O QUE É PSICOGRAFIA?

É um tema que faz acontecer naqueles que tem nas religiões de base mediúnica, uma das suas melhores expressões de Fé.

Quantidade enorme de livros são encontrados nas livrarias, cujos teores discorrem no intercâmbio entre encarnados e desencarnados. Não faltam nas prateleiras: romances, crônicas, poesias, histórias, estórias, mensagens, lições, etc., que mostram, ou tentam mostrar aos vivos na carne, a existência e dinâmica do mundo espiritual.

Nos Templos Espiritualistas, quase sempre são reservados dias específicos para que os espíritos possam enviar suas mensagens aos que ainda se encontram sob as vestes carnais. No entanto, é fato, que ao lado das comunicações espirituais verdadeiras, existem escritos que, se colocados sob observação e análise, acabam por serem interpretados como frutos de fantasias. São textos, cujos conteúdos revelam mensagens incoerentes, sem nexo ou lógica, ou que demonstram a expressão única das pessoas que os escreveram. Portanto, sem a intervenção espiritual.

Como exemplo, na atualidade, se vêem, como frutos de interesses próprios e inconfessáveis, livros que, escritos por “médiuns” diferentes, mas ditos como sendo de origem em mesmo espírito, onde um “escritor” diz uma coisa, e o outro escritor diz outra coisa. Nesse caso, não se trata nem de escolha, e sim da análise dos conteúdos, e deixar o bom senso repelir um ou os dois.

Antes de nos ocuparmos do primordial, comecemos por analisar fria e racionalmente determinados detalhes que fogem à observação de grande parte da coletividade que seguem as religiões de cunho mediúnico.

De início, se utilizarmos a etimologia (estudo da origem ou formação das palavras), observaremos que o termo “psicografia” é formado pela junção de duas outras palavras: “psico = mente” e, “grafia = escrita”.

Conclui-se daí, que “psicografia” é a expressão de uma mente através de sinais gráficos. Aí cabe uma pergunta: “De qual mente estamos falando?”.

É fato que tanto os encarnados como os desencarnados possuem mente – a sede do raciocínio, da inteligência, cultura, ética, moral, etc. Nessa linha de raciocínio, é fato a existência da “dita psicografia” tanto na recepção de uma mensagem enviada por um espírito ao médium que a transcreve, quanto ao fato de uma pessoa que, ao pensar, redige um texto, uma carta, um contrato, um livro, uma poesia, etc.

Nas duas situações acima, o que ocorre são manifestações de duas mentes e distintas: - uma de um desencarnado, onde o espírito, através de sua mente, transmite ao médium as suas idéias, opiniões, conselhos, etc.;  - e na outra a do próprio encarnado, onde a pessoa, através de sua mente, transmite aos amigos, e também por meio de escritos, as suas idéias, opiniões,esclarecimentos, pedidos, conselhos, etc.

Pela lógica do raciocínio, conclui-se que qualquer expressão de pensamento, seja de qualquer mente (de espírito ou de pessoa), é uma psicografia.

Os fatos indicam que a palavra “psicografia”, já é em si, uma autêntica redundância (excesso), uma vez que qualquer tipo de grafia (símbolos, letras, palavras, etc.), tem sempre como fato gerador, uma mente. Desse modo, o termo “psico” é perfeitamente desnecessário e dispensável.

Melhor seria que as comunicações (por escrito) dos espíritos fossem chamadas de “espiritografias”.

Melhor seria que as comunicações (por escrito) dos encarnados fossem chamadas de “hominegrafias” (homine = homem).

Feitas essas considerações preliminares, onde se elimina expressão inexata, à exemplo de tantas coisas na espiritualidade aceitas sem questionamento, vamos nos ater a explanar sobre os intercâmbios ditos dos espíritos.

É fato que a sociedade é uma pluralidade de consciências em vários níveis evolucionais, com ideais, interesses, ambições, desvirtuamentos, etc., que fazem com que as pessoas tomem direções vitais distintas.

Se em um extremo temos pessoas sérias e comprometidas com o esclarecimento, a saúde, o equilíbrio e o bem estar espírito-material, forçoso é dizer que no outro extremo encontraremos individualidades ou coletividades que não medem esforços para manter a ignorância, a superstição, o fanatismo, a intolerância, o culto ao ego, o obscurantismo, o desequilíbrio, etc.

Desse último grupo, fazem parte pessoas que, tentando alcançar lugar de destaque em certos agrupamentos ou manter ascendência sobre estes, aproveita-se do impressionismo de outras, as quais, atentas mais à forma do que à essência, se deixam levar pelas suas inferioridades de julgamentos, e passam a creditar vantagens em pessoas que somente querem ser o centro das atenções, focos de bajulação e elogios.

Do primeiro grupo, em qualquer sessão de espiritografia, os envolvidos responsáveis devem ter suas atenções voltadas, primeira com a Ética, a Moral, o Caráter e a Seriedade do ato em si; e segundo, sobre o questionamento construtivo do que se deva fazer sobre o que foi escrito antes de torná-lo público.

É fácil aflorarem mensagens que nada mais são que a exteriorização do inconsciente do próprio “médium”, que acredita sinceramente estar sendo veículo de manifestação dos espíritos; e nesse caso, por não haver espírito interventor algum, temos a hominegrafia do inconsciente ou o animismo.

Numa situação com fins maledicentes e oportunistas, o “médium” simula estar recepcionando informações dos espíritos; e nesse caso, temos a hominegrafia mistificatória, onde o suporto medianeiro, dolosamente, propositalmente, redige textos que são o produto consciente de sua mente e os aponta como sendo mensagem dos desencarnados.

Nesse contesto, podem ser observados como de fonte com origem no próprio “médium”, quando os escritos são quase ou idênticos ao que o médium lê, prega, que é de conhecimento, ou que já é praxe em qualquer comunicado; quando se percebe claramente que os comunicados são até cópias comuns de outros, tanto no intróito, quanto na finalização; e ainda quando o comunicante (de origem tal) não mantém fidelidade ao seu modo de expressar ou de conhecimento de época, língua, tempo e lugar.

Deve-se prestar atenção nos exageros da comunicação, muitas vezes rebuscadas de chavões que apenas apresentam quantidade de textos improdutivos, elogios em excesso para quem são dirigidas, bem como na comunicação longa e enfadonha e que desvia a atenção do foco da mensagem. Espíritos sérios não perdem tempo em cantar loas e toas. Procuram ser práticos, precisos e comunicar muito com poucas letras, bem como identificar a origem.

Algumas regras simples deveriam ser observadas nos Templos Espíritas, para quando das atividades de espiritografias:

  1. Os médiuns devem ser de boa índole, sérios e comprometidos com a Espiritualidade.
  2. Que o espírito comunicante forneça detalhes que comprovem o que foi escrito.
  3. Para que seja produtiva, que a mensagem tenha coerência, nível, e que responda sempre as questões básicas das perguntas: “quem, quando, onde, como e porque”.

Algumas regras simples deveriam ser observadas para quando da leitura de livros ditos “psicografados”:

1-Por existir a Lei das Afinidades, sabe-se que “semelhante atrai um igual semelhante”; portanto, se o escritor não possui virtudes ou moral, o espírito comunicante também não as terá.

Eis um exemplo real de semelhante atrair um igual semelhante, e no caso, dos Bons: As obras de Chico Xavier são indiscutivelmente com origem em bons espíritos, porque o Chico nunca bebeu, nunca fumou, nunca se drogou, nunca pecou, e sempre doou seu tempo e direitos autorais de seus livros para a Caridade. Ele também, nunca lucrou um tostão sequer com a Espiritualidade, e nunca teve outro interesse que não fosse o de ajudar o próximo e transmitir o Evangelho de Cristo. Nesse caso, que tipo de espírito se aproxima do Chico?

Em vista desse exemplo, se você conhece algum escritor que escreve sobre a Umbanda, que segue os passos do Chico, que nada lucra, que não tem outros interesses, etc., pode comprar o livro, que é bom.

Com estas regras simples, a atividade séria da espiritografia se desenvolverá de maneira segura, responsável e verdadeira, e não deixando nenhuma margem à dúvidas ou equívocos. Proporcionará maior confiança aos que se propõem a serem dignos instrumentos mediúnicos, e afastarão os interessados apenas em darem vazão às suas ambições e/ou interesses pessoais.

A importância da cautela: A exemplo de tudo na Vida, a espiritografia tem seu cunho de seriedade para quem é sério, e de leviandade para quem é leviano.

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