PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU)SESSÃO DE ESTUDO Nº 07

Setembro - 1990

Novembro - 2000

Outubro – 2006

Março – 2007

Agosto - 2008

3.)- INTERPRETANDO OS GUIAS ESPIRITUAIS TRABALHADORES DA UMBANDA.

Os Guias que se apresentam mediunicamente incorporados em médiuns, no interior dos Templos da Religião de Umbanda, são Espíritos de humanos desencarnados, e suas qualidades e seu poder de fazer o Bem estão na proporção do Grau de Evolução que atingiram.

É essa aquilatação, que em seus grupos de trabalho, os encaixam naturalmente nas posições hierárquicas; e resumindo, os que possuem menor Grau, se submetem aos que possuem maior Grau, e assim sucessivamente, formando a escala hierárquica. 

Uns possuem conhecimento da Ciência; outros da Sabedoria; outros da Bondade e assim sucessivamente em relação às Virtudes, podendo alguns possuir mais outras qualidades, às quais se somam, inclusive ao seu saber, as Qualidades Morais.

Conservam os seus corpos espirituais como idênticos ao da última encarnação, suas linguagens, usos e costumes, e nessa condição de apresentação, são os Caboclos, os Pretos-Velhos, e os outros espíritos que militam na Umbanda; e todos possuem ascendência, força e poder de comando sobre todas as classes de espíritos que lhe são inferiores.

Em relação aos encarnados, protegem estes, neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos, e orientados pelos Orixás (Anjos ou Espíritos Perfeitos) ajudam o Ser Humano em sua evolução.

Independente de suas roupagens fluídicas e suas apresentações espirituais como Caboclo, Preto-Velho e outros das Linhas Auxiliares, são diferenciados na seguinte ordem:

1.Espíritos Benévolos: Possuem a bondade em forma absoluta.

2.Espíritos Sábios: Possuem amplos conhecimentos em todas as áreas.

3.Espíritos Prudentes: Possuem poder de julgamento preciso dos Seres Humanos e das coisas.

4.Espíritos Superiores: Possuem os conhecimentos da Ciência, Sabedoria e Bondade.

São esses os Espíritos que, sob o comando dos Orixás (ou Espíritos Puros ou Anjos), pela utilização da incorporação mediúnica em pessoas qualificadas como Médiuns, se apresentam nos Templos de Umbanda e se comunicam com os encarnados; e, acontecendo a incorporação, esses Espíritos fazem o corpo de seus médiuns adquirirem as suas características de quando estavam encarnados, e nessa, os corpos dos médiuns se apresentam na forma de Caboclos/as, Pretos/as-Velhos/as, Baianos/as, Boiadeiros/as, Marinheiros/as, Ciganos/as, Árabes, Orientais, e outros.

Devido esses espíritos conservarem suas características de quando vivos, é que se observa darem vazão aos seus usos, costumes, manias, e lógico, as suas personalidades; sendo que a seqüência da continuidade da incorporação dessa entidade no mesmo local e médium de maneira regular, faz esse conjunto de detalhes característicos, dar aos observadores, a possibilidade de identificação da entidade quando esta se apresenta.

Definindo “Caboclo e Cabocla”:

O termo é genérico e designa todas as Entidades Espirituais que se apresentam na roupagem fluídica de Índio, e que incorporam em médiuns nos Templos de Umbanda.

São Espíritos, cujas encarnações na condição de Índios, lhes tiraram o apego das coisas materiais e deram-lhes uma ligação maior no sentido das coisas da Natureza.

Muitos Espíritos de Caboclos informam que em encarnação antes de serem Índios, viveram como Soldados ou Oficiais Romanos nas épocas de Cristo e da propagação do Cristianismo; que eram  perseguidos pelos “Césares”; sendo que eles, como Soldados ou Oficiais Romanos, não atendiam as ordens da captura ou matança dos Cristãos, e muitas vezes se posicionando ao lado deles, ou os protegendo, e com isso foram penalizados com a perda da patente, prisão e morte física; mas, ganharam espiritualmente a condição de, nas encarnações seguintes, como Índios e em contato direto com a Natureza, se prepararem para servirem espiritualmente na Umbanda.  

Muitos Espíritos de Caboclos que vem aos Templos, foram em suas outras vidas: Pajés, Curandeiros, Guerreiros, Caçadores, Trabalhadores, Agricultores, Criadores, Lavradores, Pescadores e Domésticos.

Os Caboclos se apresentam sérios, enérgicos, autoritários, mas sempre respeitadores, e não há quem diga que tenha visto um Verdadeiro Espírito de Caboclo sorrir em nenhuma circunstância.

Conservam os seus hábitos de quando vivos, devido alguns Espíritos pedirem e/ou usarem tangas, arco e flecha, cocar, penacho, charutos, cachimbos, maracas, lanças e outros apetrechos; e suas origens, de quando vivos, varia de País e Nação.

É comum em um mesmo Templo, estarem incorporados Índios de Tribos diferentes, e esse é o motivo que faz um Espírito cumprimentar outro. Quando os Espíritos são da mesma Tribo e de mesma Aldeia (“Jurema”) no Mundo Espiritual, não se cumprimentam quando chegam e quando desincorporam. Esse cumprimento não é necessário, já que antes da incorporação, vieram de mesmo lugar, bem como para lá retornam, onde inclusive, vivem juntos ou próximos.

Observação: Com relação às suas Linhas de trabalho, conforme visto em PBDU anterior, integram todas as Linhas, pois cada Linha representa uma Virtude.

Quando o espírito define ser de apenas uma Linha, e como exemplo: diz pertencer à Linha de Oxossi, infelizmente, ali falta o Real Conhecimento, pois um espírito, na qualidade de Guia com Ordens e Direitos de Trabalho na Religião de Umbanda de acordo com os Fundadores, ele tem que conhecer e aplicar todas as Virtudes preconizadas por todas as Linhas, para que possa ser considerado Completo como Conselheiro. Portanto, o Guia tem que entender de Fé, de Amor, de Conhecimento, de Justiça, de Lei, de Evolução e de Geração, pois sem esses entendimentos do que significa cada Linha ele não pode dar atendimento à nível geral, e sim, ser específico apenas na sua área de atuação.

Tipicidade dos Caboclos e Caboclas Flecheiros e Caçadores:

Apresentam-se com uma das pernas ligeiramente curvada, e andando, dão a impressão de estarem mancando, e dizem que esse vício acontece devido os treinos constantes com arco e flecha.

Esses Caboclos mostram-se bastante irriquietos, não ficando parados, e seus movimentos lembram o caçador na mata empunhado de seu arco e flecha pronto para disparar.

Quando emitem o seu grito de guerra, no mais das vezes, lembra a linguagem de sons emitidos por animais e aves da floresta, e os golpes de punho fechado que dão na caixa toráxica, é para que consigam modificar o som que está em emissão. É comum se ouvir o grito: “Okei, caboclo!” 

Dançam ao som dos atabaques e pontos cantados e sua dança é tipicamente indígena.

No Templo, e sempre de acordo com a preferência da Entidade, podem ou não aceitar algumas das oferendas dos tipos:  água, mel, guaraná, sucos, cervejas, vinhos, e alguns também pedem a sua bebida preferida de quando vivos, tipo aguardente de milho ou de mandioca (“cauim”).

Comem bolo de fubá, de milho, carne de caça, peixes, legumes e frutas.

Aceitam cigarro de palha, cachimbos e charutos.

Geralmente os Caboclos Flecheiros e Caçadores incorporam em médiuns de pequeno e magro porte físico, mas, dos tipos ágeis e desenvoltos.

A condição (atual) de caçadores (espirituais), não é a de abater animais e sim, a de caçarem almas, no sentido maior da espiritualidade da Umbanda.

Dizem pertencerem à Linha de Oxossi, mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Caboclos e Caboclas Guerreiros:

São os que se apresentam com o corpo ereto e rígido, e de movimentos até que mecânicos, parecendo que estão presos em seus movimentos, e dando a impressão que para se movimentarem estão fazendo o maior esforço físico.

Isso é explicado por diversos médiuns com visão mediúnica, os quais informam que esses Caboclos, espiritualmente, se apresentam trajados com pesadas armaduras, grossos envoltórios, ou pesadas roupas de couro e metal, sendo notório o equipamento constituído por armas diversas: facas, espadas, lanças, maças, correntes, grilhões e escudos.

Diversos Brasões já foram retratados mediunicamente, sendo que os desenhos, muitas vezes são retratados por esses Espíritos no seu “ponto riscado”.

Muitos desses Caboclos, vistos espiritualmente, lembram Soldados Romanos e Cavaleiros Medievais com suas armaduras, ou um misto dos dois tipos de soldado.

Esses Caboclos não dançam e notadamente ficam em postura quase estática, com muito pouco movimento, com o médium arfando muito, todos os músculos do corpo retesados e crispados, e com a fisionomia alterada lembrando, à grosso modo, uma pessoa em posição de defesa constante.

Essa postura rígida, também lembra uma Sentinela em um Posto no Quartel.

Também, não costumam se ajoelhar, devido o peso da roupagem que carregam; e se o fazem, é com muita dificuldade.

No Templo, suas oferendas constituem-se quase que exclusivamente de cerveja clara, vinho tinto, carne de caça, pão e aceitam charutos claros.

Pouco ingerem do que lhes é oferecido, e não fazem questão de bebidas ou comidas.

Quando do cumprimento pelo grito de guerra, esses Caboclos costumam levantar o punho fechado em direção ao Céu e, batendo o punho no peito e novamente erguendo o braço em movimento enérgico, emitem um som fonético que lembra o nome “Ogum” – e “Ogunhê”.

Geralmente os Caboclos Guerreiros incorporam em médiuns de porte físico avantajado, forte e alto, e que possuem um semblante severo, bem como que sejam de personalidade forte e ligados à marcialidade, militarismo, polícia, escolta, e segurança pública.

Esses Caboclos e Caboclas integram exclusivamente a Linha de Ogum, que são as Falanges dos Guerreiros Combatentes das Demandas, Incursionadores e Devassadores dos Infernos, e conhecidos espiritualmente, como sendo os Soldados Vermelhos; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

São Tropa de Elite de acompanhamento dos demais Guias Espirituais Trabalhadores da Umbanda, quando saem em Missão adentrando aos Mundos Negativos Espirituais; e também, Tropas de Choque no resguardo e proteção desses mesmos Guias.

São os Soldados Espirituais e Guarda de Honra de todos os encarnados que estão em missão espiritual determinada pelos Orixás - Espíritos de Luz ou Espíritos Puros.

A predominância da cor vermelha, adotada por esses Caboclos, representa o Sangue, a Força, a Energia e a Vitalidade.

Tipicidade dos Caboclos e Caboclas Justiceiros:

São Espíritos, que ao incorporarem em seus médiuns, o fazem sempre com uma certa dificuldade, dando a impressão que seus corpos espirituais são pesados.

Costumam se apresentar, quando chegam, com o médium ajoelhado, e com os dois joelhos no solo, com os antebraços cruzados sobre o peito, e de olhos fechados, com a parte superior do tronco e cabeça voltado para o Céu, emitem um som fonético que lembra o nome “Caô”.

Esses Caboclos, geralmente se apresentam quando da necessidade de trabalhos espirituais voltados para fazer acontecer a Justiça.

O caminhar desses Caboclos é lento e compassado, e os semblantes de seus médiuns incorporados, denotam muita seriedade, mas também, muita paz e confiança.

Aceitam oferendas de charutos claros, e somente bebem cerveja preta.

Geralmente, os Caboclos Justiceiros incorporam em médiuns de baixo porte físico, mas robustos em sua compleição, e como regra, seus médiuns são pessoas de alto senso de justiça.

Em seus trabalhos, usam muito os símbolos de machados, só ou cruzadas como “ponto riscado”, velas, pembas e fitas de cor marrom, água e vegetais retirados de ou próximo à cachoeiras.

Esses Caboclos e Caboclas, respondem integralmente na Linha de Xangô; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Caboclos e Caboclas Pajés, Curandeiros e Xamanistas.

São espíritos, que ao incorporarem em seus médiuns, geralmente apresentam um aspecto de apresentação física de uma pessoa idosa, calma, compassada, manso no falar, pouco falante, como quem pensa muito antes de responder, mas ao mesmo tempo, irradia forte personalidade de força, firmeza e respeito.

Seus olhares e vozes, além de serem hipnóticos, absorventes, mostram claramente que possuem o conhecimento da vida e da morte, e todos os seus gestos, inclusive no andar, é algo mágico, místico, misterioso, como se fossem regulados por um ritual necessário.

Tratam bem a todas as pessoas que os consultam, e suas preleções normalmente se fazem sempre no sentido da busca da paz interior e o despertar de conhecimentos arcanos.

Utilizam muito os seus instrumentos mágicos: águas, pedras, ervas, velas, pembas, cachimbos, charutos, fumaças, defumatórios, lanças, maracas diversas, pinturas no corpo, cantorias, danças, gestos, passes profundos, e são conhecedores da arte do benzimento, pajelanças, remédios feitos com plantas, orações, simpatias e outras artes. Como trazem o conhecimento místico das coisas ocultas, são Caboclos e Caboclas que integram exclusivamente a Linha de Obaluayê; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Caboclos e Caboclas Doutrinadores:

São os Caboclos e as Caboclas da Linha de Oxalá. Essencialmente são doutrinadores e profundos conhecedores de Teologia, Ciências, Filosofias, e as suas pregações exortam as Virtudes. Muitos desses espíritos, nessa qualidade, em vidas passadas foram sacerdotes de religiões. Em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Espíritos dos Caboclos e Caboclas das Matas, Campinas e Serras:

São Caboclos e Caboclas essencialmente da Linha de Oxossi; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Espíritos dos Caboclos e Caboclas das Águas Doces:

São Caboclos e Caboclas essencialmente da Linha de Oxum; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Espíritos dos Caboclos e Caboclas das Águas Salgadas:

São Caboclos e Caboclas essencialmente da Linha de Yemanjá; mas, em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários de todas as Linhas da Umbanda.

Tipicidade dos Espíritos de Pretos e Pretas Velhas:

No geral, são os Espíritos de negros, que na condição de escravos, aqui no Brasil viveram e desencarnaram. A condição de negro escravo, apesar de cruel, não foi obra do acaso, e sim, refletiu as conseqüências da Lei de Causa e Efeito.

Observação: Os primeiros escravos do mundo, não foram os negros, e sim, os brancos, e isso, na Mesopotânia, na Assíria, no Egito, na Babilônia, em Roma. Na Bíblia, os brancos Hebreus foram escravos no Egito durante séculos até a sua libertação por Moisés.

Antigamente, Povos Guerreiros ou Intelectuais, em todo os lugares e em todas as épocas, sempre escravizaram e oprimiram os de raça diferente, os que julgavam inferiores, os fracos em poder de combate e, os contrários em ideologia. Exemplo recente de opressão, eram as famosas perseguições romanas aos Cristãos. Mas, as Leis de Causa e Efeito caíram sobre escravagistas e opressores de todos os tempos e, na época denominada de Colonização das Américas (notadamente Brasil e Estados Unidos, entre 1.536 e 1.888), escravocratas e opressores vieram a reencarnar na África e, durante o tempo da escravidão nas Américas, vieram a ocupar corpos de negros, só que agora na condição de escravos, no sentido divino de resgate de seus débitos contraídos.

Observa-se aí a Justeza Divina, pois quando o espírito encarna, esquece todas as suas vidas anteriores, e nessa, quantos sábios, intelectuais, doutores, militares, falsos religiosos, soldados, os quais, encarnados na condição de escravos, sofrendo as humilhações da escravatura, não perderam o orgulho da alma e vieram a adquirir as Virtudes da Humildade e Servidão nesse processo?

Portanto, por detrás da forma de um Preto-Velho sentado em um banquinho de madeira ou sobre um toco, pés no chão, calças esgarçadas, de movimentos lentos típicos de um idoso, torto, arquejado, capenga, resmungão, falando uma língua arrastada, irreverente, pitando um cachimbo ou cigarro de palha, cuspindo no chão, e segurando em sua mão pequenos galhos de arruda, esconde-se um Espírito de muita Luz.

Ele pode trazer a forma de sua última encarnação, mas também, a soma dos conhecimentos de todas as suas outras vidas e notadamente, a Humildade, o que lhe dá a principal característica de praticar o exercício da Paciência e ser um bom ouvinte dos queixumes das pessoas, bem como que a sua superior Sabedoria lhe confere o dom de ser um ótimo Conselheiro.

Os Pretos e Pretas-Velhas, integram todas as Sete Linhas da Umbanda, e em seus trabalhos, atendem todos os requisitos necessários.

Tipicidade dos Espíritos de Crianças.

Na Umbanda, as Crianças também são conhecidas como Erês. As Crianças integram todas as Sete Linhas da Umbanda. A Criança representa a Inocência, a Pureza, a Luz, a Inexistência do Pecado. Tudo em uma criança representa o que é puro, sem manchas, sem máculas.

Os Espíritos ensinam que, muitos espíritos, devido terem vivido na carne em ambientes extremamente pecaminosos, sendo isso motivo de muito sofrimento para eles, preferem, após a existência terrena, assumir a postura espiritual infantil.

São espíritos, que possuem a qualidade da bondade extrema e, como a maioria de suas vidas foram sempre dedicadas ao sentido humanitário (médicos(as), enfermeiros(as), pesquisadores(as), assistentes, voluntários(as) em quaisquer assistência às pessoas carentes, cuidando de crianças, velhos, pessoas doentes, e etc...

Observação Importante: Devido a Lei de que “semelhante atrai semelhante”, verdadeiramente não existe a incorporação de espírito de criança em médium adulto, devido exatamento no médium adulto faltarem todas as qualidades infantis existentes nos espíritos de crianças, ou sejam: a verdadeira infantilidade; a inexistência de malícias, pecados, luxúria, orgulho, vaidade, ódio, inveja, poder, etc.

A Lei espiritual da semelhança, somente permite que a incorporação de criança, aconteça em quem é criança, e adulto já não é mais isso.

Observação mais importante ainda: Sobre as “incorporações de espíritos de crianças”, que se verificam em diversos locais que se identificam como “umbanda”, essas “incorporações” não acontecem de fato.

O que acontece no médium, é a incorporação de espíritos diversos e de acordo com a “semelhança”. Exemplos: puro animismo, mistificação, espíritos brincalhões, levianos, mentirosos, ou ainda a classe dos Exús-Mirins. Portanto, por lógica, no atendimento da Lei Espiritual das Afinidades, somente uma criança pode incorporar uma criança.

RELAÇÃO DE NOMES DE GUIAS TRADICIONAIS, E DE CONHECIMENTO POPULAR.

1.- Da Linha de Oxalá:

Caboclos e Caboclas:  Urubatão da Guia, Ubirajara, Ubiratan, Aymoré, Guaracy, Guarany, Tupy, Tupan, Grajaúna, Graúna, Água Branca, Rompe-Nuvem, Tamoyo, Guaraná, Yamacutara, Gira-Sol, Estrela-Guia,

2.- Da Linha de Oxum:

Caboclos e Caboclas: do Rio, da Fonte, do Lago, Ribeirão,

Ciganos e Ciganas:    Wladimir, do Oriente, Princesa, Jasmim, Yasmin, Esmeralda, Rodolpho, Marroquino, Estrela da Noite, Jhuan, 

3.- Da Linha de Oxóssi:

Caboclos e Caboclas:  Arranca-Toco, Araribóia, Arruda, Arerê, Coqueiro, Corre-Campo, Flecha Dourada, Folha-Verde, Guiné, Ipojucam, Juremá, Jurema, Jureminha, Jundiay, Mata-Virgem, Minina, Kunhataim, Paraguassu, Pena-Branca, Pena-Azul, Pena-Roxa, Pena-das-Almas, Pena-Verde, Pena-Vermelha, Pena-Roxa, Pena-Preta, Pena-Marrom, Pena-Amarela, Pena-Dourada, Pery, Rompe-Folha, Sete-Penas, Sete-Flechas, Sumé, Sete-Palmeiras, Sete-Coqueiros, Três-Estrelas, Sete-Estrelas, Três-Penas, Trê-Penas-Brancas, Tupynambá, Tabajara, Tupiara, Tuapibo, Turiaçu,

Pretos e Pretas-Velhas: Pai Malaquias, Jonas do Agreste, Tata de Macuco, Tata, Vó Joana de Angola, Pai Guiné, Pai Arruda, Pai Rosa Negra, Curucuçú,

Baianos e Baianas:    Zé do Coco, João do Coco, Serapião, Serpente, Sucuri, Maria do Norte, Néco Rezadô, Carurú, Imburana, Inhambú, Cizinho, Carueiro, Zé da Caatinga, Couro-de-Bode, Casco-de-Bode,  

Boiadeiros e Boiadeiras:         Chapéu de Couro, Laço de Ouro, Laço Forte, Couro Curtido, Laçador, Rufino, Boi Bravo, Boi Manso, Boi Vermelho, Espora Vermelha, Faísca, Raio, Veloz, Furioso, Faz-Poeira, Cantador, Isca-de-Piranha, Zé Boiadeiro, Mata-Boi, Cana-Brava,

4.- Da Linha de Xangô:

Caboclos e Caboclas:  Kaô, Agodô, Alofin, Sete-Montanhas, Sete-Pedreiras, Pedra-Preta, Pedra-Branca, Pedra-Ruiva, Sete-Cachoeiras, Sete-Quedas, Sete-Pedras, Sete-Águas, Cachoeira, Corredeira, Junco-Verde, Gira-Mundo, Cachoeirinha, Sumaré, Rompe-Ferro, Rompe-Pedra, Rompe-Aço, Rompe-Fogo, Rompe-Serra, Rompe-Mato, Ventania, do Vento, Urucutum, Urucutango, Embamba, Japuruá, Nazaré, Nashwa,

Pretos e Pretas-Velhas:      Pai Jerônimo, Pedro, Paulo, João, Batista, Salomão, João-da-Balança, Miguel, Negro Justino, Justiniano, Pai Congo da Pedra,

5.- Da Linha de Ogum:

Caboclos e Caboclas:              De Lei, Yara, Megê, Malê, Naruê, Beira-Mar, Matinata, Humaitá, Sete-Espadas, Sete-Lanças, Sete-Escudos, Timbirí, Tira-Teima, Araguarí, Icaraí,

Pretos e Pretas-Velhas:      Tira-Quizila, Maria 7 Caminhos,

Boiadeiros e Boiadeiras:      Quebra-Demanda, Vingador, Quebra-Poeira, Quebra-Mandinga, Quebra-Chifre, Mão-de-Fogo, Escudo de Couro, Coco de Ouro, Zé da Pimenta, Pataco-Sem-Furo,

6.- Da Linha de Obaluayê:

Caboclos e Caboclas: Pajé, Xamã, Tatanka,

Pretos e Pretas-Velhas:         Pai Antonio, João, João-das-Almas, Tomé, Francisco, Congo de Aruanda, Maria Conga, Benedito, Joaquim, João D’Angola, João de Aruanda, Jacó, Vovó Ana, Vovó Conga, Simplício, Tia Chica D’Angola, Miguel das Almas, Miguelito, Vovó Catarina, Serapião, Congo do Mar, Cambinda, Mané, Monjolo, Sarilho, Moçambique, Zé-da-Costa, 

7.- Da Linha de Yemanjá:

Caboclos e Caboclas:              Yara, Mãe-D’Água, Indayá, Estrela do Mar, Estrela Azul, Sereia do Mar, Guiomar, Jandira, Jupiara, Jupira, Jacira, da Praia, Irê, Juçanã, Sete Ondas, Estrela Dalva, Água Azul, Concha Dourada,

Marinheiros e Marinheiras:     Martim-Pescador, Gaivota, Marujo, Tininho, João Grumete, Zé-da-Âncora, Serrador, Bombordo, Tião Costeiro, Farol da Praia, Brisa Salgada, Onda Serena, Ondino, Zé Peixeiro, Zé Pescador,   

REPETINDO: OBSERVAÇÃO SOBRE A ATUAÇÃO DOS GUIAS NAS SETE LINHAS DA UMBANDA:

Os Espíritos de Caboclos, Caboclas, Pretos-Velhos, Pretas-Velhas, Baianos, Baianas, Marinheiros, Marinheiras, Boiadeiros, Boiadeiras, Ciganos, Ciganas, Árabes, Orientais, ..., durante uma sessão de atendimento às pessoas, ficam sujeitos à todos os Sentidos dos Orixás das Linhas de Trabalhos da Umbanda, e diz-se que tal Guia está afeita à tal Linha ou Orixá, quando promove este ou aquele Sentido ou Virtude próprio da Linha:

1. Está na Linha de Oxalá, quando está promovendo o Sentido ou Virtude da Fé;

2. Está na Linha de Oxum, quando está promovendo o Sentido ou Virtude do Amor;

3. Está na Linha de Oxóssi, quando está promovendo a Sentido ou Virtude do Conhecimento;

4. Está na Linha de Xangô, quando está promovendo o Sentido ou Virtude da Justiça;

5. Está na Linha de Ogum, quando está promovendo o Sentido ou Virtude da Lei;

6. Está na Linha de Obaluayê, quando está promovendo o Sentido ou Virtude da Evolução;

7. Está na Linha de Yemanjá, quando está promovendo o Sentido ou Virtude da Vida.

Observações outras sobre essa questão:

Informações errôneas, dão conta que, por exemplo, se a entidade “X” for da Linha de Xangô, ela não é da Linha de Oxóssi, ou de Oxalá, ou de Ogum, ou de todas juntas, ... e ponto final.

Se assim fosse verdade, essa entidade “X”, da Linha de Xangô, somente poderia falar do Sentido da Justiça e nunca dos outros Sentidos, como o do Conhecimento, do Amor, da Fé, etc...,

Não tendo outros Sentidos, o Espírito comunicante seria limitado, incompleto e sem a melhor finalidade espiritual junto à quem o consulta.

O que acontece, na prática, é que vemos muitos Espíritos comunicantes serem versados em todas as Ciências, Artes, Sentidos das Virtudes e Conhecimentos.

Também, como analogia, já que o Espírito foi Ser Humano pela roda das encarnações sucessivas, e sabendo-se que na vida, muitas pessoas acumulam várias profissões e aptidões ao mesmo tempo e as exercem bem e ao mesmo tempo; e ainda mais, quando sabemos que muitos espíritos, na condição de Benévolos, Sábios, Prudentes e Superiores, somam seus conhecimentos da última encarnação com os conhecimentos de vidas anteriores, não se pode acreditar nas colocações de que o Guia Espiritual da Umbanda somente sirva à um Sentido.

Portanto, à exemplo do Ser Humano, uma Entidade Espiritual, traz em si, primeiro na sua apresentação, o Sentido que lhe é mais inerente, estando nesse a sua maior especialização; mas, também possui em maior ou menor Grau, todos os demais Sentidos necessários para bem e melhor desempenhar a sua condição espiritual de Guia Trabalhador da Umbanda.

QUADRO DISTRIBUTIVO – POPULAR - DOS GUIAS, NAS 7 LINHAS:

Oxalá: Preto-Velho; Caboclos Flecheiros e Doutrinadores(Caçadores de Almas).

Oxum: Preto-Velho; Caboclos Flecheiros e das Águas Doces(Caçadores de Almas).

Oxóssi: Preto-Velho; Caboclos Flecheiros, das Matas, Campinas e Serras (Caçadores de Almas).

Xangô: Preto-Velho; Caboclos Justiceiros (Preservam a Justiça).

Ogum: Preto-Velho; Caboclos de Lei (Preservam a Lei).

Obaluayê: Preto-Velho; Caboclos Flecheiros, Pajés, Xamãs, Curandeiros (Caçadores de Almas).

Yemanjá: Preto-Velho; Caboclos Flecheiros e da Água Salgada.

Observação:

Conforme visto, os Guias das Linhas Auxiliares: Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos, etc..., são coordenados pelos Guias Trabalhadores da Umbanda e, integram todas as Linhas e todos os Sentidos, conforme a necessidade e a atuação.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE SOBRE AS COMUNICAÇÕES ESPIRITUAIS.

Primeira - As comunicações de DEUS para com os ANJOS ou ORIXÁS:

Não é permitido ao Ser Humano esse conhecimento; mas, à grosso modo, pelo exercício livre da imaginação do Autor, entendendo-se que Deus se Revela por suas Obras, e o Espírito Puro (ou Orixá), na condição de Perfeito como Espírito Evoluído da Carne, entende-se estar inserido nessa condição lógica, que o Orixá é possuidor de Conhecimentos além da imaginação do Ser Humano, e dentro desses Conhecimentos, existe a condição da captação da Vontade Divina Ordenada por diversos meios que não o da comunicação direta.

Entende-se também, que Deus sendo o Criador, e o Espírito a criatura, somente Deus se comunica com o Espírito e nunca o contrário, a não ser que Deus assim permita. 

Segunda - As comunicações dos ORIXÁS (Anjos), para com os GUIAS (Espíritos Bons):

Não é permitido ao Ser Humano esse pleno conhecimento; mas, entendendo-se que existem os pontos que propiciam as semelhanças entre ambos, o que possibilita a comunicação, pois o Orixá é oriundo da Carne, e o Guia ainda afeito à Carne, que as diferenças entre, está exatamente nas vibrações dos mundos espirituais de ambos, sendo que o Orixá, na condição de Espírito Puro, não possui mais a densidade de corpo espiritual como ainda o Guia possui; mas que, respeitadas como e de que forma, entende-se que as comunicações sempre partem dos Orixás para com os Guias.

Ressalte-se que pelo livre exercício da imaginação do Autor, este entende que essas diferenças de vibrações entre Orixás e Guias, pode fazer com que este último não consiga receber a mensagem em todo o seu conteúdo, ou receba fragmentada, ou de forma que o seu entendimento não seja captado no seu todo.

Também, que um Guia, ao repassar a mensagem para outro Guia, esta perca um pouco de sua originalidade, ou numa simples troca de palavras tidas como sinônimos, altere-se a sua essência, o que gera entendimento fora da originalidade. Alie à isto, a condição do Livre-Arbítrio do Espírito, o qual pode dar retoques somente seus e próprios de sua condição de entendimento, sendo que alterando a essência de uma Mensagem Revelada em distantes pontos entre si, esta passa a ser interpretada de diferentes maneiras, o que vem a explicar as diversidades de interpretações e entendimentos que se tem sobre a Religião de Umbanda, que são citadas em livros, Templos, Espíritos, Médiuns, e etc...

Terceira - As comunicações dos GUIAS para com os MÉDIUNS.

Satisfeitas as condições físicas e espirituais necessárias para acontecer a incorporação do Guia Espiritual em seu médium, e entendendo-se que para haver esse intercâmbio, tem que existir entre o Guia e o Médium, a Afinidade do Propósito; e, em consequência, acontecendo a Continuidade, se Estreitam os Laços, que ligam mais as vibratórias entre ambos.

Como resultado, pela sensibilidade mediúnica, o médium desenvolve outros sentidos da mediunidade e passa a ter mais próximo de si, o seu Guia (um ou mais) e, essa proximidade faz o médium “ouvir” as mensagens diretamente em seu cérebro ou, a escrever de forma inspirada, ou ainda, a ter, sem controle, arroubos espirituais esclarecedores, que lhe trazem as respostas para as suas dúvidas.

Também, após o adormecimento do corpo, a alma do médium pode ir ou ser dirigida até espíritos e, deles receber lições; ou ainda, viajar astralmente para lugares e mundos espirituais desconhecidos, onde cada situação vista, é uma lição a ser traduzida.

Ressalte-se que as vibratórias entre ambos (Guia e Médium), sendo diferentes, bem como que a condição mediúnica de incorporação, também podem propiciar que as mensagens ditas pelos Guias sofram modificação ao passar pelo mecanismo mental mediúnico e tradutor do médium, e como muitas vezes este não carrega bagagem suficiente de conhecimento, onde em primeira análise, primeiro quer entender e, em faltando os elementos necessários (linguagem e erudição), fatalmente a mensagem é modificada de molde que atende a compreensão e limites do médium.

É importante também ressaltar que, fazendo-se analogia das Comunicações Espirituais, com o Livro dos Espíritos ditado por Allan Kardec, este possui 1.019 perguntas formuladas por ele e endereçada à centena de Espíritos Incorporantes; só que as respostas escolhidas para serem impressas no Livro, foram as que somaram a maior das igualdades ditas pela maioria dos Espíritos consultados; ao passo que dezenas de respostas foram consideradas sem proveito.    

Quarta - As comunicações do MÉDIUM para com os FIÉIS da Religião e OUTROS.

O Médium, deve sempre se pautar pelo que sabe, limitado pela sua Consciência e Conhecimento da religião que professa; e, é por esse motivo que o Médium deve sempre procurar estudar continuadamente.

Quinta - As comunicações dos GUIAS INCORPORADOS em seus MÉDIUNS:

O Ser Humano é formado por três partes essenciais:

Primeiro: O Corpo (lar da Alma);

Segundo: A Alma, ou Espírito Encarnado (a Inteligência) e;

Terceiro: O Perispírito (elemento que une a Alma ao Corpo).

Observação: A Alma não está presa no interior do corpo; e também, não é envoltório do corpo. Ela irradia e se manifesta do exterior para o interior do corpo. Age em todos os órgãos humanos, animando estes com o fluído (ou princípio) vital espiritual. A Alma se situa mais particularmente na cabeça. Um espírito estranho (o Guia, ou um obsessor) , exercendo sua influência sobre o Perispírito, faz acontecer a incorporação. E, quanto maior forem as afinidades entre o Médium e o Espírito estranho, maior é o domínio desse último sobre o Médium. Esse maior domínio, elimina em maior quantidade a consciência do Médium. Quanto mais elimina da consciência do Médium, mais se diz que as comunicações são de origem real do Espírito comunicante/incorporante.Esse maior ou menor domínio da consciência do Médium, cria as seguintes qualidades mediúnicas:

Primeiro: Mediunidade Consciente.

O Guia está incorporado, intuindo mentalmente sobre o Médium; mas, o Médium vê, ouve e sente tudo ao seu redor, ressalvado algumas condições sofridas por seu corpo físico, o qual sofre alterações em sua postura normal, passando a adotar postura estranha ao seu comportamento.

Segundo: Mediunidade Semi-Consciente:

O Guia está incorporado, intuindo mentalmente e fisicamente sobre o Médium; mas este, de forma difusa, confusa, ouve, vê e sente quase tudo ao seu redor, ressalvado as condições sofridas por seu mental, o qual não é capaz de guardar imagens ou se lembrar dos fatos ocorridos durante a manifestação, sendo comum imaginar Ter acontecido uma coisa, quando na realidade aconteceu coisa bem diversa.

Observações: Na condição da Mediunidade Consciente e Semi-Consciente, pode acontecer, por parte do Médium, que este exerça consciência interferente, só que faz acontecer as seguintes situações:

Primeira situação: É necessário haver a devida doutrinação sobre os mecanismos da mediunidade e suas conseqüências, pois o mau uso gerado pela vontade própria do médium, poderá acarretar enormes prejuízos, não só para o Médium como para a quem foi dirigido a comunicação.

Segunda situação: Somando-se duas opiniões (a do Médium e a do Espírito) sobre uma mesma questão, é errada a prevalência  da opinião e a vontade do médium, e não a do Espírito, pois o médium não possui  discernimento tanto quanto o do espírito Guia comunicante.

Terceiro: Mediunidade Inconsciente:

Nessa condição, normalmente o espírito do Médium é adormecido e, somente após findo as atividade espirituais mediúnicas do Guia, o espírito do Médium retorna ao comando do corpo e, sem lembrança nenhuma do acontecido durante a incorporação.

Muitas vezes, o espírito do Médium é levado por outros espíritos, na qualidade de Protetores, para diversas faixas dos mundos espirituais, para adiantar seu aprendizado ou, receber instruções.

Raramente, o espírito do Médium, separado do corpo, fica à distância vendo e ouvindo tudo o que se passa ao redor de seu corpo, o qual está dominado por outra vontade espiritual.

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