PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU)SESSÃO DE ESTUDO Nº 06

Setembro 1990

Janeiro 2000

Setembro 2006

Março 2007

Julho 2008

2.)- INTERPRETANDO O QUE SÃO ORIXÁS:

Nas diversas “umbandas”, na “umbanda popular”, nas “umbandas dos diversos movimentos umbandistas”, popularizou-se o termo “orixás,

Na Umbanda de acordo com os Fundadores, “Orixás” é o mesmo que Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, ... ou, Espíritos de Luz, ou Espíritos Puros.

Orixás são os elos de ligação dos Espíritos e Almas para com Olorum = Deus.

Os Orixás (ou Anjos) são espíritos que já tiveram vida na carne idem ao Ser Humano; só que já percorreram todos os Graus da Escala da Evolução Espiritual e eliminaram de si todas as imperfeições da matéria, e havendo atingido a soma para a Perfeição, não tem mais provas ou expiações à sofrer, e portanto, não mais encarnam.

Os Orixás, ou Espíritos de Luz ou Espíritos Puros, ou Anjos, não importa a denominação que se dê, são os Mensageiros e os Ministros de Deus, cujas ordens executam, no fito da Manutenção Universal.

Os Orixás, dirigem a todos os Espíritos que lhe são inferiores em evolução, ajudando-os a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões; e também se ocupam em assistir os Seres Humanos.

Observação “A”:

Não corresponde com a realidade, que Deus tenha criado os Anjos, Arcanjos, Serafins, Querubins, ..., e já na condição de Seres Espirituais Perfeitos.

Essa condição de Seres Espirituais Perfeitos, somente é alcançada, após o Espírito evoluir na carne.

Portanto, todo Espírito que não mais necessita encarnar para evoluir, é porque alcançou o Grau de Espírito Puro ou Espírito de Luz.

Infelizmente, no passado e no presente, e inclusive em livros referenciais religiosos, os  Espíritos Puros ou de Luz, vem sendo identificados como pertencentes à um povo que Deus teria criado na condição de Perfeitos, e recebendo o nome de Anjos. 

Tivesse Deus criado os Anjos na condição de Perfeitos, e sem a necessidade de passarem na “Roda das Encarnações Sucessivas” para evoluírem, à exemplo do que acontece com os Seres Humanos, Deus não teria sido Justo nem Bom para com os homens, pois estaria privilegiando uns em detrimento de outros.

Observação “B”:

Infelizmente, e no fito, entendendo-se que assim tenha sido, para que houvesse maior compreensão humana dos que seguem a Religião de Umbanda e procuram conhecimentos, os próprios Umbandistas, através da transmissão de histórias fantásticas absorvidas das “famosas tradições orais” africanas, e por muitos livros ditos como de psicografias, vem identificando os Orixás em suas origens, qualidades, atributos e atribuições que os individualizam, de forma que ocupam posição e diferenciação, não só um em relação ao outro, mas também entre si.

Pelas “tradições” e por escritores, os Orixás já foram rotulados com as seguintes denominações:  Orixás Regentes da Natureza; Cósmicos; Universais; Telúricos; Graduados; Regentes Planetários; Ancestrais Regentes dos Seres;  Diferenciados Regentes das Naturezas Masculina e Feminina (Princípios); Essenciais Regentes dos Sentidos; Universais Regentes Positivos; Cósmicos Regentes Negativos; Intermediadores; Naturais Regentes de Dimensões; Elementais Regentes das Dimensões Puras; Encantados Regentes dos Reinos Naturais; Intermediários Regentes das Faixas Vibratórias; Construtores; Destruidores; Reformadores; do Bem; do Mal; da Esquerda; da Direita; Neutros; Individualizadores; Fatorais; Temporais; etc...

Também, os Orixás, foram nominados pelos Seres Humanos, como sendo os Coordenadores, Administradores e Chefes de todos os Espíritos Guias Trabalhadores, que compõem as Linhas da Umbanda. E, essas Linhas, estão nominadas, como sendo na quantidade de sete na Direita Positiva e sete na Esquerda Negativa.

Comentários iniciais sobre os Orixás e as Sete Linhas da Umbanda:

Observação:

Os Guias Espirituais da Umbanda, aqueles notadamente encarregados da Doutrinação, sempre disseram que muitas das Revelações do Plano Espiritual Divino, dentro do limitado entendimento das coisas de Deus pelo Ser Humano, não dá a este último, uma visão plena da Realidade Absoluta, sendo entendidas apenas de Modo Relativo; sendo portanto comum, que as Revelações sofram transformações, em virtude das analogias feitas em padrões do que é existente na Terra, aos quais o Ser Humano tem mais facilidade para compreender.

Conclusão:

Baseado nessas Revelações, o Autor entende que é temerário a apresentação de uma Hierarquia Divina, as Ordenações, Qualidades e Atributos dos Orixás, as Sete Linhas, ou quaisquer outros números, como sendo estas, retratos fiéis da Verdade Absoluta do Mundo Espiritual da Umbanda.

Entende também o Autor que, somente no sentido de facilitar o entendimento humano, é que os espíritos foram e estão sendo coniventes com as antigas e atuais interpretações, sempre diversas uma da outra, que vem sendo dadas aos Orixás, Ordenações, Qualidades, Atributos, e as Sete Linhas.

Mas, se observa que essas diversas interpretações, são sempre de acordo com os moldes análogos imaginados pelos Seres Humanos, sendo que a forma escolhida, sempre vem a atender a fácil compreensão deste ou daquele grupo, advindo daí, as diferenças existentes entre um Umbandista e outro.

Também o Autor observa, que apesar das interpretações diferentes entre um e outro grupo Umbandista, isso em nada vem a atrapalhar o desenvolvimento natural dos trabalhos espirituais desenvolvidos pelos espíritos e médiuns em Templos Umbandistas, pois os Orixás não incorporam em médiuns.

Quem isso faz, são os Espíritos Guias Trabalhadores da Umbanda.

Entende o Autor, que o entendimento pleno que se deve ter pelos Umbandistas sobre as Sete Linhas e os Orixás inseridos, deve sempre se basear nos princípios que melhor se enquadrem como sendo de Fácil Interpretação, de apresentar Lógica e Racionalidade, tanto no sentido de atender a finalidade da Religião, como também de atender a compreensão humana.

Essa afirmativa se corrobora, também, que isso é mais do que necessário, pois quando, ao analisarmos as centenas de livros já escritos sobre os assuntos da questão, bem como ao pesquisarmos Uniões, Federações, Associações, Ordens, Escolas, Templos, Tendas, Médiuns e Espíritos, se percebe que os pesquisados não são unânimes e sim controversos nesses pontos abordados.

Entende o Autor, que esses assuntos devem ser solucionados até com certa urgência, para acontecer uma interpretação igual; pois infelizmente, nas Umbandas, se percebe ser até regra comum, que os adeptos Umbandistas sejam muito práticos nos trabalhos espirituais; mas, com pouca importância dada  para as teorias.

Portanto, houvesse unanimidade entre todos os Umbandistas e os próprios espíritos, não haveria necessidade do Autor ser cauteloso na afirmativa de ser desta ou daquela forma; nem de procurar a adaptação inocente e necessária.

Poderia o Autor, usar simplesmente das Revelações recebidas sobre os Orixás e as Linhas, adequá-las em letras, e ditá-las como regras para o presente PBDU.

Mas, entende também o Autor, que uma unificação sobre o assunto Orixás, Linhas e demais, devem ser inseridas no meio Umbandista, pelo comum acordo entre as Uniões, Federações e Associações; devendo essas mudanças necessárias serem feitas dessa forma, ou seja: de dentro para fora, e coordenados pelos órgãos centralizadores e administrativos humanos da religião, para que a Arcaica desinformação, que foi necessária no Passado, ceda lugar naturalmente ao Lógico e Racional da Real Espiritualidade da Umbanda do Presente.

Inseridas assim, de dentro para fora, entende o Autor, que não se permite mais criar espaços, ou vazios de informação sobre a Religião de Umbanda, que possam ser ocupados por escritores aventureiros, os quais se rotulando até de iluminados, mas na condição de possuídos pelos espíritos da confusão, venham a lançar mais sofismas, gerando mais dissidentes no meio Umbandista.

Também, essa unificação é necessária, não só no intuito de atender a evolução necessária dos conhecimentos sobre a Umbanda; mas sim, também, para atender o espírito do novo Umbandista que é mais crítico; e isso faz com que nada seja aceito sem que haja o devido entendimento.

E, é exatamente esse criticismo que faz trazer as mudanças necessárias, onde a Umbanda se torna crível pelo Conhecimento de sua Ciência, Filosofia e Religião; e não pelo misticismo sem explicação.

Observação: Com as colocações acima, o Autor não pretende criar uma nova religião ou um novo “braço” da Umbanda; e também não é esta a pretensão do PBDU (vide o “preâmbulo” da Sessão de Estudos número 1). Tem sim, a pretensão de chamar a atenção para a necessidade de unificação de entendimento, e isso, para o bem comum da própria Umbanda, eliminando as atuais divisões que se verificam.

Também em nenhum momento, o Autor deixará de citar que as mudanças para a unificação da Umbanda pelo Lógico e  Racional, é mais do que necessário, no sentido da eliminação dos entulhos e lixos ditos como espirituais, inseridos no meio, pelas fantasias, deturpações, falsas tradições, cultivo de egos, pelas misturas com cultos fetichistas, e por tudo aquilo que não possua bases que atendam a Ciência, a Filosofia e a Religião dos Espíritos de Umbanda.

SOBRE O SENTIDO DAS REVELAÇÕES, as substâncias das afirmativas que o Autor usa, estão contidos:

1.Nos Preceitos ditos pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas;

2.Nas Revelações Espirituais ditas pelo Caboclo das Sete Flechas, por demais Espíritos Mentores  compromissados com a Umbanda, que nos brindam com suas mensagens em nosso Templo; e, especialmente pelos Espíritos Mentores de nosso Templo.

3.Pelas mensagens recebidas mediunicamente pela psicografia, e;

4.Nas demais Revelações contidas nos Livros da Codificação.

Observação 1: Foi verificado que muitas das Revelações passadas ao Autor, também integram a maioria dos Livros de Revelações Divinas de diversas religiões.

Observação 2: As Revelações, em todas as religiões, formam os chamados “Dogmas”, e traduzido, seu sentido exato é: Verdade Absoluta (que não pode ser negada e nem contestada).

Portanto, exemplificando as substâncias das Revelações e que são as bases adotadas pelo presente PBDU, as interpretações das mensagens, como as seguintes em negrito, em virtude da origem das perguntas, são totalmente claras em seus conteúdos e tem a devida relação com o perguntado, como também servem para outras bases de entendimento.

Pergunta: Deus é um só? É Homem ou Mulher? Quantos Orixás (Anjos) existem? Quantas Linhas Espirituais existem na Umbanda? 

Resposta: -“As coisas de Deus não podem ser quantificadas, pois isso impõe limites, e Deus não pode assim ser compreendido, pois limitando-O, este deixa de ser o que É”. 

Conclusão: Com esta mensagem, inicialmente, o Autor entende que Orixás, Linhas e Guias, não podem ser expressos em números.

Pergunta: A Vida na Carne, na maioria do tempo é sofrimentos e, entende-se que a Vida Espiritual é melhor. Como atingir rapidamente essa condição? Ser um Voluntarioso em religião ou se dedicar à ela até de forma fanática não cria essa condição?

Resposta: -“Todos os Espíritos, em sua jornada de aperfeiçoamento, encarnam em vidas sucessivas, tantas quantas forem necessárias, até atingirem a condição de não mais encarnarem. ... qualificar uma pessoa, espírito, mártir circunstante ou voluntarioso, de Livre Escolha em seus destinos, as quais, imbuídas em qualidades dadas à si próprias como de Defensoras, Representantes, Profetas, Messias ou Eleitos, ... sendo considerado depois, como expoente máximo ou detentor de tal grau de hierarquia dentro de uma religião, revela não só a indigência de conhecimentos intelectuais e espirituais dos autores de tal afirmativa, como também divide a atenção que se deve dar a Deus”.

Conclusão: Com esta mensagem, o Autor entende várias coisas para profunda reflexão, sendo uma delas relacionado com o Sincretismo, onde os Orixás Africanos e Santos Católicos se tornam substância igual; e, mesmo que a Umbanda tenha isso adotado desde os seus primórdios, não significa que haja  correspondência total ou parcial com a realidade espiritual.

Pergunta: Porque a Umbanda não adotou a figura do seu Fundador, como o Espiritualismo adotou Kardec?

Resposta: -“Grande erro cometem as pessoas, ao endeusarem médiuns e símbolos aparentes, deixando de enxergar Deus e a Verdade, que são causas primárias existentes atrás da Religião e da manifestação mediúnica”.

Conclusão Inicial: O Caboclo das Sete Encruzilhadas, através o médium Zélio Fernandino de Moraes, fundou a Umbanda, sendo Umbandista o adepto e Umbandismo o referencial religioso. Ele não fundou o “Zelismo”, ou o “Sete-Encruzilhadismo”.

CONCLUSÃO DO AUTOR SOBRE OS ORIXÁS E AS SETE LINHAS:

O Autor adota e apresenta no PBDU, a Hierarquia Divina, a Ordenação, e as Sete Linhas, na observação de que, no futuro, as modificações ou complementações no sentido do melhor e unificado, venha a acontecer naturalmente.

Observação: Essas colocações do Autor, de nenhuma forma denigre os Fundamentos da Umbanda, pois o Sentido Divino da Religião de Umbanda não se afeta. Exemplos e analogias disso, e que em nada alteram a essência de algumas outras religiões, são os seguintes aspectos:

Catolicismo:

Prega a existência do céu, do purgatório, do inferno e do diabo, quando sabe-se isso não existir.     

Prega apenas uma vida na carne e a ressurreição do corpo quando do juízo final e, em assim sendo, não explica o porque de existirem as diferenças de classes e condições entre as pessoas  (pobre, rico, são, doente, ...).

Prega o celibato, pratica o poder temporal, a infalibilidade papal, vendem indulgências, vendem serviços, e tantas outras coisas vergonhosamente cometidas no passado (Cruzadas, Inquisição, Noite de São Bartolomeu, ...).

Evangélicos:

Fazem lavagem cerebral, fanatizam, praticam a venda de tudo o que dizem ser religioso, praticam o achincalhamento de outras religiões, principalmente das espiritualistas, ...

IDENTIFICANDO AS LINHAS E OS ORIXÁS DA UMBANDA.

Os Comandantes das Sete Linhas Positivas e Sete Linhas Negativas:

Primeira Linha:............OXALÁ..............OYÁ.

Segunda Linha:.............OXUM...............OXUMARÉ.

Terceira Linha:............OXÓSSI.............OBÁ.

Quarta Linha:..............XANGÔ..............IANSÃ.

Quinta Linha:..............OGUM...............EGUNITÁ.

Sexta Linha:...............OBALUAYÊ...........NANÃ.

Sétima Linha:..............YEMANJÁ............OMULÚ.

Interpretando “Direita Positiva” e “Esquerda Negativa” da Umbanda:

Para podermos entender de maneira até simples essa questão de Direita e Esquerda, é necessário nos remetermos ao Princípio da Criação do Ser Humano por Deus; de entendermos algumas das Leis Divinas referentes à criatura; e também, da origem do Bem e do Mal.

Lei da Criação:

Deus, ao criar o Ser Humano, o dotou de Alma e Inteligência. Todas as criaturas tiveram e tem um mesmo ponto de partida. Foram e são criadas iguais. Possuem a mesma aptidão para progredir em virtude do uso de seu Livre-Arbítrio.

Todas são da mesma essência e que entre elas existem apenas as diferenças quanto aos progressos realizados. Todas tem o mesmo destino e o alcançarão em mais ou menos tempo segundo seus trabalhos e sua boa vontade.

Que todos, sendo filhos de um mesmo Pai, são objetos de igual solicitude.                

Nunca houve e não há criaturas deserdadas, e nem mais favorecidas umas que as outras.

Também, que nenhuma foi criada privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras para progredir.

Que não há demônios e sim espíritos atrasados.

Que não há anjos criados à parte da Criação e sim Espíritos que já chegaram à Perfeição, pois desde toda a Eternidade Deus criou mundos materiais e seres espirituais, e pelo fato de criar sem cessar, já houve Espíritos que alcançaram o ponto culminante da escala de evolução.

Que não há criações múltiplas, nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, que nenhum será favorecido à custa de outro, e todos são filhos de suas próprias obras.

Observação sobre o Planeta Terra, nosso Lar:

1. Antes que a Terra existisse, mundos de moradia de espíritos já tinham sucedido à mundos.

2. E, quando a Terra saiu do Caos dos Elementos, o espaço espiritual já era povoado por Seres Espirituais em todos os graus de progresso:

a) Desde aqueles que estavam nascendo pela primeira vez para a Vida;

b) Como pelos que necessitavam encarnar;

c) Como por outros que já haviam partido para mundos superiores;

d) Como por outros que já haviam tomado os seus lugares juntos aos Espíritos Puros, vulgarmente chamados de Anjos.

3. Um dia, no futuro, a Terra deixará de existir, mas a vida prosseguirá em outro mundo, pois os espíritos daqui, para lá migrarão.

Lei de Causa e Efeito:

Que os Espíritos seriam felizes ou infelizes e a sorte que lhes está reservada, será sempre conforme o Bem ou o Mal que fizerem; que cada qual sofre as conseqüências diretas e naturais de suas faltas; que se é punido pelo pecado cometido; que essas punições duram tanto ou mais quanto as causas que a produziu e, que o culpado sofreria eternamente se persistisse no Mal; mas que o sofrimento cessa com o arrependimento e a reparação.

Por essa Lei, também se explicam todas as anomalias aparentes que a vida humana  apresenta: As diferenças de posição social; as mortes prematuras; a desigualdade das aptidões intelectuais e morais pela antiguidade do Espírito, que aprendeu mais ou  que aprendeu menos, e progrediu, e que traz ao renascer, a aquisição dos conhecimentos e aptidões de suas vidas anteriores.

Livre-Arbítrio = A Prática do Bem e do Mal.

Livre-Arbítrio significa a livre escolha dos atos praticados. Sendo o Ser Humano dotado de faculdades limitadas, não consegue compreender o Criador (Deus). Portanto, em vista dessa limitação, seu julgamento das coisas que o rodeiam, ficam limitado à sua personalidade, ou dos interesses de grupos que representa e obedece sem questionar, ou ainda, das convenções criadas.

No uso desse Livre-Arbítrio de julgamento, o Ser Humano pratica atos Bons e Maus, não só para si, como também para os de seu contato direto e indireto.

Como Mal, em maior quantidade, sabe-se ser aqueles que o Ser Humano criou para si mesmo, por seus próprios vícios, os que tem origem em seu orgulho, egoísmo, ambição, cobiça e, de seus exageros na prática de quaisquer ato. Advém daí, as injustiças cometidas, as causas para as desavenças em todos os níveis, e da opressão do mais forte sobre o mais fraco.

O Livre-Arbítrio significa também, que depende única e exclusivamente de cada um o próprio aperfeiçoamento. Todos podem em virtude dessa Lei, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, e que essa oportunidade se dá, pela observação de três processos, aplicados um e outro, ou juntos.

Primeiro Processo para Aperfeiçoamento do Espírito, quando Encarnado:

É o de escolha Pessoal, onde entra o uso do Livre-Arbítrio, para criar no Espírito Novo, o sentido das Virtudes. Isso acontece naturalmente pelo seguimento dos ditames de quaisquer uma das religiões que esteja verdadeiramente compromissada com o esclarecimento, a moralização e o aperfeiçoamento do Ser Humano e Espírito, em obediência às Leis de Deus, que são cheias de Sabedoria, cuja única finalidade é o Bem.

Segundo Processo para Aperfeiçoamento do Espírito, quando Encarnado:

Também é de escolha Pessoal, onde entra o uso do Livre-Arbítrio, e que somente acontece, quando no Espírito Novo já tenha havido o despertar dos Sentidos das Virtudes. Isso acontece naturalmente quando o Ser Humano segue sua própria consciência individual e, obedecendo as Leis de Deus que nela estão gravados; pois, pelo fato de carregar a Centelha Divina da Criação, todo Ser Humano é um Templo em si mesmo.

Terceiro Processo para Aperfeiçoamento do Espírito, quando Desencarnado:

Nesse processo, todos os Espíritos, pela vontade de Deus, são compelidos à evoluir pela Lei da Reencarnação.

O desencadeamento desse processo, independe da Escolha Pessoal e da Vontade do Espírito.

Entendendo um pouco sobre a Lei da Reencarnação: Com a criação da alma a cada nascimento, as relações entre pessoas ligadas na carne se perpetuam no mundo espiritual e no mundo corporal; caem os preconceitos de raça e de casta, onde um mesmo espírito pode renascer rico ou pobre, patrão ou empregado, são ou doente; e, analisando-se que essa Lei traz a igualdade para todos, não importa a época e local, e colocando todos na mesma situação, entende-se ser ela também, e que ela cria: a Lei da Igualdade.

Conclusão:

Tendo-se entendido então, que é pelo Livre-Arbítrio das pessoas, no uso de atitudes Boas ou Más, que os Seres Humanos e Espíritos, se posicionam ora numa posição praticando o Bem, e ora em outra posição praticando o Mal;

Que as Atitudes Boas conduzem rapidamente o Espírito para a Perfeição;

Que as  Atitudes Más estacionam e fazem sofrer o Espírito, atrasando não só a sua, mas também, a jornada de outros Seres Humanos e Espíritos, no caminhar para a Perfeição.

Que todos os Orixás, ou Anjos, ou Espíritos Puros ou Espíritos de Luz, auxiliam o Ser Humano em sua jornada evolutiva;

Que os Orixás, no cumprimento de suas metas estabelecidas como Promotores Espirituais Evolutivos dos Seres Humanos, desde os primórdios da Umbanda, em vista do Sincretismo, foram identificados como “Orixás Africanos”;

Que inclusive, com o passar do tempo, essa identificação se enraizou fortemente;

Que hoje, com as Revelações, sabe-se que Orixá é o mesmo que Anjo, Arcanjo, Querubim, Serafim, Espírito de Luz, Espírito Puro, ou enfim, Espírito que já encarnou por sucessivas vezes até atingir o estado de Perfeito, onde não mais tem a necessidade de encarnar ou expiar provas.

Passa-se então, a entender que:

1.)- Os Orixás (ou Anjos) existem no Mundo Espiritual em número astronômico.

2.)- Os Orixás, sendo Espíritos Perfeitos, possuem Sentidos Divinos de Propósitos  e atuam em conjunto num mesmo ideal, e não cultivam o sectarismo,  diferenciação ou especialização no comportamento, condições essas, que é própria do Ser Humano na Terra.

3.)- Os Orixás, sendo o mesmo que Anjos, Espíritos Puros ou de Luz, não são propriedade exclusiva da Umbanda ou de quaisquer outra religião; e sim, atuam em todas.

4.)- Os Orixás, na execução de suas Ordenações Divinas e Próprias, objetivando ajudar a Humanidade em seu progresso material e espiritual, atuam irradiando constantemente sobre todas os Seres Humanos e Espíritos das mais diversas categorias, todos os Sentidos das Virtudes, sendo que ao serem absorvidos, entendidos e praticados, qualifica o praticante a chegar mais rapidamente à Perfeição.

5.)- Os Orixás, na Umbanda, apesar de ser dito pela maioria dos Umbandistas, como sendo em número de Sete, na realidade esse número ultrapassa o inimaginável.

6.)- Portanto, apesar da falta de informação sobre essa questão e tantas outras, sempre houve consenso comum entre os Umbandistas praticantes, da existência de Sete Linhas de Trabalho na Umbanda.

7.)- Recentemente, essas Sete Linhas também passaram a representar Sete Sentidos e Virtudes vibrados pelos Orixás. E, esses Sentidos, praticados como sendo análogos às Virtudes correspondentes, seriam os Canalizadores Ideais para o necessário Caminho da Perfeição.

8.)- Também, os nomes dos Orixás que identificam as Linhas, inicialmente nominadas pelo Sincretismo, sendo diferentes na interpretação de Estado para Estado do Pais, com o passar dos tempos, sempre foram reformados. E, cada um dos novos “Orixás” apostos ou mudados em suas posições na “Linha”, vem recebendo Atributos, Qualificações e Campos de Atuação na Espiritualidade, fazendo uma aproximação  maior do modo de vida conhecido do “Santo” correspondente, com a conotação da Virtude dada ao Orixá; e também, ampliando os Sentidos de suas Atuações, e Conceitos que antes não eram abrangentes.

9.)- E, esses Sentidos, Virtudes, Linhas e Santos, nominados como sendo provenientes, pertencentes, e oriundos, de apenas Sete Orixás, qualificados como os Comandantes das Sete Linhas da Umbanda em sua Direita Positiva.

10.)- Também sempre foi consenso, que o nome do Orixá correspondente à sua Linha de atuação na Umbanda, era o de figura religiosa que tivesse tido conotação com a pretensão. E isso, independente de se saber, hoje, pela Lógica e Racionalidade trazidos pelo próprio Pensamento Analítico de quem se dispõe a filosofar sobre a questão, que é impossível e inadmissível se aceitar que um Espírito Perfeito (ou Orixá, ou Anjo), seja detentor de apenas uma das virtudes preconizadas, pois se assim fosse, o Orixá não seria um Espírito Perfeito, pois sabe-se que o Espírito Perfeito, para atender essa condição e qualidade, tem que obrigatoriamente possuir todas as virtudes ao mesmo tempo.

Confirma-se isso também, analisando-se o Orixá Oxalá/Jesus Cristo: Apesar de ser considerado o irradiador da FÉ, devido ter trazido Nova Doutrina Moral e Espiritual, quando de sua última passagem (conhecida) pela Terra, e como conseqüência ter feito nascer a Religião Cristã, não poderia ser o que foi, sem ser detentor também de CONHECIMENTO, AMOR, JUSTIÇA, LEI e, tantas outras qualidades necessárias. 

Exemplos de interpretações sobre Orixás e Linhas de atuação:

Oxalá = Fé = Jesus Cristo. Mártir, morreu crucificado. Fundador do Cristianismo.

Yemanjá = Geração =  Nossa Senhora, Mãe de Jesus. Santa Católica e de devoção popular brasileira.

Ogum  = Lei = São Jorge. Capitão Oficial Romano. Viveu no tempo de Jesus. Mártir, morreu decapitado.

Oxóssi = Conhecimento = São Sebastião. Centurião Romano. Mártir, morreu flechado no ano 300dC.

Xangô = Justiça = São Jerônimo. Viveu no século 4. Escritor, Filósofo, Orador, Retórico, Gramático,

Dialético e Linguista. Traduziu a Vulgata do Latim.

Xangô   = São Pedro. Apóstolo de Jesus. Mártir. Devido o incêndio de Roma, Nero determinou a morte dos cristãos. Centenas morreram, e entre eles, estava Pedro.

Xangô = São João Batista. Primeiro Apóstolo de Jesus. Mártir, morreu decapitado. 

Linha dos Erês = Cosme e Damião. Irmãos. Viveram no século 4. Médicos, curavam pessoas e animais. Não cobravam. Mártires, morreram decapitados.

Omulú = São Lázaro de Betânia. Viveu na época de Jesus e, era seu amigo. O Apóstolo João, narra que  Lázaro foi ressuscitado por Jesus.  

Obaluayê = Evolução = São Roque. Viveu na época da peste, século 14. Curava os pestilentos. É representado em trajes de peregrino, com um cachorro ao seu lado dando-lhe um pão.

Yansã = Santa Bárbara. Viveu no século 3. Mulher de excepcional beleza. Foi acusada por seu próprio pai de ser cristã. Mártir, morreu decapitada. No mesmo instante em que a espada cortava o seu pescoço, um raio atingiu o desumano pai, reduzindo-o a cinzas.

Egunitá = Santa Joana D’arc. Nasceu em 1412, localidade de Domremy, França. Heroína, patriota e mística. Lutou pela libertação da França, do jugo dos ingleses. Condenada por feitiçaria, morreu em 30 de Maio de 1431, com 19 anos, na fogueira.

Nanã = Senhora Santana, avó de Jesus, mãe de Maria.

11.)- Portanto, no sentido que as Sete Linhas, os Sete Orixás da Direita Positiva, os Sete Orixás da Esquerda Negativa, seus Sentidos Irradiadores, Atributos e Atribuições, possam ser entendidos de uma  forma que atenda a compreensão dos doutrinandos pelo PBDU, o Autor vem a adotar o necessário afunilamento.

ENTENDE-SE O AFUNILAMENTO, DA SEGUINTE FORMA E VISÃO PRÁTICA:

Primeiro: Número inimaginável de Orixás, ao mesmo tempo e incessantemente, transmitem todos os Sentidos das Virtudes para toda a Humanidade Material e Espiritual.

Segundo: Que as transmissões das Virtudes pelos Orixás, nada mais é que: “Um trabalho incessante dos Espíritos de Luz, os quais, irradiando de si, as Plenas e Totais Virtudes que fazem parte de seus atributos alcançados devido terem atingido o estágio de Espíritos Perfeitos, e as direcionando no sentido de envolver o Ser Humano e Espírito em Evolução, faz acontecer o adiantamento e progresso do Espírito Encarnado e Desencarnado, desde que estes, no uso de seu  Livre-Arbítrio, os assim aceitem, entendam e pratiquem”.

Terceiro: Também, as Virtudes, no Sentido Umbandista, para a ordenação dos Sentidos de Trabalhos voltados para o aprimoramento, são quantificadas em numero de Sete; só que, todas as Qualidades ou Virtudes advindas da aplicação desses Sentidos Umbandistas, apesar de serem em número maior:

Humildade, Modéstia, Sobriedade, Resignação, Sensatez, Piedade, Generosidade, Beneficência, Afabilidade, Doçura, Compreensão, Tolerância, Perdão, Brandura, Pacificação, Companheirismo, Renúncia, Indulgência, Misericórdia, Paciência, Mansuetude, Vigilância, Abnegação, Dedicação, Devotamento, ...,

se enquadram também, dentro do afunilamento apresentado, se resumindo nas Sete Virtudes representativas e correspondentes como irradiação dos Sete Orixás Comandantes das Sete Linhas da Umbanda.

INTERPRETANDO AS VIRTUDES:

1. Características básicas das Virtudes:

a) Disposição firme e constante para a prática do Bem.

b) Prática da resistência voluntária ao arrastamento das más tendências.

c) Sacrifício voluntário do interesse pessoal, renunciando pelo bem do próximo e, sem haver intenção oculta.

d) Prática da Caridade desinteressada, empregada com discernimento para o proveito real dos que dela necessitam - abnegação.

e) Dedicação com sentimento de amor profundo e desprendimento – devotamento.

f) Fazer o Bem por impulso espontâneo, natural, por hábito, sem esforço ou dificuldade

2. As Virtudes:

a)    Humildade, Modéstia e Sobriedade (é o mesmo que ser: Despretensioso, Conformado, Resignado, Simples, Submisso, Respeitoso, Reservado, Comedido, Moderado, Sóbrio).

b)    Resignação.

c)    Sensatez e Piedade.

d)    Generosidade e Beneficência.

e)    Afabilidade e Doçura.

f)    Compreensão e Tolerância.

g)    Perdão.

h)    Brandura e Pacificação.

i)     Companheirismo e Renúncia.

j)     Indulgência.

k)    Misericórdia.

l)     Paciência e Mansuetude.

m)   Vigilância e Abnegação.

n)    Dedicação e Devotamento.

3. A Virtude mais importante: Todas as Virtudes tem o seu mérito, porque todas são indícios de progresso no Caminho do Bem. Todas se complementam. A mais meritória é aquela que se baseia na Caridade mais desinteressada. Podem ser citadas como faltante nos dias de hoje, as que se relacionam à Retidão de Caráter, a Seriedade Profissional, a Honestidade, a Fidelidade aos Compromissos e, a Boa Educação de Princípios.

4. O objetivo e a importância das Virtudes:

Visa padrões de comportamento a serem vivenciados de forma expontânea, por Espíritos e Seres Humanos, sem que isso venha a custar algum esforço ou sacrifício e, sendo reação de modo natural pelo hábito adquirido pelos Bons Sentimentos já inerentes, alcança-se a Perfeição.

Observação do Autor: Em Estudo Avançado e Complementar ao PBDU, todas as Virtudes citadas serão comentadas para pleno entendimento e, com exemplificações.  

O AFUNILAMENTO E O SINCRETISMO:

O afunilamento também faz acontecer as acomodações geradas pelo Sincretismo; pois desde a muito tempo, vem sendo informado que cada Orixá é o equivalente à Apenas Uma Ação, Apenas Um Sentido de Atuação de Trabalho, Apenas Uma Virtude e, de um Local na Natureza; e portanto, dessa forma, é mais fácil assimilar esse conceito e de forma até muito simplista.

Exemplos para entendimento do afunilamento apresentado pelo Autor:

A Linha de Oxalá, irradiadora do Sentido da FÉ, tem esse nome como referencial. Oxalá se confirma como o Mestre Jesus Cristo, sendo Ele, para o Umbandista, o intérprete e expoente máximo do Sentido da Fé.

Pelo afunilamento, na Linha de Oxalá cabem todos os demais Espíritos e Santos que tenham tido ligações  com a Religiosidade (conseqüência do Sentido FÉ).

O primeiro Orixá Oxalá, da Linha de Oxalá, é o Espírito de Jesus Cristo.

O segundo Orixá Oxalá, da Linha de Oxalá, é o Espírito de Buda.

O terceiro, quarto, ..., sétimo, .... vigésimo, .... centésimo primeiro, ....,  Orixás Oxalás, são os outros expoentes espirituais ligados à religiosidade, cujas vidas terrenas tenham sido sempre no sentido de irradiarem a Fé.

Dessa forma, pelo afunilamento, a Umbanda absorve todos os Espíritos irradiadores da FÉ iniciadores de todas as outras religiões, e a torna Universal.

Outros exemplos para o entendimento do afunilamento:

a). A Linha de Xangô tem: São Jerônimo, São João Batista, São Pedro, São Paulo, Salomão, ...

b). A Linha de Ogum tem: São Jorge, Santo Expedito, ....

c). A Linha de Oxóssi tem: São Sebastião, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Santo Antonio, São Benedito, Sumé,

d). A Linha de Yemanjá tem: N. S. Mãe de Jesus, N. S. da Conceição, N. S. Aparecida, N. S. de Fátima, N. S. do Sagrado Coração, N. S. ... , enfim, todas.

Resumindo: Não importa quantos Orixás com as características do Orixá Referencial da Umbanda existam.

Enquanto, quando e quantos estiverem irradiando o Sentido da Linha, será sempre um só o Orixá visto, cultuado e referenciado pelos Umbandistas.

O objetivo primordial do afunilamento, e isso é o mais importante para o entendimento, é que: Não importa qual Orixá, ou Anjo, ou Espírito Perfeito, mesmo sendo um desconhecido dentre a quantidade inumerável de Orixás existentes, quando ele estiver atuando no Sentido da Fé, o Umbandista sempre o  identificará em uma figura única, que é a do Pai Oxalá/Jesus Cristo, ficando assim, de fácil assimilação, entendimento, projeção mental, oral referencial, e material visual pelo objeto representativo (imagem, símbolo, ou cor).

O afunilamento se entende para todos os demais Orixás não citados e suas Virtudes correspondentes e afuniladas.

Resumo do que escritores e Umbandistas dizem sobre as Linhas e Orixás:

Que as Linhas são em número de Sete, em Nove, em Onze, e outros números.

Que o número de Orixás, é de Sete para cada Linha.

Que o número de Orixás era mais de seiscentos, e atualmente se conhece apenas dezesseis.

Que os Orixás, são “mistérios não abertos ao conhecimento”.

Que o Orixá existe somente em função de uma atividade determinada no Universo, podendo ser um Orixá do Ar, do Fogo, da Terra, do Reino Vegetal, do Reino da Água, do Reino Animal, do Mundo Encantado, Telúrico, Cósmico, Universal, da Justiça, do Amor, da Lei, do Conhecimento, da Geração, da Vida, da Evolução, e etc... 

Que os Orixás são “Tronos”, Senhores do Mistério, Guardiões dos Mistérios, Regentes dos Seres, ...

Que os Orixás são: Luz Divina Emanada do Senhor, Sopro Divino, Espírito de Deus, Orishalá (Ori=Divindade, Sha=Fogo e, Lá=Céu), Vibração.

Que o Orixá é Energia Primordial.

Muitos escritores, em seus livros, nem tocam no assunto “Orixá”.

Do Autor: Que são tantos os Orixás, quantos forem os Santos e Sentidos em analogia correspondente ao Sentido da Vibração que é exprimida no Sentido da Linha.

Resumindo: São muitas as confusões sobre os Orixás e as Linhas que já foram apresentadas até hoje, não havendo consenso entre escritores, médiuns, espíritos, Chefes de Terreiro, Templos, Uniões, Federações, Associações, Organizações, de Estado para Estado, e etc...

OS ORIXÁS E AS LEIS DA NATUREZA.

COMO DEVEM SER ENTENDIDOS OS ORIXÁS E SEUS PODERES PERANTE A NATUREZA.

DESMISTIFICANDO ATRIBUTOS DOS ORIXÁS FRENTE À NATUREZA.

Conforme está nas Revelações Espirituais:

“Deus é Imutável. Caso as Obras da Criação necessitassem de ajustes, as Leis que regem o Universo Espiritual e Material não teriam estabilidade alguma”.

“Deus é Infinitamente Perfeito. A ignorância do Princípio do Infinito das Perfeições de Deus é que engendrou o Politeísmo, culto primitivo, onde atribuíam divindade a todo poder que lhes pareceu estar acima da humanidade”.

“... um fluido inteligente ... enche o universo infinito, penetrando todas as partes da criação: A Natureza inteira está imersa no fluido divino (Deus) ... tudo é submetido à sua ação inteligente (de Deus), à sua previsão, à sua solicitude ...” 

Isto posto, pela análise das Revelações, vem a se saber que:

- As Obras da Criação de Deus não necessitam que um Espírito sob o seu comando fique no Ar, na Terra, no Fogo, na Água, no Vegetal, no Coqueiro, na Mata, na Floresta, na Folha, na Pedra, na Tempestade, na Chuva, no Céu, nos Raios, nos Trovões, ou em quaisquer lugar ou elemento, para ali ser o coordenador, controlador, reparador, ou fazer acontecer algum efeito que diz-se estar sob o seu comando.

Portanto, não condiz com a Verdade Espiritual, que os Orixás tenham as responsabilidades de cuidarem da Natureza e dos Elementos, pois as Leis da Criação de Deus são imutáveis e, se houvesse necessidade de ajustes na Natureza, Deus não seria Deus.

O que deve ser entendido como Verdade sobre os Orixás e as suas ligações com a Natureza, é que estes:

Primeiro: Os Orixás entendem todas as Leis que regem a Natureza e, todos os seus sentidos. Portanto, irradiam para fazer acontecer esse mesmo Conhecimento por sobre todos os Seres Humanos e Espíritos, e os conseqüentes benefícios desse Saber.

Segundo: Os Orixás orientam os Guias Espirituais da Umbanda, para que as exortações (explanações, palestras), sobre a Natureza, inclusive das formas de cultivo à religiosidade e, praticados em locais como sendo pertencente ao “campo de força” ou de atuação desta ou daquela Linha ou Entidades, nada mais é do que o Sentido do Chamamento à Responsabilidade, Cuidados, e Espalhamento da Conscientização que o Ser Humano deve ter para consigo mesmo e seu Meio Ambiente, pois: 

- Sem água potável não se sacia a sede;

- Sem o rio limpo, não se banha ou se pesca o peixe saudável;

- Sem o ar limpo não se respira bem e sim, se contrai doenças respiratórias;

- Sem as matas florescendo, não se tem a renovação do oxigênio, não se tem a fauna e a flora necessária ao equilíbrio;

- Sem a terra boa para o plantio, não se tem bons alimentos;  

- Quando o Ser Humano, somente tiver ao seu redor a poluição e o veneno nas águas e ar, e deixando de existir florestas e vida animal, isso vai trazer como conseqüência, que os corpos humanos venham a nascer  doentes, e isso servirá apenas para atrasar a evolução de muitos espíritos na Terra, pois a doença é elemento incapacitador; e, mesmo que a tecnologia atual e futura crie meios artificiais para a boa condição de vida em meio ambiente reservado, também acontecerá o atraso de muitos espíritos, pois fatalmente acontecerá o controle populacional, o que imporá limites à quantidade de espíritos encarnados.

Terceiro: Os Orixás podem intervir nas manifestações da Natureza, sempre que a insensatez do Ser Humano venha a criar condição adversa ao curso natural, vindo a afetar não só sua própria sobrevivência, como também venha a afetar outros organismos vivos do Universo.

Quarta: Os Orixás, manifestando sua vontade sobre os elementos (chuva, sol, fertilidade vegetal, insetos,...), podem produzir os efeitos benéficos solicitados por rogativas, desde que as causas geradoras de tais infortúnios tenham sido produzidas pelos próprios rogadores.

Observação: Nesse caso, não se trata de uma ação interferente da ação dos Orixás sobre o curso natural das Leis da Natureza; e sim, apenas de uma medida que restaura o equilíbrio da Natureza; e também, quando do infortúnio, ou a suspensão do benefício concedido pela Natureza, acontecendo a necessidade da rogativa, o Ser Humano adquire a consciência do erro, com retorno à espiritualidade.  

Definindo as Sete Linhas da Direita Positiva da Umbanda.

A melhor interpretação para a identificação da Hierarquia da Umbanda, em sua Direita Positiva, são                       Sete Linhas         e       comandadas por Sete Orixás Positivos:

Primeira Linha:..........................OXALÁ.

Segunda Linha:..........................OXUM.

Terceira Linha:..........................OXÓSSI.

Quarta Linha:..........................XANGÔ.

Sexta Linha:..........................OGUM.

Sexta Linha:..........................OBALUAYÊ.

Sétima Linha:..........................YEMANJÁ.

Ficando atribuído e afunilados à esses Sete Orixás, as Canalização das Sete Virtudes afuniladas, as quais são irradiadas por sobre toda a Humanidade Espiritual e Material, e sempre no Sentido e Objetivo de serem praticadas pelos Seres Humanos e Espíritos. Pela ordem, as Virtudes Afuniladas são:

Primeira Virtude:..........................FÉ.

Segunda Virtude:..........................AMOR.

Terceira Virtude:..........................CONHECIMENTO.

Quarta Virtude:..........................JUSTIÇA.

Quinta Virtude:..........................LEI.

Sexta Virtude:..........................EVOLUÇÃO.

Sétima Virtude:..........................GERAÇÃO.

Sendo, que a compreensão de cada uma dessas Sete Virtudes afuniladas podem ser traduzidas.            

E também, que os Orixás correspondentes, atuam e incutem continuadamente essas Virtudes sobre os Seres Humanos e Espíritos, para que os entendimentos e as práticas desses Sentidos tragam como resultado, a finalidade, que é o Progresso Evolutivo dos Seres.

Primeira Linha = FÉ RELIGIOSA = atributo do Orixá OXALÁ:

FÉ: É o ato de acreditar piamente que a crença religiosa que se professa é a Verdade Incontestável; e, que por esse sentimento, se criam os vínculos espirituais necessários do Ser Humano, para que este possa se ligar com Deus.

Atribuições: Oxalá faz emanar de si, o tempo todo, a Fé sobre os Seres Humanos e Espíritos, no Sentido do Estímulo Constante da Religiosidade, para a melhora da conduta e o caminhar para o progresso espiritual.

Representação: Imagem de Jesus Cristo. A Cruz. O Peixe. Cor Branca. O Sol. O Cristal.

Segunda Linha = AMOR = atributo da Orixá OXUM.

AMOR: É o sentimento que predispõe o Ser Humano e Espírito, a desejar o Bem incondicional de outrem ou de alguma coisa. É o sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou para alguma coisa.

Atribuições: Oxum faz emanar de si, o tempo todo, o Amor sobre os Seres Humanos e Espíritos, no sentido de estimular as Uniões e a plena Fraternidade.

Representação: Imagem de Nossa Senhora da Conceição. O Coração. Cor Rosa. Água Doce, Rio ou  Cachoeira. O mineral.

Terceira Linha = CONHECIMENTO = atributo do Orixá OXÓSSI.

CONHECIMENTO: É o ato que, praticado, fornece a experiência, discernimento de tudo e, a consciência de si mesmo e das cousas que cercam o Ser Humano e Espírito. 

Atribuições: Oxóssi faz emanar de si, o tempo todo, a procura pelo Ser Humano e Espírito, do Conhecimento da Verdade, por meio da Reflexão, da Análise e da Crítica; pois, havendo o uso da Razão, da Argumentação e da Investigação, se pode compreender a Realidade sob seus vários aspectos; e, alcançando-se o objetivo do pleno entendimento de todas as coisas, a ignorância deixa de existir. 

Representação: Imagem de São Sebastião. A Flecha. Cor Verde. As Matas.

Quarta Linha = JUSTIÇA = atributo do Orixá XANGÔ.

JUSTIÇA: É a faculdade de julgar, segundo a conformidade com o direito e a melhor consciência. O critério da Virtude da Verdadeira Justiça, é de fato o de se querer para os outros, aquilo que se quer para si mesmo. É o ato de dar a cada um, aquilo que é seu por direito.

Atribuições: Xangô faz emanar de si, o tempo todo, a aplicação da Razão, fazendo despertar nos Seres Humanos e Espíritos, o Senso de Equilíbrio e Equidade, no Sentido de que haja ordenação, tanto na sociedade material, quanto na sociedade espiritual.

Representação: Imagem de São Jerônimo. Dois Machados Cruzadas. Cor Marrom. Pedreira, Montanha e   Fogo.

Quinta Linha = LEI = atributo do Orixá OGUM.

LEI: É o preceito, princípio, norma ou conjunto de normas elaboradas pela obrigação imposta pela consciência, as quais se tornam regras de direitos, ditadas, policiadas por autoridades, e tornadas obrigatórias as suas observações, no sentido de manter a ordem e o desenvolvimento de Seres Humanos, Espíritos e Comunidades.

Atribuições: Ogum faz emanar de si, o tempo todo, a aplicação e a defesa da Lei e a Ordem, fazendo despertar nos Seres Humanos e Espíritos, a Obrigação da Observância das Normas e Regras que ordenam tanto a vida material, como a espiritual e, as de sociedade.  

Representação: Imagem de São Jorge. Espada. Cor Vermelha. O Ar.

Sexta Linha = EVOLUÇÃO = atributo do Orixá OBALUAYÊ.

EVOLUÇÃO: É o ato de desenvolver progressivamente uma idéia, um acontecimento, uma ação, um trabalho, um estudo; e, a seqüência é sempre o movimento progressivo em direção à alguma coisa produtiva. É o processo que desenvolve Ser Humano, Espírito, e determinada sociedade, de suas formas e instituições, e das suas funções culturais. É o que faz transformar o que é inferior em superior.

Atribuições: Obaluayê faz emanar de si, o tempo todo, o Sentido da Evolução em todos os níveis, tanto para Seres Humanos, como para Espíritos e Sociedades, objetivando o desenvolvimento e crescimento material e espiritual.

Representação: Imagem de São Roque. Sete Cruzes com as bases voltadas para um círculo imaginário. Cor Amarela. A terra.

Sétima Linha = GERAÇÃO = atributo da Orixá YEMANJÁ.

GERAÇÃO: É o ato de gerar (de dar existência, criar, procriar, de fazer aparecer, de fazer nascer, causar, produzir, formar, desenvolver, fecundar, conceber, ...). É o conjunto das funções ou fenômenos pelos quais um Ser Humano produz outro semelhante, uma empresa, um trabalho, uma raça, uma religião, ou dá origem à alguma coisa produtiva. É cada Grau da Filiação, posteridade e descendência.

Atribuições: Yemanjá faz emanar de si, o tempo todo, o Sentido da Maternidade, tanto para Seres Humanos e Espíritos, independente de serem masculinos ou femininos, promovendo a Vida.

Representação: Imagem de Yemanjá, ou de Nossa Senhora Mãe de Jesus. A Âncora ou a Estrela-do-Mar. Cor Azul. A Água Salgada.

OBJETIVOS DOS ORIXÁS DA UMBANDA, NA APLICAÇÃO DAS SETE VIRTUDES.

A prática constante dessas Sete Virtudes, acompanhada da plena convicção, fazem acontecer o crescimento espiritual do Ser Humano e Espírito; e, com a continuidade da prática dessas Virtudes (ou em partes em vidas sucessivas, ou no conjunto de acordo com o Grau de Evolução já alcançado), o Ser Humano e Espírito, adquire as condições necessárias para a sua evolução; e, reguladas por três etapas:

Primeira Etapa = A Iniciação Espiritual do Umbandista:

Faz acontecer a Evolução Natural de si mesmo como Ser Humano e Espírito, onde entra o processo de eliminação das imperfeições e mazelas e, adquire-se os primeiros vislumbres da Fé Racional; do Amor Verdadeiro; do despertar do interesse pelo adquirir de Conhecimentos; de já iniciar um certo equilíbrio das ponderações pela prática da Justiça que se sente necessária; de já iniciar, entender e aceitar a aplicação da Lei equilibrada na Razão e não no interesse próprio; de começar a entender que a Vida, acima de tudo, é sempre oportunidade para algo novo, à cada momento, se aprender, e isso, é Evolução; de iniciar o despertar de que o Sentido da Geração não se aplica somente aos seus rebentos e sim, também para si, pois sua vida futura, a ser ainda gerada em outra encarnação, será uma conseqüência direta desta vida atual (És hoje o que foste ontem. Amanhã será o que fizerdes hoje.)

Segunda Etapa = A Contribuição Espiritual do Umbandista:

Faz acontecer a Evolução Natural de si mesmo como Ser Humano e Espírito, para ascender à posição de poder doar de si, recursos para contribuir com outros Seres Humanos e Espíritos, ainda atrasados em relação à posição alcançada, para que melhorem suas condições na Escala da Evolução. Nessa condição se encontram os Espíritos Guias da Umbanda e Espíritos Missionários encarnados.

Terceira Etapa = O Aperfeiçoamento Final do Espírito do Umbandista:

Faz acontecer a Evolução Natural de si mesmo, não mais como Ser Humano, e sim, somente na condição de Espírito, mas na qualidade de Perfeito, atingindo a qualidade de Anjo.

As visões da aplicação das 7 Virtudes:

Visto então, que a prática das Sete Virtudes (afuniladas), desde que seguidas pelo Ser Humano e Espírito, o conduz para a Perfeição.

Visto então, que seguir o caminho do Bem, entra na questão do uso do Livre-Arbítrio no caminho das Sete Virtudes preconizadas pela Umbanda, como meio de se atingir o pleno desenvolvimento e aperfeiçoamento do Espírito.

Visto então, que a finalidade dos Orixás, da Religião de Umbanda, é fazer cumprir a finalidade do nome “religião”, fazendo acontecer a religação do Ser Humano para com Deus, o que faz com que o Ser Humano enquanto encarnado, melhore em todos os seus Sentidos:

Praticando a Fé e o Amor; e nisso está implícito o respeito ao semelhante;

Se desenvolvendo intelectualmente pelo Conhecimento;

Entendendo o significado da Justiça, suas aplicações e os benefícios decorrentes da aplicação;

De que o cumprimento da Lei estabelece benefícios para a Vida Material e Espiritual;

De que a Evolução nada mais é do que o trabalho incessante da Natureza, Corpo, Alma, Espírito, Mente, Arte, Dedicação Produtiva, que, aliada às demais Virtudes, faz o aproximar de Deus;

E, que Geração é a perpetuidade da existência no sentido do objetivo da Criação.

Visto também, que o Sobrenatural, a Crendice, a Superstição, e a Ignorância, não podem ser fundamentos para a Religião de Umbanda; pois a Verdade sendo conhecida, mostra que o maravilhoso e temerário é conseqüência de lei natural, que podem ser explicados e reproduzidos pelo concurso das Revelações, mediunidade, médium e espírito.

Visto que, todas as Formações de Sete Linhas e Hierarquias Nominadas que foram apresentadas, foram e são necessariamente hipotéticas.

Visto também, que a Formação apresentada pelo Autor, apesar de fornecer bases com Lógica e Racionalidade, não tem a pretensão de ser autêntica.

Visto que, a Formação apresentada pelo Autor, em nada altera as diversas Formações que são informadas em outros Templos, pois hoje “Cada Templo é um reflexo do seu(s) Dirigente(s)”.

Visto que não existe  uma Codificação Umbandista reconhecida oficialmente.

Visto que não há diretrizes unificadas determinadas por Uniões, Federações, Associações.

Visto que em outros Templos, muitos Médiuns se baseiam na própria experiência.

Visto que o Sacerdote de um Templo faz a sua própria lei, informa o que acha melhor, e que nisso reside o porque de tantas divergências doutrinárias  existentes entre os que professam a mesma Religião de Umbanda”.      

O Autor sabe que um dia, no futuro, muitas questões hoje presente na Umbanda serão resolvidas, mas somente quando os Umbandistas reunirem em si a vontade para isso; e, que as soluções que mais se aproximarão da Verdade, será sempre aquela que melhor corresponda aos Atributos de Deus, isto é: Perfeição Absoluta em Sua Soberana Bondade e Justiça.

Até lá, só resta ao Autor apresentar a Senhora Hipótese ao Senhor Cadinho da Razão Lógica, e aguardar que LUz se faça.

COMO DEVE SER ENTENDIDO OS PONTOS DE FORÇA OU LOCAIS DA NATUREZA, DE DOMÍNIO DOS ORIXÁS.

Tudo na Natureza é Obra da Criação de Deus; e, em cada coisa existe a Presença Divina de Deus:

seja numa pequena formiga e num enorme elefante;

numa sardinha e numa enorme baleia; 

numa folha de mato e numa imensidão de uma floresta selvagem;

numa gota de orvalho e no infinito do mar;

num fio de água de um regato e numa grandiosa cachoeira com centenas de metros de queda de água;

num grão de areia e numa imensa pedreira;

num pernilongo e numa imensa águia;

numa pulga e no Ser Humano;

no fogo e no ar;

no nascimento e na morte;

no amanhecer e no entardecer;

num sorriso inocente de criança;

no olhar terno que uma mãe dedica à seu filho;

no alimento vegetal e no alimento animal;

no dia e na noite;

no céu pontilhado de estrelas ou coberto de nuvens de chuva;

na brisa suave e na tempestade; ...,

enfim, Deus está presente em tudo.

Muitos já devem ter ouvido falar de outras pessoas que ficam horas e horas paradas observando um por-de-sol, a imensidão do céu, o infinito do mar, uma queda-d’água, o movimento de aves, insetos, ...   

Ou meditando ouvindo músicas, acampando em locais isolados, ouvindo o som da mata, do ar, dos animais noturnos, ou outros sons.

Se perguntado, essas pessoas respondem que, ao praticarem essa observação ou meditação, esse chamamento místico é próprio de cada um, e o objetivo é a paz interior, tanto do corpo como da alma; em suma, que essa prática faz bem; e, propicia se fazer o encontro espiritual com algo sublime e indescritível.

Sabe-se que é próprio dos espíritos evoluídos, que se adquira na Alma, a Sensibilidade necessária para que se consiga sintonizar as Obras da Criação, e pela prática da contemplação e da meditação.

Também, se perguntado, esses místicos respondem que, em cada Lugar ou Elemento, existe uma vibração peculiar; e, a Vibração que se sente no interior de uma mata fechada, não é a mesma que se sente ao contemplar uma cachoeira, nem estas são iguais ao que se sente na observação do Mar, do Ar, do Fogo.

Mas, o interessante, é que, estando o místico, por exemplo, isolado em sua residência, e estando em meditação e, formando em sua mente os Locais e Elementos, a Vibração que sente é a mesma como se estivesse presente no Local ou junto ao Elemento.

Portanto, como pode ser verificado pessoalmente, cada Local e Elemento possui freqüência única de Vibração; e isso, pode ser entendido como a Vida Peculiar Existente, traduzido pelo Sentimento do Belo Produzido pelo Criador, o qual, pela Visão dos Sentidos da Compreensão da Vida, se faz sentir em uma Emoção Única e, que essa Emoção Única, peculiar à cada Local e Elemento, atrai os seus afins Humanos e Espirituais, sendo que o que se sente emotivamente, é idêntico para cada pessoa ou espírito sintonizador dessa emoção.

Também, que o Verdadeiro Médium, possuidor de Ordens e Direitos de Trabalho na Umbanda, ao formar em sua mente, os Locais e Elementos, não só faz o seu transporte  mental para esses pontos, como também, por afinidade de pensamento (vibração), atrai até si, os Espíritos que também estão sintonizados na mesma faixa de pensamento, de forma idêntica aos bons pensamentos que atraem Espíritos, que também tenham bons pensamentos.

Portanto, esses Locais e Elementos, não atraem apenas os Seres Humanos desejosos de ver e sentir o Belo; mas também, atraem os Espíritos que se comprazem em admirar as Obras da Criação; bem como, que o Verdadeiro Médium para ali se projeta e vai buscar as Vibrações Peculiares, como também solicita o concurso (ajuda) dos Espíritos afins.

Também, esses Locais e Elementos, sempre foram pontos referenciais para encontros de espíritos afins, ou também para a busca de apoio e equilíbrio espiritual, em vista de afinidades próprias com locais parecidos, quando em vidas na carne.

Portanto, a visita a um desses Locais, ou a contemplação dos Elementos, pode, em razão do sentimento próprio de cada um, trazer o mesmo efeito e benefício como se fosse o produzido pelos Passes Magnéticos Espirituais proporcionados pelos Guias Espirituais Trabalhadores da Umbanda.

Resumindo o Sentido do Culto da Umbanda, nos Locais e Elementos da Natureza, e no Templo:

1. Sentido Ecológico:

Os Locais e Elementos (Matas, Cachoeiras, Rios, Lagos, Mar, Pedreira, Montanha, Céu, ...), devem sempre ser preservados, para que a aplicação da Ecologia seja feita em todas as suas formas de entendimento, cujo resultado é a melhoria da qualidade de Vida, não só material como espiritual, já que o Corpo Humano é dependente de todos os estados da Natureza para a sua sobrevivência, como também os Sentidos Mediúnicos necessitam de referencial.

2. Transformação do Ser Humano e Espírito:

Acontecendo do Ser Humano e Espírito, se sintonizar pela Visão da Beleza das Obras da Criação de Deus e dos Mistérios da Vida, acontece o despertar de sensibilidades emocionais, que o transformam moralmente e espiritualmente.

3. Ponto de Encontro:

Seres Humanos, Almas, Pensamentos, e Espíritos, utilizam os Locais e Elementos, como pontos referenciais para suas ligações emocionais.

4. Ponto de Força, Campo de Energia, ou Campo Vibratório:

As reuniões dos Sentimentos e Emoções gerados nos Locais e Elementos, pela Visão do Belo, pelo Respeito às Obras da Criação, e pelo Mistério da Vida, quer sejam gerados pela simples observação ou pela mais profunda contemplação, pela Filosofia  em grupo ou pela meditação, constrói Faixas Vibratórios Positivas, as quais, se sintonizadas pelo Espiritualista e Umbandista, nele age de forma que venha a eliminar de sua aura, todas as formas negativas produzidas para seu prejuízo; bem como, para o Metafísico Espiritualista cria a oportunidade da sintonia com a Soma dos Conhecimentos gerados pelo e no Local e Elemento da Ação.

5. Local de Culto na Natureza:

Por ser o Local e Elemento, Faixa Vibratória Positiva, sem a mistura existente nos locais comuns, a pessoa necessitada de ajuda espiritual, que para lá vai, recebe de imediato os benefícios de ficar envolta por completo, na energia correspondente vibrada, bem como, que as rogativas e súplicas, não tem como deixar de ser recebida pelos Espíritos afins local.

6. Local de Culto no Templo: 

Visto da forma acima, poder-se-ia pensar que as práticas Umbandistas somente deveriam ser feitas em locais ou elementos da Natureza. Mas, como foi visto, quando se pensa no Local ou Elemento da Natureza, o Verdadeiro Médium sente a Vibração Peculiar Afim. Portanto, as Vibrações Espirituais dos Locais e Elementos podem ser transportadas para um outro ponto; no caso, para dentro de um Templo; e isso, se faz de várias formas, sendo alguns deles, os seguintes, sendo as formas mais conhecidas:

Primeira: O próprio Espírito cria essa condição;

Segundo: O mental do Verdadeiro Médium cria essa condição;

Terceiro: A associação de cantos com ritmos de instrumentos, cria na psique do Médium em desenvolvimento, um

transporte mental, cuja vibração, à princípio esparsa, encontra sua afinidade com um dos Locais ou Elementos da

Natureza, de acordo com as qualidades da pessoa como espírito;

Quarto: Pelos pontos riscados pelos Espíritos, obedecidas as Leis de Pemba;

Quinto: Pelas oferendas assemelhadas às vontades dos Espíritos dos Locais e Elementos da Natureza;

Sexto: Pela criação no local pretendido, de uma imitação do Local e Elemento da Natureza.

Sétimo: Por manter no local pretendido, com a devida autorização espiritual, de totens, otás, ou quaisquer outros

elementos de visualização ou mentalização, para fazer acontecer a atração, irradiação e fixação das Vibrações

dos Locais e Elementos da Natureza. Também, e isso é importante, os Guias Espirituais Trabalhadores da

Umbanda, tem como uma das missões, fazer do Templo, o local irradiador das manifestações de todas as Virtudes

e Faixas Vibratórias Correspondentes à necessidade.

7. O Sentido da Unidade Umbandista:

Fica entendido então, porque dentro de um Templo, o Sacerdote de Umbanda exige que a “corrente” de trabalho espiritual seja constante e fique coesa, ou seja: que todos fiquem unidos pelo mesmo ideal Umbandista, que é: “a prática da Caridade e Humildade em todas as suas formas”.

Em assim não sendo, e o Umbandista Médium Praticante Formador da Corrente Espiritual vier a dar vazão à outro sentimento que não o da finalidade, faz acontecer o seguinte:

Primeiro: A “corrente quebrada” por esse médium relapso, é imediatamente consertada por um dos Espíritos, para que não haja prejuízo aos demais trabalhos espirituais feitos por outros Médiuns e Espíritos.

Só que, esse Espírito “consertador”, poderia estar doando sua energia em proveito de alguém realmente necessitado, e não para reparar estrago feito por médium inconseqüente.

Segundo: Como toda Ação produz uma Reação, bem como que a Deturpação Consciente de uma Finalidade Espiritual traz o conseqüente Retorno em forma de Castigo e Aprendizado, esse médium inconseqüente  passa a ser porta de entrada de Espíritos Sofredores, ficando suspenso na proteção espiritual de seu Guia Verdadeiro, e passando a sentir os efeitos de seus atos. 

É principalmente por essa razão, que existe na Umbanda, um ditado, que diz: “a Umbanda dá, a Umbanda tira”!

Observações sobre o presente PBDU:

Entendendo-se um pouco mais sobre os Orixás, passa-se a perceber que, de anteriormente desconhecida em seus Fundamentos, a Umbanda passa a ser Religião Complexa, de muita Justeza e, possuidora de muitos mistérios, que nada mais é do que a falta de conhecimento.

Fica aqui, sugestão do Autor, para que todos, independente do PBDU, procurem se desenvolver em conhecimentos ainda maior, pois como foi dito no início do Programa, os temas seqüenciais abordados pela Apostila, oferecem apenas o sintético, sendo que as profundidades a serem tiradas da abordagem inicial devem ser frutos do esforça da pesquisa e raciocínio próprio de cada um.

E, em não havendo a possibilidade da profundidade, sugere o Autor, que as Apostilas das aulas passadas, sejam relidas, tantas vezes forem necessárias, para que os próximos temas das Aulas futuras, venham a ser sobremaneira entendida, pois como sempre é dito, os temas são seqüenciais e, os seguintes somente podem ser entendidos, se os já ministrados tenham sido realmente absorvidos.

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