PROGRAMA BÁSICO DE DOUTRINA UMBANDISTA

(PBDU)SESSÃO DE ESTUDO Nº 13

Julho -2001

Março - 2007

Setembro - 2009

O MEDIUNISMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS:

A expressão “Mediunismo” foi criada por Emmanuel, e designa todas as manifestações da Mediunidade de forma primitiva, em todas as expressões mostradas pelas religiões primitivas, ou seja, sem que haja o necessário desenvolvimento cultural e intelectual de seus adeptos, e caracterizado por práticas mágicas absurdas.

As formas primitivas da Mediunidade (ou a prática do Mediunismo), provém das selvas e de regiões onde a vida humana existia em condições rudimentares.

Já foi visto em PBDU anterior, que a idéia de um Poder Superior, a idéia da Divindade é inata no Ser Humano, como o demonstram as pesquisas antropológicas. E, que dessa idéia básica em sintonia com o assombro de que o mundo seria misterioso e cheio de entes estranhos, nasceu a Magia. E, que esse pensamento de se enxergar o mundo de forma mágica, já que não se tinha condições intelectuais de ser visto de outra forma, veio a estabelecer relações entre os Seres Humanos, as coisas temporais e os entes sobrenaturais. E, que desse relacionamento fantástico, gerado pela necessidade da sobrevivência, brotou a idéia do Poder sobre as coisas temporais através o agrado e conseqüente auxílio dos entes sobrenaturais. E, que pelo agrado e crença, a imaginação primitiva criou os Rituais de Adoração ao Sol, a Lua, Raios, Trovões, etc...

E, que a reverência aos Chefes Poderosos, desenvolveu os Rituais de Submissão, que se estenderam aos Pajés e Xamãs, Sacerdotes Mágicos de Tribos. E, que os processos mágicos de Pajés e Xamãs, nada mais eram do que as manifestações da mediunidade.

Abriu-se então dessa forma, o caminho para o desenvolvimento das religiões mitológicas e das “religiões reveladas”, e estas, apoiadas na crença de “Homens-Deuses Conhecedores dos Mistérios da Vida e da Morte”.

E, que os cultos africanos trazidos ao Brasil pelo tráfico negreiro, e aqui, misturadas às religiões indígenas, desenvolveram diversas formas de mediunismo, gerando diversas seitas e cultos.

E, sobreviventes dessa mistura, proliferou a “Macumba”, reconhecidamente perniciosa devido sua atividade de prática de feitiçarias; que, conforme visto em PBDU anterior, nada mais é do que a manifestação arbitrária da vontade de alguém sobre outrem, coisas ou pessoas.

E, que para o combate da Macumba e de suas feitiçarias, foi fundada a Umbanda; e isso, em 15 de Novembro de 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, o qual incorporou pela primeira vez em seu Médium Zélio Fernandino de Moraes, no interior de um Centro Kardecista.

E que, dentro das práticas espirituais e como Missão, o Médium da Religião de Umbanda, faria uso da Mediunidade Responsável; que, conforme visto em PBDU anterior, nada mais é do que a condição inerente ao Ser Humano Médium Umbandista, de manifestar pela incorporação, um Espírito também com ligações e compromisso com a Religião de Umbanda.

Mas, dentro da necessidade inerente do atual Médium Umbandista Responsável em ser detentor de Conhecimento, é preciso estabelecer as diferenças entre o Primitivo Mediunismo e a Atual Mediunidade.

AS DIFERENÇAS EXISTENTES ENTRE MEDIUNISMO E MEDIUNIDADE:

MEDIUNISMO:

No Mediunismo, não existe a Conscientização do Problema Mediúnico, nem as Reflexões sobre os Fenômenos, seu Sentido e Verdadeira Natureza.

Tudo se resume no aceite do Mediunismo, sem questionamento ou preocupação, e nas tentativas de sua utilização para as finalidades práticas, e principalmente para atender as necessidades do instinto da sobrevivência e dos Egos de seus usuários (médium e seus iguais espíritos).

Exatamente por ser inconsequente, sem reflexão, sem estudo, e sem responsabilidade por parte de  seus usuários (médium e seus iguais espíritos), o  Mediunismo absorve a herança mágica ignorante do passado e mistura-se às religiões, crenças, cultos, seitas e superstições de toda espécie.

MEDIUNIDADE:

A Mediunidade é o mesmo que Mediunismo; só que: Desenvolvida, Racionalizada e submetida à Reflexão Religiosa, Filosófica, e às Pesquisas Científicas necessárias para que haja o Esclarecimento dos Fenômenos, sua Natureza e suas Leis.

O Médium Responsável pela sua Mediunidade, rejeita infiltrações que possam prejudicar a sua Natureza Racional e comprometer o seu Desenvolvimento Natural em direção ao entendimento de como as coisas verdadeiramente se processam.

Integrada de forma que seja estudada, pesquisada e compreendida, a Mediunidade se torna cada vez mais Área Específica da Teoria do Conhecimento; sendo que, cada fração de Conhecimento Adquirido aumenta no Médium Consciente de suas obrigações, a Responsabilidade Moral, Pessoal, Familiar e Social do Ser Humano Umbandista e Médium na sociedade civil, familiar e religiosa em que vive.

RECONHECENDO QUEM SEGUE OS CONCEITOS DE MEDIUNISMO:

Quem adota e procura pelas práticas ignorantes, selvagens, mercantilistas, e de satisfação de seus Egos para conseguir benefícios no meio civilizado, e ligando-se a estágios já superados na evolução humana e que ferem o bom senso, lógica e moral, trai a si mesmo e ao meio em que se encontra.

Além disso, compromete-se com Forças Negativas do Plano Astral Inferior, que cobram sempre muito caro os serviços prestados, mal ou bem, com resultados ou não, não só de quem usam essas forças, mas também, dos incautos clientes.

O Mediunismo divide-se em vários ramos, e todos tem correspondência com os ritos religiosos e mágicos das Nações Africanas de que procedem, sendo todos identificado como “Macumba”, pois são de práticas similares ou correspondentes.

À seguir, uma relação dos pontos mais comuns, que fazem um Terreiro, Templo, Tenda, Casa, ou o que seja, ser um local cultuador da Macumba, pelo uso do Mediunismo: 

- Onde os espíritos e médiuns trabalham tanto para o Bem como para o Mal,

- Onde se faz o comércio e cobrança da atividade espiritual, mesclado ou não com o auxílio de espíritos,

- Onde se executam sacrifícios de animais e aves para o derramamento de sangue,

- Onde impera a superstição da força, quer seja do médium, como dos espíritos,

- Onde se fazem despachos de espíritos para o ataque à pessoas ou coisas visadas,

- Onde se fazem oferendas para a paga de serviços mesclados ao auxílio de espíritos,

- Onde não existe a evolução lógica, real e ordenada em direção à Deus,

- Onde não existem obrigações para com a Moral, Ética, Comportamento e Conhecimento,

- Onde se vendem “espírito” ou “santo”, para este “habitar” na cabeça de um comprador,

- Onde as práticas sincréticas tem predominância de mentalidades primitivas,   

- Onde não existe doutrinação baseada em Mestres Espirituais, cujas Filosofias sejam o Amor,

- Onde se pratica uma coisa, dá-se o nome para essa coisa, persiste-se em dizer que é adepto dessa coisa, mas não se sabe o que seja essa coisa, nem há quem saiba explicar o que seja essa coisa, e quem tenta explicar essa coisa nada sabe ou tudo confunde ou diz que quem sabe é o “congá” ou os espíritos, e que não é preciso saber o que é a coisa, porque a coisa assim era feito pelos antepassados, e assim a coisa deve continuar, mesmo sem se saber o que é essa coisa.

Observação:

Não é o Mediunismo que responde pelas barbáries cometidas pelo Ser Humano.

O Ser Humano Ignorante sempre teve tendência natural para o Mistério e o Maravilhoso, porque isso lhe excita os ânimos e o leva à verdadeiros delírios, fazendo com que os ainda inexistentes Valores de Civilização fiquem  afundados nos seus Pântanos de Paixões Mundanas.

Mas, o pior é que, para se sair dessas fases de Mediunismo. que nada mais é do que a falta do raciocínio puro e simples no sentido da Lógica, é a “Falsa Dignidade Humana do Mediunista”, alimentada pelo reconhecimento próprio da Inferioridade de seu  Comportamento e Conhecimento, que o impede de, no jargão popular: “dar o braço a torcer”, o que o faz persistir em suas errôneas práticas que o conduzem cada vez mais para o próprio inferno que cria para si e para os que o seguem; mas, que o satisfazem em seu imediatismo, seu Ego e sua Falsa Noção de Satisfação de achar ser “Possuidor de Poder” sobre demais pessoas iguais.

O que mais responde por esse “falso poder”, além do apego aos interesses mundanos e o desejo de vencer com mais facilidade e segurança, sob a suposta proteção espiritual de criaturas incultas e grosseiras, é que, orbitando ao seu redor, existem outros Seres Humanos, com razões diversas explicadas pela inferioridade, que possuem a necessidade de se submeterem sem questionamentos ao comando de outra; e estas, alimentam ainda mais a “fogueira das paixões e delírios de seu falso chefe”, o qual servindo-se sempre do Mediunismo, repete os mesmos suicídios que cometem tantos outros Mediunistas atuais.

Mas, o atual Mediunista, que alcança pela Inteligência Racional o vislumbre de seus erros, de maneira brusca, cria em si o Salto Evolutivo Espiritual, pois ao abraçar a Mediunidade com Finalidade, também abraça a Humildade do Reconhecimento, e isso esmaga naturalmente o seu anterior Orgulho,

Só que, essa recomposição natural para se alcançar Valores Éticos, Morais e Espirituais, demanda certo  tempo para fazer acontecer o equilíbrio psicológico necessário.

Conforme visto em PBDU anterior, a Evolução de um Ser Humano de forma Natural, não dá saltos; mas, cria os meios de percepção para que tanto o Corpo, Mente e Alma, sejam alertados que “algo está errado”; e, isso é iniciado a partir do momento que é percebido pelo Sentidos da Inteligência Desperta que analisa os Sofrimentos Físicos, Morais, e seus respectivos Retornos para os Resgates Kármicos, que a prática na repetência de erros não estão trazendo o resultado desejado, e portanto, outro caminho deve ser trilhado.

Com vantagem e precisamente pelo Reconhecimento, o Mediunismo é portanto, ainda, um dos  instrumentos naturais de que o Ser Humano dispõe para elevar-se ao Plano da Mediunidade, transcendendo a sua condição tribal.

Enquanto Médiuns, usando do Mediunismo, persistirem, e como consequência direta, fazendo a infestação dentro de religiões, cultos, seitas, etc..., existirão as errôneas interpretações do que é ORIGINAL; e, para as práticas que se dizem de Umbanda, sempre serão os Integrantes das Macumbas e deturpadores do que é Sagrado.

Ao passo que, Médiuns que usam da Mediunidade, sempre serão os Integrantes do Kardecismo e da Umbanda e os Originais Sustentadores da Verdadeira Religião dos Espíritos.   

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Para a Aula a seguir, as Entidades Espirituais pedem que todos sejam alertados para os seguintes pontos:

Primeiro: Quem deseja ser instruído pelo conhecimento da Verdade, deve estar preparado para deixar de lado suas próprias crenças, não devendo ficar fanaticamente apegado à qualquer enraizada e errônea convicção que se sustenta e é aceita sem questionamento, devido a inexistência de qualquer outra explicação.

Segundo: Uma Verdade mal compreendida é mais fatal do que a simples ignorância; pois, pela probabilidade da má interpretação aliada aos maus instintos, o uso da informação poderá levar o ignorante à práticas maior de suas próprias ruínas.

Terceiro: Devido que, mesmo as mais profundas Verdades, por melhor que sejam formuladas, sempre ficam escondidas daqueles/as cujas mentes não estão aptas ou receptivas, tanto o Doutrinando letrado e de muito conhecimento livresco, bem como o Doutrinando que tenha a mente escravizada em suas crenças, devem deixar suas mentes livres de preconceitos, ficando idem ao neófito, para poderem ficar em condições de absorção, para só então, e depois, filosofarem.

O “SANGUE” VEGETAL - O SANGUE ANIMAL

EXEMPLOS DE MEDIUNISMO E PRÁTICAS PRIMITIVAS

APROFUNDANDO NA QUESTÃO DOS GÊNEROS ALIMENTÍCIOS, DAS AVES E DOS ANIMAIS UTILIZADOS EM PROCESSOS PRIMITIVOS DE CURA:

Conforme visto no PBDU anterior, de nº 12, os Alimentos ingeridos, fornecem Energias para o Corpo Humano.

a) Líquidos: Água, Mel, Bebidas, ...

b) Vegetais: Folhas, Grãos, Tubérculos, Frutos, Legumes, ...

c) Carnes de: Peixes, Aves, Animais, Insetos, ...

Todos os alimentos que são ingeridos pelo Ser Humano, tem total ligação com os elementos Terra, Água, Sol e Ar, que são elementos sustentadores da vida em todas as suas formas.

Devido essas ligações, todos os alimentos que são ingeridos pelo Ser Humano, possuem em si, Energias que procedem da Terra, Água, Sol e Ar. Essas Energias, através o processo do metabolismo, preenchem continuadamente o Ser Humano, Perispírito e Alma.

Em tempos remotos, que vão até antes do Egito, do Velho Testamento, de Noé, Moisés, Abrahão, era conhecimento corrente entre os Conhecedores da Magia, que essas Energias podiam ser “injetadas”  diretamente para o interior de um Corpo Humano doente e necessitado dessas Energias, e sem o concurso do Processo Natural do Metabolismo.

Pelo Estudo Empírico dos Alimentos, todos receberam classificação de acordo com a emissão de Energia Alimentícia que cada um possuía; sendo que as melhores classificações eram dadas aos alimentos que proporcionavam a cura do corpo em menores tempos e com resultados mais satisfatórios.

Dos vegetais, classificou-se o MILHO em primeiro lugar, por suas propriedades de emissão de Energia Alimentícia de excelentes propriedades terapêuticas, sendo este gênero, em todos os tempos, aprimorado em sua essência e propriedades como Alimento, por todos os Magos usuários (Xamãs, Payés, ...).

Observações:

Para a Ciência Moderna, o milho carrega em si, forte dose de mistério desde quando é conhecido, pois sempre foi o que é ainda hoje (ressalvada atuais experiências transgênicas e mutagênicas), ou seja, de apresentar pleno desenvolvimento e aperfeiçoamento como alimento, coisa que somente a Ciência Genética do Alimento pode proporcionar, entendendo os Cientistas atuais, que em passado remoto, não se sabe como, quando e onde, “cientistas”(?) evoluíram a forma primitiva do milho, também de outros cereais, e também de aves e animais (como a galinha, cabra, cavalo, ...).

Por esse motivo, mesmo sendo de total desconhecimento dos médiuns (e seus iguais espíritos)  usuários atuais, e que vem sendo passado de forma incompleta pela tradição oral dos cultos fetichistas, é que simplesmente a pipoca ou “doboru” deve ser usada para a “limpeza”, simplesmente também, e tão somente, passando-a pelo corpo de pessoas doentes. 

As informações já conhecidas do Doutrinando:

(1) Que a Justaposição dos Chakras absorve Energias Inferiores oriundas de Vegetais e,

(2) Que a qualidade do Milho como Alimento, devido já ter acontecido há milhares de anos o seu Aperfeiçoamento Genético, era utilizado pelos Magos, só que dentro de toda a sua Ciência e Aproveitamento Real e;

(3) Que os povos inferiores sempre foram dominados pelos de cultura e força superior, e que as ciências do dominador eram absorvidas pelo dominado; e nessa condição, como o passar dos tempos, a prática fetichista, mesmo sem o real conhecimento, adotou a Pipoca e outros alimentos em seus costumes e rituais:

Primeiro:

Elimina do Doutrinando, a falta de conhecimento sobre qual é o Real Processo Mediúnico Espiritual, quando o Espírito Incorporado em seu Médium de Cura lida com Grãos, Cereais, e Alimentos Diversos;  

Segundo:

Dá ao Doutrinando, a condição de analisar com propriedade as tentativas bizarras e profanas de incultos, aventureiros e mercadores da religião, de manusearem sem o devido entendimento, algo que lhes escapa totalmente do imaginário e conhecimento; e também de julgar o ridículo que cometem essas pessoas, ao dizerem, praticarem ou receitarem fórmulas ou procedimentos que se sabe não surtirem efeito, pois não existe a Ciência do Conhecimento, a Prática do Curador, e principalmente o Espírito de Cura para Justapor Chakras, Retirar Energias da Forma Inferior de Vida, Condensá-las e Dirigi-las para os Chakras ou Órgãos correspondentes.

Sobre os Animais e Aves:

Dos animais, classificaram-se todos os DOMÉSTICOS, devido sua fácil manipulação (galinha, boi, cavalo, carneiro ...).

O PROCESSO DE UTILIZAÇÃO DAS ENERGIAS DAS FORMAS DE VIDAS INFERIORES:

AVES, PEIXES, ANIMAIS E PLANTAS, COMO FONTE DE ENERGIA,

SEM O PROCESSO NATURAL DO METABOLISMO HUMANO:

a- Sabendo-se da existência dos Chakras no Corpo Humano,

b- Sabendo-se da existência dos Chakras nos Espíritos,

c- Sabendo-se que os Chakras de uma Individualidade formada por Corpo Humano/Perispírito/Alma, absorve:(1)Energias Materiais para alimento do Corpo,

(2) Energias Mentais para alimento da Personalidade e,

(3) Energias Espirituais para alimento da Alma,  

d- Sabendo-se que um Espírito desencarnado propicia condições de também “alimentar” uma outra individualidade formada por Corpo Humano/Perispírito/Alma, através o Processo do Passe, pois o Passe nada mais é do que forma de transferência de Energias,

e- Sabendo-se que a Condição Evolutiva demanda Empirísmo (experiências),

f- Sabendo-se que a condição de Livre-Arbítrio é idem, tanto para Ser Humano (encarnado), como para o Espírito (desencarnado),

Concluiu-se que:Pelo Empirísmo da Justaposição (juntar, colar, sobrepor) dos Chakras do Espírito (Desencarnado) sobre o de Médium (Encarnado), que tal processo demonstrou fazer acontecer pelo uso da Vontade Dupla (Médium e Espírito), a condição da absorção das Energias de Cunho Inferior provenientes dos Reinos Vegetal e Animal.

Observação: Como exemplo de uso negativo dessa justaposição de Chakras de Médium e Espírito Maléficos , essa condição é a que gera o que hoje chamamos de “seca-pimenteira”, que assim se explica: “pela projeção inconsciente do “médium” e pelo mental da fusão resultante ao redor e por sobre a pessoa visada, os Chakras tanto da pessoa de má índole e do espírito de má índole correspondente, estando ambos ligados pelas más afinidades absorvem (sob o comando do Espírito e Vontade Desencadeadora do Médium) tudo ao seu redor, inicialmente minando, e posteriormente matando plantas, animais, aves e peixes, de propriedade (ou de estimação) da pessoa atingida”.

RESUMINDO:

1.Conforme visto, a justaposição dos Chakras do Médium e do Espírito, propicia as condições de que as formas de Energias das Fontes de Vidas Inferiores, sejam captadas pelo Espírito processante.

2.Conforme já visto, as doenças (e a morte de um corpo) estão intimamente ligadas ao “deixar de funcionar” de forma correta ou, pela interrupção de captação de Energias pelos Chakras.

3.Aliado à Vontade dos Operadores (Médium de Cura e Espírito de Cura), as Energias Inferiores Captadas, podem ser direcionadas e lançadas (num Processo somente comandado pelo Espírito de Cura), diretamente e dentro do Corpo Humano da pessoa doente (mais especificamente dentro do Canal Esquerdo - ou Nadis, condutor das Energias Normais captadas pelos Chakras da pessoa).

4.Como resultado dessa adição de Energias, o Corpo doente tem a sua saúde restabelecida e a melhora em todos os aspectos, ressalvada sempre a condição de que não deve ser afrontada condição Kármica que determina a doença, sofrimentos e morte física.

OBSERVAÇÃO SOBRE A ENERGIA DOS VEGETAIS:

Essa condição de proporcionar “Vida à Outrem”, “sugando-a” de formas Vegetais, não contraria a Natureza das coisas, dos Seres e dos Espíritos, pois Vegetais não possuem em si, como forma inferior de vida na escala da evolução espiritual, a centelha de inteligência que lhe dá o instinto de sobrevivência.

Pela Ordenação Divina, os frutos da Terra são o alimento dos Seres Humanos.

Os Vegetais também não possuem Chakras. As Energias do Ar e do Sol são absorvidas pelas Folhas; as Energias da Terra são absorvidas pelas Raízes; e as Energias da Água são absorvidas tanto pelas Folhas como pelas Raízes.

OBSERVAÇÃO SOBRE A ENERGIA DOS ANIMAIS:

Essa condição de proporcionar “Vida à Outrem”, “sugando-a” de formas Animais, contraria a Natureza das Cousas, dos Seres e dos Espíritos.

Espiritualmente, os Peixes, Aves e Animais, mesmo classificados como Formas de Vidas Inferiores na Escala Ascendente da Evolução, possuem Chakras, sendo que os animais mais próximos ao Ser Humano na Escala de Evolução, possuem os 02 (dois) Chakras Primários bem desenvolvidos.

Esses 02 (dois) Chakras absorvem as Energias da Terra, Água, Ar e Sol, proporcionando aos Animais, o Instinto de Sobrevivência e os Reflexos Condicionados para a sua preservação e de sua Espécie.

O desenvolvimento pleno desses 02 (dois) Chakras, lhes trazem os primeiros vislumbres para adquirirem o terceiro Chakra, e como resultante, a centelha de inteligência inicial, que faculta ao animal, o salto evolutivo espiritual, podendo em encarnação seguinte, encarnar em forma humana.

Observação Sobre a Primeira Encarnação Animal em Ser Humano:

Essa Primeira Encarnação não necessariamente vem a acontecer no Planeta Terra (que hoje é Planeta de Expiação e Provação para Espíritos, onde os habitantes Seres Humanos já possuem vencida a etapa de desenvolvimento integral dos dois primeiros Chakras), e sim, em mundo outro de condição inferior evolutiva em relação à Terra, nascendo pela primeira vez em vida humana, como Ser Humano na condição de Primata.

O resultante dessa prática de se sugar uma vida animal, atitude arbitrária, forçada e criminosa, deu origem ao que foi convencionado e conhecido como “Vampirismo”, advindo daí o “sugar sangue ou energia de outrem, para que o sugador viva”.

OS RESULTADOS DO EMPIRISMO SOBRE AS ENERGIAS DOS VEGETAIS E DOS ANIMAIS:

1.VEGETAIS – RETIRADA DE ENERGIAS:

O processo da absorção e injeção, apresentou-se lento e desgastante quando retirado de formas vegetais em sua pura essência, ou seja, da forma como sai da Natureza.

Pelo processo da eliminação dos componentes inertes e a preservação do concentrado liquido, o tempo da absorção e injeção, apresentou-se rápido e de resultados mais satisfatórios.

Por outro lado, observou-se que a concentração dos nutrientes, absorvidos pelo Corpo Humano de forma natural pela metabolização, desencadeou processo de cura, lento em relação à outra forma, mas eficaz, pois o próprio Corpo Humano corrigia e eliminava as doenças, estando assim descoberto as Vitaminas e os Aditivos Energéticos, os quais se usam até hoje, ou seja, a reposição do que falta no organismo.

2.ANIMAIS – RETIRADA DE ENERGIAS:

O processo, inicialmente, apresentou-se rápido, mas desgastante, pois havia a necessidade de se controlar e fazer permanecer no animal, uma parcela mínima de energia, para que este permanecesse vivo durante o processo, pois em caso de acontecer o exaurimento total da Energia de Vida Animal deste ser inferior, também eram transferidos para o corpo doente, todos os Fluídos Nervosos do Animal, os quais são liberados pelo seu Instinto de Sobrevivência no instante do pressentimento de sua Morte.

Mesmo esse processo desgastante, compensava, pois a saúde de um Ser Humano era restituída, e o pobre do animal utilizado de maneira forçada, como doador de Energia Animal se recompunha, após um período de repouso e alimentação.

3.SANGUE (menga-eje).RETIRADA DE ENERGIAS PELO SACRIFÍCIO DE ANIMAIS E AVES:

Infelizmente, outros empirismos proporcionados por Espíritos e Médiuns Degradados Moralmente, trouxeram a informação de que o sangue do animal, rico em Energias de Vida, pois irrigam todas as Células de um organismo, forneceria um processo de cura mais rápido para o corpo doente.

Do sangue do animal imolado, recolhido em vasilha no maior volume possível, dele seriam retiradas as Energias de Vida do animal sacrificado, sendo estas injetadas para o interior dos Chakras da pessoa doente, os quais absorveriam apenas os Fluídos de Sustentação da Vida Animal em sua forma mais primitiva, servindo de corretivo para todas as doenças do corpo, e proporcionando a cura.

Como consequência negativa dessa conduta, os Seres Humanos e espíritos envolvidos nesse ato cruel de eliminar a Vida (mesmo sendo a vida de um animal - ser inferior na Escala de Evolução Espiritual), tanto o executante como o recebedor das Energias com origem no Sangue, ficam envolvidos nas consequências Kármicas resultantes do ato, contraindo Pesados Débitos Kármicos a serem resgatados, nesta ou em vidas futuras.

Observação sobre o Sêmen:

O mesmo processo de retirada de Energias do Sêmen também foi praticado. Exemplo disso foi a Rainha Cleópatra do Egito, a qual a História diz que, no intuito de manter a sua beleza, regularmente, sêmen era “retirado” de mais de 10.000 (dez mil) escravos, depositados numa banheira e, que ela se banhava nesse “líquido”. Só que, todo o processo era conduzido por Sacerdotes e Sacerdotisas Egípcios, os quais recolhiam o sêmen dos melhores e mais sadios escravos e de soldados da guarda pessoal da Rainha; e, pelo processo Mediúnico, retiravam as Energias de Formação de Vida presentes no sêmen e, as injetavam diretamente nos Chakras da Rainha Cleópatra, cujo resultado lhe valeu o título de “Mulher Mais Bela do Mundo”.

Advertências para quem mata aves e animais:

Quem se coloca na posição de “Tirar Vida” (assassinar, matar, imolar, sacrificar, ...), ao tempo que lhe aprouve, quaisquer seja o motivo alegado, condição essa cujo único Juiz é a Natureza:

(1)Comete Afronta contra o Criador de todas as Cousas (Deus);                      

(2)Desconhece as Leis Espirituais para a Vida em todas as suas forma;

(3)Desconhece as Leis Morais e Éticas de Comportamento;

(4)Desconhece o Sofrimento que proporciona ao Animal Sacrificado;

(5)Desconhece e Desrespeita o Verdadeiro Sentido da Vida em todas as suas formas, devido o Comportamento Egoísta, Irracional e Prepotente, proporcionado pelo Ato Arrogante e pela Falsa Superioridade  Arbitrária de Subjugação e Eliminação de forma de Vida Inferior e Indefesa;

(6)Desconhece o Verdadeiro Sentido da Existência de Religiões, Cultos e Seitas, que é o de fazer o Ser Humano e Espírito evoluir em direção à Deus, pelos Caminhos proporcionados pela Prática do Amor Incondicional em todas as suas formas e para todas as Criaturas.

(7)Desconhece o que seja Consciência e Capacidade Mental de Aquilatar Consequências Diretas, Indiretas, Materiais e Espirituais de qualquer ato que interfira na Liberdade do Curso Natural de Vida, quer seja para forma Superior, como  para forma Inferior.

Infelizmente para os dias de hoje, onde não existe o real entendimento de como no passado se originou tal método de absorção de Energia Animal, encontra-se corriqueiramente adotado por ignorantes de seitas animistas e aproveitadoras da ignorância idem de quem a frequenta, o sacrifício de animais e o escorrer de sangue, à torto e à direito, à pretexto de religião, ou no intuito de agrado à este ou aquele “orixá ou guia” (ou melhor: espírito obsessor vampiro bebedor de sangue), ou de oferenda, ou de lavagem de cabeça, etc., sendo defendido “à unhas e dentes”, inclusive com “belíssimos tratados de defesa das matanças”, cujos conteúdos são tão desprovidos de Bom Senso, quanto os seus defensores.

O Autor não ignora as propriedades dos Fluídos Animais oriundos de formas de Vidas Inferiores,  mas nem por isso irá incorrer no erro de ignorar e desrespeitar os Princípios Sadios Requeridos para a Evolução Espiritual de um Ser Humano, única meta para a Perfeição.

O Autor também não ignora as propriedades curativas do Fluído Animal que pode (pela força e poder do Ser Humano e Espírito sobre o Animal) ser retirado de um Animal e este permanecer vivo.

Mas, para que usar os Fluídos Animais de um animal, o qual é diferente em suas Vibrações, se é possível, permitido e até mais proveitoso para todos, o uso dos Fluídos Animais – Vitais, de um Médium ou de Pessoa Doadora e Consciente de seu ato de doação?

Falta aos usuários do sangue pelo sacrifício de animais e aves, o entendimento das Leis do Livre Arbítrio, das Leis do Bem e do Mal, e das Leis da Escolha, pois o Ser Humano e Espírito possuem dois caminhos para trilharem: Um, na sua caminhada no Sentido da Evolução retrata apenas as Boas Ações; e outro, na sua caminhada em direção ao seu próprio Inferno, retrata a Prática de Más Ações.

Como Leis de Escolha, se entenda que, como caminhos, a Natureza (Deus) sempre fornece para a aquilatação do Ser Humano e Espírito, dois caminhos (principalmente de Ordem Moral) a serem escolhidos – o Certo e o Errado, mesmo que ambos, analisados primitivamente, tragam os mesmos resultados pretendidos (em PBDU anterior foi falado: “Não basta a boa intenção, se a forma é errada).

CONSIDERAÇÕES ESPIRITUAIS E DOUTRINÁRIAS:

Primeira: Jesus Cristo/Pai Oxalá disse: “Quem possui a FÉ no tamanho de um grão de mostarda, remove uma montanha”. Portanto, não cabe nenhuma justificativa no sentido de matar um animal, mesmo que à pretexto de cura para alguém doente. Também, Pai Oxalá, que pelo seu exemplo de vida e doutrina, somente ditou regras de boa conduta, nunca praticou rituais de matança, nem deixou orientações nesse sentido, sendo que seu maior mandamento foi Amor.

Segunda: Allan Kardec, Livro dos Espíritos, páginas 284 e 285, sobre “Sacrifícios’, lê-se:

- Questão 669. A prática dos sacrifícios ... remonta a mais alta antigüidade. Como foi o homem levado a crer que semelhantes coisas pudessem agradar à Deus?

Resposta: Primeiro, porque não compreendia Deus como sendo a fonte da bondade

- Questão 669B. ... os sacrifícios ... não se originaram de um sentimento de crueldade?

Resposta: Não, mas de uma falsa concepção do que seria agradável à Deus. Vede Abraão. Com o tempo, os homens começaram a cometer abusos ... De resto, Deus jamais exigiu sacrifícios, nem de animais, nem de homens. Ele não pode ser honrado com a destruição inútil de sua criatura.

- Questão 670. Poderiam os sacrifícios ..., realizados com intenção piedosa, ter algumas vezes agradado à Deus?

Resposta: Não, jamais ... os homens, sendo ignorantes, podiam crer que praticavam ato louvável ao imolar ... (mas,) os homens, ao evoluírem, deviam reconhecer o erro e reprovar esses sacrifícios, que não mais seriam possíveis para espíritos esclarecidos ...

Terceira: Os preceitos deixados pelo Fundador da Umbanda, foram estes:

- Na Umbanda implantada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não é utilizado o sacrifício de aves e animais, nem para homenagear entidades, nem para fazer e desmanchar trabalhos de magia. O holocausto, ou sacrifício de animais, é totalmente alheio à Umbanda.

Quarta: Os ensinamentos do Caboclo das Sete Flechas, dentro do Templo de Umbanda O.XALÁ.ÇA, sobre o assunto são extensos, estando resumidos no seguinte:

a)- A Umbanda resume suas Virtudes em: FÉ, AMOR, CONHECIMENTO, JUSTIÇA, LEI, EVOLUÇÃO e GERAÇÃO.  Sacrificar animais, portanto, é contrariar:

1- a FÉ, pois se esta existir, substitui com vantagens qualquer outro artifício para se atingir objetivo;

2- o AMOR, pois se este existir, nenhuma crueldade é cometida contra qualquer forma de Vida;

3- o CONHECIMENTO, pois este existindo, elimina a ignorância de uma tradição selvagem e tribal;

4- a JUSTIÇA, pois esta existe para dar a cada Vida o seu direito,

5- a LEI, pois esta existe para proteger a Vida,

6- a EVOLUÇÃO, pois todos os ciclos de Vida devem ser completados apenas pela Natureza e,

7- a GERAÇÃO, pois Vida deve ser criada a partir da Vida, e não da destruição.

b)- Quanto mais evoluído é o Espírito, menos afeito às coisas da matéria ele se encontra, sendo que o Espírito Evoluído alimenta-se de “Prana” (Energia de Vida que vem  de Deus).

c)- Quem pede ao seu “médium” que este execute trabalhos com sangue, são os espíritos mistificadores que se fazem passar por grandes quando encontram pessoas pequenas em seu raciocínio; que dizem ser “orixás”, “guias”, etc...; mas que na realidade são espíritos espíritos inferiores que estão ligados à Terra, trevosos, obsessores, inferiores e vampiros que se alimentam de sangue o sangue e “ebós”, sendo que só se alimentam daquilo que conhecem.

d)- Espíritos de Guias Trabalhadores da Umbanda, como os Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e outros Guias das Linhas Auxiliares, bem como os Orixás (Espíritos Perfeitos que não mais encarnam), não são vampiros que bebem sangue. Estão acima dos desejos de um banquete, se é que animal e aves imolados, carnes cruas e sangue pode ser considerado como um banquete. Também, os Orixás são Sentidos Referenciais de Virtudes, não devendo ser comparado a uma pessoa com desejos.

e)- Quanto mais o mau médium envereda pelo caminho da ignorância atendendo os baixos instintos dos espíritos que lhe incorporam, mais se desequilibra e fica dominado e envolvido em obsessão e defendem os seus “falsos guias” como se estes fossem realmente santos, sábios e que estão corretos em suas atitudes.

f)- É um absurdo pensar que se está louvando as Divindades matando-se as suas criaturas. Pode-se imaginar esse absurdo, imaginando-se qual seria a reação de Jesus Cristo/Pai Oxalá, se de repente Ele aparecesse na frente de um ignorante, e este, de posse de uma faca e de um animal imobilizado, lhe dissesse: “Orixá Oxalá, vou matar esse animal para você”!

g)- Todas as pessoas  devem ter o devido Respeito e Sentimento pela Natureza, não importando que seja até a Vida de uma formiga, pois todas as Vidas fazem parte de um Plano Divino, estando todas entrelaçadas.   

h)- Já houve Homens no passado, que ensinaram aos seus Discípulos, a Verdade e as Regras de Conduta para a Perfeição. O que ministraram está registrado, com certa fidelidade, nas Escrituras das Religiões que se supõe terem Eles fundado. Mas, os registros do que hoje se dispõem, estão incompletos e na sua maioria deturpados, em virtude da falta de clareza por parte de quem os escreveu. Tais ensinamentos foram ministrados oralmente e, só foram escritos muito tempo depois que os Mestres já haviam falecido.

Portanto, as incoerências, ilógicas e faltas de bom senso que se encontram, principalmente no Velho Testamento quando fala de um deus cruel, que aceitava e recomendava sacrifícios, não devem ter o mesmo valor dos ensinamentos coerentes, lógicos e de bom senso, que são ministrados pelos Guias Espirituais Trabalhadores da Umbanda, dotados de Ordens e Direitos de Trabalho, sendo Vivos como Centro de Poder Espiritual, pois em suas exortações se referem e representam ao Mestre Jesus Cristo/Pai Oxalá. – considerado o Primeiro de Todos os Orixás da Religião de Umbanda e onde, por recomendação do Caboclo Sete Encruzilhadas, o seu Verdadeiro Evangelho de Doutrina e Vida deve ser seguido.

Quinta: As Leis Brasileiras, as quais são as mesmas que proporcionam o Livre Exercício das Religiões, também protegem a Fauna e a Flora, através do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Lei Federal – Lei de Crimes Ambientais ou Lei da Natureza – Lei nº 9605/98, Artigo 32: “Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. Parágrafo 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”. Portanto, o sacrifício de animais em “terreiro”, mesmo que à pretexto de religião, é crime.

Sexta: Lei Municipal, em seu Setor de Higiene e Fiscalização, determina que Açougue, Abatedouros, Matadouros, ..., tenham Alvará para funcionamento. Portanto, o abate de animais em “terreiro”, que pelo ato se transforma em açougue, mesmo que à pretexto de religião, é crime.

NO USO DAS ENERGIAS VEGETAIS: OS CUIDADOS - OS ERROS - OS ALERTAS – SUAS CONSEQUÊNCIAS PELO DESCONHECIMENTO – E SEM O CONCURSO DOS ESPÍRITOS,

Todos os processos de Justaposição dos Chakras do Médium e do Espírito, para a conversão dos Alimentos Vegetais em Energias sem o Processo Natural do Metabolismo de um Corpo Doente, para que essas Energias devolvam a saúde de seu necessitado, deve naturalmente e obrigatoriamente  seguir os seguintes princípios básicos:

Primeiro: O Médium e Espírito devem ser obrigatoriamente possuidores de Qualidades de Cura.

Segundo: Devem aliar ao Sincero Desejo da Cura, o Benefício do Dever Cumprido, sem visar quaisquer outro benefício.

Terceiro: O processo envolve obrigatoriamente o Guia – Espírito, pois sem o consentimento dele, o Processo não é possível.

Quarto: Os Alimentos Vegetais a serem usados, devem ser de primeira qualidade.

Quinto: Procedendo dessa forma, o Processo não gera (tanto) desgastes para o Médium e Espírito, pois as Energias manipuladas pertencem à outros “doadores” (no caso, os alimentos).

Sexto: Cabe ao Espírito a canalização correta das Energias para o Chakra, ou para o Canal certo, ou para o órgão certo e objeto da ação.

Sétimo: Cabe para o Médium, a doação de sua própria Energia de Fluído Animal e Magnética, para sustentar o processo Espiritual que se faz presente no Plano Material constituído do corpo doente.

AS TENTATIVAS DE MANIPULAR O PROCESSO, POR PARTE DE PESSOAS SEM CONHECIMENTO, POR FALSOS MÉDIUNS, E POR FALSOS “PAIS E MÃES DE SANTO”:

Primeiro: Atrai para si, a presença de espíritos zombeteiros.

Segundo: Atrai para si, a presença de Espíritos Correcionais de Comportamento, pois cada Ação Gerada provoca Reação Correspondente,

Terceiro: Atrai para si, a presença de Espíritos doentes, cujas emanações de suas doenças atingem a Aura do/a executante, impedindo a absorção normal das Energias convencionais pelos seus Chakras, o que vem a provocar toda a sorte de doenças e sofrimentos físicos sem causa aparente ou, fazendo de imediato surgir doenças à que o corpo tenha mais propensão, causando colapsos tanto físico, como mental.

Quarto: Atrai para o doente objeto da ação, mais doenças até, do que já tenha.

Quinto: Torna-se alvo de repúdio e de chacota por parte de pessoas e espíritos conhecedora do processo.

Sexto: Naturalmente, como o processo traz sequelas prejudiciais para todos os envolvidos no processo, notadamente a pessoa alvo da “cura” que não acontece, este denigre a imagem do/a executante.   

RELAÇÕES MEDIÚNICAS: OS PROBLEMAS DE RELACIONAMENTOS ENTRE:

1)    Médium X Si mesmo (quando Isolado de um Templo)

2)    Médium X Si mesmo (quando em um Templo, mas Fechado para relacionamentos)

3)    Médium X Templo,

4)    Médium X Espíritos,

5)    Médium X Necessidades Materiais,

6)    Médium X Freqüentadores da Sessão e,

7)    Médium X Companheiros/as de Trabalho Espiritual,

1)- O Médium Isolado de um Templo:

O Médium Isolado de um Templo é como um barco sem controle, navegando em águas desconhecidas. A Mediunidade oculta no recesso da família ou de um pequeno grupo de reuniões privativas e incertas, torna-se rotineira e estéril.

O Médium torna-se alvo central das atenções e converte-se numa criatura mimada, forjando-se assim, em torno do Médium, um círculo vicioso de referência e adoração, de submissão supersticiosa que o transforma em ídolo e num oráculo infalível, tornando-o alvo de espíritos mistificadores, que o levarão à obsessão.

2)- O Médium Fechado em Si Mesmo:

O Médium, quando em um Templo, mas Fechado em sim mesmo para relacionamento com demais pessoas, vive apenas em uma e/ou duas dimensões:

- A dimensão dos espíritos que se comunicam por sua pessoa e/ou,

- A sua própria dimensão individual.

Falta nesse Médium, a Dimensão Social, sem a qual não há possibilidade de confronto de suas percepções e captações com a realidade do mundo.

Além disso, falta-lhe a dimensão cultural das Relações Doutrinárias, que lhe abriria as dimensões do mundo inteligível, e uma estrutura de entendimento global das situações existenciais.

Entende-se que o Médium fechado em Si Mesmo, fica reduzido a uma situação existencial única, desligado das variadas situações em que se desenvolve todos os processos culturais, principalmente o de Relações Humanas.

Também, que alheio aos problemas crescentes desse processo, que é contínuo, esse Médium cai numa posição doméstica, sem os dados necessários à orientação e à verificação.

Todo Médium Fechado em Si Mesmo se expõe ao envolvimento com espíritos mistificadores, que facilmente o desviam para as dificuldades de aprendizado, memorização e campo de confusão doutrinária, culminando em casos mais acentuados, para um constante pensamento negativo sobre tudo, sobre todos e com aviltamento.

O Médium que se fecha em si mesmo, impede e frustra o processo necessário para a evolução de suas relações  mediúnicas, e impede a abertura de sua mente para as concepções mais amplas da atualidade cultural, ficando sustentado de forma egoísta e pouco inteligente, em um mundo irreal, pequeno, mas que é somente seu, vivendo fantasia e não a realidade.

3)- Médium X Templo:

O Médium ligado à um Templo, e envolvido/a de forma participativa geral e comum, é como um barco ancorado em um porto seguro, cujas águas são doutrinárias, volumosas e propiciadoras de trabalhos para o perfeito desenvolvimento de atividade espiritual que lhe é proveitosa.

4)- Médium X Espíritos:

O médium que vive apenas a Dimensão dos Espíritos, não tem a noção da realidade do mundo material, e suas conseqüências de comportamento o colocam como alienado mental. Trata-se na realidade de extrema condição de obsessão por espíritos inferiores, os quais, aliado às poucas qualidades do médium, fatalmente o conduzirão para um manicômio.

5)- Médium X Necessidades Materiais:

O Médium que procura viver a sua Mediunidade apenas como solução de seus problemas, incorre em erro gravíssimo de conduta, pois conforme já visto em demais PBDUs, a Mediunidade tem obrigação com o desenvolvimento geral do Médium como Ser Humano, Inteligência e sua Evolução Espiritual.

É difícil para um Médium viver a Espiritualidade Mediúnica Plena, estando cercado de problemas materiais, sendo lógico que peça o concurso dos Guias para superar suas dificuldades.

Só que, é necessário que entenda que: 

- “A ninguém é dado um fardo maior do que possa carregar!”

- “Não existem dois pesos e duas medidas diferentes!”

- “Todos nós somos hoje o produto do que fizemos ontem!”

Portanto, nossa atual condição é exatamente aquilo que merecemos, sendo produto de nosso pedido quando em vida em espírito antes de reencarnarmos em uma nova oportunidade de vida.

É por isso que os Guias aconselham sempre aos Médiuns preocupados com suas situações materiais: “Para o Médium, primeiro é preciso cuidar das coisas do Espírito; para que só então, depois, as coisas materiais lhe venham a ser dadas!”  - “Todos nós seremos amanhã, o resultado do que fizermos hoje!”

6)- Médium X Freqüentadores:

As relações do Médium com os Assistentes (Público - quando são estes ansiosos por ajuda e esclarecimentos espirituais), são geralmente prejudicadas se houverem preconceitos e ignorância sobre os Médiuns e sobre as coisas da Religião de Umbanda.

Infelizmente, as pessoas simples e comuns encaram os Médiuns como criaturas privilegiadas e dotadas de poderes mágicos e sobrenaturais.

Infelizmente também, Médiuns não esclarecidos e que integram as muitas “Macumbas” que por aí existem e que dizem serem Umbandistas, e outros, que também pela própria ignorância, pela vaidade individual e do desejo de realmente serem o que não são, incentivam essa falsa idéia com palavras e atitudes; e todo esse processo de ingenuidade e absurdos resulta no endeusamento de pessoas, que não raros, são até desprovidas dos predicados normais que devem existir em um Ser Humano comum.

Essa situação ridícula, ilusória e tola, de parte a parte, só traz como resultado o prejuízo para a Religião e o seu Sentido Primordial: “Se esquecem da Verdade que a Religião traz, que é Deus, e  passam a cultuar um tolo prepotente”. E, esses “Pais e Mães de Santo” endeusados, na qualidade de expositores sem humildade, sem o devido conhecimento de suas próprias deficiências, escondendo Deus, os Orixás, os Espíritos, a Religião e todos os seus significados, conquistam uma popularidade falsa, e glória mentirosa, nada fazendo de bem; sendo que seus sucessos que se apresentam em vida na carne, não é o mesmo quando no espírito, onde os castigos pela derrota moral se fazem presente. 

Portanto, é necessário os Médiuns se conscientizarem dessa situação ridícula de “fabricarem santos milagreiros”; e evitarem quaisquer manifestação por palavras, atos ou atitudes, que possam induzir, estimular ou produzir engano nas pessoas ingênuas que acreditam em bobagens desse tipo.

7)- Médium X Companheiros de Trabalho Espiritual:

As Relações Sociais na Umbanda, tem por finalidade o apoio recíproco dos Médiuns, facilitando a troca de idéias e de experiências, de maneira a facultar o desenvolvimento de uma cultura espiritual desligada das superstições e ignorância.  As Relações Sociais Mediúnicas e normais entre os freqüentadores de um Templo, são de importância básica para a criação de um ambiente pré-cultural Umbandista, pois a permuta normal e sensata de idéias e experiências, leituras e estudos, sedimenta aos poucos uma base de entendimento comum e de ajuda mútua para o desenvolvimento real do conhecimento doutrinário em relação com a cultura do meio.

Por outro lado, as experiências de uns reforçam ou esclarecem a de outros, reforçando a confiança de todos nos princípio doutrinários comuns.

E, como conseqüência direta e indireta, as Relações Sociais fazem a integração de todos em torno de objetivo comum; e, essa integração forma uma Corrente Positiva de Boas Energias em proveito de todos.

AS DIVISÕES DE HOMENS E MULHERES NO SALÃO CERIMONIAL E NO SALÃO RESERVADO PARA A ASSISTÊNCIA:

Certos Templos tomam medidas extremadas como da divisão de homens e mulheres em grupos separados em seus trabalhos mediúnicos ou de palestras e cursos.

Trata essa medida, de apresentar insegurança e a desconfiança de seus idealizadores para com tudo e para com todos, pois toda forma de extremismo é sempre negativa.

Medidas extremas como essa, quando adotada por ordem de alguém, somente revela a falta de maturidade de quem a impõe, bem como a falta de respeito para com os freqüentadores; sendo que essas atitudes somente levam ao ridículo.

Se a Umbanda é Religião Evolutiva, então, por uma questão de bom-senso, as pessoas que frequentam uma reunião espírita devem ser consideradas como respeitáveis e responsáveis; e, nesse caso, não cabe motivos para divisões.

Mas, se no Salão Cerimonial a divisão existe de comum acordo, havendo o entendimento fraterno entre dirigentes e médiuns, e também para atender uma das questões que é a desconfiança que pode ser gerada por adversários da religião, é justo que se tomem essas medidas de divisão, no sentido da cautela.

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