, pode-se citar a figura de um retrato. Imaginando a fotografia de uma pessoa querida e que esteja viva, imediatamente se forma no cérebro não só a forma física da pessoa pensada, como também se imagina a mesma sorrindo, ou em algum momento especial que está fixado em nossa lembrança; mas, sempre a lembrança com Vida e na Produção (Construção) de um fato significativo material ou de sentimento.

TERCEIRO PASSO DE CONHECIMENTO – AS FORMAS VISUAIS:

O fogo produzido de qualquer forma: tocha, lumiero, vela, archote, lamparina, explosões, ..., bem como o uso de: Pentagramas, Cabalas, Signos, Escritas, Símbolos, Talismãs, Amuletos, Desenhos, e etc..., as “Formas Visuais” sempre foram objetos de uso dos Religiosos Magistas em todos os tempos e, sempre como “Representação ou Forma Visual de seus Mistérios Invocados, ou Conjurações”.

Só que, de forma direta e indireta, tais “Formas Visuais” vieram a inculcar na mente do ignorante visualizador, que estas seriam detentoras de um Poder Desconhecido, e que a sua simples realização como cópia grosseira, trariam os mesmos benefícios análogos aos em sua Primariedade originados.

A Ciência que trata das “forças misteriosas, anímicas, psíquicas e espirituais” existentes em Formas Visuais, tem sua origem em tempos sem registro, ficando também conhecida como a “Ciência Talismânica”.

Informam os Espíritos, que o uso das Formas Visuais ou Talismãs, iniciou na infância do Ser Humano quando este começou a perder o contato com os Deuses, e sua consciência começou a ficar obscurecida para o Mundo Espiritual e mais despertava/ligava mais para o Mundo Material.

Nessa fase de transição, os Seres Humanos que ainda possuíam suficiente Visão Espiritual (mediunidade), podiam observar objetos, que por sua natureza espiritual, retinham a potência de forças, e procuravam servir-se dos tais objetos, construindo outro análogo e material, e deles se serviam também como irradiadores de suas vontades, já que, dentro da Ciência da Magia, é possível e permitido que a Alma, a Vontade, o Desejo, e a Oração, possam se introduzir e permanecer dentro de um Objeto Bendito, Magnetizado e Influenciado, sendo que todo corpo inerte pode animar-se, desde que haja uma Potência Vivificadora.

Exemplo disso e de relatos bíblicos, é o cajado de Moisés: virava cobra, engolia outras, tocava na rocha e desta saia água, tocava o mar e este se abria.

Outro exemplo somos nós mesmos. Somos corpos inertes ou matéria estelar a qual está presente em todo o Universo, no qual a Natureza dá Forma, e nessa Forma de matéria se fixa uma Potência (Espírito) que lhe dá Vida.

Em outros termos, também somos o produto de um Pensamento Divino (Deus) que nos criou.

Como analogia e referencial, respeitadas as enormes diferenças, levando-se em conta que a Potencialidade do Ser Humano Espiritual é a Perfeição, podendo tudo fazer dentro da Lei do Livre Arbítrio e das responsabilidades de Causa e Efeito:

a)- Antes de Sermos, um Pensamento Inteligente assim determinou que Fôssemos, e pelo processo da Criação das Formas Espiritual e Material, fomos dotados de ação inteligente e independente.

b)- Antes de ser uma Forma Visual ou Talismã dotado de poderes e forças, nosso Pensamento Inteligente, aliado ao Pensamento Inteligente Espiritual Mediúnico, pode dotar qualquer Forma Visual da intenção mágica pretendida, buscando pela Mediunidade, o que é existente nos Campos dos (ainda Ocultos) Mundos Material e Espiritual, as Energias da intenção.

Sobre as diferenças de qualidade, sobre nós quem laborou foi Deus; e sobre as Formas Visuais quem as influencia são Seres Humanos e Espíritos.

A palavra “talismã”, tem origem no árabe “tilism” ou “tilsam”, que quer dizer: “imagem mágica”. Também procede da palavra grega “thelema”, que significa “vontade”. Também tem origem na expressão de Hermes Trimegisto, formando “telesma”, ou “força astral”.

 

De acordo com os etimologistas, “talismã” também significa “consagração”.

A palavra “amuleto” deriva do verbo latino “umoliri” que significa: separar, repelir, deixar.

No Egito, o amuleto mais virtuoso é o que tem gravada a figura do escaravelho.

Na África, os “amuletos” ou “fetiches”, dividem-se em duas classes: Os Naturais e, os Religiosos.

Os Amuletos Naturais são feitos de raízes de árvores, garras de animais ou conchas do mar, e são vendidos pelos feiticeiros. Possuem a propriedade de proteger o seu possuidor das doenças. São levados nos dedos, engastados em anéis de metais. Os anéis usados no dedo mínimo são destinados para as facilidades comerciais. Demais amuletos, de uso nos pés ou braços, tem finalidade específica da proteção contra doenças.

Os Amuletos Religiosos são explorados pelos morabitas (ermitães muçulmanos), havendo consenso que somente os deles funcionam, e servem para livrar o seu possuidor de qualquer perigo material e espiritual, bem como de proteger contra doenças. Consistem em inscrições feitas em pergaminhos e encerradas em bolsinhas de couro.

Os Ocultistas definem a Forma Visual ou Talismã, como sendo qualquer matéria, preparada em certas condições e debaixo de certas formas ritualísticas.

As Formas Visuais mais usadas, representam geralmente formas iniciais circulares, nas quais se gravam e cinzelam figuras simbólicas rodeadas de signos cabalísticos e palavras mágicas, expressas estas geralmente em caracteres de origem em línguas antigas e místicas.

E, como acontece com todas as Artes, principalmente as perdidas, a Ciência Talismânica também é empírica (experimental), sendo notáveis homens como: Paracelso, Cornélio Agripa, Hermes, Francis Barret, Eliphas Levi, Vasariah – Delfin M. Martinez, ..., que dela se ocuparam dela, e para a sua interpretação.

Informam ainda os Espíritos, que a Arte de servir-se das Formas Visuais, tem o seu princípio no seguinte:

a)- “Colocar o que falta e anular o que está sobrando”.

b)- Todo Ser Humano traz em si mesmo a Semente de tudo que existe na Natureza Material.  

c)- Todo Espírito traz em si mesmo a Semente de tudo que existe na Natureza Espiritual.

d)- Dentro das Naturezas Material e Espiritual, existem Duas Forças Iguais em Potência; mas, Contrárias em seus usos, Reguladas em seu uso pela Vontade e Livre Arbítrio; mas, Igualmente Necessárias para a Evolução dos Seres. Essas Forças são o Bem e o Mal, trazendo e fazendo acontecer as suas conseqüências: Saúde x Doença; Sorte x Desgraça; Poder x Escravidão; Inteligência Racional x Alienação Mental e Espiritual; e demais forças contrárias.

e)- E, qualquer uma dessas Forças põe a Natureza em Movimento, manifestando-se distinta segundo a Semente que Desperta.

f)- Uma Forma Visual é um Acumulador e Transmissor de uma determinada Manifestação de Força; e, em sua Unicidade, quando se põe em contato com o seu oposto, equilibra-o; e regulado pela Potência de sua Energia, pode chegar a transformá-lo.

Pentáculos e Grimórios:

Chama-se “Pentáclo” à figura geométrica que constitui a síntese de vários princípios morais ou filosóficos.

Chama-se “Grimório” os escritos que para a maioria das pessoas, são hieróglifos indecifráveis.

Os pentáclos e grimórios mais conhecidos, são: O Selo de Salomão; o Pentáclo de Oonvald; o Pentáclo de Antanor; o Tridente de Paracelso (garfo de Exu); o Anel de Giges; a Clavícula de Salomão; o Grande Arcano; ...

QUARTO PASSO DE CONHECIMENTO - A FIGURA REFERENCIAL DO MAGO:

O Mago sempre foi considerado como uma pessoa extraordinária, invejável, dotada de Poderes Sobrenaturais, Possuidor de Conhecimentos além do convencional, e de uma Mentalidade que transcende o mortal comum, podendo ser capaz de realizar milagres. Só que, na realidade, o Mago, no uso da suas “forças”, que nada mais é do que o Conhecimento e a Inteligência, no uso correto do Magnetismo e da Energia Mental direcionada como Matéria e canalizada pelo Espírito correspondente à sua Mediunidade, vem a produzir Fenômenos que assombram o Ser Humano comum; mas, que não deixam estes de ser, todos explicáveis pela Ciência Racional.

Observação:  A Ciência Racional refuta o Ser Humano como:

a)    Inteligência Mediana, sendo praticamente a maioria do Meio Humano, onde as atitudes da descrença em relação ao Superior Existente no Humano, o fazem ficar em acomodação de sintonia e padrão vibratório com os seus iguais; sendo essa “força negativa de acomodação, de Faixa Inferior de Soma”, a qual é alimentada continuadamente por pessoas e espíritos presos à matéria, a principal responsável pelo aprisionamento dos Seres Humanos e Espíritos aos padrões de vida material e mundano proporcionados pelas Leis do Menor Esforço;

b)    “Produto ainda a ser evoluído”, e portanto, passível de:

1- “Altos”: Atitudes Superiores; de produzir fenômenos tidos como milagres; de se notabilizar; quando o Ser Humano, através de seus esforços, principalmente os de Reconhecimento da sua Condição Evolutiva, “caminha” em sintonia com as Faixas Superiores (dos Conhecimentos) de Soma, as quais são alimentadas continuadamente por Pessoas e Espíritos com ligações com a Evolução Cármica do Ser Humano e Espírito.

2- “Baixos”: Atitudes Inferiores; onde, devido ao empirismo gerado pela confusão mental que se estabelece por não conseguir estabelecer coordenação do Certo e do Errado, ou da simples aplicação do Instinto Animal inato no Ser Humano Inferior, vem a cometer as maiores ignomínias contra demais semelhantes, meios, Natureza e contra si; mas, todas explicáveis de acordo com a Própria Condição Cármica Evolutiva do Ser praticante.

QUINTO PASSO DE CONHECIMENTO – O MUNDO DAS ENERGIAS COORDENADAS:

A Energia que se forma a partir do Pensamento (Mental) e se torna matéria tanto no Mundo dos Encarnados (da Matéria) como no Mundo Espiritual, pode ser manipulada, devido os seguintes princípios:

1.) O Corpo Humano é a residência da Alma (ou Inteligência), e isso faculta que o Corpo Humano seja  capaz de:     a)-            Individualmente, de absorver Energias Diversas através os Chakras, e as direcionar para si.

b)- De Produzir Energia Animal.

c)- De Doar sua própria Energia Animal.

2.) O Perispírito é formado por elementos existentes nos dois mundos: Material e Espiritual; e portanto, possui partes existenciais nos dois mundos.

3.) A Alma, ao conservar a Forma, agrega em si, elementos existentes nos dois Mundos: Material e Espiritual. E, essa situação lógica nos informa que a Alma é existente tanto no Mundo da Matéria através o Corpo Humano, como também está no Mundo Espiritual através o Perispírito. E que, portanto, a Alma, sendo a Inteligência, a Individualidade, nosso EU, ou nosso Espírito Imortal, serve de elemento condutor e/ou canalizador de Energias para os dois mundos: Material e Espiritual.

4.) E, que pela reunião das condições acima, o Ser Humano Médium, é capaz de, pela dualidade mediúnica com o Espírito, sendo este o detentor do total comando da Vontade Direcionadora do Trabalho Espiritual e das Energias captadas pelos Chakras, tanto as da Terra, do Espaço, Espirituais e Animal, a realizar Fenômenos Mediúnicos de:

a)-        Para os Médiuns de Qualidade de Carma Probatórios, bem como para os Médiuns de Qualidade de Carma Voluntarioso, os trabalhos da própria Limpeza Áurica e Energização de seus próprios corpos, mente e alma, no sentido de acontecerem as necessárias transformações positivas necessárias, para que só então possam doar Passes e Aconselhamentos.

b)-       Para os Médiuns de Qualidade de Carma Evolutivo, os trabalhos de doação de Passes em todas as suas finalidades, e principalmente de seus produtivos Aconselhamentos, e prática da Caridade Pura, inclusive com Curas de Doentes de Corpo, Mente e Alma.

c)-        Para os Médiuns de Qualidade de Carma Missionário, os trabalhos de Passes, Aconselhamentos, prática da Caridade Pura, Curas de doentes de Corpo, Mente e Alma, e principalmente de Doutrinação Moral e Religiosa.

5.) Felizmente, fazendo parte da condição evolutiva do Ser Humano, todo Médium pode atingir a Qualidade de Mago; mas, respeitadas as condições evolutivas, ou seja:

Todos os Médiuns de Carmas Probatório, Voluntarioso e Evolutivo, devem transcender suas atuais condições; e, também os Médiuns Missionários e outros Médiuns acima desse nível, devem reunir em si, outras Qualidades que os habilitem a:

(1)        Manter contato não só com o seu Mentor Espiritual, como também com outras formas de Conhecimento que transcendem o Ser Humano Médium comum, tanto em nível desperto como em nível astral.

(2)       O item 1 traz os Conhecimentos e Práticas Arcanas em todos os níveis.

(3)       O item 2 cria a condição de poder manter contato com as Somas.

(4)       O item 3 traz o Real Conhecimento da Verdade Material e Espiritual.

(5)       O item 4 dá ao Médium a condição da Real Aplicação das “Formas Visuais”; aliado à Real Aplicação da Vontade Material e Espiritual;

(6)       O item 5 dá ao Médium a condição de poder absorver Energias Diversas e de outros Reinos; as direcionar para si e/ou para outrem ou coisas; e tanto para o Mundo Material como para o Mundo Espiritual; A Formação de Matéria ou Formas-Pensamentos pela Energia do Pensamento; Domínio da Formação de Energias reunidas pela Mediunidade; “Misturar” sua própria Individualidade à de qualquer outra forma inferior de vida; Canalizar e/ou Direcionar  Energias por si e/ou pelo Espírito da Afinidade e sempre no atendimento de uma sua Vontade.

(7)       O item 6 habilita o Médium ao título de Mago.

6.) Como toda “Magia”, obrigatoriamente tem que estar associada à uma Divindade Espiritual; e, como todas as Divindades tem relação com o Mundo dos Espíritos, e entendendo-se que pela Mediunidade estamos ligados aos nossos Espíritos Semelhantes, esse correspondente Espírito tem as mesmas Qualidades e Afinidades de seu Médium “Mago”, bem como os mesmos propósitos.

7.) Portanto, pelo poder da associação de um objeto formado materialmente, quer seja pelo desenho de um Giz (Pemba) ou pelo acender de uma Vela, tanto no mental do Médium Magista como de seu Espírito – Guia correspondente, se forma a partir da idéia pré-concebida do que foi formado e  visualizado, ou seja:

(1)       Pela Identificação de Origem,

a condição de criação das Formas-Pensamentos Invisíveis no Mundo Material e invisíveis (em parte) no Mundo Espiritual, sendo o resultado desse significado, um “Desencadeador de Processos Magísticos”, quer sejam como Força e Energias Direcionadas ou também Canalizadas, no sentido de atender a:

(2)       Finalidade de Propósito do Mago.

SEXTO PASSO DE CONHECIMENTO – LIMITAÇÕES E PODER:

Tendo em vista o uso de forma corriqueira dos “objetos de magia – pembas, velas, ...”, e por pessoas, Médiuns e Espíritos que não possuem o real conhecimento para a máxima eficácia de uso do objeto referencial, apenas sendo feito em grande escala dentro de todos os Templos por ser uma atividade em que o uso comum se passa de um para outro no mais das vezes pela imitação, naturalmente acontece e existe a limitação do “poder e eficácia” no uso de Elementos Magísticos, ficando sempre essa eficácia limitada aos Conhecimentos e Qualidades Mediúnicas que Médium e Espírito tenha.

Portanto, a limitação de conhecimentos do Médium e Espírito, sempre será a principal causa de tantas divergências nas formas de apresentação dos trabalhos executados com as Velas e os Pontos Riscados, bem como as interpretações, fins à que se propõem, e a realidade nos resultados práticos.

Por não valer a pena, deixa o Autor de mencionar qualquer coisa à respeito de falsos médiuns que “riscam desenhos incompreensíveis e acendem velas à torto e à direito”, sem na realidade saberem o que estão fazendo.

Deixa aqui, o Autor, de mencionar qualquer coisa à respeito de “Aventureiros”, os quais no título de “donos e senhores da verdade”, vem procurando conduzir pessoas que buscam Conhecimentos sobre as “coisas desconhecidas da Umbanda”, para um retorno aos caminhos errados da superstição fetichista tribal, dando conotações cheias de mistério a objetos e formas visuais complexas ou não em seus significados referenciais, como se estas fossem realmente coisas sagradas e com poderes para aplicar castigos ou dar benefícios, e devendo ser adoradas, veneradas e à elas serem depositadas fé como coisa vivas e inteligentes.

Espíritos Evoluídos informam que por detrás desse fetichismo sempre existiram interesses financeiros e outros escusos, processos esses conduzidos por espíritos obsessores na finalidade do aumento do império da ignorância e do vil comércio.

Objetos, e nada mais que objetos, devem ser encarados racionalmente e inteligentemente apenas como simples objetos e simples formas visuais produtos de uma cultura ultrapassada que os tenham criados e nada mais que isso.

E, como confirmação da existência da ignorância fetichista e supersticiosa, basta a lembrança de pessoas que:

- “deitam e batem cabeça” para ferros retorcidos;

- que beijam panos, cruzes, colares, fotos, imagens; ...;

- que se ajoelham e beijam mão de ser humano que se diz representante divino desse ou daquele deus ou santo,

sendo que, todos esses que adotam as atitudes, mesmo que simplórias, da crença da existência de Poderes e Virtudes que possam existir em simples Formas Visuais, Objetos, Velas, ou quaisquer outro objeto INANIMADO, sempre possuem invariavelmente, além de pouca inteligência, objetivos diretos e indiretos na busca constante de Bens Materiais para si, e nunca de Bens Morais.

Observação: Fica ressalvado pelo Autor, a condição de que para significar e ativar alguma magia proveniente de uma Forma Visual, Objeto e/ou Vela, será sempre necessária a reunião de Qualidades que não fazem parte de quem ainda procura “uma ação inteligente com origem em um objeto inanimado; e não na mente criadora de uma ação pelo uso da Inteligência Desenvolvida aos limites permitidos”.

Fica ressalvado também, que não há críticas para quem manifesta a reverência ao Semelhante; a Forma Visual, Vela, e ao Objeto Referencial; mas, quando feitos dentro dos critérios do Conhecimento Pleno, onde o Significado produz na Natureza do Espírito visualizador, pela Pureza da Intenção, uma Elevação de Sentimentos, e isso trazendo a conseqüente Manifestação do Respeito.

Resumindo: Forma Visual, Objetos e/ou Velas, sempre serão objetos que apenas ajudam a dirigir o Pensamento Criador, e para o fim proposto.

SÉTIMO PASSO DE CONHECIMENTO - O DIRECIONAMENTO DO PENSAMENTO:

Durante os trabalhos mediúnicos espirituais, observam-se que os Espíritos – Guias, acendem velas, em quantidades e cores, de acordo com as finalidades e necessidades próprias de quem está se consultando. Também se observa que esses processos no uso de Pemba, Vela, ou conjuntamente Pemba e Vela, obedecem a um ritual. O Ritual de Pemba e Vela (e também de outros elementos), sempre será uma Ação Fundamentada no Conhecimento do Espírito, o qual determina uma forma de apresentação e seguimento, para que se consiga atingir um propósito. Os Rituais, para que alcancem o êxito, sempre se processam dentro de:

1)- Propósito:

É aquilo que se quer. É a intenção, deliberação, determinação, decisão e resolução do fim a ser alcançado. Ou o atingir de uma Finalidade, já que existe um Conteúdo, que é a Ciência, Filosofia que a Religião proporciona, formando o Conhecimento esotérico da Força Mediúnica, que gera o Poder.

2)- Concentração:

É a condição de se desligar do mundo físico, com o conseqüente contatar do mundo espiritual, para que todos os processos inteligentes vivam apenas a única meta pretendida, e que se possa entrar em contato com as Energias necessárias e desejadas ;

3)- Mentalização:

Propicia o contato real com as Energias, em volume e força de acordo com o mentalizado pelo poder da FÉ, em quantidade para que o Propósito seja atingido.

Observação: É sobre esse ponto de mentalização que Jesus se referiu que a FÉ remove montanhas. Essa FÉ nada mais é do que a Força Interior de cada um de nós, em projetar pelos canais mediúnicos, as Energias em quantidades maior ou menor, volumes esses que são regulados na passagem de um mundo para outro, de acordo também com o “tamanho” de nossa FÉ.  

4)- Atração:

É a capacidade magnética pessoal e espiritual, formada pelas nossas qualidades, tanto de cunhos espirituais, como morais, intelectuais, e de merecimentos, de podermos atrair as Energias das quais temos necessidade e que, pela Lei de Afinidades, obrigatoriamente sejam semelhantes (e ainda, se possível, melhores) à que somos, em virtude do Propósito. 

5)- Firmação:

É o controle das Energias, com Responsabilidade, pelo domínio do Físico e da Mente Racional, no controle do Magnetismo, para que as Energias não se dispersem, e sejam conduzidas ao clímax desejado e atuar dentro da intenção.

6)- Condução:

É o controle sem haver a mínima dispersão, com o aproveitamento total das Energias, sem que haja nenhuma perda, pois a Perfeição do Ato não gera cobrança.

7)- Proteção:

Para todos os elementos (pessoas e espíritos) envolvidos, para não acontecer desequilíbrio involuntário ou provocado por agente externo).

- (Termina aqui, a introdução mínima necessária que faculta ao Doutrinando, o Conhecimento Básico, dos meandros que cercam o uso de objetos pelos Guias-Espíritos e Médiuns Magistas, dentro do Ritual de Umbanda) –

CONHECENDO AS CORES DAS VELAS E DAS PEMBAS:

Convencionalmente, de acordo com a doutrina recebida pelo Médium, cada Templo adota cores e símbolos referenciais às Entidades Espirituais (Guias) e Orixás (Anjos). Nosso Templo, adota para o Orixá e Virtude correspondente, as cores para as Velas, Pembas e Simbologia, que é a seguinte:

Branco             Oxalá               FÉ                               Sol                              

Rosa                 Oxum               AMOR                         Coração

Verde               Oxóssi             CONHECIMENTO        Flecha

Marrom            Xangô              JUSTIÇA                    2 Machados Cruzados

Vermelha         Ogum               LEI                              Espada

Amarela           Obaluaiê          EVOLUÇÃO                  7 Cruzes

Azul                 Yemanjá           GERAÇÃO                    Estrela 5 pontas/Âncora

As cores de tonalidade claras ou suaves, são referenciais Femininos; e as cores de tonalidade escuras ou fortes, são referenciais Masculinos.

Exemplo:          Rosa claro e/ou suave para Guia-Espírito feminino da Linha de Oxum e,

                        Rosa escuro e/ou forte para Guia-Espírito masculino da Linha de Oxum.

Resumindo: As cores de velas adotadas pelos Guias em seus trabalhos, podem ter vários significados:

1.- Informar que tal cor tem correspondência com a Linha de Trabalho do Guia.

2.- Informar a identidade do Guia, pois alguns se identificam acendendo ou trabalhando com a vela de tal cor. 

3.- Formar referência para atração da Energia necessária e correspondente à vela de tal cor.

4.- Satisfazer o perfil psicológico da pessoa em atendimento espiritual.

OS TIPOS DE MAGIAS DE PEMBA – SINAIS RISCADOS, EM CONJUNTO OU NÃO COM VELAS OU OUTROS MATERIAIS, SÃO DUAS: AS ABERTAS E AS FECHADAS.

- Magias  Abertas:

São todas as que são feitas de forma que não existam nenhuma barreira (Ponto Riscado) para impedir que as Energias captadas e movimentadas pela dualidade Médium/Espírito possam fluir livremente, inclusive para as condições em que seja necessário projetar essas Energias para pontos distantes do ponto onde é iniciada.

Também, as Magias Abertas servem para “descarregar” as energias negativas presentes na pessoa objeto da ação e, para a terra, impulsionadas pela “positivo” (do alto), para o “negativo” (solo), e na terra se neutralizando. Como exemplo de desenhos, são todos os que, ao redor da pessoa objeto da ação, não venham a “fechar nenhuma saída”, como setas, ondas, cruzes, retas, alternadas ou quebradas, ...  

Exemplo de Magia Aberta:

Ao redor da pessoa objeto da ação, o Guia vem a colocar Velas acesas, em quantidade e cores de acordo com a necessidade presente que somente o Guia pode determinar. As cores das Velas tanto podem representar o Sentido ou a Virtude correspondente; como também a atração de um (ou mais) espírito correspondente. Também pode representar a atração de algum tipo (ou vários tipos) de Energia da Terra, com canalização desta(s) para a pessoa objeto da ação, e/ou também, a canalização conjunta ou somente individual para um ponto distante (casa da pessoa, objeto, demais pessoas da família, etc...).  

-       Magias  Fechadas:

São todas as que são feitas de forma que uma barreira (Ponto Riscado) impeça que as Energias escapem do interior das limitações, que normalmente são feitas por desenhos de Círculos, Triângulos, Pentagonais, Hexagonais, Estrelas, Quadrados, Ovais, Mistas, etc... Dependendo da situação da pessoa objeto da ação e, estando esta no interior da limitação, ela poderá estar:

- sendo descarregada de energias negativas sendo estas conduzidas para o mundo espiritual do desejo do Guia-Espírito;

- sendo carregada de energias positivas, com origem nos mundos espiritual ou da matéria; mas, não podendo essas energias saírem das limitações e terem acesso ao exterior;

A Magia Fechada também é feita de forma a não ter pessoa em seu interior, servindo apenas de “portal espiritual” para o Guia-Espírito fluir as Energias por ele desejadas.

Exemplo de Magia Fechada com Velas acesas no interior da limitação:

As cores das Velas são referenciais para a captação no Mundo Espiritual dos tipos de Energias (Virtudes) necessárias e a serem movimentadas, reforçando a condição dessas energias não saírem do interior da limitação.

Exemplo de Magia Fechada com Velas acesas na parte externa da limitação:

As cores das Velas são referenciais para a captação no Mundo Material dos tipos de Energias necessárias e fluindo para o interior da limitação, sendo que a limitação não permite que essas energias fluam para fora.

Exemplo de Magia Fechada com  Velas acesas por sobre a limitação:

As cores das velas são referenciais para a captação, tanto do Mundo Espiritual como do Mundo Material, dos tipos de Energias necessárias e fluindo para o interior da limitação, sendo que a limitação não permite que as energias fluam para fora.

ALGUNS SIGNIFICADOS DE PONTOS RISCADOS:

a)- Pontos feitos e existentes no Mundo Espiritual e vistos apenas por Médiuns Videntes:

a1)- Pontos de Proteção para o Templo de Umbanda.

Esses Pontos de Proteção existem somente no mesmo espaço correspondente ao Templo, criando a divisão existente entre o Templo e o comum. São feitos pelos Espíritos que Coordenam o Mundo Religioso que formam na Terra a Religião de Umbanda e; a renovação se dá, apenas com a presença dos Espíritos designados como Guardiães do Templo.

a2.)- Pontos de Trabalho Religioso:

São Pontos Individuais, que servem para que o Guia - Espírito com Ordens e Direito de Trabalho, acesse as diversas Somas – Fontes de Informação existentes no Mundo Espiritual em faixas de vibração especial, proporcionando ao Guia, fonte ilimitada de Conhecimento.

Observação: É Lei Espiritual, que o Guia, pelo seu julgamento das pessoas que o consultam, somente transmite o que a pessoa tem condição de absorver; mas, normalmente a procura despertar, lançando as “sementes da curiosidade” para um conhecimento inexistente.

a3.)- Pontos de Trabalho Vibratório com as Energias das Virtudes:

São Pontos que servem para que os Guias – Espíritos com Ordens e Direitos de Trabalho, tenham rapidamente a facilidade de acesso às Energias provenientes das Virtudes, para que estas sirvam de armas, e anulem a má intenção de pessoas e espíritos que do Templo se acercam; sendo que esses Pontos tem a sua eficácia, apenas enquanto o Templo estiver em conformidade com as Leis Espirituais.

Finalidades Básicas dos Pontos Riscados - Pontos feitos pelos Guias–Espíritos nos trabalhos no Templo - Pontos diversos de Trabalhos Espirituais, e de acordo com a necessidade: Circulo, Triângulo, Quadrado, Penta, Hexagonais, Setas, Raios, Ondas, Curvas, Espiras, Cruzes, Raios,  Símbolos, ...

- O Círculo capta múltiplas Energias, de diversas origens, as aprisiona e as condensa em si, sendo polivalente.

- O Triângulo capta Energias escolhidas, de diversas origens, as aprisiona e as condensa em si, sendo usado como amplificador.

- O Quadrado, o Penta, o Hexagonal, aprisionam Energias Negativas.

- As Setas direcionam as Energias.

- As Ondas espalham as Energias.

- As Espiras ascendentes  (sentido horário) criam vórtice de cima para baixo, formando campo e imantando.

- As Espiras descendentes (sentido anti-horário) criam vórtice de baixo para cima, formando campo e eliminando.

- As Cruzes “filtram” todas as Energias de modo a serem manipuladas em dosagem idêntica.

- Os Raios refletem uma ação combinada de Energias: retirar e repor.

- As Curvas misturam as Energias.

- Os Símbolos refletem uma atração de Virtude, Força, Energia ou Ação.

OBSERVAÇÕES – RESUMINDO E FINALIZANDO:

1)- As Energias movimentadas, sempre atuam de acordo com a Vontade e o Conhecimento do Guia-Espírito operador.

2)- As Velas e os Pontos Riscados, atendem a complexidade de complemento, sempre no sentido referencial da Forma, a qual por si só demonstra todo um processo “magístico”, onde Forças e Energias são manipuladas em mundo onde a visão humana normal não tem acesso, e portanto ficando sempre sob o comando do Espírito.

3)- Devido o Guia-Espírito ter:

- O Domínio Principal do Ato da Mediunidade de Incorporação;

- O Controle dos Acontecimentos que envolvem uma consulta;

- A Avaliação do que é necessário para atender a pessoa queixosa;

- A Manipulação das Energias envolvidas no processo e; 

- Ampla visão dos processos magísticos,              conclui-se que:

Primeiro: Eliminado o Oculto, fica Esclarecido que todas as Fórmulas, Mantras, Signos, Símbolos, Talismãs, Pembas, Velas, etc..., não possuem Vida e Atuação, se não houver uma Inteligência Formadora de Ação Vivificadora. E, que essa Inteligência, é a Ação Combinada de Médium e Espírito (reais), no uso de seus Pensamentos Dirigidos; e portanto, toda Ação Inteligente tem o seu princípio no Pensamento.

Na adoção das Formas ou Referências Vivificadas, mesmo sendo produtos gerados por Pensamentos; estas possuem apresentações clássicas devido serem de uso geral na visão espiritual.

Segundo: Toda Forma ou Referência é adotada por Ação Inteligente, construída por Pensamentos Mediúnicos, e na finalidade de um Propósito, sendo que congrega em si uma gama de valores; sendo portanto, à grosso modo, uma forma de economia de tempo em Pensamento Dirigido; só que, de forma sutil, dependendo principalmente da Vontade, os Pensamentos Mediúnicos eliminam a necessidade do uso de Formas ou Referências, sendo apenas Pensamentos Exatos Dirigidos.

Terceiro: Pensamento Exato Dirigido é a própria força com que o Guia-Espírito é dotado.               

À exemplo do SOM e da LUz, também o P.E.D. faz todo o seu percurso em ondas vibratórias que se exprime como Vontade nos Mundos Espiritual e Material, ficando ligados à sua fonte de origem enquanto permanecer o Sentimento que o gerou.

Quarto: Como fundamento para a Segurança Mediúnica; no uso das Responsabilidades para com a Religião, as próprias Evoluções e o próximo, tanto o Médium como o Espírito Incorporante não devem extrapolar seus Limites, e apenas projetarem suas expressões de trabalho, usando Pembas, Velas, e outras coisas, sempre e Verdadeiramente de acordo com o Real Conhecimento e Real Domínio que tenham da manipulação pretendida.

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