HISTÓRIAS QUE NÃO CONTAM - Volume I

15 de Novembro de 2008:

Nesta data, a Religião de Umbanda completa 100 (cem) anos de sua existência.

É sabido que a maioria das lideranças que fazem parte do chamado “Movimento Umbandista”, bem como muitos pais e mães-de-santo querem aproveitar esse ano, e data, para as promoções de “suas” festas comemorativas. Mas, existe legitimidade em muitos comemorarem a religião que não praticam?

É muito fácil dizer ser Umbandista; só que, o Umbandista de fato, de direito e moralmente, é somente aquele que segue as diretrizes estabelecidas pelos legítimos Fundadores da Umbanda.

Os que não seguem, ou porque não conhecem, ou porque dá muito trabalho o seguimento de regras que não são suas, ou ainda porque os interesses são contraditórios, ou seja lá qual for o motivo, fazem parte do chamado “Movimento Umbandista”, que nada mais é do que as muitas “umbandas” existentes hoje, frutos das criações de seus idealizadores.

Você tem certeza que é de fato um verdadeiro Umbandista?

Me dirijo a você, que diz e pensa estar freqüentando um Centro Espírita, Tenda, Templo ou Terreiro que diz “tocar” Umbanda, fazendo-lhe crer que você é um Umbandista, e que você esteja realmente freqüentando um Templo de Umbanda.

Veja, eu não quero me intrometer na vida de ninguém, pois cada um deve sempre fazer o que achar melhor; só que, em sã consciência, ninguém deve ser enganado; portanto, se for este o seu caso, estou apenas lhe fazendo um favor ou o alertando; e, se este não for o seu caso, o que você vai ler, vai apenas confirmar o que você já sabe.

Como início dessa nossa conversa, vou lhe perguntar se você sabe o que é a Religião de Umbanda, como ela surgiu e porquê. Você sabia que a maioria das pessoas que dizem ser médiuns ou pais e mães de santo, não sabem as respostas para as perguntas acima? No geral, dizem que Umbanda é apenas incorporar um espírito e trabalhar, e que seguem as orientações de seus antigos pais ou mães de santo, ou porque assim aprenderam de outros, ou porque leram, ou observaram.

Veja bem:

As igrejas cristãs se baseiam em Jesus Cristo. O kardecismo se baseia em Alan Kardec. O Budismo se baseia em Buda, ..., o que vem a significar que todas as religiões sempre tiveram um ponto de partida, uma referência, ou seja: um fundador.

A Religião de Umbanda também tem um fundador, e este foi o espírito do Caboclo Sete Encruzilhadas, incorporado em seu médium Zélio Fernandino de Moraes, que tinha apenas 17 anos de idade, e isso aconteceu dentro da Federação Espírita Kardecista de Niterói, e depois em sua residência, no Rio de Janeiro, e nas datas de 15 e 16 de novembro de 1908.

E a Umbanda foi fundada como religião à parte do kardecismo porque os kardecistas da época não permitiam que espíritos de índios e de pretos pudessem incorporar e dar as suas mensagens dentro dos centros kardecistas, porque os julgavam atrasados.

Antes de 15 de Novembro de 1908, já existiam terreiros onde médiuns incorporavam espíritos de índios e de pretos; só que não possuíam organização, nem no mundo espiritual, e nem no nosso mundo; e, nesses terreiros, infelizmente, não havia Disciplina, Doutrina, Uniformidade e Regras, e muito menos a exigência da Ética e da Moral tanto para os médiuns como para os espíritos, sendo que todos os trabalhos que eram feitos (descarregos, ebós, entregas, oferendas), eram chamados de macumbas,bem como eram chamados de macumbeiros os seus idealizadores e seguidores.

A macumba era (e é) vista como algo pernicioso, pois somente trabalha para o mal, e para quem paga mais. Também, os  macumbeiros eram perseguidos pelos intelectuais, pela mídia, por políticos, pelas demais religiões. e pela polícia, de tal forma que além dos cultos serem proibidos, quem fosse flagrado a praticando ou que fosse disso acusado, era preso e respondia processo.

Observação:

Macumba é palavra pejorativa, e ser chamado de macumbeiro é estar sendo xingado, pois macumba é o mesmo que magia negra, feitiçaria, etc.

Você sabia que a Religião de Umbanda foi fundada para combater a macumba?

Nos princípios da formação da Umbanda, de acordo com as regras estabelecidas pelos Fundadores, os espíritos de índios e negros deveriam se basear única e principalmente na Doutrina de Jesus – o Cristo; e tanto os espíritos, bem como seus médiuns deveriam ser evangelizados e evangelizarem em nome de Cristo; e, nunca, foi dito que na nova religião fundada, fosse permitido que esta viesse a sofrer misturas com os cultos primitivos, supersticiosos e fetichistas dos africanos e dos selvículas de nossa terra.

De acordo com as Normas e Preceitos dos fundadores, na Umbanda deveria existir, ser ensinado, e aplicado, apenas a Doutrina de Cristo.

Portanto, estabelecendo as diferenças entre macumba e Umbanda, o fundador ditou regras de comportamento a serem seguidas pelos adeptos da nova religião, as quais são (resumo):

  1. Umbanda é a manifestação do médium e espírito para a prática da caridade – portanto, não devendo ser cobrado um centavo sequer ou qualquer outra coisa por aconselhamentos.
  2. Médiuns e espíritos, além de conhecer e praticar, devem evangelizar de acordo com a verdadeira doutrina deixada pelo Mestre Jesus.
  3. Nos rituais, usar vestimenta branca, simbolizando a pureza do ato.
  4. Não fazer sacrifícios de aves e animais, nem no intuito de homenagear ou solicitar favores desta ou daquela entidade, pois os espíritos, quanto mais evoluídos, mais se distanciam das coisas terrenas.

Observação: Somente espíritos inferiores, por não saberem se alimentar das energias existentes no mundo espiritual (a energia chamada de “Prana”), necessitam de alimentos grosseiros do mundo material, tais como o sangue e os demais existentes nas oferendas, etc.

A nova religião de espíritos de índios e negros, chamada de Umbanda (pois eraumbanda do Kardecismo), liderada pelos Fundadores (Zélio e Caboclo Sete Encruzilhadas), com essas regras observadas pelos adeptos, aos olhos da sociedade de então, foi aceita como Religião.

Entenda que o significado de religião é: ¨Religar o Ser Humano com Deus.

Infelizmente, os macumbeiros de então, no sentido de ficarem ao lado do legal, e para poderem continuar a exercerem suas macumbas, suas feitiçarias, seus cultos primitivos, suas matanças, suas ignorâncias, suas cobranças por consultas e seus desmandos sem serem importunados pela polícia, clero, mídia e sociedade, usaram do artifício da adoção do nome de “Umbanda” em seus terreiros de macumbarias.

Você sabe porque na Umbanda fundada pelo Zélio e Caboclo 7 Encruzilhadas, se determinou os Ensinamentos do Evangelho de Jesus – o Cristo?

Quando da incorporação do Caboclo no jovem Zélio dentro do Centro Espírita Kardecista, um médium vidente enxergou vestes clericais (roupa de padre católico) em volta do espírito, e lhe perguntou sobre isso. O Caboclo respondeu, que antes de sua ultima vida na Terra como índio Tupinambá, ele foi um Padre Jesuíta de nome Gabriel Malagrida (e como a história prova, Gabriel Malagrida viveu no Brasil na Época Colonial, e no serviço de catequese, não só dos índios brasileiros, como também dos colonos que aqui habitavam).

Acontece que, pela análise das Revelações de todas as outras vidas passada do Caboclo Fundador da Umbanda, há 2.000 anos atrás, ele nada mais foi do que o Apóstolo Thomé (aquele do “só acredito vendo”), tendo ele recebido a missão determinada por Cristo, de evangelizar povos brutos e selvagens; e, no atendimento dessa missão, ele embarcou para as Índias; só que, como houve desvio no navio que o transportava, ele veio parar em terras, até então, ainda não brasileiras, em Salvador, Bahia; e aqui, ao catequizar os índios, deu origem a uma das mais belas lendas; a do Caboclo Sumé, ou o mesmo Caboclo Flecha-Dourada – assim chamado pelo saudoso Alziro Zarur, Fundador da Legião da Boa Vontade.

A Legitimidade da Umbanda em ser representante de Jesus – o Cristo, na Terra.

Por conclusão normal e lógica, entende-se que a Umbanda fundada pelo Caboclo 7 Encruzilhadas, é a continuidade da catequese Crística determinada ao Apóstolo Thomé, advindo aí, a Legitimidade Crística da Religião de Umbanda.

Observação sobre a “Legitimidade Crística da Religião de Umbanda”:

Uma informação como essa, nunca, mas nunca mesmo, será passada pelos que hoje se dizem líderes das “suas umbandas”, pois vindo a ser do conhecimento de quem procura a Verdade, este vai saber que as práticas mágicas, fetichistas, supersticiosas, ignorantes, e sem quaisquer comprovações de validade, não encontram quaisquer comparativos com as Lições do Evangelho de Cristo.

Um terreiro de Umbanda, nos moldes do Fundador, segue o Evangelho de Cristo, e nessa prática, não há matanças, cobranças, despachos, camarinhas, raspagens de cabeça, ignorâncias, superstições, etc., bem como ensina Religião, Ciência, Filosofia, Ética, Moral e Verdade, e principalmente com bases Kardecistas.

O que se observa num Templo de Umbanda com origem nos Fundadores:

O que se observa dentro de um terreiro que não é a Umbanda Crística:

Também, normalmente, os dirigentes de terreiros de macumba, além de não terem um trabalho regular pois vivem de suas “consultas” como um comércio, alguns ainda são donos (ou sócios) de lojas que vendem artigos do ramo, havendo orientação para que a pessoa atendida faça suas compras nessa sua loja, bem como as listas de materiais são enormes, para que haja montante de valor gasto com compras que só enriquecem o dono da loja e do terreiro de macumba.

Nos terreiros de macumba, tanto os médiuns quanto os espíritos, devido não existir Consciência Moral e Consciência Crística, no atendimento das queixas das pessoas, mesmo disso não se apercebendo ou fazendo questão, nem sabem que estão trabalhando única e exclusivamente para o mal, pois deixam de lado o enaltecimento e a importância das coisas do lado espiritual, e trabalhando apenas no lado material, fortalecem os  elementos que prendem o espírito na Terra pelos desejos humanos.

Inclusive os próprios médiuns da macumba se revelam quando reclamam que as suas necessidades materiais e desejos não são atendidos pelos espíritos, sendo esse o principal motivo para os terreiros de macumba viverem sempre cheios, e para lá afluindo mais médiuns sem consciência do espiritual, e isso se explica porque todos querem apenas satisfazer os seus desejos da matéria (querer, ter, poder, etc.).

Em muitos desses terreiros de macumba, pelo fato de seus dirigentes serem ignorantes (sem cultura) e não conhecendo a verdadeira Umbanda, misturam em seus cultos rituais que pertencem à outras seitas ou religiões.

E, dentro dessa mistura, levam para os seus terreiros a idéia de raspar a cabeça, deitar camarinha, fazer o santo e dar comida para orixás - rituais esses, que pertencem única e exclusivamente ao Candomblé (que também, nada tem a ver com a Umbanda), advindo daí, a expressão ¨terreiro de umbandombl騠 - situação essa que degrada tanto o Candomblé quanto a verdadeira Umbanda, pois esses terreiros de macumba denigrem as duas religiões, pois não pertence a nenhuma delas.

Ainda dentro dessas misturas, levam para os seus terreiros os santos e santas que pertencem a igreja Católica, e estes, sincretizados com os “orixás” do Candomblé, cultuam santos romanos como sendo os “orixás” dos cultos africanos, só que transportados para essas “umbandas” – situação essa, que levou a direção da igreja Católica a eliminarem dezenas de seus santos e santas canonizados, para não haver mistura de cultos.

Se você me acompanhou em raciocínio até o presente momento, em sendo você apenas um freqüentador de terreiro e que fica na assistência e que se consulta com espíritos, poderá já ter notado que sobram dúvidas e perguntas sobre a qualidade dos espíritos e das pessoas médiuns; mas, todas elas podem ser respondidas por você mesmo, se observar, antes da sua próxima consulta com qualquer espírito e em qualquer terreiro, a seguinte observação e regrinha de bom senso:

É lógico que você quer apenas o melhor para você mesmo, e isso quem pode lhe dar são apenas as pessoas amigas e espíritos amigos em quem você confia e que você tem certeza que não vai lhe fazer nenhum mal.

Quem não faz nenhum mal, são apenas pessoas e espíritos que não cometem pecados, e esses só podem ser os verdadeiramente santos, ou os que se esforçam para eliminar suas más tendências, e dessa forma, somente praticarem o Bem!

Então entenda:

O santo de verdade é aquele que vive somente para Deus, procurando imitar Deus em tudo; tanto é, que antes do santo fazer qualquer coisa, ele pensa assim: - ¨Como é que Deus se comportaria nessa situação?¨, e isso ele pergunta, para agir igual.

Aí, eu lhe pergunto: - ¨Conversar com um santo ou depositar seus problemas nas mãos dele não é a coisa mais maravilhosa e confiável do mundo?¨ A resposta obvia é o “sim”!

Aí, eu lhe faço outra pergunta: - ¨Como é que você faz para descobrir se o espírito com quem você conversa tem as qualidades iguais ou próximas das de um Santo?¨

A resposta também é simples, se você atentar para a regra básica espiritual de que - ¨semelhante atrai semelhante¨.

Portanto, as mesmas qualidades e defeitos existentes no médium, também existirá no espírito, e saber ver isso, é apenas uma questão de bom senso e  análise. Se o médium é bom, o espírito também é bom; e, se o médium tem defeitos, o espírito também tem defeitos.

Então, aprenda isso e use dessa tática: qualquer seja o terreiro, observe o médium: se ele tem defeitos, o espírito também tem. Nunca foi e nunca será verdade que médium ruim incorpora espírito bom, pois isso contraria a Lei Espiritual de que “semelhante atrai um igual semelhante”.

Em princípio, se você observando que o médium convive com os seguintes vícios: drogas, cigarros, bebidas, vicio solitário, degradantes, taras, homosexualidade, ocioso, vagabundo, pilantra, ladrão, assassino, mal educado, sem higiene, enganador, falta de cultura geral, cobrar, matar aves e animais, ser supersticioso, ser comerciante da religião, chantagista, promessinha, mentiroso, vaidoso, ameaçador, ... saiba que ali, nunca houve e nunca haverá um bom espírito e bom médium para o aconselhar.

Entenda que em médiuns com os defeitos todos ou alguns dos acima, você não irá nunca encontrar sinceridade, acompanhamento e interesse pelo seu caso, e nem as melhores soluções, pois se ainda não resolveram suas próprias pendências para com suas doenças que os impedem de evoluir, como é que podem ser referências de Bem, exemplos de caráter, ou melhores que você?

Entenda que nas outras religiões, toda pessoa para ser um padre, pastor, elder, líder, ou qualquer coisa onde a pessoa venha a ser ¨formadora de opinião alheia¨, dela se exige anos de estudos não só de Teologia, Psicologia, como também de exercícios práticos da Fé, Moral e Conhecimento geral para se capacitar ao exercício da atividade de religioso, ou seja: a de ser um representante de Deus juntos aos de sua comunidade.

Então, como é que você vai confiar numa pessoa sem o devido preparo e condições morais, que apenas coloca um monte de colares no pescoço, e diz ser pai ou mãe de santo?.

O pai ou mãe de santo poderá até dizer que tem um atestado, que seria um diploma onde alguma organização lhe dá o título de “pai/mãe de santo”; só que, boa parte dessas organizações que distribuem diplomas, dão esse “canudo” pra qualquer um, desde que lhe paguem a filiação e a mensalidade, e sem que a pessoa realmente prove estar gabaritada ao cargo; aliás, nem exames, fiscalização ou comprovação existem, para saber se o candidato é o que diz ser.

Agora, se você for médium que freqüenta um terreiro e ainda estiver desenvolvendo seus guias espirituais, ou já os tendo desenvolvidos, se o seu terreiro é do Bem, ou seja, pratica algo próximo às regras da verdadeira Umbanda, somente fazendo a Caridade, havendo estudos, falando em Deus, Jesus, nos demais Mestres da Humanidade, ensinando as práticas das Virtudes; e que o seu Dirigente Espiritual não quer que os Guias dele sejam referências e que as referências devem ser apenas Deus e Jesus, e que ele é apenas um humilde trabalhador em prol da Religião, se nada cobra, não mata bichos, e as pessoas procuram ser educadas e respeitosas, parabéns à você por estar onde está, e meus votos é de que permaneça aí, e faça de tudo para levar mais pessoas junto com você, pois é uma casa do Bem, e lá dentro mora Jesus – o Cristo.

Agora, se você está ou não desenvolvido espiritualmente, se o seu terreiro, pelo que já foi lido até agora, você o estar reconhecendo como macumba, apesar do seu dirigente dizer que é Umbanda, ... ou assim estar registrado, ... se lá você permanece porque essa é a sua vontade de livre escolha, porque você apenas visa satisfazer as necessidades da matéria, eu tenho pena de você; ... mas, como ninguém evolui sem ser pelo sofrimento, o seu dia de arrependimento vai chegar, pois os erros não duram para sempre.

Hoje, a macumba pode estar satisfazendo as suas necessidades; mas, não se esqueça que o espírito é eterno e volta de onde veio, e lá, no mundo espiritual, no Umbral que o espera, não havendo a carne, mas apenas a forma perispiritual de sua última encarnação, ao olhar para o que vai se tornar e sentir, você vai saber que isso nada mais é do que a conseqüência dos seus atos cometidos.

Observação:

“Desenvolver”, inicialmente, não é “girar e receber espíritos”. Desenvolver, primeiro, é você conhecer onde pisa: Conhecendo a Doutrina, e com isso adquirindo a Confiança e a Certeza de estar no caminho certo.

Agora, aos meus irmãos e irmãs médiuns e dirigentes que procuram seguir as regras da verdadeira Umbanda, eu transmito uma mensagem que espíritos de Luz sempre nos passam, e quero compartilhar com vocês: Eles dizem que nós não estamos sós, e que Espíritos de Luz nos amparam em nossas jornadas por esse mundo de provação, expiação, redenção e evolução. Pedem para permanecermos firmes no ideal do Bem.  Para chegarmos até onde chegamos, isso prova que estamos vencendo as tentações da matéria, orgulho, vaidade, poder, pois esses obstáculos não mais fazem parte de nossos quase espíritos libertos das tentações da carne.

Nos dizem para seguirmos com Deus, Jesus, os Mestres da Humanidade, para seguirmos com o Caboclo Sete Encruzilhadas, para seguirmos com os nossos Guias Trabalhadores da Religião de Umbanda – que são os verdadeiros formadores de Opinião, e que devemos saber que cada filho ou filha doutrinado no caminho do Bem e da Consciência Espiritual, e com sua conseqüente prática, é mais uma alma que deixa de fazer parte das tentações das trevas, e por esse mérito, cada alma salva será mais um foco de luz em nossos corpos perispirituais servindo de farol atrativo para quem busca a Luz.

Essa mensagem é para que, todo dirigente de terreiro, tendo conhecimento de que suas orientações moldam “filhos e filhas” do terreiro entendam as conseqüências de seus atos; e para os bons dirigentes, o lenitivo acima.

E para os maus dirigentes, orientadores para os erros, o que os esperam? Eles possuem consciência disso? Infelizmente, tenho que me dirigir aos médiuns e dirigentes da macumba. Para estes, difícil é saber se nesta vida ainda terão salvação de seus pecados, mesmo que o arrependimento venha em seus minutos finais na hora de seus desencarnes. Nesse momento, de nada adiantará, pois não há como reverter um quadro de pecados pintado durante sua jornada como macumbeiro. Nessa hora derradeira saberão como foram inúteis as ostentações de poder, orgulho e vaidade pela ostentação de um título de pai ou mãe de santo. (E digo eu; “pai e mãe de encosto”, isso sim, como dizem acertadamente os críticos  evangélicos).

De nada adiantará justificar dizendo que fez o que seu guia lhe pediu, se ao analisarem os seus “guias de trevas”, não sabem que um dos pecados é a mentira; e no uso da mentira, o espírito trevoso mente dizendo que é caboclo, preto-velho, exu, etc.

Como as pessoas se diferenciam dos animais exatamente pela capacidade de raciocinar, se os propósitos dos guias tivessem sido no cominho da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Vida, aí sim poderia ser dito que o Caminho era o Caminho de Deus, e ensinado pelos verdadeiros Guias Trabalhadores da Umbanda.

Como acreditar piamente que um caminho regrado por sangue de aves e animais, por cobranças de consultas tirando dinheiro de pessoas desesperadas, por conselhos fetichistas, ignorantes e sem base lógica, pudesse ser um caminho do Bem?

Como justificar o arrastar de tantas pessoas ingênuas para os mares de lamas das macumbas, pessoas essas que foram iludidas por suas artimanhas de creditar à si e seus guias poderes espirituais e materiais sabidamente e comprovadamente inexistentes?

Como explicar que seus “guias” – que nada mais eram do que encostos ou obsessores, eram apenas agentes das Trevas agindo em uma pessoa que só pensava em si mesmo e nos prazeres materiais?

Como se defender perante os Espíritos Senhores do Carma, e aos Espíritos Responsáveis pela Evolução Humana, que o macumbeiro usou da Religião de Umbanda – Luz dos simples - como fachada para encobrir as ignorâncias geradas pelos males da macumba?

Enfim, como nada justifica o erro, quem em erro viveu, que o erro o absorva, paralise, esgote, transforme, e o libere para os resgates exigidos pela Lei do Karma.

Para que me seguiu até aqui, e nada havendo de senão com o que foi lido, e nessas linhas encontrando a razão lógica do raciocínio e, ao se fazer o confronto das idéias com o que se passa de real comportamento dentro do terreiro que você freqüenta, eu volto a lhe perguntar: ¨Você é Umbandista ou macumbeiro?¨

Se você responder que acredita em orixás que estão nos elementos da natureza e lá devem receber oferendas, bem como no sacrifício de animais e aves, e também em fazer o santo, axés e quartinhas, e mais outras coisas fetichistas como jogo de búzios e pagamentos por consultas espirituais, você não deve dizer que freqüenta a Umbanda, e sim, que é um adepto do Candomblé, pois todas essas práticas pertencem à esse culto, nada havendo com a verdadeira Umbanda; e, nesse caso, você deve pedir ao dirigente de seu terreiro que tire a placa que diz lá ser terreiro de Umbanda e mude o nome para terreiro de Candomblé.

Observação:

 Como a religião de Umbanda foi fundada dentro de um Centro Kardecista, e não dentro de outro culto, seita, ou igreja de qualquer religião outra, pela lógica, toda a Codificação Espírita Kardecista atende as necessidades de Doutrina da nova religião de Umbanda; portanto, todos os livros da Ciência, Filosofia e Religião Kardecista, são indiscutivelmente os Livros da Codificação da Umbanda.

Também, durante toda a vida do médium fundador Zélio Fernandino de Moraes e trabalhos do Caboclo Sete Encruzilhadas, nunca se falou ou cultuou-se os orixás africanos.

Essa concepção de orixás está enraizado nos terreiros que dizem ser de Umbanda devido o sincretismo praticado pelos africanos escravos no Brasil, que ao olharem uma imagem de santo católico, a associavam ao seu orixá africano, sendo que mais tarde, dirigentes desses “Movimentos Umbandistas” trouxeram, não só as imagens dos santos católicos para os terreiros, como também identificaram e nominaram as tais “sete linhas”.

A Umbanda, fundada pelo médium Zélio, e Caboclo das Sete Encruzilhadas, em Verdade, trouxe:

  1. Em primeiro lugar o conhecimento da existência de Deus como o Creador de tudo.
  2. Em segundo lugar, a Doutrina de Cristo, com o seu primeiro e único mandamento que ele nos deixou: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”!
  3. Em terceiro, trouxe o conhecimento da existência dos Anjos – seres perfeitos pela escala da evolução, e que vivem sob as ordens diretas de Deus, sendo que os anjos já foram iguais à nós e se tornando o que são devido eliminarem de si todas as suas imperfeições. À essas Entidades, Zélio os chamou de “Postedades Cósmicas”.
  4. Em quarto, a Umbanda trouxe o conhecimento da existência dos Espíritos – em todos os níveis de atuação, conhecimentos e níveis evolucionários; inclusive que nós somos espíritos reencarnados, e que todos os espíritos, enquanto não evoluírem suficientemente também em todos os níveis, necessitam da reencarnação para essa dita evolução.

Inclusive, que os espíritos que nos são semelhantes, são os que estão ao nosso lado, e pela nossa (e deles) mediunidade, estão evoluindo em conjunto conosco (seus médiuns). E, que esses espíritos nossos amigos, que ficam conosco pela Lei das Afinidades, são os que nos incorporam e se identificam como nossos Guias Trabalhadores; pois, enquanto evoluímos cá desse lado, eles evoluem do outro lado no mundo espiritual, sendo os habitantes de Aruanda – a Cidade dos Espíritos Trabalhadores da Religião de Umbanda; cidade essa, que é governada pelos espíritos do Caboclo Sete Encruzilhadas e do Zélio Fernandino de Moraes – os Fundadores das Umbanda; e ficam no governo dessa cidade, exatamente para poderem dar continuidade e administração à Religião por eles fundada.

Observação:

Quaisquer outras informações ditas como sendo outros espíritos que governa a Cidade de Aruanda, entenda: todas as religiões, cultos, seitas, e principalmente as que fazem parte do “Movimento Umbandista”, tem as suas lideranças em nome de espíritos que possuem as afinidades ditas com essas seitas, cultos, religiões e movimentos.

Exemplos:

     São Pedro guarda o portão de entrada do Céu dos Católicos; Allan Kardec e Bezerra de Menezes devem governar a cidade dos Kardecistas; Pai Benedito de Aruanda governa a cidade dos adeptos de um desses grupos do dito “Movimento Umbandista”; e assim por diante.

Portanto, e ainda sobre os ditos “orixás”, na única e verdadeira Religião de Umbanda, a que foi fundada pelo Zélio e Caboclo Sete Encruzilhadas, onde estes falaram pela primeira vez a palavra ¨Umbanda¨, a qual tem ligação como sendo “umabanda – uma parte – um lado do Kardecismo, na primeira Umbanda não existe a figura do ¨orixᨠda forma como o orixá é entendido hoje pelos macumbeiros, pois a sua própria concepção de idéia é totalmente desprovida de bom senso e lógica espiritual, bem como coloca Deus – O Creador de Todas as Cousas, como figura falha.

Espantado? Então, raciocine comigo: Deus, ao tudo crear, o fez dentro de Leis Fixas e Imutáveis, bem como Suas Obras sendo Perfeitas!

Ora, os cultos africanos fetichistas, ao inventarem os orixás e os colocarem na condição de deuses da natureza e estes delas fazendo parte (um orixá no ar, um orixá no mar, um na pedreira, um nos rios, um orixá nas florestas, etc.), e nas funções de ali regularem os comportamentos dos elementos, e isso para o atendimento dos desejos materiais dos humanos, pois seria uma resposta às suas oferendas, sacrifícios de aves e animais e preces, além de trazerem para a condição humana o que deveria ser divino (entenda que o que é divino está muito distante das misérias humanas), também isso estabeleceu um comércio de compra de favores, bem como colocou sob suspeição as obras de Deus, já que em qualquer elemento da natureza, em havendo a presença de outros deuses e deusas, estes ficariam regulando e consertando eventos gerados na imperfeição da Creação.

Quantos, por erro de informação, acreditam que um orixá Oxossi vive nas matas, ... Yemanjá no mar, ... Nanã nos lodos, ... Xangô na pedreira, Oxalá no ar, ... Obaluayê no meio das doenças, ... Omulú no cemitério, ... Ogum guerreando, e assim por diante.

Quantos, por superstição, acreditam que suas cabeças são regidas pelo temperamento idem à um deus ou deusa; ... e não, que a personalidade é fruto de si mesmo, de suas encarnações anteriores, do inconsciente, do inconsciente, ... enfim, do propósito das reencarnações, que seria a soma das experiências adquiridas ...

Quantos, por ignorância, acreditam que não podem cortar o cabelo, que o ano é regido por tal deus ou orixá, bem como o dia da semana, ou as horas do dia, ...

Portanto, os orixás, nessa forma de entendimento, negam a perfeição das Obras de Deus, bem como que Deus seja perfeito; e com isso, negam o sentido que se entende de Deus para a evolução de todas as coisas.

Essa idéia de orixá na natureza, tem aqui no Brasil aproximadamente 400 (quatrocentos) anos, e tem sua origem nos negros escravos vindos da África, aportando aqui, a partir de 1536. Imagine-se (se isso fosse verdade), você, na posição de um orixá da natureza: Na África, seriam milhares de anos, e no Brasil seriam 400 anos vivendo dentro do mar, do rio, na pedreira, no lodo, no mato, etc. Você suportaria isso? ... sempre isso? ... sem mudar isso? ... e sempre atendendo pedidos de pessoas, que lhe veriam apenas como um meio de conquistar o que os seus méritos negam?

Nesse ponto, você, sendo médium, poderá questionar que você incorpora e\ou conhece pessoas que também incorporam orixás, e que tudo o que leu até agora é heresia, pois não foi dessa forma que você recebeu ensinamentos de seu pai ou mãe de santo.

Aí, eu lhe respondo categoricamente que você recebeu ensinamentos desprovidos da verdade, e que você não incorpora o que quiser ou que lhe disseram, pois as Leis Espirituais que regulam as comunicações mediúnicas apresentam uma Lei, que é a Lei das Afinidades, e essa não pode nunca ser contradita, e portanto, sem nenhuma sombra de dúvida ou questionamento, mesmo você pensando em contrário, você incorpora apenas espírito que lhe é semelhante.

Somente nessa questão e Lei Espiritual, qualquer médium de bom senso já fica sabendo que incorpora apenas um espírito igual ou bem próximo a si mesmo, e tendo como comparação entre o médium e espírito, apenas os patamares evolutivos. 

Você ainda poderá teimar e dizer que no seu Centro, que você refuta como sendo de Umbanda, e das boas, o orixá é existente e cultuado.

Só que aí, pela lógica e observação, mais uma vez eu lhe contesto, e com um simples argumento: se os orixás, no Brasil, da forma como é entendido – deuses existentes nos pontos da natureza, tem sua existência à partir do momento do sincretismo acontecido há aproximadamente 400 (quatrocentos) anos atrás, e isso feito pelos negros de origem africana, e no culto de seus deuses também africanos, sendo que depois os descendentes desses negros escravos foram os fundadores do Candomblé, e esta seita absorveu os orixás em seus Cultos de Nações, como é que os orixás podem fazer parte da Umbanda se esta somente foi fundada em 15 de novembro de 1908, e é eminentemente brasileira?

Assim sendo, a Umbanda jamais esteve presente no processo do sincretismo, e isso, porque quando isso aconteceu, a Umbanda ainda não existia. Essa confusão de orixás africanos e santos católicos virem a ser inseridos na Umbanda, começa quando médiuns ligados aos cultos africanistas e religião católica imigraram para a Umbanda e para ela trouxeram os seus conceitos; e, desse equívoco, vemos hoje cultuarem Ogum e São Jorge, Oxossi e São Sebastião, Yansã e Santa Bárbara, e outros, como sendo as mesmas coisas; e não são, pois o orixá pertence aos cultos africanistas e o santo católico pertence ao catolicismo.

A Umbanda fundada, de acordo com uma das regras do Espírito que a fundou, nada mais era do que a manifestação de espíritos plasmados nas formas de Caboclos e de Negros ex-escravos, e com a missão de Evangelizarem em nome da Doutrina de Jesus – o Cristo.

Veja que no Catolicismo, ensina-se que ao morrermos, vamos para o Céu, Inferno ou Purgatório. Portanto, os santos católicos não poderiam voltar para nos assistir.

Veja que no Kardecismo ensina-se que após o desencarne, nos preparamos no mundo espiritual para o retorno reencarnatório, exatamente para cumprirmos a Lei da Evolução.

No caso dos santos católicos, pela Lei da Reencarnaão, muitos deles já voltaram muitas vezes em outras novas vidas para cumprirem a Lei da Evolução.

Portanto, não se pode acreditar que os santos católicos ainda estão no mundo espiritual, intactos, sem evoluírem, idem às suas ultimas vidas, e para nos atender, e ainda, na condição mentalizada de um “orixá”.

A lógica ainda nos diz, que pelo fato de terem vivido na Terra e na carne, apesar de suas qualidades e virtudes referendadas pela canonização – processo da Igreja Católica que os tornaram “santos”, também possuíam defeitos da mesma forma como nós.

E outra coisa mais importante ainda, para não se defender orixá com o nome de santo católico dentro de terreiro: os santos são próprios da Religião Católica. Portanto, nas palavras de Jesus – o Cristo, no caso de “dar-se à Cezar o que é de Cezar”, deve-se devolver o que foi usurpado.

Você poderá até ainda dizer que é convicto em sua “macumba”, pois ela já te livrou (ou alguém) de perigos e de doenças.. Aí, eu lhe digo que todas as religiões, seitas e cultos existentes no mundo, e bem diferentes da que você professa, ensinam que:

Lembre-se do ditado:

Não é porque há boa intenção, que é certo. De pessoas com boa intenção, o Inferno está cheio!

Para referendar tudo o que já foi dito sobre orixás, lembro que essa nominação é de origem africana.

Então eu lhe pergunto: Você sabe o que é um orixá em África?

Aqui no Brasil, no Candomblé, na macumba, ou em qualquer uma dessas “umbandas do Movimento Umbandista”, se aprende que o orixá é um deus da natureza, ou um espírito que vive nos elementos da natureza, que ele é poderoso, que ele pode ser ofertado\oferendado, e a ele ser dado sacrifícios de aves e animais, e que ele atende os pedidos de quem lhe oferta.

Também, nas macumbas travestidas de Umbanda você já ouviu lhe dizerem, bem como muitos assim se julgam, que são filhos ou filhas deste ou daquele orixá. Certo? Não é assim?

Então, vamos lá! O que é o orixá na África?

Prepare-se para mudar todos os seus conceitos e entrar na Verdadeira Vida Espiritual regrada pelo Conhecimento, e deixando para trás toda a ignorância (a falta de conhecimento sobre o assunto “orixa”).

Jesus – o Cristo, bem como todos os Mestres da Humanidade sempre disseram o seguinte: ¨Conhecereis a Verdade e esta vos libertará! (É a ignorância que prende a pessoa aos grilhões da superstição, e medos que o prendem à matéria!)¨.

Detalhe:

Se a revelação seguinte não o satisfizer, ou nela não acreditar, pois derruba todos os seus mitos em que acreditava, seja esperto para consigo mesmo e sua evolução; e para não mais se deixar enganar por ignorantes ou pessoas de má índole, ou por pessoas que constroem religiões de acordo com suas opiniões, e muitas vezes não apenas para atenderem os seus interesses, mas principalmente as suas necessidades de poder, faça você mesmo as suas próprias pesquisas.

Hoje, é a coisa mais fácil do mundo se contatar a África, e via Internet, e se corresponder com nossos irmãos dos paises africanos e que falam a língua portuguesa.

No livro ¨Os Orixás¨, diz o escritor Pierre Verger, que ¨a religião que presta culto aos diversos deuses do panteão africano, está ligado à noção de família, ... ao clã numeroso originário de um mesmo passado englobando vivos e mortos, ... portanto, o Orixá seria em principio, um ancestral divinizado que em vida estabelecera vínculos com determinadas forças da natureza¨.

Vê-se, portanto, que o culto às divindades da África tinha e tem como pressuposto uma linhagem em comum, qual seja a família; e que após o desencarne, o ancestral divinizado escolheria um de seus descendentes para ter o privilégio de incorporá-lo mediunicamente.

Pierre Verger menciona ainda, que estes descendentes que tem tal privilégio, são chamados de ëleguns¨, ou seja, “aquele que é montado”, e, ... continua dizendo que o orixá é um bem de família cuja responsabilidade de culto fica a cargo do elegum, e auxiliado por outros sacerdotes.

Resumindo, e de forma clara e direta, o entendimento do que é o orixá na África, é o seguinte:

Na antiguidade, o africano na posição de chefe de uma tribo é quem poderia ser divinizado, e isso porque ao usar as prerrogativas de Rei no estilo feudal, ou seja, amo e senhor de tudo, inclusive da vida e da morte de seus vassalos, estes últimos, pelo temor ou respeito, acreditavam que o seu rei vivo e na carne tinha ligação com divindades ou deuses.

Com certeza, e na falta de outra explicação, acreditavam ser o Rei, o responsável por todos os fenômenos da natureza, sendo que ao Rei, rendiam suas homenagens.

Essa divinização permanecia após a morte do Rei, e em suas datas de lembrança de feitos, eram cultuados, inclusive os outros e anteriores antigos reis já falecidos também recebiam seus cultos (suas oferendas e suas “comidas de santo”).

Esses antigos Reis (já falecidos), ao incorporarem no Rei atual e que seria um seu descendente (pertencente à mesma família real), recebiam o nome de ¨orixá¨.

Portanto, o orixá nada mais é do que o espírito de um antigo Rei já falecido e que recebe essa nominação ao incorporar em um seu descendente atual pertencente à mesma família real.  Muito claro, não é?

Mas, como é que existe tanta gente recebendo orixás?

A resposta é simples: para que seja verdade a afirmativa do médium dizer que recebe orixá, ele tem, obrigatoriamente, de ser descendente de alguma família real da África, bem como que o espírito incorporante seja um espírito antigo, ex-Rei, e da sua mesma família; ou em suma: médium e espírito serem pertencentes à mesma linhagem familiar e real.

Entenda que o nome orixá apenas diferencia linhagem, e nunca que esse espírito seja melhor ou pior que os demais espíritos que incorporam em médiuns que não possuem linhagem real africana.

Observação:

O que torna um espírito ou uma pessoa melhor ou pior que outro, não são os títulos, e sim, as qualidades morais que possuem.

Isso explica porque os ¨orixás¨pedem oferendas aos seus médiuns.

Esses espíritos chamados de orixás apenas seguem as tradições africanas às quais estavam acostumados de quando estavam vivos na carne.

E a Umbanda de hoje, a que segue as determinações do fundador, como é que encara os orixás?

Resposta:

 Da maneira mais simples. Sabe-se que Deus não criou seres à parte, com privilégios.

Sabe-se que tudo é produto da evolução. Os Anjos de hoje foram os homens de ontem. Os homens de hoje serão os Anjos de amanhã. As definições para Anjo são muitas: Espíritos Superiores, Espíritos de Luz, Potestades, Virtudes, Tronos, ...

Nas muitas Umbandas Populares, devido o sincretismo, adotam-se os Orixás como Regentes de Sete Linhas, só que são vistos como Arquétipos, Virtudes, Simbologias, ou mais simplesmente como Anjos.

Importante:

Anjo (ou orixá), não incorpora em médium, já que não existem as necessárias correspondências de igualdade, afinidade e semelhança entre ambos – médiuns e Anjos.

Portanto, o Umbandista que segue os preceitos dos Fundadores, ao falar “Orixá”, estará falando o mesmo que “Anjo”. E ainda, cada Anjo representa um sentido evolutivo.

Exemplos:

Se você responder que tudo isso que você está lendo é bobagem, que é o espírito ao incorporar quem deve saber tudo, ... que não há necessidade de doutrina do Bem em nome de Deus, Jesus, ..., e que podem beber, falar palavrões, fazer todos os tipos de trabalho que quiserem, cobrarem por trabalhos, matar bichos, beberem sangue, usarem da condição do sexo para satisfação do médium e\ou espírito, que o pai ou mãe de santo (ou melhor, de encosto) faz de tudo e é o mais forte, etc., entenda que o seu terreiro não é Umbanda e sim de pura macumbaria.

Nessa situação, seja um pouco honesto, e para não continuar depreciando os demais e verdadeiros Templos de Umbanda, troque a placa da porta do seu terreiro, e coloque uma placa com os dizeres que retratam a realidade: ¨aqui é um terreiro de macumba¨. Ainda nessa situação, tenha certeza que espiritualmente você não será cobrado por enganar os outros, já que irão até você apenas os que querem ir à macumba.

Agora, se você se fechar em egocentrismo, dogmas próprios ou emprestados, muletas compradas ou experiências transcedentais, e achar que nada disso lhe diz respeito, pois você possui doutrina em estabelecimentos de ensino e que inclusive você possui “título nobre na religião”, comprado ou não, no uso do raciocínio franco eu lhe peço considerar o seguinte:

Primeiro, você sabe quais as reais definições para Santo, Sábio e Mestre?

  1. Santo é aquele que vive única e exclusivamente para Deus, procurando imitá-lo em tudo. Necessariamente um Santo não é Sábio. Para ser Santo, basta apenas não se cometer pecados, eliminar as imperfeições e ser um poço de bons exemplos e virtudes.
  2. Sábio é aquele que detém o conhecimento de como tudo funciona no Universo.Necessariamente um Sábio não é Santo. Para se adquirir sapiência, basta apenas o estudo todas as ciências existentes, e ao se fazer as ilações entre todas, encontrar-se as respostas para todos os problemas.
  3. Mestre é aquele que é Santo e Sábio ao mesmo tempo, e usa de suas qualidades para a evolução da Humanidade. Para ser um mestre, aí a coisa complica, e isso porque, verdadeiramente, não existe nenhuma receita, regras, fórmula, caminho religioso ou mental que possibilite o encontro de cada um consigo mesmo para a eliminação do ego (primeira exigência para ser santo com consciência), e a partir daí haver a fusão de seu ser divino com todos os universos.

Na verdadeira Religião de Umbanda não há títulos, e uma pessoa não é melhor que outra, apenas por que tem um ou mais diplomas. O que faz a diferença, são as qualidades que existem nas pessoas.

Mesmo ainda que houver uma insistência de sua parte em justificar baseado em experiência transcedental onde você encontrou o seu ancestral místico, e portanto acha que está acima dos conceitos apresentados, entenda que a justificativa do passado retratada em nome pomposo para a segurança do presente, é falsa ilusão para satisfazer egos, pois isso contraria a Lei da Evolução, que, como se sabe, se processa pelo desenrolar da vida no espaço e no tempo; e isso para que as  experiências do passado não permitam o cometimento de erros no presente e futuro.

É erro crasso acreditar que no passado tenhamos sido melhor que no presente; e, pelo cumprimento da Lei da Evolução pela Reencarnação, com absoluta certeza, hoje nós somos melhores do que fomos no passado.

Por fim, lembro que no Evangelho de Mateus 23:8, Jesus Cristo disse: ¨Vós, porém, não queirais ser chamados Mestres; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos¨.

Importantes observações:

O objetivo deste, não é o de criarmos quaisquer formas para confronto entre as diversas formas de manifestações das diversas doutrinas ensinadas nos diversos Templos, ou estabelecimentos de ensino, que compõem o vasto universo do chamado “Movimento Umbandista”.

Objetiva dar a cada pessoa, independente do “Movimento” à que pertença, a oportunidade pelo Conhecimento, de avaliar se os caminhos que ela trilha, são verdadeiramente os da Primeira Religião de Umbanda, e se é isso que ela quer.

Objetiva, de colocar, pelo Conhecimento, que hoje, cada instituição de ensino de “Umbanda”, nada mais é do que de apenas a expressão de culto de acordo com as idéias de seu líder; e que essas expressões próprias não seguem a Doutrina da Primeira Umbanda fundada pelo Zélio e Caboclo Sete Encruzilhadas.

Objetiva ainda, ajudar as pessoas a encontrarem as Verdades que buscam, pois quando esta não é dita, ou não se permite comparativos, por acomodação, se aceita o que tem.

Sobre os chamados “Movimentos”:

Saiba que nos ditos “Movimentos Umbandistas”, existem duas coisas enormes: uma é a Fé, e a outra é a Ignorância (falta de saber).

Também, nos ditos “Movimentos para a união de todos que professam umbandas diferentes”, mesmo que as atividades ritualísticas conjuntas contem com a presença de estabelecimentos de ensinos (se percebe que a Escolástica de Aristóteles – discípulo de Platão e Sócrates, o qual formulou regras de ensinos seguidos universalmente no sentido de eliminar a Ignorância pelo Saber), vem a se saber que as Condutas Evolucionistas são desprezadas; e, ao contrário do que seria o normal, ao invés do macumbeiro ser levado para o Esclarecimento, são os macumbeiros que vem levando todos para as suas Ignorâncias, pois nesses ritos, são aceitos seus rituais macabros de imolação e sacrifícios de aves e animais, acontecendo o retorno à barbárie, às trevas espirituais, à Idade das Pedras.   

É principalmente em virtude das atitudes soberbas e comerciais de muitos dos atuais dirigentes que se dizem da Umbanda, sempre defensores das idéias próprias de “suas umbandas de seus gostos”, é que surge o nosso “Movimento de Esclarecimento pelo Conhecimento”, e com o nome de “Movimento do retorno da  Umbanda para Cristo”.

Esse nosso “Movimento da Umbanda para Cristo”, dá total liberdade para cada um que queira dele fazer parte, pois a idéia é a de vivermos uma Umbanda de Fato e de Direito, a qual, pelo uso da Fé Raciocinada, junto com Ciência e Razão, objetiva a permanência dessa Fé; só que, em conjunto com o Real Conhecimento Crístico, eliminando a Ignorância, e nos aproximando mais da Verdade das Doutrina do Mestre Jesus – o Cristo.

Não é necessário filiação e nem pagar nada, pois não estamos comercializando religião; e você se torna um “Membro Efetivo desse Movimento”, quando vem a partilhar informações de cunhos e bases verdadeiras em Cristo. Hoje, sabemos ser formigas, e que poderemos ser atacados por todos os lados; mas, amanhã, quem sabe o que o futuro nos reserva, pois o Mal da macumba não vai durar para sempre!

Sobre os nossos irmãos evangélicos:

Por tudo o que você já leu até aqui, fica fácil perceber que esses irmãos – hoje evangélicos, tem todas as suas razões espirituais, morais e éticas, em terem ido procurar o Cristo em outra religiões. Vieram buscando uma coisa (Deus), e encontraram a macumba. Viram que esta não é evolutiva em nenhum aspecto e se sentiram enganados. Não raciocinaram ou perceberam que estavam inseridos em um embuste, pois da Religião de Umbanda fundada pelo Caboclo Sete Encruzilhadas e médium Zélio, só encontraram o nome, e não as Qualidades que fazem uma manifestação religiosa receber o nome de “Religião”. Nossos irmãos evangélicos, infelizmente, encontraram o joio, e nunca o trigo. Hoje, criticam a Umbanda; mas, nunca a freqüentaram. Se tivessem tido a sorte de encontrar a verdadeira Umbanda, duvido que dela tivessem saído.;

Autorização:

Você, leitor, está autorizado a reproduzir este, copiar e passar adiante especialmente para as pessoas que você sabe que freqüentam outras coisas pensando ser a Umbanda.

Só pedimos para não fazerem modificações nos textos.

Críticas, sugestões, mais informações, ou querendo conhecer nosso Templo, visite-nos.

Convite:

A você, irmão na Verdade, junte-se à nós. Visite-nos em nosso Templo, e venha fazer parte desse nosso “Movimento de Esclarecimento para o Retorno da Umbanda para Cristo”.

Desejamos que os Sete Sentidos preconizados pelas Sete Linhas da Umbanda, que são: Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Vida, se façam presente sempre em sua vida.

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