CURSO DE CURIMBA O.XALÁ-ÇA

OGÃ

Ogã de Canto ou de Atabaque: No cotidiano é chamado de “Atabaqueiro” ou “Tabaqueiro” e, alguns Templos suprimem essa função, utilizando apenas cânticos e palmas ritmadas.

A palavra Ogã designa tanto o homem como a mulher, mudando apenas a preposição “a” ou “o” antes do substantivo.

Observações sobre Ogã Atabaqueiro, Ogã de Canto e o Conjunto:

a)  Ogã de Atabaque: designa o tocador de Atabaque.

b)  Ogã de Canto: designa o cantor ou “puxador de ponto”.

c)  Curimbeiro: designa o ajudante do(s) Ogã(s).

d)  Curimba: designa o conjunto: Atabaques e Puxadores de Ponto.

CANTOS E TAMBORES

Para o entendimento da função do Ogã de Canto ou de Atabaque, é necessário o entendimento do porque da existência dos Cantos (cujo nome genérico é “Ponto”), e dos Tambores (cujo nome genérico é “Atabaque”), itens ativos como Instrumentos de Ritmo dentro de um Templo.

Comandados pelo Sacerdote e, sustentados pelo Ogã Chefe, e entoados por todo Corpo Mediúnico, processam-se cânticos ritmados com o som de atabaques e/ou palmas, para as finalidades de proteção e normalidade dos trabalhos do Templo.

Os cânticos também são chamados de “Pontos”. A origem do nome “ponto”, vem de tempos remotos, numa alusão à costureira em tecido, pois cada ponto dado por ela (costura), ela vai, em sequência, “amarrando” um tecido no outro, da mesma forma que no ritual de Umbanda, pois os cantos são em sequência, obedecendo uma finalidade.

1-      fazer o ritual que propicia a atração dos Guias Espirituais correspondentes aos cânticos.

2-      fazer acontecer que o campo vibratório espiritual se preencha das vibrações correspondentes.

3-      fazer acontecer no mental do Médium os efeitos atrativos espirituais de seus Guias.

4-      fazer acontecer na Assistência, além de um prévio conhecimento, a familiarização com o ritual, pois todas as pessoas Umbandistas, invariavelmente passam pela Assistência antes de se tornarem Adeptas ou Médiuns da Religião.

Observações sobre Pontos e Atabaques:

a) Nem todos os Templos adotam o uso de tambores. 

b) Em nosso Templo, o Guia Chefe Espiritual, optou por usar materiais que era de sua cultura de quando vivo na carne, e nessa, ficou o uso dos tambores; os quais pertencem à cultura Africana, Indígena brasileiro, Indígenas de outros países, Oriente, e Regionais do país como a Bahia, ...

c) Universalmente adotado e conhecido, o Canto, ou “som musical produzido pela voz do ser humano ou animal/ave”, é adotado por todas as religiões do mundo.

d) Os “Pontos Cantados” são verdadeiras preces invocatórias que trazem ao nosso mundo a energia espiritual, formam “campos de força”, induzem as Linhas de Trabalho, identificam os Sentidos de Trabalho, sendo que os Guias Espirituais, também por meio dos “Pontos”, formam, fixam e direcionam suas vibrações no interior do Templo.

e) Na Umbanda, tanto o Tambor quanto o Canto, não são apenas simples formas para produzir ritmos. São os “instrumentos da correspondência”, isto é, que servem de comunicação entre o Humano e o Espiritual, pois cada ritmo e canto correspondendo à uma determinada vibração, permite com mais facilidade a ligação mediúnica entre Espírito e Médium.

f) Na execução de uma atividade, o som e ritmo entoado, propicia à Entidade buscar a vibratória espiritual desejada.

g) Os pontos e os toques de Atabaque, também, contagiam vibratoriamente as pessoas presentes em uma sessão, preenchendo seus psiquismos, transportando-as para uma abertura de consciência, alterando seus estados, e propiciando a aproximação de espíritos, quer seja pela sensibilidade e meios já existentes ou a serem desenvolvidos.

Observação:

Algumas correntes Umbandistas desaconselham o uso de Tambores e Palmas, na alegação que esses sons, à exemplo do entusiasmo que acontece na mente quando se ouvem marchas militares, os Médiuns tem os seus “centros anímicos excitados pela mente instintiva”, o que gera descontrole, criando uma espécie de auto-sugestão, que depois se torna animismo; sendo que entendem que o máximo que um Médium pode conseguir com Tambores e Palmas, é a indução ao fetichismo primitivo e, atrair para si, espíritos semelhantes à essa prática”.

É apenas uma questão de opinião.

h) Na Umbanda, dada as origens dos Tambores, estes vieram a ser batizados por vários nomes, em decorrência de seus tamanhos e formatos:

Sobre os nomes dos Tambores e Ritmos

Nomes originais dos Tambores na África:

ABATÃ: Usado para toque de Babaçuê, nas Nações Iorubá e Jeje.

CONGUÊ, ou ZAMBÊ, ou BAMBELÔ, ou CHAMA: É o pequeno tambor com a função de chamar para o batuque.

INGONO, ou INGOMBA, ou ANGONA: É um pequeno tambor, idem ao Conguê, só que um pouquinho maior.

MANGONGUÊ: É o Atabaque em forma cilíndrica.

ILU: É o Atabaque que é geralmente um barril, com as extremidades recobertas com couro de bode.

ILU-CHEFE: É o Atabaque grande, o maior de todos.

OMELE-AGO: É o Atabaque médio.

OMELE: É o Atabaque menor.

BATA-TRACOTÓ: Enorme Tambor de guerra que produz som infernal.

Nomes dados ao trio de Tambores na Bahia:

RUM: É o Atabaque grande, com 2 metros de comprimento.

RUMPI: É o Atabaque médio, com 1,20 metros de comprimento.

LÊ: É o Atabaque menor, em torno de 40 centímetros de comprimento. 

Observação:

Variações e junções dos nomes, formam designativos para Tambores intermediários em formas e tamanhos.

CONTRA-RUM: É o Atabaque intermediário, em torno de 1 metro de comprimento.

Nome dado a um tipo de Atabaque no Rio de Janeiro: SURDO.

Formas de se tocar os Atabaques e Ritmos:

a) Com o uso de varinhas de madeira, chamadas de “Aguidaví”; sendo que no uso destas, o ritmo é extremamente rápido, sincopado e hipnotizante, sendo identificados como:

Adarrum, Alujá e, Bravum,

b) Com o uso de batidas dos dedos das mãos e dos punhos, sendo identificados como:

Observação sobre os toques ritmados:

Na África e no Candomblé, cada toque é direcionado a um orixá africano.

Divisão dos Cantos Ritmados:

  1. Canto de Saudação à Exus e Pombas Gira, para proteção do Templo.
  2. Cantos de Chamada de Exus e Pomba Gira, para incorporação.
  3. Cantos de Saudação peculiares à todos os Orixás.
  4. Cantos para Defumação.
  5. Cantos de Chamada do Guia Chefe Espiritual do Templo.
  6. Cantos de Chamada Geral dos Guias.
  7. Cantos de Chamada Exclusivo à uma determinada Entidade.
  8. Cantos de Saudação às Entidades, uma a uma.
  9. Cantos de Súplicas.
  10. Cantos de Defesa.
  11. Cantos de Descarga.
  12. Cantos de Salvação.
  13. Cantos de Proteção.
  14. Cantos em Geral para todas as Linhas.
  15. Cantos de Demanda.
  16. Cantos de Identificação de Entidade.
  17. Cantos de Desincorporação.
  18. Cantos de Agradecimento.
  19. Cantos de Encerramento.

CUMPRIMENTO AOS ATABAQUES ANTES DE INICIAR OS TRABALHOS

Oração:

Todo Médium (Ogã) deve antes de começar os trabalhos “Bater-Cabeça”, ou seja, ir deitar no congá e, pedir licença e proteção aos guias e a Oxalá (Jesus Cristo) para que tudo corra bem nos trabalhos e que lhe protejam. Além disso, deve pedir licença antes de tocar nos trabalhos.

Forma usual de cumprimento:

Bater no Atabaque, igual se fosse dar um “croc” em alguém, e pedir agô (licença). Após isso, fazer o sinal da cruz em cima do Atabaque e fazer o mesmo em si, pedindo proteção e ajuda para poder tocar durante os trabalhos.

No encerramento dos trabalhos, repetir o gesto se despedindo e agradecendo por mais um dia de trabalho.

Observação:

Nunca permitir que pessoa desavisada (ou não), venha a “descansar” por sobre o Atabaque. Essa atitude demonstra desleixo.

OBRIGAÇÕES E DEVERES DOS OGÃS E CURIMBEIROS

Observação:

Em decorrência da atividade importantíssima que desempenham, os quais são responsável direto por uma das belezas dos Rituais da Umbanda, que são os Cânticos e os Toques de Tambor, sendo fiscalizados diretamente pelo Sacerdote, os Ogãs e Curimbeiros possuem proteção especial de todos os Guias, formando com o Guia Chefe, uma simbiose no sentido dos sons e vibrações necessárias serem produzidas normalmente; mas, na busca da execução perfeita de suas tarefas, devem cumprir o seguinte:

a) Devem, sendo Ogãs e Curimbeiros (que incorporam ou não), pela conseqüência evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolverem em relação ao estudo da Religião e todos os assuntos que a envolvem, para adquirirem a Consciência Própria do Conhecimento das Causas e Efeitos; e ainda, devem seguir todos as Obrigações e Deveres relacionados, tanto para “Cambonos”, como para Médiuns em Desenvolvimento, Médiuns Desenvolvidos e, de Pai Pequeno/Mãe Pequena.

b) Dada a natureza de suas atividades, que é a de contato constante com o Guia Chefe, como os demais Guias, Médiuns, Assistência, e as necessidades espirituais do Templo, devem observar, informar, sugerir, questionar e influir sobre o Sacerdote. 

c) Devem, durante uma sessão de trabalho, em perfeita sintonia e simbiose com os Guias e concentração com a vibração espiritual ambiente, executarem (a maioria dos) os “Pontos Cantados e Ritmados” determinados pela própria sensibilidade mediúnica, sem haver a necessidade de comando por parte do Guia Chefe.

d) Devem, procurar conhecer e praticar com profundidade, todos os toques relacionados aos seus fundamentos, bem como harmonizarem o Templo, quando das sessões, pelos “Pontos Cantados” de afinidade com os Guias domésticos e, cujas letras transmitam mensagens que pregam as Sete Virtudes e, façam alusão ao Espíritos incorporados.

e) Devem, no decorrer da atividade dentro do Templo, se portar com a maior seriedade possível, não incorrendo nos erros de:

- exercer a função apenas no fito de agradar pessoas do sexo contrário,

- tirar proveito do fascínio que a função de Atabaqueiro faz acontecer na cabeça de desajuizadas,

- zombar/caçoar, com letras e ritmos depreciadores e não condizentes com a religião,

f) Devem, ter sempre em mente, que não devem cantar e tocar apenas o repertório próprio já ensaiado, e sim, ficar atento ao Guia Chefe Espiritual do Templo, pois este pede os “Pontos” das necessidades espirituais.

g) Devem, se liberado pelo Guia Chefe, cantar os seus “Pontos” prediletos, à vontade.

h) Devem, procurar ser polidos e educados no trato com pessoas e outros Guias que venham a solicitar “Pontos”, e apenas o fazendo, desde que haja a autorização do Guia Chefe.

i) Devem, no caso de visita de Tabaqueiro de outro Templo, julgar se este pode ou não auxiliar nos cantos; mas, nunca permitir que o visitante tome a frente, devendo o visitante ficar sempre na condição de auxiliar.

j) Devem, sempre respeitarem a hierarquia da Curimba e do Templo.

k) Devem, no desenvolvimento da prática dos sons com os Tambores, criar um elo de ligação com essas peças de instrumento, conhecendo-os em milímetros, procurando conservá-los, afiná-los e deles extrair o melhor som harmonioso possível.

l) Devem formar substitutos, ensinar letras dos “pontos” e, formar uma “Curimba”.

Obrigação geral de TODOS OS ADEPTOS da Religião de

Umbanda Sagrada:

a) Praticar a leitura de todos os livros que fornecem a base de sustentação da Religião dos Espíritos e conhecimento da Espiritualidade em todos os seus níveis.

Os principais livros são as obras de Allan Kardec, e na ordem:

  1. O que é o Espiritismo,
  2. O Livros dos Espíritos,
  3. O Livro dos Médiuns,
  4. O Evangelho Segundo o Espiritismo,
  5. O Céu e o Inferno,
  6. A Gênese e,
  7. Obras Póstumas.

a1) No sentido da busca do conhecimento sadio, devem ser lidos todos os livros, cujos conteúdos, filosóficos ou não, objetivem aprimorar conhecimentos, dar nova, melhor visão e postura de comportamento, pois o Conhecimento é um dos principais meios de Evolução, desde que as mensagens lidas, sejam entendidas e praticadas.

Dentre esses livros, deve-se dar preferência para os que são recomendados pelos Dirigentes do Templo.

Observação:

A não ser no sentido da pesquisa crítica ou cautelosa, deve sempre ser evitado a leitura de livros, cujos conteúdos apresentem expressões como:

a1a)     - Deus falou comigo e me disse que é dessa forma ...;

- O Orixá tal foi quem me disse ser assim ..., 

pois essas colocações contrariam o “semelhante atrair semelhante”.

a1b)     - A minha verdade é única ...;

- Todos os Umbandistas que não comungam com as minhas idéias estão errados ...; - Tem que ser do meu jeito, à ferro e à fogo ...,

pois essas colocações mostram intolerância e, se a origem não é Virtuosa, não são mensagens que tem origem em Entidades, Guias ou Espíritos compromissados com a Umbanda Sagrada.

Ou ainda, que o conteúdo dos livros:

a1c) - Atentem contra a Espiritualidade, a Lei, a Razão, a Lógica, o Bom-Senso, o Amor, a Inteligência e a Caridade em todas as suas formas.

a1d) – Sejam confusos, deturpados, incultos, supersticiosos, retratando apenas o Ego pernicioso e interesseiro do escritor.

a1e) – Sejam indução ao erro.

a1f) – Sejam mentirosos, principalmente trocando a verdade por uma mentira que atende o interesse do escritor, ou de grupo à que pertence.

Um exemplo disso é sobre a Fundação da Umbanda e seu Legítimo Fundador, que é o Caboclo das Sete Encruzilhadas através o seu Médium Zélio Fernandino de Morais.

Infelizmente, existem pessoas representantes de seus interesses, que refutam a fundação da Umbanda para o Waldemar, para o Wilson, para o Matias, para o Silva, para o Antônio, ...   

a2) Também, é necessário que haja, motivado pelo interesse do conhecimento, os consequentes debates entre os Adeptos, sobre as questões relevantes da Religião, pois um tema abordado sob vários ângulos, propicia, pelo raciocínio individual ou do conjunto, que os esclarecimentos aconteçam de maneira natural e sem o fácil esquecimento com o passar do tempo.

a3) O Conhecimento traz a Sabedoria, e a Sabedoria faz o comportamento ser pautado pela Justiça, sendo que a Justiça deve ser meta em todas as atividades do Ser Humano e Espírito, pois todos são  Julgados de acordo com suas obras e, não há Julgamento quando o Espírito é ignorante, e sim apenas a aplicação da Lei de Ação e Reação, o que sujeita o Espírito à  novas reencarnações e em vidas em suplícios, e isso, até que o Ser Humano e Espírito conquiste a lógica da Pretensão Divina que é a Evolução Pura em Todos os Sentidos, o que se consegue pelo Conhecimento e sua aplicação.  

a4) O Conhecimento elimina a fé cega, traz a Fé Inteligente e a Razão Fecunda, onde se conquista a Verdade e, desvenda-se os Mistérios.

b) O Adepto deve comparecer a todas as reuniões do Templo e estar à postos de forma regular, fazendo desse dia e hora compromissado, uma obrigação inadiável e sagrada, pois esse compromisso envolve a própria  pessoa e sua evolução, finalidade do Templo, Karma, Espíritos e Pessoas; sendo portanto, um compromisso em que, para a ausência, é necessário que haja o perfeito consentimento das demais pessoas e espíritos envolvidos.

c) O Adepto deve contribuir constantemente para que as atividades do Templo fluam naturalmente no bom sentido de sua finalidade, procurando colaborar alem do convencional natural e normal, para que aconteça a sempre boa convivência harmônica entre as pessoas.

d) O Adepto deve contribuir constantemente para com as necessidades materiais e financeiras do Templo, tanto aquelas que são informadas como extraordinárias, como aquelas que são regulares (Contribuição Mensal), pois tais proventos propicia o pagamento das diversas despesas financeiras que são necessárias para o funcionamento físico do Templo.

e) Praticar a Caridade em todas as suas formas e, pela prática de todas as Virtudes, ser um exemplo de pessoa para com todos que tenha contato, e sendo visto como um digno representante da Religião de Umbanda Sagrada exatamente pela sua boa conduta, atrair mais seguidores, propiciando o crescimento da Umbanda.

f) Fazer acontecer a finalidade da Religião de Umbanda Sagrada em si mesmo e, calcado no entendimento que o Sentido da Vida Material é a Busca da Perfeição em Conduta Moral e, nesse Melhor em Todos os Sentidos, fazer acontecer naturalmente a Elevação do Seu Espírito, e como consequência, a Conquista da Sua Individualidade Espiritual mais próxima de Deus.

Médium Desenvolvido (homem e mulher):

a) É necessário que cuide de sua saúde física, mantendo o corpo bem cuidado, com bom asseio, com boa apresentação, sem doenças, ou que as tenha sob cuidados e controle.

b) É necessário que cuide de sua saúde social, evitando problemas de quaisquer ordem, principalmente os de origem emocional, ou que os tenha sob cuidados e controle.

c) É necessário que cuide de sua saúde mental, procurando ser alegre, demonstre amor e paciência.

d) É necessário o aprendizado constante, se preparando para encargos futuros, cumprindo a Lei de Evolução em todos os sentidos; pois, desenvolver e adquirir conhecimentos, de forma continuada, não só para efeito de formação intelectual, como também, para atender a finalidade básica da vida encarnada, que é o processo da melhoria contínua em todos os sentidos.

e) É necessário possuir ou buscar possuir as qualidades que o projetam como pessoa religiosa e de ponto de referência, sendo honesto, trabalhador, inteligente, bem humorado, educado, manter a pontualidade nos compromissos assumidos, ter assiduidade, possuir espírito de renúncia, ser discreto, ter fidelidade aos princípios abraçados da causa religiosa professada, e contribuir para o progresso de sua religião.

f)É necessário possuir e praticar as responsabilidades exigidas pela religião, tais como:

- Respeito por todos os assuntos da Religião que pratica;

- Respeito pelos trabalhos desenvolvidos pelos seus irmãos e irmãs:

- Respeito, carinho e atenção para com a dor e problemas das pessoas que o procuram;

- Comportar-se sempre de forma equilibrada, sem vícios e exageros, pois sua pessoa é ponto de referência para as demais que a procuram e nela se miram em exemplos.

- Entender que a prática da caridade não consiste apenas em boas palavras que nunca devem ser negadas, porque um simples gesto de carinho e atenção tem grande validade espiritual, mas também, entender que a Caridade está no sacrifício, na humanidade, na humildade, e nos serviços prestados aos nossos semelhantes.

- Entender que o Médium Caridoso se submete ao sacrifício do seu egoísmo, dá bons conselhos, auxilia os que necessitam, e ensinam aos que não possuem Conhecimento, a Verdade da Realidade Espiritual.

- Entender que o Médium não pode praticar a Falsa Caridade, ou seja, beneficiar alguém, para depois cobrar em favores pessoais.

- Entender que o Médium deve procurar ser constantemente intuitivo com todas as coisas, sendo que essa intuição  deve ter origem em seus Espíritos Protetores.

- Entender que o Médium deve ser franco e adepto fervoroso da Verdade.

- Entender que os Espíritos não estão à seu serviço particular e sim, para a prática da Caridade e, no Templo.

Observação sobre a expressão ‘irmão/irmã”:

É comum, que pessoas adeptas de mesma religião, mesmo não havendo parentesco, se refiram aos  seus iguais de “irmão/ã”. Tal designativo indica a existência da “união fraterna”, o que significa a convivência das pessoas que assim se chamam, na mais absoluta união, paz, harmonia, concórdia, fraternidade, intimidade, respeito e amor.

Em suma, tal conceito de “irmandade” vem a envolver enorme sentimento de um para com os outros. Portanto, para se chamar outrem de “irmão/a”, é necessário ter o conceito no coração.      

g) Obrigações gerais para todos os dias:

g1)Ao iniciar o dia, logo ao acordar, mentalizar os seus Guias Espirituais e transmitir à eles os seus pedidos para o dia.

g2) No transcorrer do dia, procurar se manter em conduta moral  e psicológica dentro dos padrões que se espera de um verdadeiro Umbandista.

g3) Nunca, em nenhuma hipótese, adquirir, alimentar, persistir, disseminar, autorizar e encorajar  qualquer vício (solitário, fumo, álcool, drogas, etc...), que além de prejudicarem a saúde, encurta a vida na carne, e coloca o viciado na condição de “suicida quando em espírito”.

Máximas para exemplo:

“Se um Semelhante atrai outro Semelhante”, então, quando o Médium é ruim, o Espirito também o é. Nas condições de vício e degradação moral, consequentemente a qualidade mediúnica não pode ser das melhores.

g4) Alimentar-se moderadamente, evitando carnes, pratos de difícil digestão e bebidas estimulantes.

g5) Orai e Vigiai!

Acautelar-se constantemente com o Orgulho e a Vaidade.

Lembrar-se sempre que os trabalhos espirituais que fazem acontecer os agradecimentos das pessoas beneficiadas, foram executados pelos Guias, e portanto, são deles o mérito e não seu.

O médium tem a sua parte, e esta, é o “empréstimo” do corpo físico, que nada mais é do que uma obrigação, para se fazer cumprir um compromisso assumido no mundo espiritual, bem como o resgate de Carmas.

Ter sempre em mente que não há Guias “fracos” e Guias “fortes”. O que existe e faz a diferença entre os trabalhos espirituais onde se verificam que um Espírito é mais produtivo (“forte”) que outro (“fraco”), é exatamente a Qualidade Moral do Médium desse Guia “mais forte”, que é melhor.  

h) Obrigações para os dias de sessão no Templo:

h1)Tanto o homem como a mulher, nesse dia, devem se abster de relações sexuais; pois, conforme já explicado pelos Guias, na execução de uma atividade, o Espírito junta a sua força espiritual com a força material do Médium e; conforme publicações científicas, o que pode ser comprovado pela experiência, a atividade sexual representa desgaste físico.

Portanto, o Médium estando organicamente debilitado, a atividade de trabalho espiritual do Guia fica prejudicada e, à prejuízo da pessoa a ser beneficiada.

Observação:

Recomenda-se que a mulher, se estiver em seu ciclo menstrual, deverá “cambonear” e não incorporar. Nesse ciclo, organicamente, a mulher fica alterada em seus hormônios, o que também lhe traz alteração de humor e, por esse motivo, muitos dirigentes Umbandistas acham que a mulher não deve ser Sacerdotisa, já que a função requer estar sempre à postos sem nenhuma alteração de ordem espiritual e psíquica.

h2) Praticar a boa higiene corporal, através banho, barbear, escovação, penteamento, etc..., para que a apresentação física seja limpa e agradável, o que inspira bem estar nas pessoas que procuram o Médium.

h3) Cada Médium, sendo possível e, de acordo com a particularidade de orientação de seus Guias ou de espírito consultado, deve preparar e tomar o seu “banho de defesa” antes de vir para o Templo, sendo que a água preparada deve banhar do pescoço para baixo, devendo secar no corpo, sem o uso de toalha.

h4) Cada Médium deve se vestir com a roupa branca própria, estando lavada, bem passada, mostrando asseio.

h5) Cada Médium deve trazer para o Templo, todos os objetos (fumo, cachimbo, bebidas, ...), bem como todos os paramentos (toalha, colares, ...), que o seu Guia eventualmente venha a usar.

h6) Cada Médium, deve cumprir com regularidade a obrigação de estar à postos no Templo, no dia de trabalho, não se permitindo atraso ou faltas por motivos fúteis ou injustificados, exatamente pelos fatos de:

h6a) Cada sessão traz um novo aprendizado e vibração;

h6b) O Médium pode pensar em si como individualidade; mas, o mundo espiritual pensa no Médium sempre de forma coletiva (eles, os Espíritos, em participação com o Médium), e na ausência, o mundo espiritual não pode proporcionar ao Médium o que lhe foi preparado.

h6c) Com as ausências, os Espíritos percebem que o Médium não é confiável, e portanto, não desenvolvem nele as atividades programadas ou outras sequências, inclusive com outras Entidades Espirituais.

h6d) Com as ausências, os Espíritos, devido não terem continuidade, a exemplo do que o próprio Médium é, também os Espíritos se tornam faltosos e, com o tempo, o Médium fica entregue à sua própria sorte devido a sua irresponsabilidade.

i) O Médium não deve abandonar o exercício da mediunidade à qualquer tempo, pois isso traz prejuízos diversos, tanto de ordem material, familiar, física e mental. Somente pode abandonar um Templo com a devida autorização do Sacerdote, pois, em sendo Médium, suas “portas mediúnicas” estão abertas, mas não protegidas, e isso, somente vai acontecer após ter a devida proteção espiritual em todas as “Porteiras e Sete Linhas dos dois lados”, situação essa que é proporcionada apenas após o Desenvolvimento Mediúnico Pleno.

Portanto, é por estas “portas mediúnicas abertas”, sem proteção e sem o amparo do Templo, que na vida mundana e sem espiritualidade, o Médium fugitivo passa a ser presa fácil de espírito de qualquer classe (zombeteiro, perturbador, obssessor, doente, vampiro, kiumba, mistificador, etc...)    

Observação:

Entenda-se Médium em Desenvolvimento, todo aquele que não são possuidores das Ordens e Direitos de Trabalho nas Linhas de atuação dos Guias.

j) O Médium Desenvolvido deve, pela conseqüência natural e evolutiva, proporcionado pelo Livre-Arbítrio, se desenvolver em relação às Obrigações e Deveres do Pai/Mãe Pequeno/a. 

OBSERVAÇÃO SOBRE CANTOS E ATABAQUES

Os pontos devem ser cantados em prece, pois é isso muitas vezes o que representam, sem olhar para os lados e de olhos fechados, concentrando-se na mensagem do ponto. Os médiuns devem aprender a cantar e respeitar quando se canta, por isso os pontos devem ser cantados com harmonia.

O atabaque é um instrumento de alto teor vibratório e o médium para tocar deve estar com perfeito estado vibratório. O seu uso também deve ser restrito, pois atua nos chákras mediúnicos sendo que uma pressão nesses, pode causar desmaio, suor abundante, disrritimia, histerismo e, a longo prazo, abalo nervoso.

Um bom exercício, é o médium estar extremamente tranquilo, uma vez que ele é um instrumento do plano astral.

PONTOS  CANTADOS

Hino da Umbanda

(Autor: J. Alves)

Hino da Associação Paulista de Umbanda

Abertura dos Trabalhos

Bater Cabeça (Babalaô)

Bater Cabeça (Médiuns)

Saudação ao Templo

INFORMAÇÕES ERRÔNEAS SOBRE OS ATABAQUES

É comum dentro dos Templos vermos pessoas sem entendimento e conhecimento  que dizem  que é necessário dar comida para os Atabaques, porque eles são como santos; ou, acenderem velas embaixo dos Atabaques para que esses santos o ajudem.

Conto:

Certo dia um médium foi tocar o Atabaque e percebeu que pelo fato do tempo estar muito úmido, o coro não propiciava o perfeito afinamento do som. Nesse dia ele teve uma idéia de acender embaixo do Atabaque uma vela, para que essa esquentasse o coro e ele pudesse afiná-lo de maneira ideal.

Uma pessoa sem esclarecimento e por ter visto, mas não ter perguntado, começou a fazer igual em outro Templo, mas quando foi questionado do porquê daquela atitude, inventou que era para o santo que tomava conta do Atabaque.

Observação:

A partir desse dia iniciou-se essa grande baboseira de se dar comida e acender vela para o Atabaque.

PONTOS CANTADOS

Saudação à Umbanda

Saudação à Pemba, Congá e a Toalha

Defumação

Sete Linhas de Umbanda

INFORMAÇÕES SOBRE OS DIVERSOS TOQUES

Existem diversos ritmos de toques dentro dos rituais de Umbanda. Cada um destes toques ritmados, propiciam uma finalidade que devem ser observadas pelo Ogã de Toque e de Canto.

Após o conhecimento sobre eles, o Ogã deve possuir a sensibilidade para usá-los nos momentos certos e oportunos de cada trabalho, pois para cada trabalho executado, a Entidade Espiritual utiliza uma determinada vibração, e cabe ao Ogã, ajudar a canalizar essa vibração, ou até mesmo, ajudar a criá-la.

PONTOS CANTADOS

Caboclo Sete Estrelas

Uma História de Umbanda

(GRUPO MUSICAL ARUANÃ)

Hino ao Orixás

(GRUPO MUSICAL ARUANÃ)

 

Caboclo das Sete Flechas

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