PRESIDENTE

Inicialmente, eu gostaria de me apresentar: meu nome é Sérvio Guidotti, nascido em 1951, na cidade interiorana de São Paulo – Birigui – a capital do calçado infantil. Sou brasileiro descendente de italianos, e com instrução em muitas das áreas de estudo disponíveis.

A todos, os meus sinceros cumprimentos, e meus agradecimentos por terem acessado nosso Site.

Como o assunto primordial é a Religião de Umbanda, quando fui Diretor da APU - Associação Paulista de Umbanda, lá, tive contato pessoal por quase 18 (dezoito) anos com a pessoa do Sr. Demétrio Domingues – presidente dessa Associação (infelizmente falecido em 2007), o qual foi um dos poucas que teve a oportunidade de conviver, em época passada, junto com o fundador da Religião de Umbanda – O médium Sr. Zélio Fernandino de Moraes e o espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

E, junto a esse senhor, pude colher muitas informações sobre os ditos fundadores da Umbanda; que, como a maioria dos Umbandistas sabem, na data de 15 de Novembro de 1908, dentro de um Centro Espírito Kardecista, em Niterói, no Rio de Janeiro, esse Caboclo estabeleceu as diferenças entre a Macumba de então praticada (com pouca ou sem nenhuma regra de moral e ética), para uma nova forma de manifestação de espíritos de índios e de pretos ex-escravos, dentro de regras cristãs, e batizada, à partir de então, de Umbanda.

Por esse preâmbulo, no sentido da finalidade, que é o versar sobre “pluralidades da manifestação da Umbanda”, já se percebe que eu sou fervoroso adepto e continuador, daquela em que está baseada a raiz primeira de todas.

Deixo claro que não tenho opinião desfavorável à pluralidade, pois o próprio Jesus já disse que “na casa do Pai dele, havia muitas moradas”; bem como é conhecimento corrente de um ditado que diz: “toda unanimidade é burra”. Então, se todos pensassem iguais, acho que seria uma coisa muito chata.

O que tenho contra, são pessoas professando macumba e dizendo ser Umbanda.

Mas, falando da Umbanda por mim professada, e que entendo ser uma continuidade, em muitos aspectos, da Umbanda manifestada pelo Zélio, inicio, que essa Umbanda, que entendo como a primeira, traz como figura central, o Creador de Todas as Coisas – Deus.

Em segundo, a figura de Cristo Jesus e a sua Verdadeira Doutrina, não só para ser entendida, como para ser praticada e ensinada.

Em terceiro, a figura dos Anjos, como o ápice da evolução humana.

Em quarto, nos espíritos que nos acompanham, fazendo parte de nossas vidas devido as implicações de carma, e também, que pela Lei das Afinidades, são os nossos queridos Guias em suas diversas formas plasmadas.

Enumerar aqui, tantos outros preceitos, seria cansativo e até redundante, pois como disse, a Umbanda nasceu dentro de um centro Kardecista; e isso me satisfaz em termos de dogmas e codificação, os quais entendo não ser necessário, pois como a Umbanda nasceu dentro do Kardecismo, toda a Ciência, Filosofia e Religião dessa, serve também para a Umbanda na elucidação de todas as questões materiais e espirituais, devendo apenas ser acrescida de um Livro sobre os Rituais, apesar de que nesse aspecto, num verdadeiro Templo Umbandista, espíritos e médiuns compensam essa lacuna, pois um Templo em essência, sempre será o reflexo da vontade tanto do dirigente material, como do dirigente espiritual.

Para que eu possa transmitir um pouco de uma bagagem de experiências adquiridas ao longo de mais de 40 anos como médium freqüentador de diversos terreiros e depois como Sacerdote de Umbanda, é necessário voltarmos na causa primeira que me fez trilhar o caminho da espiritualidade. Contava eu, apenas 9 anos de idade, e era coroinha da Igreja Católica. Certo dia, durante uma missa, estando vestido à caráter, ao lado do padre e ajoelhado, aconteceu de eu adormecer e quando voltei à mim, estava em casa deitado em minha cama, e vi o meu pai muito bravo sendo acalmado pela minha mãe. Aquilo me assustou muito, pois sabia que o meu pai, irado, batia e muito, e pelo visto ia “sobrar” pra mim. Foi então que minha mãe me contou, que em dado momento, durante a missa, eu teria me levantado, erguido meu braço esquerdo para o alto e com o punho fechado, enquanto o braço direito batia repetidas vezes em meu peito, ao mesmo tempo em que, olhando para cima, emitia gritos estranhos.

Desse dia em diante, era comum me encontrarem conversando (as pessoas diziam que eu falava sozinho), mas eu conversava com pessoas e, quando me perguntavam quem eram e eu dizia, me respondiam que eram pessoas que ali no bairro tinham vivido, mas que estavam mortas há muito tempo. Nunca acreditei estarem mortas, pois para mim estavam vivas, já que eu as tocava, elas me pegavam pela mão. Enfim, as visões e diálogos com os “mortos” eram constantes e entendia como normais, até que, aos 16 anos de idade, uma série de eventos espirituais fizeram com que um tio me levasse à um terreiro, e lá, sofri uma possessão que durou 4 horas, sendo anotado por escrito  todas as orientações que foram passadas pelo espírito. De todas as orientações, uma foi de extrema lógica e bom senso: “os espíritos somente voltariam à mim novamente, após eu completar estudos, e após eu ter tomado contato e conhecimento teórico e prático com todas as religiões possíveis, inclusive ficando à meu critério seguir essa ou aquela”.

Nessa caminhada em busca de conhecimentos, entendi que eu deveria ser racional e me convencer pela lógica dos fatos que pudessem ser analisados e que pudessem realmente ser provados, e nunca pelo abstrato, ou seja: acreditar em coisas que a lógica e o bom senso repelem, mas que são aceitos por um simples ato de FÉ. Nessa caminhada, entendia que em primeiro, eu deveria encontrar Deus, a causa primeira de quase todas as religiões. E eu encontrei Deus, e o encontro que tive com Deus, me livrou das ilusões que as superstições enraizadas no contexto de família, escola, sociedade e religiões tiranas me impuseram.

Somente as pessoas, repito, somente as pessoas que pesquisam seriamente e livres de tolas concepções, sabem, que hoje, Deus é um efeito, e que para Ele chegar à essa condição atual de entendimento como sendo o Deus do Amor e da Perfeição, milhares de anos foram necessários, sendo que o ponto de partida para Ele, iniciou com o medo de nossos antepassados dentro de cavernas, assustados com as coisas da Natureza que não entendiam, e portanto as temiam, oferendavam e pediam graças. Esse Deus primário evoluiu para muitos outros, e também para muitas formas estranhas e antropomórficas, tendo o seu ápice no Egito do Faraó Aquenaton, o qual O descreveu tal como hoje é descrito, inclusive nessa época, da mesma forma foi passado ao Patriarca Abrahão, o que deu origem à religião hebraica, e hoje sendo parte do Velho Testamento Cristão.

Na busca de entender a vida na carne, encontrei nos Anjos a resposta para o que seremos no futuro, já que os Anjos também, em passado distante foram encarnados como nós. Nos Anjos, também encontrei a resposta para o sentido “Orixás” descritos nas seitas supersticiosas, os quais, analisados aos olhos da razão, não possuem nenhum senso de lógica. Os Anjos nos velam, cuidam, nos intuem, e querem o nosso progresso espiritual. Eles são as nossas Luzes a nos guiar.

Nos espíritos que são os nossos Guias, encontrei amigos e amigas de vidas passadas, os quais por estarem em plano superior de evolução em relação a nós ainda na carne, pelo uso do Livre-Arbítrio, ligados por Amor à nós - seus companheiros do passado, se ligam por afinidades plasmando suas formas, nos incorporam, dão as suas mensagens e fazem o atendimento da Caridade.

Por Religião, entendi que nenhuma, mas nenhuma religião da face da Terra, tem qualquer aval Divino.

Nenhuma religião foi fundada por Deus. Todas as religiões são obra única da invencionice humana. Cada uma retrata o interesse de grupos. Mas, por pior que seja esse quadro, entendi também, que religião é uma necessidade de sociedade; pois nenhuma sociedade sobrevive sem Lei e sem Ordem. A Lei e a Ordem são facilmente assimiláveis pelo religioso, ao passo que o pagão é bruto em sentimentos de fraternidade. Entendi que povo religioso não dá despesas de Policia e Judiciário para um Governo, pois as leis religiosas que versam sobre o pecado dão prêmios celestiais ou castigos nos infernos.

Entendi ainda um outro ponto importante: As religiões são necessárias para fazer com que as pessoas adquiram qualidades de Ética (pensar certo), e Moral (agir correto), o que as fazem ser útil para si, família, sociedade e governo. E entendi mais: as religiões deixarão de existir quando todas as pessoas aprenderem a se comportar de forma natural, dentro dos padrões da Ética e da Moral.

De posse desses Conhementos, e ainda de já ter tido contato com  várias outras religiões, credos e cultos, como: catolicismo, kardecismo, seicho-no-iê, mórmons, protestantismo, batista, neopentecolismo, pajelança, santo-daime, catimbó, jurema, macumba, quiumbandaria, magias, candomblé, místicas, wicca, theurgia, umbandomblé, e outros,  me valendo das palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas: - “A Umbanda, quanto mais simples, melhor”!, entendi já estar pronto para a romaria empírica em diversos terreiros, até culminar com a abertura de um Templo, e como dirigente.

Hoje, o Templo de Umbanda OXALÁÇA, situado próximo ao Autódromo de Interlagos, SP, fundado em 1990, tem a preocupação de atender as pessoas que para lá vão; mas, o espírito comunicante é sempre a parte importante. E quanto mais simples, melhor! Todos os médiuns recebem e transmitem doutrina evangélica à Luz do Espiritismo de Umbanda, que é a mesma doutrina ensinada nos Centros Kardecistas, e fazem parte de cursos doutrinários de nosso Templo. Doutrina Kardecista esta, que é a mesma Doutrina milenar hinduísta, que é a mesma Doutrina dos Essênios, que era a mesma Doutrina ensinada por Cristo, e que é a mesma Doutrina Kardecista; e portanto a Doutrina Umbandista.

E essa Doutrina de Cristo elimina os “mistérios”, sendo que mistérios é fruto da falta de conhecimento e da existência de superstições; ou das  apologias, onde se endeusam médium, espírito ou chefe de terreiro. Seguimos essa Doutrina de Jesus porque assim foi recomendado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Seguimos a Ciência, Filosofia e Religião dos Espíritos, à Luz da Doutrina Kardecista, pois se o Caboclo das Sete Encruzilhadas – o Fundador da Umbanda - escolheu um Centro Kardecista para se manifestar, é porque os preceitos ali existentes o satisfaziam. Se o Kardecismo não fosse a mesma base de  seus ensinamentos, teria escolhido um outro local que “falasse a sua língua”.

Portanto, em vista dessas razões, entendemos não ser necessário a Codificação da Umbanda, pois ela já está codificada por Kardec, bastando apenas se acrescentar as linhas de trabalho dos espíritos da Umbanda e o seus rituais. Acreditamos ainda, que tivesse sido aceita a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no dito Centro Kardecista, a Umbanda não teria sido fundada. Existiria apenas o Espiritismo de Kardec, e este seria acrescido com as manifestações de espíritos de índios e de pretos ex-escravos.

Não fazemos sacrifícios de aves ou animais, pois isso contraria a Lei do Amor. Não fazemos cobranças por trabalhos espirituais, pois religião não é comércio, nem deve ser fonte de sobrevivência, lucro, ou meio de vida para os seus dirigentes.

Não seguimos nenhuma da várias correntes dos ditos Movimentos Umbandistas, ou escolas da atualidade, pois por análise pura e simples, quando confrontamos os preceitos ditos pelos seus dirigentes, quer sejam médium ou espíritos, percebemos haver conflitos entre si. Portanto, entendemos que se as mensagens (deles) tivessem realmente origem do mundo espiritual, ou retratassem verdade espiritual, as mensagens (de todas as várias correntes e escolas) seriam idênticas.

Mas, longe de ser crítica destrutiva, pois como Jesus já disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, entendemos que o Tempo põe tudo no lugar. Até lá, e enquanto todas essas “moradas” não se tornarem apenas uma, todas as formas diferentes do culto à Umbanda, desde que sejam limpas, merecem os nossos respeitos, bem como, para cada uma delas, há uma “morada” no Céu dito por Jesus.

Como meta estabelecida, o Templo de Umbanda OXALÁÇA, tem o propósito de fazer valer e cumprir a significado da palavra “religião”, que é “Religar o ser humano com a Divindade”; e ainda mais, fazer o ser humano se conscientizar de seu importante papel na vida terrena como Vida em evolução, vivendo sem fantasias e superstições, e dentro das realidades material e espiritual explicados ‘a Luz da Razão. É dentro dessa meta estabelecida, que o Templo de Umbanda Oxalaça criou e é sede do “Movimento Umbanda Cristã”, que é exatamente a Umbanda dos Fundadores baseada nos ensinamentos do Evangelhos de Jesus – o Cristo.

Nós confirmamos que a Umbanda é Cristã, exatamente por sabermos hoje, que o espírito Caboclo Sete Encruzilhadas, em vidas passadas foram, em seqüência retroagida:

  1. Um índio brasileiro, o qual viveu em contato com a Natureza, exatamente para trazer o sentido ecológico na Religião de Umbanda, e para preservação do eco-sistema.
  2. Um padre jesuíta de nome Gabriel Malagrida, o qual, apesar de italiano de nascimento, viveu 33 anos em terras brasileiras trabalhando na catequese de índios e colonos, bem como promovendo melhoras, principalmente de educação de nosso povo.
  3. Um Grão Mestre da Maçonaria, católico, de nome Jacques de Mollay, o qual, apesar de ser francês, contribuiu sobremaneira e financeiramente para a criação da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, em Portugal, o qual por sua vez foi o sustentador da Companhia das Navegações, que veio a descobrir o Brasil.
  4. E demais, ainda não reveladas.

Mas, lá no passado e junto à Jesus – o Cristo, o fundador da Umbanda nada mais foi do que o Apostolo Thomé – aquele do “só acredito vendo”, e que por isso recebeu de Jesus o mais sublime dos “castigos”: Thomé, por não teres acreditado, lhe delego a missão de evangelizar povos rudes, brutos e selvagens! E Thomé foi para as Índias, só que a sua embarcação se desviou da rota e veio parar aqui no Brasil, e aqui Thomé fez ser criada a mais bela das lendas de nossos indígenas – a lenda do caboclo Sumé - aquele que evangelizou os índios, que andava sobre as águas, que era santo, que tinha vindo do povo da cruz e que o Cruzeiro do Sul era o seu símbolo, e que um dia retornaria.

Observação: É por essa lenda, que em 1500, quando os portugueses aqui chegaram, foram recebidos amistosamente por nossos índios. É que nos panos das velas das naus estavam pintadas cruzes, o símbolo dos Cavaleiros da Ordem de Cristo, e por isso os índios pensaram que era o povo de Sumé que voltava para eles.

Portanto, pela simples análise dos personagens vivos - reencarnações anteriores do Fundador da Umbanda, e conhecendo-se sua austeridade, seu firme propósito de Evangelização em nome do Evangelho de Cristo, fica impossível se aceitar qualquer “doutrina de umbanda” que retrate superstição, primitivismo, ignorância, fundamentos macabros, idéias numerológicas, simbólicas, ou dessas magias sem comprovação, ou ainda quaisquer substitutos para o que pregava. Eis alguns de seus ensinamentos:

  1. A Umbanda, quanto mais simples, melhor!
  2. A Umbanda é a manifestação de médium e espírito para a prática da Caridade!
  3. Na Umbanda, médiuns e espíritos devem Evangelizar de acordo com o Verdadeiro Evangelho de Cristo!
  4. Não cobrar, não matar, não aceitar quaisquer espécies de remunerações ou favores pelos trabalhos espirituais!
  5. Na Umbanda não se pratica o sacrifício ou imolação de aves ou animais para homenagear esta ou aquela entidade, e nem para se pedir favores e agradecimentos!
  6. Na Umbanda, quem sabe mais ensina a quem sabe menos!
  7. Na Umbanda, dá-se de graça o que de graça se recebe, que é o uso do dom da mediunidade!
  8. Umbanda é palavra sagrada, que significa “A Aplicação do Conjunto das Leis de Deus”, e uma de suas Leis é o Amor!
  9. Todo médium deve estudar o Livro dos Médiuns e o Livro dos Espíritos, de Kardec (inclusive isso consta dos Estatutos de fundação do Templo do Fundador).

  10. Lembrem-se sempre que Jesus disse: - “Vós porém, não queirais ser mestres, mestre é um só, e vós todos sois discípulos”.

Dentro dessa mensagem dita por Cristo, o item 10º, sobre mim eu professo o que segue: - “Eu procuro ser um discípulo do Caboclo Sete Encruzilhadas – o Fundador da Umbanda, já que este, por sua vez foi o Apóstolo Thomé – discípulo de Cristo; e todos sabem que Jesus sempre dizia ser o Filho de Deus.  

Visto dessa forma, que maior Legitimidade Cristã e Aval de Deus eu posso querer para a Umbanda que professo?

Muito obrigado, e que Deus, Jesus, os Anjos, e os Bons Espíritos os acompanhem, e que os intuam sempre em suas jornadas, e ainda, que o conteúdo de nosso Site seja um despertar para os nossos visitantes.

..................................................................................................

..................................................................................................

© 2014 TEMPLO DE UMBANDA O.XALÁ.ÇA
Designer by Vmaster TI
Atendimento ás sextas-feiras com inicio ás 21:30 horas | E-mail: oxalaca@yahoo.com.br
R. Joana Avancini do Prado, 157 - Jd. Lallo - São Paulo/SP - CEP 04812-210 - Próx. Estação da CPTM Autódromo Interlagos